Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

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domingo, 2 de maio de 2021

Repúblicas, de uma em outra

Já não bastou o erro quase irrecuperável de termos feito um downgrade regimental, de Monarquia para república (como demonstram hoje os países mais desenvolvidos em IDH serem Monarquias), tivemos ainda a “besta”, Afonso Costa, que transforma Portugal numa ditadura terrífica, a I república torna-se um caos ingovernável, com consequências graves económicas e de segurança para os portugueses. Salvador? Obviamente só é legitimado por aquela frase do povo à data e face aos factos: “Queremos Salazar”!

Não tendo a Carbonária, movimento italiano que deu o vermelho e o verde à bandeira da republica portuguesa, morto Portugal no dia 1/2/1908, hoje não teríamos tido, potencialmente, a horrenda I república, o Estado Novo, a III república de elevada corrupção, de boys e anti meritocracia, uma descolonização vergonhosa e maldosa para brancos e pretos e, eventualmente, teríamos, presentemente, uma “Commonwealth” portuguesa, sob chefia de Estados Independentes com o Rei de Portugal.

Enfim…hoje somos uma miséria de povo, sem orgulho nos nossos governantes e pedintes da UE.


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sexta-feira, 5 de outubro de 2018

A Bandeira e verdeiro significado

Através daquilo que inspirou o seu símbolo maior - a bandeira da república portuguesa, percebe-se cristalinamente em que regime estamos mergulhados desde 1910 e, raciocinando um pouco mais, porque razão somos enormemente corruptos e ainda estamos amarrados a determinadas forças de poder que nos vão penosamente gerindo.

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terça-feira, 8 de março de 2016

O Último e o Primeiro Dia

O Presidente da república terminou hoje o seu mandato. Sem descurar das elevadas taxas de abstenção envolvidas nas suas duas eleições (e de outros), este acabou por ser empossado derivado à votação efectuada por (alguns) cidadãos.

Contudo, o Presidente termina o seu mandato com o tão falado índice de popularidade em baixa, segundo alguns superior mesmo à percentagem que o elegeu.

Ora, sabendo a forma como a república foi imposta, alicerçada em estritos grupos de interesses oligárquicos, processualizada por um braço armado maçónico - A Carbonária (cuja bandeira terrorista deu forma à actual bandeira da república portuguesa), não posso deixar de trazer à colação, entre muitos outros exemplos, duas imagens que expressam a relação dos portugueses com a Monarquia e com os seus representantes, concretamente da cerimónia fúnebre da Rainha D. Amélia (mesmo passados 41 anos do seu brutal exílio) e, ainda, o baptizado do actual Príncipe da Beira, D. Afonso, em Braga, nos anos noventa.

Nestes contextos expontâneos, não é difícil, para ninguém, perceber que, nesta ambiência, pouco releva o contexto dos votos, da abstenção ou da popularidade, aliás como acontece em Inglaterra, Holanda, Suécia, etc, antes sente-se, com nítida clareza, a admiração, o respeito e, sobretudo, a consideração do povo àqueles que são realmente Portugal.
 
 
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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Os Charlies portugueses

El-Rei D. Carlos e, seu filho, o Príncipe Real D. Luís Filipe, foram vil e barbaramente assassinados por terroristas.

Curiosamente, e passados 107 anos, não se vêem "Charlies" portugueses indignados...

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terça-feira, 10 de junho de 2014

Por ocasião de mais um 10 de Junho


Independentemente de serem republicanos ou monárquicos, estas são AS CORES DA NOSSA BANDEIRA. Estas são as cores da nossa Fundação, dos princípios estruturantes deste País e até mesmo para os fervorosos republicanos Guerra Junqueiro, António Arroio ou mesmo António M. Sousa essas cores não eram questionáveis. O mais grave é que foram. O vermelho e o verde representam hoje, infeliz e objectivamente, o que não somos e, talvez por isso, também os piores e menores momentos da nossa História.

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sexta-feira, 6 de junho de 2014

Minorias estridentes

Parece que corre em Espanha uma petição para questionar o regime monárquico.
 
Essa petição reúne cerca de 120 mil assinaturas num espectro de cerca de 50 milhões de espanhóis.
 
Bem, se formos pelo exemplo do caso português, os espanhóis que se acautelem pois meia dúzia de terroristas conseguiram, no Terreiro do Paço, em 1910, dar a volta a oito séculos de História e à maioria …sendo que ainda hoje está tudo calado e em brandos costumes.
 
O problema é que já passaram 103 anos e a república, sem nunca permitir a liberdade de expressão sobre si própria, ainda existe.
 
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Constatações de facto

Vejam bem a tipologia (…para não dizerem que recorri a epítetos como “laia”) das pessoas que vagueiam pelas ruas de Espanha a pedir república… Asseguro-vos que elas têm um perfil e objectivo paralelo com as que derrubaram, em 1910, a nossa Monarquia.

O mais estranho é que aquela minoria que, há 103 anos, de Lisboa, passou a mandar na maioria, deixa até hoje um evidente e irrefutável legado de descrença e desmotivação nacional, sendo que ainda existem uns tontos que criticam o nosso País por ele ser como é hoje e por estar como está sem, aparentemente, saberem porquê.

Despertem e raciocinem!

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quinta-feira, 6 de junho de 2013

Pelo azul e branco: unidos em liberdade e progresso

Foto - PPA

Pelas 17h30m estava, em ponto, no jardim Sena Freitas em Ponta Delgada, comummente conhecido por jardim da Zenite.

No local, e àquela hora, havia um grupo de cidadãos preparando-se para evocar o dia 6-6-1975. Alguns defendem que este é que deveria ser o dia dos Açores. Opiniões.

Relativamente a bandeiras, encontrei a que a fotografia revela no púlpito. No entanto, mesmo essa bandeira, a da Frente de Libertação dos Açores (FLA), é azul e branca…gostaria de (começar por) frisar esse facto. Ainda a propósito de dias oficiais, evocativos e de bandeiras, é indesmentível o paulatino aumento de açorianos que, no 6 de Junho, começam a colocar bandeiras azuis e brancas nas suas viaturas, motos, escritórios, estabelecimentos e moradias à boa moda monárquica, ou seja, evocativa de momentos importantes do nosso passado…e à semelhança, por exemplo, daquilo que muito se pratica no Reino Unido.

O movimento do 6 de Junho de 1975 foi, efectivamente, o último grande movimento azul e branco neste País…quiçá até o mais determinado, na sua essência, contra as cores da carbonária estrangeira que foram sobrepostas na bandeira de Portugal, sob o epíteto de “bandeira da república portuguesa” (conforme refere a Constituição).
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sexta-feira, 19 de abril de 2013

Bandeiradas

Enquanto as pessoas não perceberem isto e não for corrigido o âmbito que lhe está subjacente, este País nunca caminhará para o desenvolvimento que outrora, em Monarquia, ou seja, quando éramos mesmo Portugal, já tivemos.
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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Inqualificável

Mais do que almejar o regresso da Monarquia, que já esteve mais longe, esta sim é a utópica mas, simultaneamente, a inqualificável postura. De onde assenta e deriva o regime actual...?
Tirem as vossas ilações…

(Sabido via João Amorim no 'Centenário da República')
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quinta-feira, 5 de julho de 2012

Navegava na internet, quando deparei-me com isto (I)

Postado por um, sempre insuspeito, socialista.
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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

"Tornando-se pública, perde a sua influência"...

Lido na Atual de 21-1-2012, na página 34, acerca do lançamento de um livro de António Ventura “Os Constituintes de 1911 e a Maçonaria”:
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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Alguém que me explique esta que eu não entendo...

Ao contrário da Rússia que recuperou as suas verdadeiras cores após a queda, por via popular, do tenebroso regime da Ex-U.R.S.S., porque se optou, então, após o dito dia da liberdade, o 25 de Abril de 1974, por conservar como suposta bandeira nacional, em vez de se recuperar a nossa bandeira azul e branca fundacional, a bandeira vermelha e verde da Carbonária…após 48 anos de falta de democracia, Ditadura, Salazarismo e Nacionalismo?

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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Na RTP 2 no dia 30 de Setembro...

«"(...) já a maçonaria estava por detrás dela" (a instauração da república).
"Uma organização de elite, não virada para o povo".
"Caveiras e punhais... A carbonária vivia para derrubar a Monarquia".
"Cabonária foi responsável pelo morte do Rei D. Carlos e do Príncipe".»

«"A maçonaria está cada vez mais viva e cresce sustentadamente"»

Frase já relativa ao presente, dita pelo ex-Grão Mestre António Reis
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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Vermelho - Amarelo - Verde

Mesmo que fosse republicano, nunca exporia a bandeira da república portuguesa no escritório. Por dois motivos:

1.º) Estético – As cores não ligam (veja-se que até no futebol representam segregação [SCP e SLB]);

2.º) Histórico – A bandeira da república, com uns escassos 100 anos, imposta à força pela I república, transpõe as cores sectárias da carbonária francesa muito próximas daquilo que hoje se chamaria de uma esquerda (bastante) extremista.
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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

"Ninguém vai mexer nisso. E, em matéria de divertimento, já vi melhor."



«Vital Moreira, deputado da Constituinte de 1975 e fiel a José Sócrates, é taxativo na rejeição da proposta. "Ninguém vai mexer nisso. E, em matéria de divertimento, já vi melhor."»

Vital Moreira, Euro deputado *

«"Os monárquicos tiveram uma oportunidade de ouro para participar nessa discussão em 1975, mas afastaram-se. Hoje, essa não é uma questão pendente" (…).»

Medeiros Ferreira, ex-deputado da Assembleia da República *


- Relativamente ao euro deputado Vital Moreira, hoje socialista, não lhe fica bem, acima de tudo na qualidade de professor (suspenso) de Direito Constitucional, dessa nobre instituição que é a faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, casa de grandes pedagogos, essas “cantigas” deselegantes, vindo de alguém cuja coerência política é no mínimo duvidosa, mas, sobretudo, porque indicia desconhecer como a Constituição de 1911 foi imposta aos portugueses sobre a vontade democrática e esmagadoramente expressa daqueles até 1910.

- Com relação ao Prof. Medeiros Ferreira, distinto açoriano, opositor à ditadura e dela fugido para o estrangeiro, esclarece-se o seguinte:

1.º) Desde de 05/10/1910 que é sobejamente sabido que os monárquicos foram impedidos de participar em quer que fosse de substância para o Estado (e não nos referimos a partidos). Este impedimento verificou-se, especialmente, na 1.ª e na 2.ª república. Por outro lado ainda, nem mesmo alguém com elevado grau de imaginação fabularia sequer que no “calor vermelho” de 1974 e 1975 fosse possível chamar ou aproximar monárquicos a qualquer discussão estrutural ao País;

2.º) Mesmo admitindo que o que afirma fosse facto, a questão não é a participação ou auscultação dos monárquicos. O que importa dirimir é a participação e a auscultação dos cidadãos portugueses;

3.º) Alguém perguntou aos monárquicos ou republicanos, até 31 de Janeiro de 1908 e/ou até 4 de Outubro de 1910, se queriam participar em alguma discussão constitucional ? Não. Não perguntaram. Aliás, nenhuma discussão houve… Não se ouviu a voz dos cidadãos, apenas a das armas da carbonária, carbonária que deixou o actual legado à 3.ª república;

4.º) Com o devido respeito, não é o senhor se sabe se esta é ou não uma questão pendente. A "pendência" do assunto é matéria da exclusiva reserva dos portugueses. Esta é uma razão de Estado historicamente por resolver, sendo de elevada importância. O nosso país irmão, o Brasil, teve três plebiscitos (1963, 1993 e 2005), sendo que o de 1993 foi precisa e relativamente sobre o regime e o sistema de governo no Brasil (monarquia parlamentar ou república; parlamentarismo ou presidencialismo). Ora, no enorme Brasil, com a multiplicidade étnica e cultural que lhe é característica, entendeu-se que este era um assunto importante, quando, curiosamente, tiveram apenas dois imperadores e nós trinta e cinco reis.

Cumpre à 3.ª república, se fizer jus aos compósitos e às normas da Constituição que a legítima, aliás como defendem homens de coerência, como é o caso do Dr. Manuel Alegre, referendar a representação de Estado para que, mais não seja, se faça justiça com a História, não obstante os quase 100 anos de atraso e de “lavagem” republicana. Para os que forem de esquerda, é mais que sabido que os Reis liberais também souberam ser chefes de Estado, na exacta medida, de esquerda. Aliás o movimento anarquista nasce em plena fase monárquica e foram perfeitamente coabitáveis. Exemplos, ainda recentes, dessa coabitação, são os do Filósofo Agostinho da Silva, do músico José Cid, entre outros... 
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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

João Ferreira Rosa em entrevista ao jornal «O Diabo»

«Ainda os rapazes do site ‘31 da Armada’ não eram nascidos – e já o fadista João Ferreira Rosa hasteava todos os dias a bandeira azul e branca no mastro de sua casa. “O Diabo” foi ouvir um dos mais destacados defensores da Monarquia em Portugal.

“O Diabo” – A Monarquia é fácil de explicar ao povo, 99 anos depois da instauração da República?

João Ferreira Rosa – Facílima. Há doutores que podem fazê-lo com grandes tratados. Mas sabe quem pode explicá-la melhor? Os portugueses (e são mais de um milhão) que vivem e trabalham nos países onde há Monarquia: na Holanda, no Canadá, na Austrália, na Suécia, na Inglaterra, no Luxemburgo, em Espanha, na Bélgica. Só que esses não passam na televisão. Dantes havia uma censura, agora parece que cada qual tem a sua…

“O Diabo” – Porque é que é monárquico?

J.F.R. – Não quero ter um Chefe de Estado eleito. O Rei não é de facção nenhuma nem lhe sobe a importância à cabeça: é importante desde que nasce e representa todos. O Rei é o chefe natural da nossa família comum.

“O Diabo” – Acha que os monárquicos têm conseguido “fazer passar a mensagem”?

J.F.R. – Há por aí alguns condes e viscondes, falsos monárquicos, que dizem que o povo não está preparado. O único que está preparado é o povo. O povo está preparadíssimo! Eles é que não querem Rei. São uns snobs. Acham que ser monárquico é ser nobre. Nobre? Mas querem gente mais nobre do que o povo? A esses condes e viscondes, o Senhor D. Carlos não dava confiança. Queixavam-se de que o Rei não tinha Corte! Pois não: a Corte do Rei era o povo! Ele ia para Vila Viçosa e era com o povo que queria estar.

“O Diabo” – Quais são as desvantagens de um Presidente eleito?

J.F.R. – Desde logo, só se pode concorrer à Presidência apoiado por muito, muito dinheiro e um partido político. Portanto, ganha quem tem mais dinheiro e representa uma facção. Sabendo como a República foi feita, só uma pessoa desonesta pode querer candidatar-se a Presidente. A República foi feita por meia-dúzia de traidores, assassinos e ladrões. Quando assassinaram o Senhor D. Carlos e o Príncipe, em 1908, até os republicanos franceses disseram: ‘Mataram o Rei mais culto da Europa’. No dia 5 de Outubro, aquela Câmara Municipal de Lisboa, onde agora estes rapazes hastearam a bandeira nacional, era uma galeria de gente horrível. O José Relvas e todos os outros. Uns criminosos. Mataram gente. Não eles, pessoalmente: mandaram a Carbonária. São figuras sinistras. A instauração da República é um filme de terror. Por isso nunca a referendaram. Nenhum país no mundo tem uma ditadura com 100 anos, como nós temos. E não se pode dizer isto. Ninguém me convida para ir à televisão dizer isto. E quando me convidam para cantar, querem sempre que cante ‘O Embuçado’ e umas coisas inocentes. É tenebroso. Ainda no outro dia me fizeram uma entrevista para uma televisão e estiveram a gravar mais de uma hora. Eu só lhes dizia: ‘Mas para quê gravar tanto tempo, se não vai sair nada do que eu estou a dizer?’. Claro: saíram três frasesinhas, a respeito de Fado…

“O Diabo” – Portugal tinha uma boa Monarquia?

J.F.R. – Tinha uma Monarquia exemplar, comparada com as outras. Ainda há tempos estiveram aqui uns noruegueses e disseram a quem os quis ouvir: ‘Vocês, com a História que têm e com os Reis que tiveram, tinham obrigação se ser monárquicos’. A República assenta num lago de sangue. É um crime que nunca foi julgado. Não foi o povo que matou o Rei. Os maiores democratas que nós tínhamos eram o Senhor D. Carlos e a Família Real. O Alfredo Marceneiro contava isso. Ele era operário, nessa altura, vivia em Santa Isabel e assistiu ao 5 de Outubro. Houve um dia um programa de fados na televisão, feito em Pintéus, e gravaram uma conversa minha com o Marceneiro. Como era 5 de Outubro, eu perguntei-lhe: ‘Tio Alfredo, o que é que esta data lhe diz?’. E ele respondeu: ‘Sim, filho. Eles, primeiro, mataram o Rei e o Príncipe. Em Lisboa, o povo ficou a chorar. Passados dois anos, andaram grupos pelas ruas, aos tiros e aos gritos, a dizer ‘não saiam de casa, é uma revolução’. O povo acobardou-se e eles fizeram a República’. E foi mesmo assim. A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso. E ainda hoje eu vejo muito pouca gente a intitular-se republicana. São raros.

“O Diabo” – O povo é monárquico?

J.F.R. – Aqui em Alcochete, por exemplo, muito povo é monárquico. Depois do 5 de Outubro, o barco de ligação a Lisboa continuou durante anos a içar a bandeira real. E só acabaram por desistir porque, quando chegavam a Lisboa, tinham a Guarda Republicana em cima deles.

“O Diabo” – E continuam monárquicos?

J.F.R. – Eu até tenho amigos comunistas monárquicos!

“O Diabo” – O facto é que vivemos em República…

J.F.R. – Pois se a Constituição nem sequer permite que se ponha em causa o regime! É uma vergonha. E agora, na próxima Assembleia, que terá poderes constituintes, não acredito que tenham a coragem de mudar. O Medina Carreira é que os topa! Esse grande senhor daria um grande conselheiro do Rei de Portugal. Diz as verdades. Só que depois nada acontece. Ele chama-lhes ladrões, chama-lhes tudo, mas eles não têm a coragem de levar o senhor a tribunal. Se isto não levar uma volta, eu não vou morrer cidadão da República Portuguesa. Não há ninguém mais português do que eu. Mas morrer debaixo da bandeira da República, isso não. Mais vale ir morrer longe.

“O Diabo” – A República vai fazer 100 anos. Que acha que deviam os monárquicos fazer em 2010?

J.F.R. – Devíamos exigir o referendo. A melhor comemoração era fazer-se o referendo sobre o regime no dia 5 de Outubro de 2010. Isso é que era.

“O Diabo” – Acompanhou os casos dos jovens monárquicos que substituíram a bandeira republicana pela bandeira azul e branca…

J.F.R. – A mim nasceu-me uma alma nova com esta gente. Fiquei orgulhoso. Senti-me recuar aos 20 anos. O que incomoda ainda mais a corja republicana é que são jovens. Porque isto desmente a propaganda republicana de que a Monarquia é uma coisa de velhos. Eu sou monárquico desde que comecei a pensar, desde rapazinho. Sou monárquico por pensamento, não por herança de sangue.

“O Diabo” – Acha que este caso vai ter consequências?

J.F.R. – É preciso que estes bravos sejam julgados! É preciso fazer coisas, como eles fizeram, para sermos julgados e podermos dizer em tribunal o que se impõe que se diga! É uma infâmia não nos deixarem falar. Eu, com 72 anos, não me importo nada de ser preso como monárquico! Teria o maior orgulho! A República é um crime que continua por julgar.»

in Jornal «O Diabo», 25.08.2009, p.8, direitos reservados a este jornal.

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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)