Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

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sábado, 8 de fevereiro de 2020

RETRATAÇÃO

Muitos são os meus defeitos e imperfeições. Porém, tenho a forte convicção que a ausência de coragem e de reconhecimento do erro e do engano e, consequentemente, de assunção de responsabilidades não fazem, afortunadamente, parte do rol...mesmo porque entendo que esse não reconhecimento, nos termos expostos, não seria sequer revelador de inteligência, antes de falta dela.

Por isso mesmo, e apesar de humildemente achar que raramente erro nas apreciações que teço neste âmbito (sendo esta a primeira retratação que aqui faço e que, em si só, consubstancia, a titulo de prova, aquilo mesmo que acabo de afirmar), quero manifestar, pois, pelo mesmo meio e publicamente, o meu erro e a minha total incorrecção perante o que escrevi, em especial, no segundo e terceiro parágrafos deste texto. A noção plena deste erro surge aquando da saída da Sra. Procuradora Geral da República, a Dra. Joana Marques Vidal e, menos mal, nessa mesma data, apercebendo-me, manifestei de imediato, apesar de tudo, também nesta rede social, o erro de leitura e de interpretação que tinha feito, ludibriado, acerca de Marcelo Rebelo de Sousa, por quem nutro hoje, objetivamente, escasso respeito.

Pelo, então, outrora escrito, as minhas sinceras e sentidas desculpas, em especial a todos os monárquicos, por ter tido a ingénua mas tristíssima infelicidade de comparar tal pessoa com um dos nossos mais ilustres, valorosos e bons Reis que alguma vez tivemos.

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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

1908

A profunda e inimaginável dor que extravasa do rosto desta Senhora é mais do que demonstrativa, por si só, e já sem descurar, sequer, que nunca houve Justiça sobre o crime hediondo cometido sobre o seu jovem filho e o seu marido, para constatar aquilo que todos nós sabemos: a ré_pública não presta para nada aos portugueses, é vil, é corrupta e engana os mais desfavorecidos e incultos para enriquecer quem a controla.

Repúblicas, no geral, são para países menos civilizados, de cúpulas, de povo pouco instruído e, infelizmente, cravado inveja.

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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

Go on, palavras D'El-Rey!