Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

sábado, 22 de outubro de 2016

Hacksaw Ridge


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Rainha Cristina da Suécia (séc. XVII) - Abdicando do Poder

Mulher de uma só palavra, estudiosa, controversa, pouco feminina sem ser desinteressante mas, acima de tudo, livre na sua consciência e atuação.

Sendo estimada pelo seu povo abdicou do poder com um pedido de desculpa aos suecos.

Posteriormente convertia-se ao catolicismo.



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Não mudam as modas em Portugal

Tempos antes e depois do 25 de abril era irreverente, moderno e, sobretudo, especial ser esquerda.

Percebe-se, vínhamos de um regímen conservador de 40 anos.

Presentemente, passados 40 anos de abril, é ao contrário. Surge uma direita mais moderna, fala-se em mudança de regímen e as massas são de esquerda...constata-se pela geringonça. Hoje a maioria é de esquerda, tudo é de esquerda...a mesma esquerda, as mesmas ideias, tudo idêntico. Já não tem graça nenhuma.

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Reservas

A reserva de uma mulher é, por vezes, tão grande, profunda e subtil, que não se chega a saber e entender nada.

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Aclaramentos

Prefiro infinitamente a (específica) obra poética de Dylan a toda a panóplia da obra de Saramago.

Quanto a níveis de popularidade mundial, restam-me poucas dúvidas da menor expressão do segundo em relação ao primeiro.


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Linha interpretativa

Uma das maiores riquezas da Sagrada Escritura é a profundidade interpretativa que até a mais pequena das palavras pode ter.

Cristo quando, muitas vezes, falou de pobres, não se referia estritamente àqueles que não têm dinheiro e que viviam literalmente em pobreza. Referia-se a algo mais complexo: a pobreza de espírito. A prova cabal disso mesmo foram as suas inúmeras e descritas tentativas de salvar ricos.

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Reconhecimento

Não sendo do PPM quero, contudo, no uso da minha cidadania, congratular o Dr. Paulo Estêvão pela sua reeleição. Merecida por mérito e desempenho. O Dr. Paulo Estevão representa hoje bastante mais do que aquilo que abrange o seu partido. Muitos, inclusive de outros partidos, veem nele a grande e real força de oposição. 

Na minha opinião, mas igualmente de muitos outros fora da sua esfera partidária, o melhor e mais produtivo deputado na Assembleia Regional dos Açores.

Ganhou o Corvo mas, sobretudo, os Açores e os açorianos com a sua presença na casa da democracia açoriana.

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Costumes abrandados (II)

«Não sei se o regime democrático autonómico hoje, ontem, nas ilhas dos Açores e da Madeira, é de facto um grande vencedor no sistema nacional da pluralidade?»

Elias Pereira, Presidente do Conselho Regional dos Açores da Ordem dos Advogados, em comentário à RTP-A, 16-10-2016.

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Costumes abrandados (I)

«20 para 24 anos é demasiado para o regime democrático e para as gerações e para o contrapoder e para o enriquecimento da vida cívica.»

Elias Pereira, Presidente do Conselho Regional dos Açores da Ordem dos Advogados, em comentário à RTP-A, 16-10-2016.

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Democracia sem votos

Regime de sanções para quem não exerce o dever cívico de votação, aquele que é o dever basilar de sustento da democracia. 

Com os índices inqualificáveis de abstenção (ex. São Miguel 63,1%), não há que esperar mais. Os partidos devem concertar no sentido de efetivar essa proteção do sistema eleitoral.
Obrigatoriedade, enquanto forma de responsabilização na cidadania. Pago impostos, devo votar.

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Indubitavelmente

«Nenhuma sociedade poderá florescer e ser feliz, se a maior parte dos seus membros for pobre e miserável.»

Adam Smith

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A importância de cada ser humano

Um caminho estreito para obter evidências quanto à indimensionável importância da humanidade no seu estado individual é, em si só, através dos nossos filhos. 

Quando numa inexplicável e exata paridade de amor ante os pais, sendo infinitamente específicos, nenhum suplanta o outro, sendo cada um insubstituível.

Resta estender esta formulação ao outro que não é nosso ente, ao próximo.

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‘HILLARYous’

Aquele que não gosta de muros, que seja o primeiro a derrubar os seus…

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Terceiro debate


Confirmado e verdadeiro, apenas voltou atrás, ao contrário de Bernie Sanders, na posição assumida, já em 2008, quando concorria com Obama…

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WEEK SOUNDZZZzzz!


Made in Portugal


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sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Cinema 2016


Como sempre as férias foram aproveitadas para colocar em dia alguns filmes.

Deixo aqui a seleção deste ano:

“O Estranho Caso de Angélica”, de Manoel de Oliveira

“Tomorrowland”, de Brad Bird‎

“Marguerite”, de Xavier Giannoli

“Vício Intrínseco”, de Paul Thomas Anderson

“O Gebo e a Sombra”, de Manoel de Oliveira

“Mr. Turner”, de Mike Leigh

“Sniper Americano”, de Clint Eastwood

“Mad Max – Estrada da Fúria”, de George Miller

“Homem Irracional”, de Woody Allen

“Divertida-mente”, de Pete Docter e Ronnie Del Carmen

“Life”, de Anton Corbijn

“O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos”, de Peter Jackson

“Perdido em Marte”, de Ridley Scott

“Batman vs Superman: O Despertar da Justiça”, de Zack Snyder

“Mulher de Ouro”, de Simon Curtis


Destacaria e recomendaria, considerando o respetivo género de cada filme, estes sete:

“O Estranho Caso de Angélica”

“Mr. Turner”

“Mad Max – Estrada da Fúria”

“Homem Irracional”

“Divertida-mente”

“Perdido em Marte” e

“Mulher de Ouro”
 
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António Guterres, Secretário-geral da ONU


873 anos após o dia em que Portugal, a 5 de outubro de 1143, tornava-se, pelo Tratado de Zamora, formalmente um país independente, a eleição de António Guterres à liderança da “Sociedade das Nações”, aquela que Immanuel Kant prognosticara como a futura e atual Organização das Nações Unidas (ONU), deixou-me satisfeito enquanto português, satisfação essa advinda de uma circunscrita conjugação de fundamentos:
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Nobel da Literatura

Pelos variados excertos de letras de músicas que, frequentemente, tenho aqui partilhado, facilmente se concluiu da minha especial atenção à verdadeira poética cantada. Neste âmbito, o Nobel de Dylan, é uma ótima notícia.

Finalmente, e em vez de muitos comprarem só livros, vão dar o devido destaque à música.


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‘Woman in Gold’ (2015)

No passado fim-de-semana, ainda numa extensão das férias, vi este filme de Simon Curtis, com a excelente Helen Mirren e com Ryan Reynolds. O argumento reporta-se a um caso ocorrido na vida real.

Maria Altmann, a personagem central do filme e interpretada por Mirren, foi obrigada a fugir do seu País - a Áustria, para não ser capturada pelos nazis, pois era de uma família judia – os Bloch-Bauer.

Vendo a sua família ser roubada e desfeita pelos partidários nacionais-socialistas, restava-lhe as memórias no país de acolhimento – os Estados Unidos da América. É, pois, em nome desse objetivo que trata de procurar uma forma legal para recuperar parte daquilo que era seu por direito e que foi ilegalmente apropriado pelo Estado austríaco à sua família.

O legado material que mais lhe recordava a família era um quadro de sua tia Adele, de quem era sobrinha predileta. Esse quadro, nada mais, nada menos, era uma famosa obra de Gustav Klimt – O ‘Retrato de Adele Bloch-Bauer I’.

Neste contexto, e acerca deste filme, nada mais direi a não ser que o recomendo ver.

Por fim, não posso deixar de estabelecer um paralelo entre os crimes contra o património privado que os socialistas nazis praticaram, com a expropriação que foi feita aos bens da Casa de Bragança, concretizada através da famigerada criação republicana designada por “Fundação Casa de Bragança”. Colocando num linguagem muito simplista, se num caso houve roubo, no outro houve furto.


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Cara ou Coroa?


Com o João Távora.

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In memoriam



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Consulta popular

«Digo com tanto mais à vontade quando sendo republicano assumido, há 20 anos aceitei que a revisão constitucional pudesse levantar a interdição a consulta popular sobre a matéria.»

Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da república portuguesa, no discurso do 5 de outubro de 2016.

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Agradecimentos

«A maioria dos portugueses, creio firmemente, agradece a séculos de Monarquia o que ela fez de único por Portugal.»

Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da república portuguesa, no discurso do 5 de outubro de 2016.


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Desequilíbrios

Hoje é mais fácil ser-se pobre do que rico em Portugal.

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Chegamos a onde chegamos

É mais como pode uma pessoa, que ascendeu tanto, ser tão iluminada ao ponto de fazer proezas como estas que são de um refinamento estonteante:

1.ª) “cartas anónimas alegadamente enviadas por Ana Abrunhosa, com ajuda do ex-marido Luís Filipe Borrego, a vários titulares de altos cargos de responsabilidade, entre os quais o então primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, o procurador-geral da República e o diretor da Polícia Judiciária, onde lançava intencionalmente acusações falsas sobre Pedro Saraiva”. O procurador-geral da República e o diretor da Polícia Judiciária!? Bom, o mesmo seria pegar num Ferrari, dar 300 p/h em direção a um penhasco e pensar que aquilo ia correr bem.

2.ª) “os investigadores seguiram o rasto aos emails e descobriram que o documento tinha sido enviado a partir do Departamento de Engenharia Mecânica (DEM) do ISEC, onde o ex-marido de Ana Abrunhosa foi presidente. Mais: o software em questão encontra-se instalado nos computadores afetos ao presidente do instituto. Estas duas pistas permitiram às autoridades descobrir, posteriormente, a origem das missivas”; “A investigação posterior concluiu que os arguidos acederam a este segundo email a partir da “casa de morada de família” dos dois. Para a investigação, já não restavam grandes dúvidas sobre a origem das acusações.”

Hello!?

Se pessoas iluminadas como estas ocuparam/ocupam cargos de chefia e de importância, pouco mais há para dizer sobre como chegou o nosso estimado País ao estado a que chegou.

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Second Presidential Debate 2016: Donald Trump vs Hillary Clinton

Tal como sucede na Suécia, na Noruega, no Canadá, no Japão ou na Espanha é nestas alturas que é tão bom e melhor ser monárquico.

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Mulheres

Donald Trump foi mais conversa. O Bill Clinton foi mais ação.

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Frações

Portugal: pequeno demais para estar tão fracionado.

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Óticas

«Se não há dinheiro para filmar a carruagem, filme apenas a roda, mas filme bem a roda.»

João Botelho recordando algumas das explicações de cinema que aprendeu com Manoel de Oliveira.

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A mais!

Em Portugal há ‘burrocracia’ a mais.

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Arborização

«Salvar o planeta com uma tecnologia com 500 milhões de anos: as árvores»

Kees Hoogendijk

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A Educação cá e as outras educações...

Carla Rodrigues, 40 anos, micaelense, natural das Capelas, é professora na Pensilvânia e foi premiada pelo seu trabalho educativo nos Estados Unidos da América (EUA), com o 'Grande Prémio de Excelência Pedagógica', pelo ‘Da Vinci Science Center’.

Carla vive nos EUA desde 2001, tendo feito todo o processo escolar e académico em Portugal. Fez a licenciatura de Design de Comunicação em Lisboa e viveu, ainda, antes de emigrar, um ano na Itália.


Neste contexto, a professora Carla respondeu às perguntas formuladas pelo Atlântico Expresso, de 15 de agosto de 2016 (vide pág. 12) - «Como pode descrever o ensino americano face ao português? Considera que há situações muito discrepantes entre ambos os sistemas?», nos seguintes termos:

- «Não tenho acompanhado o ensino português nos últimos quinze anos. Penso que tenha sofrido alterações e adoptado um sistema mais rigoroso de avaliação de professores, mas não muito mais.
Por isso não posso identificar, com certeza, situações discrepantes entre os sistemas de ensino português e americano. O que vejo, à distância, tem mais a ver com a diferença cultural de ensinar e aprender. Nos Estados Unidos, penso que a educação faz-se no sentido do futuro, enquanto que em Portugal se faz mais no passado. Isto poderá dever-se simplesmente ao facto dos Estados Unidos serem um país mais recente, com menos história do que Portugal, ou a diferentes objectivos a longo prazo de educar os seus respectivos cidadãos. Nos Estados Unidos educa-se para que se criem experiências, enquanto em Portugal ainda talvez se eduque para que se prestem serviços.

Mas esta é só uma avaliação superficial com base no que tenho observado à distância e no trabalho que tenho desenvolvido nos Estados Unidos.»

Posto isto, resta-me expressar o seguinte:

1.º) Talvez tenha sido uma educação “no sentido do passado”, que lhe deu a si (e aos EUA) futuro.

2.º) Além disso, fiquei com uma dúvida enorme. Então não são EUA um dos maiores prestadores de serviços no mundo? “Experiencias”?! Sempre pensei que tínhamos, em Portugal, um ensino demasiado teórico, pouco apropriado à prática, muito menos habilitado a prestar serviços de imediato…

3.º) Fiquei a saber que ter mais história não é um aspeto necessariamente bom para o processo educativo. Experiência que te foste!

4.º) É lamentável o que aqui foi dito, relativamente a todos os professores, jovens, adultos e idosos que lecionaram e fizeram estudos no nosso País e que muitos, muitos mesmo, foram/são brilhantes dentro e FORA de portas. São enumeras as vezes que somos, felizmente, brindados com notícias de cientistas e outros profissionais portugueses que progridem na ciência a nível mundial, nas mais variadas áreas.

5.º) Por fim, e na sequência do que a própria acaba por afirmar – “superficial”, quando não se sabe, não se fala…muito menos se dá entrevistas.


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Ouvido num filme

«Áustria?! Um dia quero viajar para lá com os meus filhos…eles gostam muito de cangurus.»

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WEEK SOUNDZZZzzz!


Made in Portugal.

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segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Taxi Uber Allez

Hoje, se fosse um estrangeiro/turista e chegasse à zona das saídas do aeroporto de Lisboa, provavelmente ia ter aquela sensação que o Charlton Heston teve quando chegou ao ‘Planeta dos Macacos’.

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sábado, 1 de outubro de 2016

Elizabeth III

Afigura-se que, após respeitado o intervalo de aproximadamente 10 em 10 anos, que Shekhar Kapur parece determinar para estes filmes, teremos o Elizabeth (III): The Dark Age.
Eventualmente iremos ver a Casa Stuart (Jaime I) a ascender ao trono.


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Essencial

Música para ouvir? Não, para respirar.

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"Some may say I can't sing, but no one can ever say I didn't sing”*

Aqueles que me conhecem melhor sabem da minha cinefilia e que tenho o hábito de selecionar/concentrar nas férias, por razões de maior disponibilidade e adequação, os filmes que quero ver.

Nas férias deste verão um dos que vi foi Marguerite, um filme franco-belga-checo, realizado por Xavier Giannoli e escrito por Giannoli e Marcia Romano.

Mais recentemente, tive conhecimento da última longa-metragem de Stephen Frears, com Meryl Streep e Hugh Grant. Foi inevitável a comparação entre esse seu novo filme e o que vi em férias, pois ambos reportam-se a uma personagem do canto lírico…com componentes vocais impossíveis de serem esquecidas. Embora em Marguerite houvesse aquela menção inicial de que o filme “era baseado numa história verídica”, o de Stephen Frears é mesmo uma biografia cujo o título é o nome da biografada, todavia o contexto não indicava haver um paralelo claro entre ambos. Passam-se em países diferentes – França e Estados Unidos e os argumentos não são exatamente coincidentes. Seriam duas mulheres? Talvez.

Contudo a resposta é esta: ambos os filmes inspiraram-se na mesma pessoa, em Florence Foster Jenkins*.

Não posso dizer que Marguerite se trate de uma obra-prima, longe disso. Contudo é um filme a ver, uma boa comédia dramática, servindo, sobretudo, para entender o quanto é precioso nunca descurar de um sonho e de fortificar a vontade, mesmo que para isso se enfrente o mais difícil e terrível dos obstáculos: o limite do ridículo.

Mesmo sabendo que, comparativamente, o canto de Jenkins fazia da nossa estimadíssima Natália de Andrade uma soberba cantora lírica, todavia, e por outro lado, a fama de Lady Florence ainda hoje perdura, bastante mais vigorosa que muitos excelentes cantores da sua época e que tal não aconteceu, como todos sabemos e concluímos, pela sua (bela) voz.


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Honrarias

«Se a honra fosse rentável, todos seriam honrados».

S. Thomas More em carta a Erasmo.

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Reinado de Filipe VI

Àquela asserção republicana de que “reis e rainhas só em contos de fadas”, sobreponho dizendo que quem profere tal coisa só pode estar a viver noutro mundo… num conto de fadas, eventualmente.


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No Berço de Um Príncipe Que Foi Rei


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O Esplendor de Uma Glória Perdida


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Style & Grace

«(…)
Gene Kelly, Fred Astaire
Ginger Rodgers, dance on air
They had style, they had grace
(…)»

Madonna, ‘Vogue’, 1990.

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"Contra a utopia libertária"

Reflexão do Samuel Paiva Pires. A ler.

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Estações...

Antes tivemos a primavera marcelista.

Agora temos o verão marcelista.

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A_cumulações

Serei um caso isolado ou mais ninguém acha estranho que o arquiteto do projeto para o Palácio da Ajuda – João Carlos dos Santos, seja, simultaneamente, o subdiretor-geral do Património?

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Que Mais Parece Que Só Te Estimo

Particularmente bem conseguido: "Que mais parece que só te estimo"

«Só pra dizer que te Amo,
Nem sempre encontro o melhor termo,
Nem sempre escolho o melhor modo.
(...)

O teu mundo está tão perto do meu
E o que digo está tão longe,
Como o mar está do céu.
(...)

Só pra dizer que te Amo
Não sei porquê este embaraço
Que mais parece que só te estimo.
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Não Sei Bem Porquê...

...mas apeteceu escrever isto:

Este texto não procura ser um manifesto moral ou, sequer, com pretensões a subsumir-se mensagens pró liberalistas ou neoliberalistas, muito menos libertárias, conservadoras ou de direita versus esquerda. Não é esse o propósito.

Quero apenas recordar que a personagem de Archie Bunker era caracterizada, e perdoem-me o termo, por ser um antropoide conservador, medianamente racista e absolutamente defensor de Nixon. Em casa, na sua casa, viviam às custas dele os restantes membros da família…incluindo Michael Stivic, o genro.

Recordando a sitcom de Norman Lear, era raro o episódio em que Archie não fosse qualificado, pelo casal mais novo da casa, composto pela sua filha Gloria e seu marido “meathead”, como retrógrado e atrasado, cujas ideias estavam drasticamente desconchavadas da realidade, a realidade deles, a realidade progressista. Mr. Bunker era, para eles, um homem fora dos valores do progresso que preconizavam.

Sem prejuízo deste contexto, quero pois, e apenas, trazer à colação o fim da série. Nesse, e se bem se recordam, o casal Gloria e Michael tiveram um filho e foram viver para uma outra casa (…finalmente diria Archie). Tempos depois acabam por divorciar-se. Ambos terminam tristes, infelizes e frustrados no ‘All in the Family’.

Por outro lado, na casa mãe, moradia do casal Archie e Edith, e apesar de todas as posturas conhecidas do “chefe de família”, acima enunciadas, o destino não é melhor. Mdm. Edith acaba por morrer. O atrasado do Archie, lá com os seus valores repudiáveis, acompanhou a sua mulher até ao último suspiro, dando-lhe com uma especial sensibilidade o amor que ele genuinamente sentia por ela, isso apesar da forma machista que muitas vezes a tratava e da couraça de troglodita de direita que lhe rotulavam.
 

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WEEK SOUNDZZZzzz! (Part 2)


Evoluções do house, por mãos femininas (DJ). Interessante.

Made in Portugal.

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WEEK SOUNDZZZzzz! (Part 1)


Made in Portugal.

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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

Go on, palavras D'El-Rey!