Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

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sábado, 22 de junho de 2024

Da não possibilidade de mudar um PR

Em Monarquia, na primeira Dinastia, D. Sancho II foi substituído por D. Afonso III. Na quarta Dinastia D. Afonso VI foi substituído por D. Pedro II. Além deste mecanismo legal que já datava da Idade Média, acresce o da figura jurídica da Regência, concretamente em casos de menoridade do futuro Rei ou Rainha ou, ainda, por incapacidade de saúde como foi o caso de D. Maria I, cuja Regência do Reino foi assumida pelo príncipe herdeiro D. João, futuro D. João VI.
Na Constituição em Monarquia era igualmente possível o Rei perder o reinado em caso de atentar contra território português.
Presentemente, com tanta democracia, com tanto alegado progresso, com tanta alegada liberdade, além de nunca ter havido sequer uma mulher Chefe de Estado, como nos livramos de um Presidente que não esteja em condições para presidir aos nossos destinos? Como se faz isso com a mesma imediatez que se fazia no tempo dos nossos reis?
Os únicos Presidentes da História que saíram antes do tempo ou pediram para sair ou sairam por assassinato como foi o caso de Sidónio Pais.
Em suma, democracia e República mas estamos presos.


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Contra Camões, contra Portugal

O que Marcelo afirmou atenta contra Camões e a sua obra.
Em suma, aquilo que somos.


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sexta-feira, 10 de junho de 2022

As "cascas de noz"

Há minutos Marcelo no seu discurso, referiu-se às naus portuguesas, emanadas da tecnologia produzida pela Escola fundada pelo Infante D. Henrique (de certo modo abordada no discurso prévio do Professor Doutor Jorge Miranda), elaboradas pela mais evoluída engenharia marítima da época, para onde foram propositadamente contratados, para a formação e reforço técnico daquela Instituição, venezianos, tudo com a finalidade de envolver uma abordagem estruturada, pensada e inovadora para o início do Império Ultramarino Português, como: "cascas de noz".

Enfim, estamos falados quanto ao nível.


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terça-feira, 5 de outubro de 2021

Sem alma e que nunca teve

Passados 111 anos do golpe, a evidência do que é a República já não é possível de esconder até do próprio Presidente.

A república está morta e só representa desânimo e trevas.


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sábado, 8 de fevereiro de 2020

RETRATAÇÃO

Muitos são os meus defeitos e imperfeições. Porém, tenho a forte convicção que a ausência de coragem e de reconhecimento do erro e do engano e, consequentemente, de assunção de responsabilidades não fazem, afortunadamente, parte do rol...mesmo porque entendo que esse não reconhecimento, nos termos expostos, não seria sequer revelador de inteligência, antes de falta dela.

Por isso mesmo, e apesar de humildemente achar que raramente erro nas apreciações que teço neste âmbito (sendo esta a primeira retratação que aqui faço e que, em si só, consubstancia, a titulo de prova, aquilo mesmo que acabo de afirmar), quero manifestar, pois, pelo mesmo meio e publicamente, o meu erro e a minha total incorrecção perante o que escrevi, em especial, no segundo e terceiro parágrafos deste texto. A noção plena deste erro surge aquando da saída da Sra. Procuradora Geral da República, a Dra. Joana Marques Vidal e, menos mal, nessa mesma data, apercebendo-me, manifestei de imediato, apesar de tudo, também nesta rede social, o erro de leitura e de interpretação que tinha feito, ludibriado, acerca de Marcelo Rebelo de Sousa, por quem nutro hoje, objetivamente, escasso respeito.

Pelo, então, outrora escrito, as minhas sinceras e sentidas desculpas, em especial a todos os monárquicos, por ter tido a ingénua mas tristíssima infelicidade de comparar tal pessoa com um dos nossos mais ilustres, valorosos e bons Reis que alguma vez tivemos.

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sábado, 4 de janeiro de 2020

"HOMEM FAZ-SE PASSAR POR ASSESSOR DE MARCELO REBELO DE SOUSA PARA TENTAR BURLAS"

Esta notícia tem sido publicitada por diversa imprensa, no caso concreto pode ser lida também aqui.

De facto, não é de admirar que o nosso Regime republicano, de tal modo pesado que é e que tanto nos custa pagar com os nossos impostos, quer pelos Serviços de Apoio da Presidência, quer pelo Executivo Central(ista) que é, pura e simplesmente, o maior e, consequentemente, o mais caro e controlador de que há memória em Portugal, possa, no meio de tanta gente para principescamente sustentar...que, quase comicamente (não fosse o caso tão sério e triste porque o povo assim tem vindo a ser iludido), um qualquer, subtil e sub-repticiamente, se consiga passar por mais um do vastíssimo rol de "assessores" de Sua Excelência o Sr. Presidente da república Portuguesa.

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sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Marcelo em relação à Rainha de Inglaterra

«É DE OUTRO MUNDO, É DE OUTRO UNIVERSO | JÁ VIA A HISTÓRIA A PARTIR DO QUASE INFINITO»

Aquilo que nós monárquicos andamos, anos e anos, a tentar explicar às pessoas, é um Presidente da república que acaba por admitir e sintetizar porque é melhor a Monarquia e fizemos um terrível downgrade em 1910…difícil de recuperar com o nível de cidadania que temos.


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quarta-feira, 1 de maio de 2019

Visionária


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sábado, 23 de dezembro de 2017

Gonçalo Ribeiro Telles

Muito, muito MERECIDO.
Muito, muito tardio.

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sábado, 4 de novembro de 2017

Marcelo, o reflexo daquilo devíamos ser

Sou monárquico e assim serei até ao dia em que perecer.
Não obstante essa certeza, começa a ser inevitável estabelecer um certo paralelismo entre o Rei Humanista, vulgo o mui amado El-Rey D. Pedro V, e o atual Chefe de Estado, o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa.
Tendo como princípio não votar, exclusivamente, nas Presidenciais, devo reconhecer que Marcelo tem caminhado próximo do âmbito em que enquadro um Rei Constitucional, aspeto que, face ao enorme rol e exemplo dos seus antecessores, nunca pensei ser possível, embora imperiosa ressalva seja feita ao General Ramalho Eanes.

O Prof. Marcelo inequivocamente elevou a fasquia do cargo que ocupa, de tal modo que entendo que se a república, com este específico Presidente, poderá estar a atravessar o seu mais elevado momento de representatividade, por outro lado, sucedaneamente ao ritmo imposto, dificilmente alguém o igualará.

Não havendo igual, nem tão pouco similar, então, esse vazio poderá gerar um eventual momentum crucial no espírito dos portugueses para se evoluir novamente para aquilo que falta em Portugal: um País personificado, um Rei...e quem somos realmente.

Nota - Ver a partir do minuto 12'20".

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sábado, 28 de outubro de 2017

"Um sentimento de união dos portugueses em volta de Marcelo"

Hoje de manhã, por altura do pequeno almoço, debatia com a minha mulher a vinda do Prof. Marcelo Rebelo de Sousa à Região Autónoma dos Açores.

Não sendo a minha mulher monárquica, respeitavelmente com muita pena minha, todavia referiu algo que, desde que a conheço dos tempos do Liceu, há mais de 23 anos, nunca tinha ouvido em relação a qualquer outro Chefe de Estado: "já reparaste que existe um sentimento de união dos portugueses em volta de Marcelo".

Eu respondi-lhe que sim, que realmente era assinalável e, desde que me recordo, nunca tinha visto algo assim. De facto, estamos a assistir a um fenómeno impar, um político que, de forma rara, em república, se transformou, excecionalmente, num representante de muitos mais portugueses que os seus antecessores representavam para além da redação estanque e formal da Constituição que fala em totalidade.

É precisamente esse sentimento de união em volta de uma pessoa que nunca havíamos sentido na III república, algo que para quem é monárquico não é novidade mas que está a verificar, pela primeira vez, em república. Porém, e conforme já aqui escrevi, tal preenchimento pode gerar, subsequentemente, um estádio de vazio, pois este caso - de Marcelo - é único e um Presidente nunca é igual a outro, por isso o sistema republicano divergir, também neste campo, para o monárquico, porque não tem as preocupações e o procedimento na formação, na preparação e na transição para o futuro representante da mais alta Magistratura.

Estou perfeitamente convencido, e disse à minha mulher, que este é já um pálido mas significativo exemplo daquilo que seria viver numa Monarquia, conforme vivem outras nações como a Noruega, a Suécia, a Dinamarca, a Holanda, a Inglaterra, o Canadá, a Austrália, o Japão, etc.

Estou igualmente convencido que se vivêssemos em Monarquia, onde o Chefe de Estado é de essência independente de partidos, legitimado pela Lei Constitucional, pelo Povo e pelas origens e pela História da Nação, estaríamos hoje bem melhor que aquilo que estamos, estaríamos ideologicamente mais equilibrados e livres de determinadas tendências partidárias excessivas que nos condicionaram entre 1910 e 2017. Teríamos mais País e menos partidarismo e isso é necessariamente bom.
Marcelo tem sido bom, mas uma Monarquia seria ainda melhor!


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domingo, 17 de setembro de 2017

"O ténis é um desporto para admnistradores"

Sempre soube que o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa era um grande adepto do ténis. Muitas foram as vezes que o vi no Estoril Open.

Anos atrás troquei algumas palavras com ele num jantar e um dos assuntos foi, inevitavelmente, o ténis. Falamos sobre a sua paixão relativamente à modalidade e também da famosa e polémica nota pública de 20 valores que deu a Nuno Marques, quando o portuense ganhou o cabeça de serie n.º 1 do Estoril Open, Alberto Berasategui, por 6-4 e 7-6, em 1995.

Contudo, ao ver no dia 1 de setembro p.p., ao fim da tarde, um pouco do jogo de Karolína Plíšková vs Nicole Gibbs, o comentador do Eurosport, Miguel Seabra, referiu que certo dia Marcelo Rebelo de Sousa lhe terá dito: «"o ténis é um desporto para administradores", no sentido em que é necessário constantemente tomar decisões, constantemente quando se está num court de ténis».

Ora, devo afirmar que nunca tinha pensado dessa perspetiva. Sempre soube que o ténis era um desporto que, mais do que físico, era exigentíssimo psicologicamente, que apenas os mais fortes conseguem ganhar. Excetuando a variante de pares, no ténis não existem "colegas" para (re)distribuir responsabilidades. O tenista, tem que decidir sozinho, por vezes em situações muito adversas.

Pelo exposto, não poderia estar mais de acordo com atual Presidente da república neste domínio e, sobretudo, do prisma que vê esta modalidade centenária.


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sábado, 27 de maio de 2017

Quando a partícula "rei" chega ao Presidente

O verdadeiro cognominado "Presidente-Rei" foi Sidónio Pais.

Contudo, Mário Soares e, presentemente, Marcelo Rebelo de Sousa, também têm sido apelidados de "presidente-rei", em especial por muita comunicação social.

Como todos sabemos, e em contraste com um Cavaco Silva, estes dois presidentes caíram nas boas graças do mainstream e, consequentemente, são elevados à menção de "presidente-rei".

Ou seja, quando os mandatos correm bem, quando há o agrado de muitos sobre um determinado presidente, a partícula "rei" surge imediatamente próxima à de presidente.

Disto se concluiu, mesmo face à inconsciência coletiva proliferante, que quando necessitam de exaltar um determinado presidente que gostam, quando procuram superlativar o cargo de presidente da república para algo mais, algo no patamar cimeiro, surge o hífen e o "rei"...sendo motivo para questionar se o cargo de presidente da república, que devia ser a mais alta magistratura, o mais elevado estatuto do País, se o é efetivamente. O status de Rei esse sim parece (ainda) ser.

Porém, mesmo admitindo que, no atual caso de Marcelo, não seja um artificialismo da comunicação social elevar-lhe ao estatuto de "presidente-rei", a verdade, realmente inegável, é que Rebelo de Sousa tem sido um agente próximo do povo e muitíssimo atuante, tem a cada dia aproximado a representação da Nação aos cidadãos e essas são características, inquestionavelmente, inerentes ao reinado de um Rei constitucional. 

Pelo que será motivo para colocar a questão: se podemos ter o original, então porquê ficar com as imitações?


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sexta-feira, 21 de abril de 2017

Mantenham-se atentos

Numa amalgama de abraços, afetuosidades, selfies, comentários e tv show diário, Marcelo, umas vezes dentro e outras fora dos limites da Constituição, está a praticar o Presidencialismo.


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sexta-feira, 17 de março de 2017

Marcelo diário

Ainda registarei o dia em que Marcelo não comentará seja o que for.

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Marcelfie

"Marcelo é um selfie made man."

Joaquim Vieira (Jornalista)

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sábado, 3 de dezembro de 2016

Sinais dos tempos

Marcelo reúne uma circunstância única na História, pois é o primeiro Chefe de Estado português que, em vez de ter uma Rainha Consorte, Primeira-Dama, mulher ou companheira, tem uma namorada.

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sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Marcelo e a Rainha


Uma postura de amabilidade que não esconde a ausência de paridade.


Foto - Presidência da república.


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sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Consulta popular

«Digo com tanto mais à vontade quando sendo republicano assumido, há 20 anos aceitei que a revisão constitucional pudesse levantar a interdição a consulta popular sobre a matéria.»

Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da república portuguesa, no discurso do 5 de outubro de 2016.

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Agradecimentos

«A maioria dos portugueses, creio firmemente, agradece a séculos de Monarquia o que ela fez de único por Portugal.»

Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da república portuguesa, no discurso do 5 de outubro de 2016.


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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)