Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

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terça-feira, 15 de agosto de 2017

Porque ainda existem referências

A imposição da república portuguesa aos portugueses foi um trágico acontecimento que entristece qualquer um com bom senso, independentemente de ser monárquico ou não.

As evidências dessa tragédia são várias. Tratou-se de um golpe de oportunistas que se apoderaram de Portugal, não foi uma ação democrática, o País ficou pior do que estava (tivemos mesmo de ir para uma duríssima Ditadura para corrigir o caos instalado), derrubou-se um sistema democrático instaurado pela Carta Constitucional, entre muitos outros efeitos perversos e desnecessários. De todos, houve mesmo um aspeto hediondo nessa revolução de inveja e ganância que foi a forma como os padres foram imediatamente perseguidos e tratados. Afonso Costa e a corja que o circundava rapidamente estabeleceu como prioridade o ataque aos padres, tratando-os como criminosos de delito comum, rapando-lhes o cabelo para que todos soubessem como iria ser, a partir de outubro de 1910, a I república portuguesa. Nem o confessor de S.M. a Rainha D. Amélia escapou à ferocidade de Costa e de seus pares. O anticlericalismo republicano, na sua mais pura essência, fez-se mostrar e nunca foi tão claro como naquela época. Aqueles que, na maior parte das vezes, eram os fazedores do bem, a ajuda dos pobres, dos doentes e dos desprotegidos, a ação social à data, foram radical e impiedosamente acossados.

Apesar da vergonha que o 5 de outubro objetivamente constitui para Portugal e para os portugueses, não só pelos aspetos invocados, mas também pela razão do tempo que perdemos comparativamente ao nível de progresso societário dos países europeus que se conservaram como Monarquias, a maior de todas as vergonhas é, ainda hoje, a ausência da voz do povo português neste assunto. É inadmissível, porquanto serão cúmplices daquele golpe de 1910, todos aqueles que tendo poder, não deixam/aram o povo se manifestar, sobretudo sabendo que tivemos quase oito séculos de Monarquia e nem um ato de justiça de Estado ou histórica proferiram…nem tão pouco a referendária.

Contudo, é com especial orgulho que soube da forma corajosa, determinada e afirmativa que, na Ouvidoria da Povoação, no concelho onde se deu o povoamento da Ilha de São Miguel, dois padres, em duas freguesias distintas, sabendo de tudo isso, erguem bem alto, enquanto cidadãos, o azul e branco que é a essência de Portugal e dos Açores, indicando-nos de forma pacífica e civilizada, mas com firmeza, que nem todos são acomodados e desprovidos de memória histórica. São homens como estes, cada vez mais raros, que merecem a nossa admiração e respeito. Num aglomerado de cidadãos preocupados com questões de ocasião e não tanto de fundo, focados numa conjuntural imediatez em detrimento duma reflexão estrutural daquilo que somos hoje, onde líderes escasseiam e decisores aconchegam as consciências do rebanho, existem pessoas que ainda nos dão esperança e que, na prática, à parte daquilo em que acreditam, dão sentido à frase proferida por Damião de Goes: «Vale mais um exército de ovelhas comandado por um leão do que um exército de leões comandado por uma ovelha.»


Foto - IL

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sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Apenas uma pequena nota de aritmética e de contenção de despesas:

O Rei D. Carlos, que foi assassinado pelas costas, ainda conseguiu ter um reinado mais longo (19 anos) que a 1.ª república inteira (16 anos) e seus inúmeros presidentes.

Sempre existe quem nunca desista deste País.

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quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Patriotismos e legados

Além do glorioso e saudável legado patriótico que a Monarquia nos deixou, vai subsistindo, tão-somente, o deprimente, fechado e residual patriotismo deixado pela república do Estado Novo.

À parte disso, nada existe…nem saberíamos o que é ser patriota quanto mais amar uma Pátria. Prova disso? É ver-se os resultados das I e III repúblicas…

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quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Os iluminados do costume...

Vejam quem não gosta mesmo de Monarquia e porque nós a perdemos.

Estes cavalheiros, similares aos da I e III repúblicas, não desistem, não são simpáticos, nem tão pouco transmitem boas vibrações.

Cá estamos, hoje, como estamos
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quinta-feira, 11 de julho de 2013

"Cidadãos!"

Este cavalheiro deve ser bipolar ou, então, leva mesmo a sério o seu alter-ego do Comendador.

Quase será motivo para dizer que gosto do Comendador, mas não simpatizo com o Henrique Monteiro.

Posto o intróito, e na sua habitual crónica na Revista do Expresso, o Comendador Marques de Correia:
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quinta-feira, 13 de junho de 2013

Por Henrique Barrilaro Ruas

«Durante a I República, os monárquicos queriam restaurar a Monarquia contra o Governo. Na II República, a maioria pretendia a Monarquia através do Governo. Nesta III República, a posição dos monárquicos, pelo menos a dos mais significativos, que são os que aparecem agrupados em instituições, em forças políticas, é completamente diferente: defendemos que a Monarquia deve ser restaurada, ou instaurada, quando e da forma que o Povo Português quiser.
Mas a partir de 1974 foi visível, creio que cada vez mais visível, a degenerescência da República. Durante o consulado de Salazar ela mantivera-se com a estabilidade que todos conhecemos, e de certo modo lhe censurámos, que era uma estabilidade artificial, mas que lhe dava uma certa respeitabilidade. Depois do 25 de Abril voltou-se em grande parte à I República, à balbúrdia, não tão sanguinolenta, mas sem deixar de ter aspectos de violência – não podemos fechar os olhos ao que se passou no Ultramar. Mesmo na Metrópole, a existência de formas larvadas de violência, de ódios de classe, é qualquer coisa de muito forte, e a própria intriga palaciana dentro e fora dos partidos, à volta dos Governos, em torno dos Presidentes, constituem outros tantos argumentos a favor da Monarquia. Quer dizer, a República está a afundar-se. É um espectáculo deprimente, degradante. É preciso encontrar uma forma de equilíbrio que só pode estar para além do próprio jogo dos interesses em presença, quer económicos quer outros.
Contudo, penso que o facto de as características desta III República serem muito diferentes não nos deve deixar esquecer que o principal para a Restauração da Monarquia é a reforma da mentalidade. Sem uma verdadeira e profunda reforma não faz sentido instaurar a Monarquia, pois as diversas reformas do Estado perdem-se, e hoje é muito fácil destruir num dia o que se construiu na véspera. Portanto, sem uma reforma profunda da atitude mental das populações é muito pouco valiosa qualquer reforma estrutural.»

Por Henrique Barrilaro Ruas, Portugueses. Revista de Ideias, 6-7, Fevereiro-Março de 1989, pp. 39-40.
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sexta-feira, 19 de abril de 2013

"Inimputável"

«A personagem que anda por aí a dizer este tipo de barbaridades, de seu nome Mário Soares, é uma vergonha para Portugal. Imagine-se que alguém nos Estados Unidos, referindo-se ao Presidente Obama, tinha dito que por muito menos tinham assassinado o Presidente Kennedy. Haveria tal tempestade mediática, e bem, que tal personalidade estaria automaticamente banida da opinião pública. Aqui em Portugal, além de algumas reações, como a que podemos ler aqui do João Ferreira do Amaral, parece que nada de grave foi dito. A esquerda hipócrita, que se fosse alguém da direita a dizer o mesmo de um Presidente de esquerda, reagira em fúria, permanece num silêncio ensurdecedor. Isto é um verdadeiro escândalo que deveria envergonhar qualquer democrata, de esquerda ou de direita. Este tipo de afirmações não podem ter lugar no debate público.»

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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Implantação da república ≠ 25 de Abril

«(...) A I República nasceu de uma revolução, não de um pronunciamento militar como o "25 de Abril". Ou seja, nasceu da violência e dali em diante viveu da violência. Essa violência, como costuma suceder desde 1789, tomou a forma de um terrorismo de massa. Até 1917, e com mais brandura, até 1926, grupos republicanos (ligados directamente ou indirectamente ao partido), à mistura com algumas centenas de adeptos da anarquia e da bomba: mataram, prenderam, torturaram, degredaram, espiaram e ameaçaram o cidadão comum. Milhares de inocentes por discordância ou inadvertência lhes caíram nas mãos. Mas sobretudo a I República, imitando como sempre o radicalismo francês do petit père Combes, perseguiu a Igreja com uma vulgaridade sórdida e brutal. (...)
 
Vasco Pulido Valente no Público»

Visto aqui.
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quarta-feira, 7 de março de 2012

Retive estas respostas de D. Francisco Bragança Van Uden:

«São ricos graças à monarquia ou mantêm-se monarquias por serem ricos?
FVU - São países que não tiveram razão nenhuma para mudar de regime. A Rainha de Inglaterra é Chefe de Estado de 16 países no mundo inteiro! Nenhum Presidente o conseguiria ser. Sempre que há uma eleição do Presidente, o país divide-se a meio. Será esse o bom início de uma chefia de Estado?

Mas acha sequer concebível um regresso à Monarquia? Não é uma página na História que já foi virada?
FVU - As três repúblicas que tivemos em Portugal não foram grande coisa. A primeira república foi um desastre total, a segunda foi uma ditadura, e a terceira é aquilo que se vê. Se é isto que a gente quer…»
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sábado, 3 de março de 2012

São Miguel | Os Caminhos de Ferro | A Monarquia | O Progressismo

Em Monarquia éramos, de facto, muitíssimo mais progressistas e…autonomamente respeitados. Azul e branco são, realmente, as nossas cores…e coerentemente as minhas.


O Açoriano Oriental (AO), por intermédio do jornalista Pedro Nunes Lagarto, apresentou na passada quinta-feira (1-3-2012) um brilhante artigo e uma lição daquilo que foi a Monarquia Constitucional, a sua progressista intervenção no povo e daquilo que era viver numa Autonomia alegre e num País de sonhos que projectavam para uma realidade económica mais rentabilizada.
Depois de ler este excelente artigo, fico com a clara convicção que, efectivamente, o nosso presente poderia ter sido muito melhor em Monarquia. Imaginem, meus caros concidadãos, as vantagens que tinham trazido aquelas linhas férreas para a nossa economia… Aquilo que só hodiernamente se conseguiu com o betão das SCUTS…já teríamos muito antes e numa lógica muito mais integrada.
Como sempre, e à semelhança do nosso ex-Tribunal da Relação, aquele que nos foi tirado em 1910 e que hoje, voltando a atrás passado um século, discute-se novamente o seu regresso, também a ré pública, de essência mais centralista e nacionalista, destruiu o sonho e projecto do grande açoriano Dinis Moreira da Motta, acérrimo autonomista. A vaidade do (novo) regime em exibir-se na I Grande Guerra, numa luta que não era nossa, matou portugueses, destruiu famílias e retirou as verbas necessárias para projectos de progresso a Portugal em geral e, in casu, aos açorianos em especial. Fomos remetidos aos caos em apenas 16 anos. Só o reinado do nosso 1.º Rei durou 46 anos…
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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

O actual quadro legislativo

Genericamente o quadro legislativo pós 25 de Abril tem sido péssimo em Portugal, diria mesmo que grandes nomes como o Prof. Batista Machado e o Prof. Antunes Varela estarão a dar voltas…coitados.
Considero mesmo a tendência e os métodos de aplicação legislativa bastante piores na III do que (na própria) I república. Há que reaprender e a recolocar, novamente, juristas (e não economistas e engenheiros) no comando impulsionador das novas leis…para ver se isto melhora! Uma forma fácil e barata de reaprender é o “legislador” inspirar-se no rigor técnico e universalista canónico…onde o administrativo é, em particular e de facto, fantástico! Já sem falar no passado, cujos registos foram a nossa única salvaguarda, ainda hoje funciona…e de que maneira.
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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

A "ética" dos verdadeiros republicanos…

Almirante João do Canto e Castro, 5.º Presidente da República.


«Durante o seu mandato sucederam-se duas tentativas de revolução. A primeira, em Santarém, em Dezembro de 1918, foi liderada pelos republicanos Cunha Leal e Álvaro de Castro. A segunda, em Janeiro de 1919, de cariz monárquico, liderada por Paiva Couceiro, que, por algum tempo manteve a "Monarquia do Norte" fez ressaltar a sua posição sui generis: sendo monárquico, como Presidente da República, reprimiu violentamente um movimento daqueles com quem partilhava convicções.»

in Wikipedia
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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Julgo que aqui há xeque-mate ou fecho do círculo!

(Quase axioma)

1.º) A Monarquia Constitucional (o nosso regime mais Liberal até hoje) --» Tolerante com a Maçonaria e demais “credos”;

2.º) A I república maçónica--» Intolerante com o Catolicismo e com a Monarquia;

3.º) A II república --» Intolerante com a Maçonaria;

4.º) A III república maçónica --» Tolerante com o Catolicismo e Intolerante (constitucional e democraticamente) com a Monarquia.
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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Vermelho - Amarelo - Verde

Mesmo que fosse republicano, nunca exporia a bandeira da república portuguesa no escritório. Por dois motivos:

1.º) Estético – As cores não ligam (veja-se que até no futebol representam segregação [SCP e SLB]);

2.º) Histórico – A bandeira da república, com uns escassos 100 anos, imposta à força pela I república, transpõe as cores sectárias da carbonária francesa muito próximas daquilo que hoje se chamaria de uma esquerda (bastante) extremista.
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domingo, 21 de fevereiro de 2010

1891: Caso resolvido e encerrado!

Face à actual crise, e de acordo com alguns dos maiores especialistas em Economia, o FMI não é um cenário improvável para Portugal.

De acordo com o caderno “Economia & Negócios” do semanário Sol: «A última vez que o país entrou em bancarrota foi em 1891. Endividado, falhou pagamentos ao exterior e ficou uma década sem financiamento.»*

Porém, e já naquela altura, operativamente, foi o Governo que, incumbido de resolver o problema, assim o fez e…resolveu-o. Apenas uma diferença para hoje. À data, e dentro das suas limitações constitucionais, e não menos avisado da ferocidade das reacções republicanas, a iniciativa parte do chefe de Estado que, ciente dos problemas (e dos [seus] riscos), não perdeu tempo em ajudar o seu povo…e conseguiu. Consegui resolver o problema (externo) do endividamento. Para que fique bem claro: resolveu-o e foi exactamente assim! Devemos isso a D. Carlos I.

Como curiosidade, dois membros fundamentais nessa resolução, com os inerentes sacrifícios para os portugueses, dizendo a bem da verdade, foram, respectivamente, o bisavô de Manuela Ferreira Leite (PSD) e de Dias Ferreira (Advogado e Presidente da AG do SCP) – José Dias Ferreira enquanto Chefe do Governo empossado por El-Rey – e o tio-bisavô de Guilherme d’Oliveira Martins (PS) – Oliveira Martins enquanto Ministro da Fazenda. Com estes Homens, o País, por si só, com esforço, consegui recuperar a sua credibilidade financeira com o mundo. Não havia União Europeia, nem fundos internacionais como hoje existem. O que houve foi uma I república assassina que estragou todo o esforço conseguido pelo Rei, que atirou famílias inteiras de portugueses para o ambiente de morte, com a irresponsável e desnecessária incursão da I Grande Guerra, apenas para o recém instalado regime se mostrar internacionalmente. O corolário dessas políticas foi o surgimento da Ditadura (II república) que, em prejuízo da liberdade, teve de proteger, numa primeira fase, os portugueses das “desavenças fratricidas” dos revolucionários da I república e, numa segunda, recuperar as contas novamente.

Concluindo, o pior é saber que até hoje vivemos na “descendência” daqueles aberrantes regimes republicanos e não há um Presidente da actual república que abra democraticamente as portas ao referendo sobre o sistema de chefia de Estado, como em qualquer Estado desenvolvido, e, assim, reconcilie, dentro do possível, a Historia. Este homem, pela coragem e pelo discernimento hitórico-político ganharia lugar de elevadíssimo relevo na memória colectiva de todos e para todo o sempre português. Seu nome será Nobre

* Semanário Sol, de 12 de Fevereiro, Economia & Negócios, páginas 2 – 3.
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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

A "Formiga Branca" e a "Formiga Preta"



Um texto-comentário merecedor de destaque, ainda a propósito do 1 de Dezembro...

«A U.E. pode ter acabado com Portugal, mas ainda não extinguiu os Portugueses!

O 1.º de Dezembro há-de festejar-se sempre, enquanto houver um Português neste mundo. Como escreveu Garret no «Frei Luís de Sousa», quando se preferiu queimar um palácio, do que entregá-lo aos usurpadores castelhanos: «Isto é para que se saiba no mundo, que ainda há um Português em Portugal!»

O regime saído da revolução de 5 de Outubro de 1910, não conferiu o prometido direito de voto às mulheres, como quase nada cumpriu do que prometera.

Na verdade, na Monarquia Constitucional o universo de eleitores com capacidade eleitoral activa, rondava os 800 mil (havendo já um programa elaborado pelos regeneradores, para instituir o sufrágio directo e universal!); na República baixou para uns significativos 400 mil…!

Na Monarquia, apesar de haver uma religião do Estado (a Católica), existia liberdade religiosa (como hoje sucede ainda, por exemplo, em Inglaterra com o Anglicanismo). Na I.ª República perseguiram-se os católicos que seriam, nessa época, mais de 99% da população e pretendeu-se terminar com a religião em duas gerações!

Os sindicatos que esperavam da República melhores condições de trabalho, foram de imediato, colocados no seu lugar. Através de violentas cargas policiais a que foram desde logo sujeitos e à brutal descida dos seus já parcos salários.

Pela primeira vez, surgiram duas polícias políticas: a «Formiga Branca» e a «Formiga Preta»; verdadeiras antecipações das futuras – e também republicanas – PVDE; PIDE e COPCON.

A República empurrou – literalmente – o País para uma Guerra (a 1.ª), onde morreram num ano, de 1917 a 1918, mais Portugueses do que nos 13 anos de Guerra Colonial – responsabilidade também de uma República (a II.ª).

A I.ª República teve em 16 anos: 46 governos; 21 Golpes de Estado e 8 Presidentes. Abriu as portas para: a Ditadura (1926-1933); um regime autoritário de Direita (1933-1974); uma revolução comunista (1974-1975) e a perda de um Império.

A entrada na CEE em 1986 marcou o princípio do fim da independência nacional, que nem as Cortes de Tomar de 1581, puseram «De Iure» em causa.

Quando se festejarem os 100 anos de República (que apenas continua graças ao Ditador Salazar), espero que alguém – seja quem for! – me explique de uma vez, o que é que se está a festejar?

O que eu estou hoje – 1.º de Dezembro de 2009! – a festejar, sei bem o que é e assim há-de ser até ao último dia da minha vida: PORTUGAL!»

António Lemos Soares
Docente Universitário em Direito

Fonte - http://blasfemias.net/2009/12/01/ultimo-primeiro-de-dezembro/#comment-209603
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domingo, 29 de novembro de 2009

Do lado que está o “Nacioniilismo” exacerbado…



A) O Rei D. Carlos e o Ultimato

Enquanto El-Rey D. Carlos I consegui, na sua grande dimensão como diplomata e, acima de tudo, defensor dos mais legítimos interesses dos portugueses (quase que nos atrevíamos a dizer que para ele primeiro vinham os portugueses e só depois Portugal), teve a sensatez de Estado em não avançar para a guerra. Numa vergonhosa afronta por parte daqueles que, até então, tinham sido os nossos mais fieis aliados, os ingleses, aquando da definição do mapa cor-de-rosa, Portugal era objectiva e territorialmente afectado. Ele entendeu, e bem,  não avançar contra a maior potência bélica da época, optando, na sua inata mas espantosa postura diplomática, tão característica neste nosso Chefe de Estado culto e distinto dos outros à época, em salvaguardar os portugueses de uma desgraça certa. Pessoalmente, desfez-se de todas as comendas que os ingleses lhe haviam, até à data, entregue, devolvendo-as aos seus afrontosos oferentes, num sinal claro e inteligente da sua honra e do quanto português ele era. Marcou a posição de Portugal pela dignidade e inteligência em vez de o fazer pelas armas e pela força.

B) Regime Nacionalista

1 - I república

- Consideraram o Rei D. Carlos um traidor à pátria, por não ter decidido enfrentar os ingleses;

- Em 1908, pegaram nas armar e mataram-no;

- Em 1910, pegaram novamente nas armas e, contra a vontade expressa do povo, implantaram a  I república;

- Em 1916, sem que Portugal tivesse capacidade, quer social, quer económica, e depois de desfazerem aquilo que o Rei tinha conseguido, por si só, concertar, pegaram outra vez nas armas e atiraram-se para a I Grande Guerra. Custos humanos elevadíssimos. Milhares de famílias portuguesas desfeitas;

- «A necessidade de afirmar o prestígio e a influência diplomática do Estado republicano entre as potências monárquicas europeias, de forma a granjear apoio perante uma possível incursão monárquica que viesse a derrubar o republicanismo (muitos portugueses defendiam, aliás, o regresso da monarquia)»*

- «A vontade de afirmar valores de Estado que distinguissem Portugal da Espanha e que assegurassem a independência nacional.»*

- «A necessidade, por parte do Partido Democrático de Afonso Costa, então no poder, de afirmar o seu poder político, ao envolver o país num esforço colectivo de guerra, tanto em relação à oposição republicana quanto em relação às influências monárquicas no exílio.»*

- Entre 1910 e 1926, os republicanos andaram a espalhar o terror, a desordem (até entre eles próprios). A contínua revolução chegou a um clímax, que começou a consumir os seus próprios filhos.

Com tal caos

2 - Surgimento da II república

Ao contrário do Rei, a motivação era: mais nação menos portugueses.
Leitmotiv: Pátria, pátria, pátria… num modelo de base fascista, embora designado (tecnicamente) Corporativista.
Em prol da Nação:

- Ditadura;

- Polícia secreta;

- Apego desmesurado à bandeira verde e vermelha;

- Quem pensasse diferente era contra a pátria;

- “Para Angola depressa e em força”;

- Etc, etc, etc…(à parte de alguns aspectos políticos e económicos positivos, abstemo-nos de elencar o vasto rol de “nacionalismos” desmedidos da II república).

Em nota de conclusão, de referir que desde que há constitucionalismo em Portugal, foi, até hoje, do lado da república que esteve a face mais reaccionária (mas curiosamente mais revolucionária também), nacionalista e doentia que, ainda hoje, mostra os seus reflexos no atraso de Portugal para os outros países da União Europeia, em particular, para as monarquias, que são mais os países mais desenvolvidos do planeta.

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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

A II república do Dr. Soares e a I "com muita honra"...



No programa acima exposto, o Dr. Soares, ex-presidente da república, afirmou que actualmente não vivemos na III mas sim na II república (a partir dos 2m 03s). Mais concretamente: «(…) não há III república, a nossa é a II. (…) somos os herdeiros da I com muita honra». Ora, tal afirmação («honra» ?!) só não é terrorista, relativamente ao que foi a I república, por se encontrar desculpada pela anciã idade do professante. Porém, a realidade é que nenhum português enquanto democrata, no seu perfeito raciocínio e normal conhecimento histórico, pode sentir honra pelo que foi praticado entre 1908-1926…antes desonra e vergonha.

Também segundo o Dr. Soares, o “Estado Novo” não pode ser considerado uma república, muito menos de segunda. Foi, na sua ligeira apreciação, tão só uma «ditadura». Neste contexto, houve quem na blogosfera, face a tal “novidade” soarista, viesse falar, e bem (em nosso modesto entendimento), que não sendo o “Estado Novo” república, então, a I república deveria ser, nessa ordem de ideias, designada de “Estado Terrorista”. Indubitavelmente verdadeiro o axioma.

Verdade é que também nós não deixamos de reparar nesse "pormenor" criativo do Dr. Soares, quando proferiu tais declarações. Devemos confessar que a nossa primeira ideia foi de absoluta estupefacção e discordância com tais declarações, uma vez que a Constituição de 1933 considerava uma república e previa a figura do Presidente da mesma. Então como não é (juridicamente) uma república, como diz o Dr. Mário Soares !? Mais nos chocava, quando é factualmente sabido que os republicanos deviam erguer uma estátua ao Prof. Salazar, pois se a república ainda existe a ele se deve, em especial a sua consolidação. Mas, sobretudo, o agora difícil caminho para uma abertura democrática à alteração de regime, mormente monárquico (como no Reino dos Países Baixos), de acordo com a vontade dos portugueses, que a esse propósito nunca foram auscultados.

Porém, face ao exposto, e melhor ponderadas as palavras do Dr. Soares, integradas na sua visão política, no seu percurso ideológico (Comunismo – Socialismo – “Gaveta” [segundo apelidam os media]) sempre intocavelmente republicano, concluiu-se, serenamente, o seguinte: 1.º) "Estado Terrorista"...sim senhor, quanto à I república, tal qual afirmou um ilustre monárquico em blogue. Bem visto e verdadeiro; 2.º) Face a mais repousada leitura, o Dr. Soares tem razão. Senão vejamos: ponham-se na pele do povo/cidadãos que, entre 1910-1926, estavam sempre a temer pela vida, em horror permanente, com toda aquela desordem, tiros e mortes pelas ruas de Portugal... Dando-se o golpe de 28 de Maio, o que significou Salazar para os portugueses que se encontravam naquele "reboliço" pegado ? Significou: a ordem e a segurança, por outras palavras...a “salvação”. Correcto? Ora, sem descurar do tempo a mais e da ausência de liberdade que o Prof. Salazar dramaticamente infligiu sobre Portugal, com os consequentes e irreparáveis danos que ainda hoje se repercutem na nossa democracia, de facto, e se virmos bem, o regresso ao modelo genuíno republicano, de que falava o Dr. Soares, dá-se em 1974. Daí que o senhor não deixe ter razão quando afirmou: «a nossa é a segunda», mas esta dentro do conceito (mais rigoroso) de república de avental…obviamente. Porém, há outra coisa que não é menos verdade…o “reboliço” de 1910-1926 continua doutra maneira, é ver-se as notícias do estado da Nação. A confirmar o afirmado, preste-se atenção à manchete do Caderno de Economia do semanário Expresso de 14-11-2009, cujos títulos transcrevemos para, seriamente, se reflectir:

«Crescimento do PIB é o mais baixo em 90 anos»;
«Nesta década, a economia vai avançar ao ritmo médio anual mais baixo desde o período 1910-1920».

Em suma: Por um lado, razão ao Dr. Soares, são os índices que o demonstram, ou seja I república = II república (2.ª [?] segundo ele); Por outro lado, mais segunda, mais terceira, menos segunda, mais ditadura ou menos ditaduras, o republicanismo não funciona em Portugal. Dr. Soares, num aspecto há absoltuto consenso: sabermos que, em pleno século XX, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), a Alemanha Nazi e a China não eram monarquias. Vamos retomar o caminho do progresso que nos foi tirado em 05/10/1910. E viva a democracia...

Post Scriptum: No link infra, encontra-se um vídeo que, apesar da forma crua como é apresentado, por intermédio das suas imagens, textos e música (Rammstein…que taxativamente não apreciamos), relata, em parte, e de forma sequenciada, “a honra” de que, quiçá, falava o Dr. Soares e que devemos à I república.

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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

Go on, palavras D'El-Rey!