Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

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domingo, 24 de maio de 2026

A Rui Rocha

Caro Rui,

Bem sabia o Rei o que estava a fazer ao defender Aznar deste monstro socialista e o outro (na altura o atual PM Zapatero) calado sem impor nada de jeito.

Sempre considerei, quando ambos estavam no poder, o Zapatero ainda pior que o Sócrates. Sócrates faliu o País. Zapatero, a partir de Atocha, em 2004, destruiu até hoje a hipótese que, com Aznar, a Espanha começava a criar de liderar a Europa.

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domingo, 12 de dezembro de 2021

Felipe Gonzàlez

Quando se consegue alcançar, pelo conhecimento, o patamar da destrinça entre um regime e uma ideologia político partidária, rápida e inteligentemente se conclui o que é melhor para os cidadãos...mesmo nas adversidades.

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sábado, 30 de maio de 2020

"Muito bem, muito bem!"

Cayetana Álvarez de Toledo

É preciso acabar com essa farsa, já formalmente denunciada pela UE, que se chama Comunismo... de uma vez por todas! 

Imagino se no nosso Portugal modernaço republicano o mesmo acontecesse, ou seja, se alguém ousasse dizer algumas verdades às manas do BE, sobre o terrorista do pai delas Camilo Mortágua... 

Aqui ao lado, terra de Goya, Miró, Dalí, Colatrava, Cervantes, etc, etc, foi preciso uma corajosa mulher a fazê-lo com toda a propriedade e sem hesitar uma vírgula nos factos, foi ela Cayetana Alvarez de Toledo, XIII Marquesa de Casa Fuerte e deputada do Congresso das Cortes do Reino de Espanha.

Ao contrário do que muitos complexados possam sequer imaginar, os títulos de nobreza são, essencialmente, para os efeitos que Cayetana honrou, defender o povo e os desprotegidos daquilo que não presta.

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terça-feira, 3 de março de 2020

Civil e laico, mas com Deus

Adolfo Suárez, 1.º Presidente do Governo da Espanha na democracia Monárquica pós Franco.
Governou entre 2 de julho de 1976 e 22 de agosto de 1981.

Nos EUA, por exemplo, Obama e Trump têm uma coisa em comum: falam abertamente de Deus, juram, a título de exemplo, a Constituição invocando Deus.

No nosso Portugal republicano modernaço, outrora o Fidelíssimo, deixou-se de falar No Cerne da Inovação do paradigma ocidental. Hoje, quase ou mesmo nada se O invoca, coincidente e curiosamente com o nosso declínio enquanto Nação, sobretudo, comparativamente àquilo que fomos.


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sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Caso Franco

Sem descurar que a esquerda matou, indiscriminada e infindavelmente, mais pessoas que a direita, em especial no século XX, e para essa evidência tomamos os exemplos do Nacional Socialismo alemão e do Comunismo da ex-U.R.S.S., os meus amigos conhecem algum governante de direita (…ou mesmo de esquerda) que tenha profanado e trasladado um corpo de um ex-ditador de esquerda?

Eu não conheço!

Muito mal o Governo espanhol que, em vez de seguir o caminho do progresso que sempre se seguiu em Espanha, ou seja, de não se mexer na história para que as gerações vindouras conhecessem, aprendessem e tirassem as suas próprias conclusões, como se impõe a uma sociedade evoluída (ex. na Alemanha são preservados os campos de concentração Nazi), contrariamente, nuestros hermanos, estão cada vez mais parecidos com Portugal (ex. caso da Ponte Salazar entre outros…) e a fazer um ‘down grade’ que, em última ‘racio’, esperemos, não leve à queda da Monarquia...porquanto, nesse cenário, a Espanha vai estilhaçar-se! ‘Graba mis palabras’.

Foto - © EPA/MARISCAL


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segunda-feira, 27 de maio de 2019

"El rey Juan Carlos se retira de la vida pública"

Ninguém é perfeito, mas há uma aspeto que é, indubitavelmente, factual: a Espanha e os espanhóis devem muito ao Rei Juan Carlos.

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segunda-feira, 20 de maio de 2019

Tentativas e concretizações

As habituais práticas “democráticas” dos republicanos, as mesmas usadas sempre, por exemplo, como a 1-2-1908 em Portugal.

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sábado, 4 de novembro de 2017

Movimento de Puigdemont diferente da FLA

Supostamente foi vista, dias atrás, uma bandeira da Frente de Libertação dos Açores (FLA) nas manifestações pró independência, na Catalunha.

Sou açoriano e, conforme escrevi a 6 de junho de 2013, a FLA foi criada com legitimidade, com seriedade, com objetivos claros e com propósitos utilitários aos açorianos no contexto temporal. Mais, a FLA foi necessária. Formada por homens convictos e corajosos que, pelo seu ideal, estavam dispostos a enfrentar a república portuguesa e muitos deles enfrentaram-na na prisão e em julgamento.

Entendo, como autonomista, bem como respeitador dos ideais que à data formaram a Frente de Libertação, e sobretudo como alguém que tem um sonho, eventualmente não concretizável em vida, de ver os Açores inseridos num Reino Unido, conforme também, aliás, reiterada e firmemente, defende o Herdeiro dos Reis de Portugal, que entendo que a FLA de hoje devia formalmente distanciar-se deste pseudo movimento independentista da Catalunha, que considero abusivo, descontextualizado, ilegítimo, ilegal e prejudicial aos interesses catalães.

Por fim, e mais importante, estou absolutamente convencido que as motivações subjacentes a ambos os movimentos, são intrinsecamente distintas, basta estarmos atentos...


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sábado, 7 de outubro de 2017

Ainda o Discurso do Rei

Tenho lido por aí algumas críticas à comunicação (vulgo discurso) do Rei Filipe VI, relativamente às circunstâncias que se passam na Catalunha. Foi duro, insensível…dizem.

Contudo, esses que afirmam tais coisas, esquecem-se de aspetos fundamentais:

1.º) O Rei é o garante da União de Espanha e dos espanhóis, e foi o que fez.

2.º) O Rei é o garante da Constituição e da Legalidade, e foi o que fez.

3.º) O Rei não podia dar azo a um referendo ilegítimo e ilegal, com urnas de quiosque.

4.º) O Rei não está contra a Catalunha, como alguns energúmenos afirmaram, antes está pela Catalunha, pois as consequências, em especial as económicas, para todos os catalães, sublinho todos, podem ser devastadoras.

5.º) O Rei defende a União dos espanhóis, mas em especial, atendendo ao caso concreto, dos catalães, porquanto é preciso não esquecer as percentagens envolvidas naquele pseudo golpe de Estado disfarçado de democracia, bem como não esquecer, SOBRETUDO, aqueles catalães, em número muitíssimo expressivo, que não querem a independência.

Em suma, como referia, e muito bem, SAR o senhor Duque de Bragança no dia 5 p.p., que Filipe VI procedeu corretamente, o Governo, na questão da violência, nem tanto.

A solução para este delicado assunto parece-me ser a dada pelo senhor Dom Duarte naquele predito dia, em fórmula semelhante àquela que também defende para os Açores e Madeira, um estatuto de País inserido num Reino Unido.


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quarta-feira, 4 de outubro de 2017

O Rei falou

«Firme, disposto a defender o Estado, a lei, as instituições e a sociedade, S.M. não vai deixar que uma minoria embriagada de ideologia ponha em risco a unidade e liberdade de Espanha. Os espanhóis têm Rei. Que falta nos faz uma monarquia.

"Juro desempeñar fielmente mis funciones, guardar y hacer guardar la Constitución y las leyes y respetar los derechos de los ciudadanos y de las comunidades autónomas".

S.M. cumpre, pois, integralmente o juramento que fez no acto da investidura.»

Miguel Castelo Branco.


Ainda cabe ao Rei, em pleno século XXI, o papel institucional mais decisivo nas grandes questões, nas mais delicadas.
Ainda hoje 'O Discurso do Rei' é ouvido com atenção por todos.

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sábado, 19 de agosto de 2017

Noutros tempos de hoje

Noutros tempos existiram muçulmanos que procuraram impor a sua religião à Europa. Eram imensamente radicais. Além da religião, rapidamente se espalharam e dominaram mesmo territorialmente o Velho Continente.
Noutros tempos, a Europa uniu-se e, a muito custo, procurou empurrá-los para os seus territórios de origem.
Mas isso foram noutros tempos, tempos ultrapassados, na Idade Média, com individualidades do passado como Afonso VI de Leão, o Conde D. Henrique de Borgonha, D. Afonso Henriques, D. Sancho I, e outros.
O interessante do assunto é que a História não se repete, aquela realidade era hoje um não problema e, presentemente, saberíamos lidar muito melhor com ela...


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sábado, 3 de dezembro de 2016

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Origem da palavra

Talvez poucos saberão isto mas, verificando, rapidamente concluirão que o nome “Espanha” é, em si só, uma afronta a Portugal.

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sexta-feira, 4 de novembro de 2016

O Povo: "Merci Sire"

Espanha e Bélgica foram as democracias europeias onde se registaram os fenómenos recentes de inúmeros meses sem governação. Duas monarquias, curiosamente. Será assim tão curioso? Julgo que não há coincidências, o que houve foi unidade, uma unidade extra partidária, extra governativa que assegurou os cidadãos.
Houve, naqueles dois casos, Parlamento e houve, acima de tudo, Rei. 

Duvido que haja alguma margem de interpretação além daquela que nos remete diretamente para um novo papel de intervenção do Chefe de Estado. Não a chefia de Estado republicana que é, normalmente, exercida/ocupada por um político de carreira em ascensão e que, amplas vezes, incendeia em vez de criar pontes institucionais. Antes sim em Monarquia: pelo Rei. 

Se existem, em democracia, repúblicas presidencialistas (França, EUA, etc), porque razão, também em democracia, não haveriam de existir monarquias com equivalente funcionalismo?

Em suma, julgo que há espaço para um novo papel interventivo dos Reis em Monarquia constitucional, pontencialmente com a introdução de novos poderes constitucionais. Não é por mero acaso que, no espectro ocidental, as repúblicas são mais antigas que as monarquias...é uma questão, cíclica, de maior e melhor progresso. Preparação e moderação, são a respetiva base para remodelar.


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Sabia que Madrid chegou a ser ocupada pelos portugueses?


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sábado, 1 de outubro de 2016

Reinado de Filipe VI

Àquela asserção republicana de que “reis e rainhas só em contos de fadas”, sobreponho dizendo que quem profere tal coisa só pode estar a viver noutro mundo… num conto de fadas, eventualmente.


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sábado, 23 de julho de 2016

Gonzalez e os Outros

Felipe Gonzalez, antigo líder do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) e primeiro-ministro de Espanha entre 1982 e 1996, homem da congregação democrática em Espanha, monárquico e amigo pessoal do anterior Rei, continua a sua intrépida luta pela união do Reino. Quando muitos afirmam o seu patriotismo, ou seja colocarem a Nação à frente de qualquer interesse, e não o fazem, Gonzalez não só o pratica como reforça certezas acerca da sua inquestionável categoria como político sério e que, também à semelhança de Guterres em Portugal, confirma que é um dos escassíssimos socialistas de referência na Europa e no mundo.

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quarta-feira, 9 de março de 2016

Um País de Facções

No fim do discurso do novo PR, o Bloco e o PCP não se levantaram a aplaudir. É um presidente de direita para eles.

Logo aqui se constatam as indisfarçáveis facções, a existência de partes onde devia existir unidade. Em Espanha, por exemplo, isso não acontece/eu.
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domingo, 16 de agosto de 2015

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Final da Taça do Rei

Alguns energumenos catalães assobiaram Filipe VI, provavelmente porque a maioria dos catalães na recente auscultação pública não deram crédito às aspirações independentistas.

No fim, não tiveram outro remédio que não receberem, em alegria, das mãos do monarca, o troféu da vitória que se designa: Taça do Rei.

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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)