Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

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terça-feira, 15 de julho de 2025

Outros prismas de esclavagismo e de eventual racismo...

Este senhor é Francisco Paulo de Almeida, Barão de Guaraciaba, foi um dos maiores produtores de café do Brasil no século XIX, banqueiro e empresário. Foi um dos mais proeminentes capitalistas do seu tempo e o mais bem sucedido homem negro do Brasil Monárquico.

Tinha mais de 1.000 escravos a trabalhar para si.




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sábado, 3 de abril de 2021

Um Homem, um Líder

Com uma boa vontade séria, uma visão positiva acima dos problemas, os aplausos genuínos de todos, sejam monárquicos ou não, são instintivos, surpreendendo mesmo aquele que com eles não contava, pois apenas procurava falar, como sempre fez, do fundo da sua alma brasileira em prol do seu povo.

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sábado, 13 de fevereiro de 2021

'Brasil Imperial'

Uma interessante série da Amazon Prime Vídeo que, acima do baixo cachet e de alguns, consequentes, pormenores na produção, tem uma estrutural seriedade no argumento.

Em reforço disso mesmo, ressalta à vista uma abordagem não simplesmente malévola da Rainha Carlota Joaquina, caraterística muitas vezes injustamente lhe atribuída.

As semelhanças fisionómicas da então Princesa Espanhola de Bourbon e futura Rainha de Portugal, são amplamente conseguidas.

Ganhou o trabalho com esse (novo) prisma dado a uma Rainha que, sem ser feminista, antes tradicionalista, soube enfrentar e se impor destemidamente a muitos homens como Mulher.


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sábado, 24 de agosto de 2019

Recebido via Brasil - D. Pedro ll do Brasil (1840-1889)

«Quando D. Pedro II do Brasil subiu ao trono, em 1840, 92% da população brasileira era analfabeta. Em seu último ano de reinado, em 1889, essa percentagem era de 56%, devido ao seu grande incentivo a educação, a construção de faculdades e, principalmente, de inúmeras escolas que tinham como modelo o excelente Colégio Pedro II.

A Imperatriz Teresa Cristina cozinhava as próprias refeições diárias da família imperial apenas com a ajuda de uma empregada (paga com o salário de Pedro II).

(1880) O Brasil era a 4º economia do Mundo e o 9º maior Império da história.

(1860-1889) A média do crescimento econômico foi de 8,81% ao ano.

(1880) Eram 14 impostos, atualmente são 98.

(1850-1889) A média da inflação foi de 1,08% ao ano.

(1880) A moeda brasileira tinha o mesmo valor do dólar e da libra esterlina.

(1880) O Brasil tinha a segunda maior e melhor marinha do Mundo, perdendo apenas para a da Inglaterra.

(1860-1889) O Brasil foi o primeiro país da América Latina e o segundo no Mundo a ter ensino especial para deficientes auditivos e deficientes visuais.

(1880) O Brasil foi o maior construtor de estradas de ferro do Mundo, com mais de 26 mil km.

A imprensa era livre tanto para pregar o ideal republicano quanto para falar mal do nosso Imperador.
"Diplomatas europeus e outros observadores estranhavam a liberdade dos jornais brasileiros" conta o historiador José Murilo de Carvalho. Mesmo diante desses ataques, D. Pedro II se colocava contra a censura. "Imprensa se combate com imprensa", dizia.

O Maestro e Compositor Carlos Gomes, de “O Guarani” foi sustentado por Pedro II até atingir grande sucesso mundial.

Pedro II mandou acabar com a guarda chamada Dragões da Independência por achar desperdício de dinheiro público. Com a república a guarda voltou a existir.

Em 1887, Pedro II recebeu os diplomas honorários de Botânica e Astronomia pela Universidade de Cambridge.

D. Pedro II falava 23 idiomas, sendo que 17 era fluente.

A primeira tradução do clássico árabe “Mil e uma noites” foi feita por D. Pedro II, do árabe arcaico para o português do Brasil.

D. Pedro II doava 50% de sua dotação anual para instituições de caridade e incentivos para educação com ênfase nas ciências e artes.

Pedro II fez um empréstimo pessoal a um banco europeu para comprar a fazenda que abrange hoje o Parque Nacional da Tijuca. Em uma época que ninguém pensava em ecologia ou desmatamento, Pedro II mandou reflorestar toda a grande fazenda de café com mata atlântica nativa.

A mídia ridicularizava a figura de Pedro II por usar roupas extremamente simples, e o descaso no cuidado e manutenção dos palácios da Quinta da Boa Vista e Petrópolis. Pedro II não admitia tirar dinheiro do governo para tais futilidades. Alvo de charges quase diárias nos jornais, mantinha a total liberdade de expressão e nenhuma censura.

D. Pedro II andava pelas ruas de Paris em seu exílio sempre com um saco de veludo ao bolso com um pouco de areia da praia de Copacabana. Foi enterrado com ele.

Fonte: Biblioteca Nacional RJ, IMS RJ, Diário de Pedro II, Acervo Museu Imperial de Petrópolis RJ, IHGB, FGV, Museu Nacional RJ, Bibliografia de José Murilo de Carvalho.»

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domingo, 7 de julho de 2019

In Memoriam

Obrigado João!

João Gilberto & Stan Getz (1963)


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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

A capitulação neerlandesa

A Batalha de Ourique, de Aljubarrota e outras são mais conhecidas. Mas esta fase não tem menos valor. Portugal e os portugueses eram, em Monarquia, de facto, diferentes.

Os Habsburgo, vulgo Filipes de Espanha e Portugal, não foram capazes de ajudar os portugueses que honrosamente procuravam recuperar o território perdido. Existiam outros interesses… A partir de 1640, com El-Rei D. João IV, tudo mudou. A força da revolta popular e genuinamente patriótica foi imbatível, fosse para quem fosse, viesse quem viesse.

Contrariamente às revoluções de 1910, 1926 e 1974, onde, basicamente, os golpes foram instaurados em Lisboa e o telégrafo fez o resto, no séc. XVII houve mesmo a necessidade, casuística e militar, de recuperar ponto por ponto o Império perdido.

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1889

Sou tão supersticioso como o primeiro-ministro do XVII e do XVIII Governo Constitucional era uma pessoa séria.

Contudo, este ano infra é, no mínimo, curioso…para não chamar-lhe intrigante: 1889.

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sábado, 22 de outubro de 2016

WEEK SOUNDZZZzzz!

 

Made in Portugal


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domingo, 1 de maio de 2016

22 Anos da Partida

«O Ayrton era a nossa alegria.»

 Uma popular brasileira (1994)

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quinta-feira, 14 de abril de 2016

TJ

«Esse teu olhar
Quando encontra o meu
Fala de umas coisas que eu não posso acreditar...
Doce é sonhar, é pensar que você,
Gosta de mim, como eu de você......
Mas a ilusão,
Quando se desfaz,
Dói no coração de quem sonhou,
Sonhou demais...
Ah, se eu pudesse entender,
O que dizem os seus olhos.»

Tom Jobim
 
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terça-feira, 5 de abril de 2016

Tratado da Gratidão de São Tomás de Aquino

Isto só vem dar razão àquilo que sempre referi preteritamente, ou seja que usamos o nível mais profundo por razões que não merecem esse nível. Dizemos "obrigado/a" em quase todas as situações, o que é manifestamente errado e pode revelar, dependentemente do contexto linguístico, ignorância.

O que normalmente queremos expressar é o “agradecimento”.
 
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quinta-feira, 17 de março de 2016

Tem de vir mesmo do Povo

No Brasil:

 
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Moluscos

«Era mais polvo que lula.»

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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)