Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

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sábado, 19 de setembro de 2026

Liberalismo <=> Maçonaria

Não sou apreciador do Pedro Adão e Silva (PAS).

Também não concordo com ele quando refere que é uma questão de "'liberdade" manterem-se todos calados e não dizerem ao que pertencem os ocupantes de altos cargos públicos, acho mesmo repugnante neste contexto. Porquê? Porque: se um simples trabalhador público tem a obrigação de declarar que pertence, por exemplo, à mesa da Assembleia Geral de um Clube de Tricô para obedecer à lei e ao capítulo das incompatibilidades (Lei n.⁰ 35/2014), porque não devem os deputados, os Secretários de Estado, os Ministros e, até, o Presidente da República também o fazer? Não são todos servidores públicos, todos pagos pelos nossos impostos?

No entanto, há um aspeto que sempre defendi e que neste artigo de PAS está correto e que é a relação entre Maçonaria e o Liberalismo (...embora ele pretenda atingir o deputado Rui Rocha da IL no caso Luís Neves, Rocha que na minha opinião não é sequer liberal como ultimamente se tem vindo a constatar). Aqui PAS acertou na mouche, ser liberal em rigor histórico e não ser maçon é como dizer ser do Benfica, mas recusar o vermelho do clube. Há também muitos membros da IL que estão lá ao engano, por desconhecimento ou por uma boa fé que desconhece as origens do Liberalismo como eu sempre procurei clarificar e o PAS também o faz. Estou convicto dessa realidade. Já outros da IL, enfim...

No fundo é como diz o nosso nobre povo: "quem não deve, não teme".

Por fim, PAS diz não ser da maçonaria. Não sei. O que sei é que sabe bem do que fala, pela forma bem corrida e explicativa.



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sexta-feira, 22 de novembro de 2019

100% certo!


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O Santo e o "Sultanato da Egolândia"

Quando num dos meus artigos sobre esta matéria (a nova deputada do Livre e a sua atuação), referia acerca da minha consideração intelectual por Rui Tavares, fundador do Livre, não era mera conversa de circunstância. Apesar do intervalo ideológico que muito nos distancia, falava, como procuro sempre, com verdade naquilo que expresso e assumo.

Ora, o artigo que li no Público, e que recomendo vivamente ler e cujo sumário aqui reproduzo, é a prova disso mesmo, porquanto este é um brilhante texto de ser lido, de uma enorme dimensão e transversalidade...enquadrável da esquerda à direita.

Pelo exposto, e em consonância com aquilo que também já referi outrora, é quase um ultraje, na minha modesta opinião, ao prestígio de um partido, composto por outros membros regionais de relevo e que merecem igual consideração que dedico ao aludido fundador e historiador, e também à democracia parlamentar, o que a deputada Joacine Katar Moreira anda a fazer, até mesmo nas redes sociais, quando, por exemplo, insulta o insuspeito extremista de esquerda Daniel Oliveira, bem como quando se pavoneia com o seu assessor(io), sempre munida de uma atroz falta de humildade democrática por quem a elegeu, com discursos de vitimização funestos (quando beneficiou daquilo de que se vitimiza), e apenas o seu ego parece ser importante prevalecer...

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quarta-feira, 1 de maio de 2019

#MeNoo

«O Me Too pode estar a trazer uma espécie de moralismo puritano.
É fácil resvalar para esse policiamento que só leva a uma valorização negativa de tudo. Como se só mulheres pudessem fazer filmes de mulheres, homens só filmes de homens, afro-americanos só de afro-americanos...»

Bette Gordon, nascida a 22 de junho de 1955, é uma cineasta norte americana e professora da Escola de Artes da Universidade de Columbia . Ela é mais conhecida por filmes seus como Variety (1983) e Handsome Harry (2009), ambos aclamados pela crítica na América do Norte e no exterior.

In ípsilon, pág. 29, 15 de março de 2019.

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segunda-feira, 14 de maio de 2018

O Grande Lebowski

Brilhante artigo do Público acerca deste filme de culto dos irmãos Coen.

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domingo, 10 de janeiro de 2016

Fantochadas

Curiosamente, depois de ter escrito sobre esta fantochada, Vasco Pulido Valente escreveu ontem, e muito bem, sobre esta.

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domingo, 18 de janeiro de 2015

quinta-feira, 19 de junho de 2014

sexta-feira, 6 de junho de 2014

A ONU e a pedofilia na Igreja

«Se é verdade que houve, por parte da hierarquia católica, quem encobrisse actos pedófilos praticados por clérigos e religiosos, não restam dúvidas quanto à doutrina cristã sobre este particular: "Quem escandalizar um destes pequeninos (...), melhor lhe fora que lhe suspendessem do pescoço a mó de um moinho e o lançassem nas profundezas do mar" (Mt 18, 6).

(...)

Como declarou o presidente da comissão antipedofilia da Santa Sé, o cardeal Sean O"Malley, que vendeu a sua residência episcopal para pagar indemnizações a menores abusados por padres pedófilos, "o direito da criança é prioritário. Não deve haver nenhuma tolerância para quem comete crimes, nem para quem é negligente" na sua denúncia e punição.

(...)

Uma novidade na doutrina e na praxe da Igreja? De modo nenhum. A mal-amada Inquisição, cujo recurso à tortura e desrespeito pela liberdade de pensamento e de expressão repugna à sensibilidade moderna, foi um eficaz instrumento de punição desses actos nefandos. O Santo Ofício não só perseguia a heterodoxia doutrinal como também os abusos de menores, sobretudo se praticados por clérigos.»


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sábado, 5 de abril de 2014

sexta-feira, 7 de março de 2014

Lobies

Nas redes sociais, a influência de cada um vai muito além do que se pensava.

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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

"Afectos"

Para alguns republicanos, empresários, neo-liberais e economistas reflectirem sobre aquilo que defendem e querem…

(Prós e Contras “Debate Monarquia ou República na RTP” - 10/3/2008)


António Reis, GOL (a partir do minuto 6’).

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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Privados fundados por públicos

Para aqueles que desdenham os trabalhadores do sector público e são uns totós porque não compreendem o que foi a gestão administrativa de um Império por mais de 500 anos, digo-lhes que o Montepio, instituição com 173 anos, e que há bem pouco tempo foi das ínfimas que teve crescimento, foi fundado por funcionários públicos.

Qualquer empresa de implementação de qualidade, sabe que em Portugal é muito mais fácil implementa-la no sector público do que no privado. No primeiro, melhor ou pior, há regras padronizadas com cariz geral, no segundo não!

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quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Ouvido de um trabalhador do sector público:

“Apenas quero o direito ao mesmo horário de trabalho que tem um bancário.”

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terça-feira, 30 de julho de 2013

Souto de Moura | Notas

Notas de Souto de Moura, na Festa Literária de Paraty (Brasil), com as quais concordo em absoluto. A velha questão entre o útil e o estilizado…

Artigo por Alexandra Prado Coelho, in Público, de 5-7-2013, pág. 30.

Notas:
- “Ninguém dorme debaixo da semiótica”;

- «As pessoas também “não conseguem almoçar debaixo de um manifesto”»;

- «Quando era estudante, nos anos 70, “falava-se de tudo menos de arquitectura” e que “o importante era a semiótica”»;

- “Ninguém sabia fazer. A nossa formação era metafísica. No fim do curso, eu e os meus colegas não sabíamos fazer uma linha”;

- «E interrogou-se sobre por que é que muitas das casas que os críticos e historiadores apontam como os grandes exemplos da arquitectura do século XX foram pouco habitadas, como acontece com a Villa Savoye de Le Corbusier»;

- “São obras de arte únicas. Mas eu aprecio Villa Savoye porque não tenho que viver nela. É muito difícil viver todos os momentos dentro de uma obra de arte. Quem é que consegue ouvir um quarteto de cordas de Beethoven o dia inteiro, todo o tempo?”

- «A arquitectura “não deve ser adjectivada”.»
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Em privado...

«Monárquicos em privado são muitos, em público contam-se pelos dedos.» 

Luís Filipe Afonso
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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)