Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

‘Woman in Gold’ (2015)

No passado fim-de-semana, ainda numa extensão das férias, vi este filme de Simon Curtis, com a excelente Helen Mirren e com Ryan Reynolds. O argumento reporta-se a um caso ocorrido na vida real.

Maria Altmann, a personagem central do filme e interpretada por Mirren, foi obrigada a fugir do seu País - a Áustria, para não ser capturada pelos nazis, pois era de uma família judia – os Bloch-Bauer.

Vendo a sua família ser roubada e desfeita pelos partidários nacionais-socialistas, restava-lhe as memórias no país de acolhimento – os Estados Unidos da América. É, pois, em nome desse objetivo que trata de procurar uma forma legal para recuperar parte daquilo que era seu por direito e que foi ilegalmente apropriado pelo Estado austríaco à sua família.

O legado material que mais lhe recordava a família era um quadro de sua tia Adele, de quem era sobrinha predileta. Esse quadro, nada mais, nada menos, era uma famosa obra de Gustav Klimt – O ‘Retrato de Adele Bloch-Bauer I’.

Neste contexto, e acerca deste filme, nada mais direi a não ser que o recomendo ver.

Por fim, não posso deixar de estabelecer um paralelo entre os crimes contra o património privado que os socialistas nazis praticaram, com a expropriação que foi feita aos bens da Casa de Bragança, concretizada através da famigerada criação republicana designada por “Fundação Casa de Bragança”. Colocando num linguagem muito simplista, se num caso houve roubo, no outro houve furto.


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