Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

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domingo, 18 de junho de 2023

Aktion T4 e os Socialismos

Eutanásia? Não obrigado.

Sabemos o tipo de pessoas que criaram leis destas, como começou e, sobretudo, o que queriam...e não era racial...

Os nacional-socialistas consideravam legalmente a morte para pessoas: "incuravelmente doentes, através de exame médico crítico".

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sábado, 5 de março de 2022

'Geringoncisses'

A Geringonça, essa máquina defensora do setor público, aumentou o salário mínimo para um patamar insustentável em relação à produção do País, prejudicando empresários e colocando assistentes técnicos a ganhar menos que um trabalhador do setor privado, já sem contar com um infeliz de um assistente operacional.

É o conceito de igualdade e paridade do PS, do BE e do PCP.

Bravo.

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sábado, 13 de fevereiro de 2021

Unicamente um critério de inteligência

A nomeação de Ferro Rodrigues (ainda) para um segundo mandato como Presidente do Parlamento, é bem reveladora do desnorte do PS em termos nacionais.

Por outras palavras, entre um Ferro Rodrigues e um Carlos César, nome que foi apontado, por alguma imprensa, à data, para o mesmo lugar, teria sido muito mais sensato atribuir ao segundo, sendo que César, reconheça-se, é enormemente mais inteligente, mais institucional, mais produtivo ao partido e, sobretudo, revela saber distinguir os poderes de Estado, especialmente qualificá-los corretamente, nunca demonstrando desrespeito por eles, especificamente, pelo judicial contrariamente daquilo que já fez Rodrigues no passado.

Pelo que julgo que seria da mais elementar justiça, já que o contexto é inevitavelmente socialista, até porque foi líder parlamentar do PS, entre 2015 e 2019, ter sido ele o novo Presidente da Assembleia da república.

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Chega!: Não é o Lobo, é o Pedro

Tal qual como analisei e escrevi (e previ) a 10 de janeiro p.p. o futuro está à porta.

No rescaldo do dia das eleições, Ana Gomes proferiu uma frase muito peculiar, talvez que tenha passado despercebida aos mais desatentos, e que traduzia isto: reúno um grupo de liberais, progressistas, ambientalistas e europeístas.

Antes daquela frase, no aludido artigo do dia 10 foquei para isso mesmo - “Muitos liberais vão se reconfigurar ao próximo contexto, deixando os seus anteriores casulos de disfarce, fossem em partidos de esquerda progressista ou nas muitas sociais democracias partidárias que por aí existem, deixando de haver um conceito de esquerda e direita, mas antes mais próximo de conservadores e liberais (...)” - significando que a Iniciativa Liberal poderá ser o elemento agregador e motivador, sobretudo para os jovens. A juventude millennium já não tem a mínima paciência para, como autómatos pré programados, nascidos após o 25/4, que defendiam, ipsis verbis, sem terem sentido ou conhecido, aquilo que seus pais, avós ou bisavós defenderam no tempo do Estado Novo, como foices e martelos, de uma esquerda rural (...longe do liberalismo sofisticado de Nova Iorque...) por mais caviar que possa ter procurado evoluir para disfarçar cosmeticamente a sua génese e, acima de tudo, não estarem comprometidos, por anuência tácita, com uma passada e injustificável mortandade de seres humanos inocentes para que se impusessem tais ideologias. Uma nova juventude, com uma nova irreverência, provavelmente, por um lado, provinda da Direita tradicional e conservadora, mas, paralelamente, versus e mais assustadoramente, também, derivante do Liberalismo, seja ele vindo da Esquerda ou da pseudo direita, poderão configurar o novo cenário político do século XXI.

O Dr. André Ventura, com todos os males e críticas que lhe possam dirigir e daqueles que, hipoteticamente, até tenham efetivamente certa razão no que lhe qualificam, disse algo determinante no debate direto com Mayan na SIC, e que foi: a Iniciativa Liberal não era de Direita, coisíssima nenhuma. De facto, e por mais voltas que os seus cruéis opositores possam dar, esta é uma verdade indesmentível.
O Liberalismo que foi contido até ao século XX no nosso País, está a reaparecer com a força do século XIX em Portugal, e quando esse mal estiver instalado, e fazendo fé no que escrevi, bem como nas palavras de Ana Gomes, e nas do fundador da Iniciativa Liberal, Carlos Guimarães Pinto, mas também na daqueles que defendem e promovem os valores da “democracia liberal” como “garantes de liberdade” e que criaram o Instituto '+ Liberdade', um think tank dirigido pelo ex-líder da Iniciativa Liberal, contando com mais de 5.000 membros fundadores, incluindo Adolfo Mesquita Nunes, Carlos Moreira da Silva, Ana Rita Bessa, Lídia Pereira e António Nogueira Leite, significa que algo de muito perigoso está em curso...

Com tal cenário a crescer, com o nítido decréscimo do PCP e do Bloco, os próximo serão o PSD e, conforme as baterias já foram apontadas por Ana Gomes (...essa grande amiga do PS...) e por este artigo do Jornal Económico, também o PS, partido o qual, já sem falar de um Sócrates e dos seus múltiplos correligionários, descendentes e afins Liberais que por lá abundam, poderá ser o que resta abater. Devo dizer que esta posição de Carlos Guimarães Pinto em nada me surpreende, aliás, só vem confirmar as minhas mais profundas certezas.

No dia que os liberais se assumirem e se fundirem, poderá ser, como dizem os Clã, “o começo do fim”. Quiçá, muitos ainda vão perceber e implorar, em tempo, por um perfil de André Ventura, mesmo vindos da esquerda, tal como alguns comunistas que já votam nele, porquanto o futuro não me parece nada risonho, onde se matarão todas as tradições. Por isso já dizia António Sardinha, sim à tradição, não ao conservadorismo. Eu acrescentada: não ao Liberalismo!

O Chega não é o Lobo, é o Pedro e o Pedro tem de se unir com o PPD, o mesmo que dizer com a sua ala Sá Carneirista, bem como com os socialistas de bem, ou seja, os não liberais. Se assim não for, estamos a jeito de termos um Rio de retrocessos civilizacionais.

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terça-feira, 21 de julho de 2020

MONARQUIA = SUPRA-PARTIDÁRIA

Felipe González e Olof Palme eram convictos monárquicos e socialistas.

Só num País que se atrasou como o nosso é que as elites brojessas dominantes, para se governarem e para enganarem o povo, fizeram querer que a Monarquia só existe à direita. Falso. Vamos acordar!

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domingo, 17 de junho de 2018

"Carta a D. Duarte Pio"

Escrito por um socialista. Não obstante não ser monárquico, Ascenso Simões expressa, neste artigo de opinião, o seu entendimento sobre a ação monárquica, aproximando-se, por vezes, da realidade ou mesmo de uma solução. Outras nem tanto.

Apesar disso, este texto, escrito por um homem de centro esquerda, pugna acima de tudo por ser sério e construtivo.

Deputado, este foi quem enfrentou recentemente, quase só, um partido inteiro por uma questão de humanismo - votando contra a eutanásia, ou que publicou, destemidamente em consonância com o princípio da transparência, o seu vencimento, demonstrando, assim, que ainda existe uma reserva moral e ética no PS.

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sábado, 22 de outubro de 2016

Costumes abrandados (I)

«20 para 24 anos é demasiado para o regime democrático e para as gerações e para o contrapoder e para o enriquecimento da vida cívica.»

Elias Pereira, Presidente do Conselho Regional dos Açores da Ordem dos Advogados, em comentário à RTP-A, 16-10-2016.

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sábado, 6 de agosto de 2016

Meios de Transporte

Tanta celeuma com o Fernando Rocha Andrade, quando tantos de nós precisamos da GALP para nos deslocarmos.


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Proteção

Vou dizer às finanças que uso protetor solar. Serve?

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sábado, 23 de julho de 2016

Gonzalez e os Outros

Felipe Gonzalez, antigo líder do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) e primeiro-ministro de Espanha entre 1982 e 1996, homem da congregação democrática em Espanha, monárquico e amigo pessoal do anterior Rei, continua a sua intrépida luta pela união do Reino. Quando muitos afirmam o seu patriotismo, ou seja colocarem a Nação à frente de qualquer interesse, e não o fazem, Gonzalez não só o pratica como reforça certezas acerca da sua inquestionável categoria como político sério e que, também à semelhança de Guterres em Portugal, confirma que é um dos escassíssimos socialistas de referência na Europa e no mundo.

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sexta-feira, 27 de novembro de 2015

sábado, 14 de novembro de 2015

Luminoso

«A Fonte Luminosa foi-se ou foice?»

M.A.A.

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Quem paga?

Marcha atrás nas privatizações?! E quem paga as (drásticas e chorudas) indemnizações aos consórcios vencedores?

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sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Responsabilização

Se quanto à eleição dos governos Sócrates podia ser dito, democraticamente, que o povo teve responsabilidades, contrariamente, no caso de Costa, o povo está absolutamente alheio ao que pode vir a acontecer.

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sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Alice no País das Tristezas

Não fosse a elevadíssima perigosidade para os destinos do País, confesso que até gostava de assistir à obscenidade política da formação de uma "maioria de esquerda", liderada pelo Sr. Costa, apenas para analisar os comportamentos do BE e do PCP a lidarem governativamente com os problemas reais dos portugueses.

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Inevitabilidades

O mais caricato é que num governo da "maioria de esquerda", o PS vai ser a ala direita desse engenho.

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Tínhamos a PaF... e agora PuF!

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sábado, 10 de outubro de 2015

Engenhocas políticas

Muitos estão preocupados com a possibilidade de Costa formar governo com o PCP e o BE.

Julgo que não há lugar a alarmes. Tudo não passa de uma mera encenação politica prévia, antes mesmo de se apresentar perante a Coligação. Esse engenho politico nada mais é do que um suposto trunfo alicerçado na sua posição oscilante e bambaleante entre a extrema esquerda e o centro-direita. 

Contudo, Costa sabe que não se pode atrever a tanto e irá viabilizar o OE, pois o risco para Portugal ainda é enorme e até para o próprio PS (não esquecer o que aconteceu ao PASOK). Costa se fosse coligar-se com a extrema esquerda, estaria a comprometer a maior parte dos socialistas, aqueles que são europeístas e moderados e, acima de tudo, iria afrontar os fortíssimos lobbies que no fundo são os "donos disto tudo" e de quem o PS não está alheio. 

Em suma, esses que andam preocupados...não queiram fazer Costa assim tão estulto.

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Harmonias

A dita "maioria de esquerda" é ideologicamente tão coerente e harmónica como uma salada russa!

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Derrota em discurso

Se estiveram atentos devem ter reparado que António Costa terminou o seu discurso de derrota (...se for possível chamar-lhe assim...) com vivas à república e enaltecendo os respectivos valores de origem jacobina francesa.

Pelo exposto e em suma, quem for republicano recorde-se que Costa, nesse aspecto, traduz a verdade e, portanto, estará a defender exactamente os mesmos pressupostos do líder socialista. 

Eu afirmo categoricamente que nunca defenderei tais valores, nunca.

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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)