Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

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quarta-feira, 1 de maio de 2019

Em tertúlia

Sempre guardei como enorme exemplo a forma como o João Gomes de Almeida se apresentou, em 2012, como monárquico nesta tertúlia.

Sensibiliza-me sempre ver este seu ato e que existem pessoas que preconizam a Monarquia como um regime alternativo ao ora existente, de uma forma sincera, clara, simples e objetiva.

Se queremos um Portugal em Monarquia, apenas pode ser pela forma, repito, como o João se apresentou, ou seja, para de um modo geral estar todo o país englobado (ou pelo menos a sua maioria) nesse sentido.

Para chegarmos a um modo de progresso como está demonstrado na maioria das monarquias existentes, apenas pode ser sendo por quem somos e como somos, sem qualquer preconceito ou receio, mas olhando para o passado com orgulho para encararmos o futuro mais confiantes.

Grato João pela tua lição.

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domingo, 10 de fevereiro de 2019

O Rei não temia o povo

«A França conhece hoje a oitava jornada dos Gilets Jaunes. Os manifestantes pedem pela sétima vez uma audiência ao presidente, ao que este responde com o desprezo do silêncio. Que contraste entre esta arrogância muda de Macron e a atitude de Luís XVI. Na jornada de 5 e 6 de Outubro de 1789, uma marcha de mulheres pedindo pão dirigiu-se a Versalhes e foi recebida com toda a bonomia pelo Rei, ao monarca pedindo que tudo fizesse para que a fome fosse debelada. Luís XVI era então, ainda, o Pai do povo, possuía forças leais consideráveis e podia ter mandado que a Guarda Suiça e a Guarda Nacional impedissem as mulheres de entrar no palácio. Em invés, tratou as peticionárias por filhas, percorreu demoradamente a galeria apertando a mão a cada uma e prometeu que regressaria com elas a Paris. Assim o fez, entrando na cidade no meio de grandes aclamações de Vive le Roi, vive la Nation. O Rei não era o tirano, mas o pai da nação.»


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sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Há soluções para os coletes amarelos.

«Rei e Gilet Jaune

Em política, o irreversível não existe. Só a poucos terá passado despercebido que nas manifestações do grande movimento popular que sacode as fundações do regime francês há um crescente número de bandeiras e símbolos da Velha França. 
Ontem, durante mais uma jornada de luta, o Duque de Anjou, Luís XX de França, deu a conhecer sem tibiezas a sua posição:

"Quero expressar a minha solidariedade e profunda compaixão por aqueles que sofrem, desprovidos de recursos e esmagados de impostos, humilhados e privados de esperança e que não têm outra forma de expressão do que levantar-se como um só homem para manifestar a sua decepção, angústia e raiva. Estes franceses são a maioria silenciosa que se cala há décadas e dos quais alguns se tinham esquecido a existência. Hoje é o povo de França que se ergue para defender o seu modo de vida e a sua dignidade".

"Que Deus proteja a filha mais velha da Igreja, que Deus venha em ajuda aos franceses infelizes, carentes e doentes, lhes devolva a esperança e a fé no futuro do nosso país".»

Miguel Castelo-Branco, aqui.

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sexta-feira, 10 de agosto de 2018

sábado, 4 de novembro de 2017

O Nome do País

Recordo aqui duas das frases matriz que subtitulavam o excelente blogue do Miguel Castelo Branco - Combustões - e que muito importam para refletirmos sobre aquilo que fazemos e, sobretudo, aquilo que dizemos sobre o nosso estimado País:

- "Aqui não se fala mal de Portugal";

- "Este blogue só tem um partido: Portugal".

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quinta-feira, 5 de outubro de 2017

EM SUMA: 5-10-1910

«Se gostam do monturo, perseverem

Hoje é 5 de Outubro. Comemora-se o revolverismo de que falava Homem Cristo (Pai); celebra-se a Carbonária e seus dinamitistas; evocam-se os bravos regicidas de 1908, mais os matadores de polícias, mais as prisões particulares em que, de 1911 a 1915, milhares de monárquicos e católicos estiveram detidos sem mandado, sem acusação e sem julgamento; exulta-se pela carnificina do 14 de Maio de 1915, pelos assaltos das populações esfomeadas às padarias e mercearias e pela entrada aos empurrões de Portugal na Grande Guerra.

Hoje é dia de festividades. Festeja-se as tonsuras e medições frenológicas aos Jesuítas e outros regulares; festeja-se a nomeação política dos magistrados judiciais pelo democratíssimo governo de Afonso Costa; festeja-se o encurtamento do universo eleitoral, o saque e queima de redacções de jornais e revistas da oposição, os pronunciamentos militares e o terrorismo da Legião Vermelha, bem como a camioneta da morte da Noite Sangrenta de 21 de Outubro de 1921. E, em maré de comemorativismos, porque não celebrar, também, o corte definitivo da sociedade portuguesa com a Europa civilizada, a ditadura dos professores primários, o triunfo de um republicanismo quase boçal, eriçado de superstições positivistas, os milhares de emigrados, as manifestações europeias pedindo a intervenção das potências num país que era comparado ao insolvente México de Pancho Vila, a bancarrota por duas vezes declarada, o regresso do presidente António José de Almeida do Brasil a bordo de um cargueiro britânico, dado o paquete português que o havia levado ao Novo Mundo haver sido confiscado ao Estado português por incumprimento do pagamento de dívidas ?

A república é, verdadeiramente, uma caixa de surpresas. Percorremos a galeria das criaturinhas e espanta-nos que tenha sobrevivido por 107 anos.

Sosseguem os republicanos e todos os amantes da liberdade, pois nós não somos como os homens do 5 de Outubro: nós não recorreremos a pistoleiros e bombistas, não assassinaremos Chefes-de-Estado, não armaremos paisanos, não faremos tábua-rasa de resultados eleitorais, não faremos medições frenológicas nem desterraremos opositores, não teremos prisões privativas nem juízes nomeados pelo governo, não faremos assaltos à imprensa livre, não viciaremos resultados eleitorais, não proibiremos partidos políticos, não empurraremos ninguém para o exílio, não lançaremos a polícia sobre os sindicatos, não teremos Olímpios nem Camionetas Fantasma.

Se a Restauração vier, virá para aprofundar a liberdade e a união de todos os portugueses. Foram cem anos perdidos, de bagunça seguida de ditadura e ditadura seguida de bagunça.»

Miguel Castelo Branco.

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quarta-feira, 4 de outubro de 2017

O Rei falou

«Firme, disposto a defender o Estado, a lei, as instituições e a sociedade, S.M. não vai deixar que uma minoria embriagada de ideologia ponha em risco a unidade e liberdade de Espanha. Os espanhóis têm Rei. Que falta nos faz uma monarquia.

"Juro desempeñar fielmente mis funciones, guardar y hacer guardar la Constitución y las leyes y respetar los derechos de los ciudadanos y de las comunidades autónomas".

S.M. cumpre, pois, integralmente o juramento que fez no acto da investidura.»

Miguel Castelo Branco.


Ainda cabe ao Rei, em pleno século XXI, o papel institucional mais decisivo nas grandes questões, nas mais delicadas.
Ainda hoje 'O Discurso do Rei' é ouvido com atenção por todos.

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sábado, 21 de janeiro de 2017

"A floresta dos disparates"

Um clarificador 'inside job' do Miguel:

«O Senhor Dom Duarte foi convidado para o funeral de Estado do ex-presidente Mário Soares. Acorreu à cerimónia dos Jerónimos na sua condição de Chefe da Casa Real, mas também por retribuição ao amável gesto de Soares que em Maio de 1995, por ocasião do casamento do Duque de Bragança, fizera questão em estar presente.

A participação do então presidente da república Mário Soares foi a todos os títulos excepcional, sem precedentes na Europa republicana no reconhecimento explícito pelo Estado da importância simbólica da Família Real e do seu único pretendente. SAR foi, pois, ao funeral de Estado e tê-lo-ia feito se fosse outro o ex-presidente falecido, pelo que não vejo razão para alguns escritos menores, atabalhoados e privados de siso que ontem percorreram algumas páginas.

É tempo de alguns monárquicos - felizmente muito poucos e infelizmente muito pouco instruídos - compreenderem que o Chefe da Casa Real tem um lugar e um papel na vida do país, não lhe cabendo fazer política politiqueira, tomar bandeiras partidárias, participar em fogos de ódio ou em enlevos ideológicos.

O Senhor Dom Duarte tem sido, talvez, a única voz a marcar a diferença na clara, ponderada mas firme denúncia dos erros e desastres desta III República, pelo que seria injusto insinuar que está a servir o regime e o sistema. Nada de mais errado. Os exaltados que levem a mão à consciência, tenham presente as permanentes críticas construtivas que SAR tem feito ao longo de décadas e se envergonhem por tanto disparate.»

Miguel Castelo-Branco

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sábado, 12 de setembro de 2015

Fundação Casa de Bragança

«Em 1915, dom Manuel II, no seu testamento, manifestou vontade de os seus bens particulares em Portugal ficarem à disposição do país. Dom Manuel II não dispôs naturalmente dos bens da Casa de Bragança, destinados ao herdeiro do trono de Portugal e, como tal, não susceptíveis de disposição em testamento. Após a morte de dom Manuel, em 1932, as suas únicas herdeiras (a viúva, Augusta Vitória e a mãe, a rainha dona Amélia) renunciaram às suas heranças. O Estado português, porém, considerando que dom Manuel II morrera "sem descendente, nem sucessor" no trono de Portugal, apropriou-se dos bens da Casa de Bragança constituído com esse património, e com o património privado do falecido monarca, a Fundação da Casa de Bragança.»

In Wiki.
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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

"Faz hoje 107 anos que começou o século XX português"

Brilhante texto que exprime o sentimento de todos aqueles que acreditam numa Monarquia regeneradora.

A ler.

«Faz hoje 107 anos que começou o século XX português

O século em que tudo se reduziu à insignificância [dos homens, das ideias, dos gestos, das aspirações] e em que à babúrdia se seguiu a ditadura, e à ditadura a balbúrdia. Encolhemos física e espiritualmente, recuou a fronteira e o pior do mundo entrou-nos porta adentro. Dom Carlos I foi o último governante com um sonho de reforma profunda; por isso o mataram. Dom Carlos compreendeu que o país havia sido tomado por gente insignificante e que havia que os substituir por limpos servidores do Estado; por isso o deixaram matar. Dom Carlos, que queria ser Rei e não assinante de legislação, tinha todas as características de um Rei; por isso o difamaram e entregaram ao pasto da inveja. Pois, goste-se ou não, Dom Carlos, nosso Rei, queria uma Nova Monarquia; por isso os falsos monárquicos - que logo seriam republicanos e servidores dos regimes que vieram depois - o quiseram sepultado. A agenda patriótica e reformadora do Rei Mártir continua actualíssima. Quando acaba o maldito século XX português ?»

Miguel Castelo Branco

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sábado, 26 de abril de 2014

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

O sonho

Aquilo que faz mesmo, mesmo, mesmo falta para restabelecer os pilares que levarão à real mudança de Portugal: O SONHO!

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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)