Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

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quinta-feira, 5 de março de 2026

In memoriam

O livre pensador e, portanto, o escritor.


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segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

BB - In memoriam

"A beleza do corpo um dia se vai. A da alma jamais.”

Brigitte Bardot.

Deus criou o homem, a mulher e, depois ainda, com mais tempo, a Brigitte Bardot.

Uma mulher de coragem, de causas, de exemplo. Nunca precisou de se refugiar nas pregações feministas para se afirmar com toda a sua magnitude e com todas as suas múltiplas facetas enquanto mulher. Grato Brigitte. Requiescat in pace.



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terça-feira, 11 de março de 2025

In memoriam (1947-2025)

Era um dos melhores jornalistas portugueses, tendo sido, muitas vezes, a voz dos excluídos do País. Falo dos excluídos de uma ilusão nacional criada paralelamente à verdade dos factos históricos, submergida numa letargia abrilesca e protegida por uma Constituição forjada no PREC absolutamente obsoleta hodiernamente.

Na última edição do Sol, o arquiteto e jornalista José António Saraiva foi homenageado pela réstia de políticos e individualidades ainda credíveis neste País.

Vai fazer falta.

Pax Christi.

Foto - Mariline Alves.


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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

In Memoriam - Dr. Rui Manuel de Medeiros d'Espinay Patrício

Um homem de convicções, patriótico, honesto e leal.
Apesar de Ministro de Caetano, diria que foi mais Salazarista do que Marcellista e, por isso, quiçá, menos próximo do fascismo.
O seu discurso de tomada de posse a partir do minuto 5'55" https://arquivos.rtp.pt/.../tomada-de-posse-de-rui-patricio/
Já não temos este nível de político em Portugal.

Foto - Rui Patrício com Henry Kissinger em 1973

Arquivo A Capital/Impresa


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sábado, 8 de julho de 2023

In Momoriam - José Mattoso

«O topo da inteligência é alcançar a humildade.»
Textos Judaicos

Faleceu José Mattoso.

Sempre entendi, sem descurar das respetivas correntes historiográficas, e das suas inevitáveis ideologias, em alguns casos, contaminadoras, que o essencial neste âmbito é muito simples concetualmente quanto ao seu fim, embora dificílimo do prisma prático: transmitir o entusiasmo e a importância do passado às gerações vindouras, para que estas possam melhorar o futuro.

Neste contexto, e tal como o Prof. Doutor José Hermano Saraiva tinha aquela invulgar capacidade de chegar ao essencial pelo seu dom da palavra, Mattoso, por sua vez, conseguia igualmente alcançar o difícil essencial pelo imaculado rigor técnico e pela forma apelativa que incutia na sua escrita.

Com a morte de Mattoso, Portugal ficou mais pobre, pois perdeu um apaixonado amante da nossa grandiosa e epopeica História, sempre sólido nos seus conceitos e afirmações porquanto nunca despia a armadura da (verdadeira) humildade.

Por fim, deixo este texto extraído da página do meu prezado amigo Miguel Villas-Boas:

"Faleceu o historiador Professor Doutor JOSÉ MATTOSO (Leiria, Leiria, 22 de Janeiro de 1933 - 08/07/2023).

Antigo monge beneditino (durante 20 anos foi monge da Ordem de São Bento, vivendo na Abadia de Singeverga, em Portugal, e em Lovaina, na Bélgica, usando o nome de Frei José de Santa Escolástica Mattoso). Licenciado em História, na Faculdade de Letras da Universidade Católica de Lovaina, e Doutorado em História Medieval, pela mesma universidade, com a tese Le Monachisme ibérique et Cluny: les monastères du diocèse de Porto de l'an mille à 1200, só em 1970 retornou à vida laica, iniciando uma carreira académica, especializado na história das ordens religiosas e da aristocracia nos séculos X a XIII, destacando-se as suas obras 'Ricos-Homens, Infanções e Cavaleiros', 'Fragmentos de Uma Composição Medieval', 'O reino dos mortos na Idade Média', e 'Ensaio sobre as Origens de Portugal (1096-1325) (vol. I - Oposição; vol. II - Composição)', sucessivamente premiada com o Prémio de História Medieval Alfredo Pimenta e o Prémio Ensaio do P.E.N. Clube Português. José Mattoso foi o autor de uma obra vasta, em que se incluem livros como 'Identificação de um País' 3 a colectânea 'História de Portugal', edição de oito volumes (1993-1995), que vendeu mais de um milhão de volumes. A par do trabalho como investigador, no Centro de Estudos Históricos do Instituto de Alta Cultura, e como professor, na Universidade de Lisboa e na Universidade Nova, exerceu as funções de presidente do Instituto Português de Arquivos, de 1988 a 1990, e de diretor da Torre do Tombo, entre 1996 e 1998."



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domingo, 2 de maio de 2021

«You're not alone Ma'am»

Esta foi frase foi manchete do Sunday Express.

Nota - Um dos melhores títulos/manchetes de imprensa que alguma vez li na vida, resume muita coisa: solidariedade, unidade, compaixão, respeito, sobreposição de valores superiores nos momentos necessários, etc.

Este título demonstra bem a diferença da imprensa, do tipo Regime, do sentido de Estado, não apenas dos políticos, também do povo em relação à sua estimada Rainha da Grã-Bretanha para, em comparação, com o nosso Portugal republicano. Mundos diferentes, mundos distantes, mundos à parte. Uma décalage civilizacional assombrosa desde 1910.

Imagem - Hello | Todos os direitos reservados.


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segunda-feira, 6 de julho de 2020

sábado, 22 de fevereiro de 2020

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

1908

A profunda e inimaginável dor que extravasa do rosto desta Senhora é mais do que demonstrativa, por si só, e já sem descurar, sequer, que nunca houve Justiça sobre o crime hediondo cometido sobre o seu jovem filho e o seu marido, para constatar aquilo que todos nós sabemos: a ré_pública não presta para nada aos portugueses, é vil, é corrupta e engana os mais desfavorecidos e incultos para enriquecer quem a controla.

Repúblicas, no geral, são para países menos civilizados, de cúpulas, de povo pouco instruído e, infelizmente, cravado inveja.

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sexta-feira, 22 de novembro de 2019

José Mário Branco morreu

Dois sentimentos, imediatamente, me invadiram:

1.º) Reconhecimento pela sua qualidade como músico, apesar de não simpatizar, de todo, com o homem político;

2.º) Enorme pena que tenha dedicado, estruturalmente, um enormíssimo talento e os seus anos mais criativos a uma ideologia, sacrificando uma opção por uma arte maior (…de que era perfeitamente capaz de alcançar) em detrimento de uma mais pequena e, consequente e redutoramente, recebendo o afastamento de uma admiração universalmente merecida noutro contexto.

É verdade que a música pode ser um instrumento político, mas é simultaneamente inequívoco que é também um caminho mais estreito e menos esplendoroso de arte. Se virmos bem a História da música, aqueles que foram realmente os maiores dos maiores, receberam o reconhecimento geral e universal, usualmente não ficam vincadamente estigmatizados pela marca restritiva “da arte da ideologia” e que subjetivamente um só músico preconiza/ou.

Mais, o radicalismo era, infelizmente, de tal demasia em José Mário Branco, que este perdeu a capacidade da subtileza na redação e construção das suas músicas, aquela subtileza, por vezes, tão mais perfurante do que a objetividade. Em contraponto com tantos outros artistas também de esquerda, quiçá maioritários no espectro musical mundial, esses optam/ram por habilmente vincarem as suas posições, embora de uma forma que o resultado final acaba/ria por não poder deixar de ser reconhecido por todos.

A arte maior bebe na criatividade e a criatividade não pode, nem deve, ser sectária.

Paz à sua alma.

Nota - Tema de José Mário Branco, reinterpretado pelo grupo ‘Primeira Dama’, extraído do álbum “Um Disco para José Mário Branco”.


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sábado, 24 de agosto de 2019

In Memoriam | Alexandre Soares dos Santos

“Partiu para a outra margem” um homem fulcral para Portugal, mesmo do alto dos seus 84 anos: um empreendedor.

Um homem que não tinha um pingo de medo de apontar a verdade ao nosso atual sistema e aos seus alimentadores, regime esse instalado há 45 anos, ou seja, viciado e sem renovação há mais tempo que, por exemplo, o Estado Novo. 

Precisamos, urgentemente, de um novo ciclo, de uma nova Constituição (ou deixar de a ter como o sistema inglês) e Alexandre Soares dos Santos há muito que tinha percebido isso e sempre nos alertou.

Grato.

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domingo, 7 de julho de 2019

In Memoriam

Obrigado João!

João Gilberto & Stan Getz (1963)


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quarta-feira, 1 de maio de 2019

sábado, 18 de agosto de 2018

Aretha

In memoriam.

✿ (Memphis, 25 de março de 1942 — Detroit, 16 de agosto de 2018) ✿

E pronto…lá perdeu o Planeta uma das suas melhores vozes de sempre.

O que vale é que ela acabou de se tornar eterna, pois a sua música nunca deixará a nossa mente e, muito menos, a nossa SOUL!


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terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Madalena


Uma imagem que reflete, independentemente do tempo, um Portugal elevado, positivo, bonito, marcante, emblemático e inesquecível.

Grato, Madalena.

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sábado, 23 de dezembro de 2017

Miguel I, da Roménia - In Memoriam

O mesmo aconteceu em Portugal aquando dos regressos, post mortem, de S.S. M.M. o Rei D. Manuel II e, depois, de sua mãe a Rainha D. Amélia, vindos do exílio no século XX.

A Miguel da Roménia o regime, ao menos, conferiu-lhe o direito de regressar em vida e poder viver os seus últimos dias na sua amada pátria.


Julgo que, em pleno século XXI, e sabendo-se do historial destes dois Países, da forma abrupta e impositiva, nunca referendada, como foram assaltados pelos respetivos regimes republicanos sedentos de poder e protagonismo, bem como atendendo ao estado em que ficaram em contraste com aquele que o povo sente que poderiam ter ficado, importa refletir sobre estas impressionantes e fortes imagens e quiçá, de uma vez por todas, considerando os diversos indicadores de progresso das atuais monarquias vigentes, exigir-se, de forma séria, um referendo que possibilite restituir aquilo que lhes/nos foi tirado e que, indubitavelmente, reporia maior dignidade, enquanto Nação, a Portugal mas também à Roménia.

Um Rei.

Um Rei a quem a república e o Comunismo tiraram formalmente a Coroa, que os políticos puseram à parte, mas que o povo materialmente voltou a coroar.



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quinta-feira, 30 de novembro de 2017

In Memoriam

Existem diversas formas de ser um verdadeiro português. Ele foi à sua maneira.
Respeito.


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domingo, 1 de outubro de 2017

In Memoriam | Dr. João Almiro

Nenhum de nós conheceu presente e presencialmente Cristo. Mas alguns de nós conheceram este farmacêutico e fomos seus contemporâneos. O segundo lembra o Primeiro.

Deixo-vos o exemplo do Dr. João Almiro de Melo Meneses e Castro, João Almiro como gostava de ser tratado, que, vindo de uma família de médicos, seguiu farmácia na Universidade de Coimbra e criou um laboratório - Labesfal. Todavia, entendeu que havia algo mais importante do que sua afirmação pessoal, sendo necessário fazer algo maior. E fez! Tendo ganho muito dinheiro, investiu-o todo e diz que hoje é rico, que a riqueza dele são as pessoas que ajudou e que o circundam.

Esta semana, quase no anonimato, desapareceu do nosso convívio João Almiro, um dos melhores (senão o melhor) portugueses dos nossos tempos. Meses atrás, por fonte da revista Saúda, falei dele aqui, foi um caso que me tocou e foi com consternação que soube do seu falecimento. Fica o seu importante e enormíssimo exemplo.


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domingo, 24 de setembro de 2017

In Memoriam | João Ferreira Rosa

Com ele não havia cinzento. Claro e objetivo, com razão e coração, na defesa de uma nova Monarquia para Portugal.

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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)