Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

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sexta-feira, 21 de abril de 2017

Nós e os nossos

A educação, a cortesia e as boas maneiras são aspetos bem mais importantes do que muitas vezes possamos supor: por um lado revelam quem somos e, por outro, podem comprometer quem nos antecedeu e formou.

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sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Educação | Porque a sua ausência irrita-me sobejamente

«É no problema da educação que assenta o grande segredo do aperfeiçoamento da humanidade.»

Immanuel Kant


«O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele.»

Idem.


«A boa educação é como uma moeda de ouro. Em toda a parte tem valor.»

Padre António Vieira


«Educação é aquilo que a maior parte das pessoas recebe, muitos transmitem e poucos possuem.»

Karl Kraus

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sexta-feira, 14 de outubro de 2016

A Educação cá e as outras educações...

Carla Rodrigues, 40 anos, micaelense, natural das Capelas, é professora na Pensilvânia e foi premiada pelo seu trabalho educativo nos Estados Unidos da América (EUA), com o 'Grande Prémio de Excelência Pedagógica', pelo ‘Da Vinci Science Center’.

Carla vive nos EUA desde 2001, tendo feito todo o processo escolar e académico em Portugal. Fez a licenciatura de Design de Comunicação em Lisboa e viveu, ainda, antes de emigrar, um ano na Itália.


Neste contexto, a professora Carla respondeu às perguntas formuladas pelo Atlântico Expresso, de 15 de agosto de 2016 (vide pág. 12) - «Como pode descrever o ensino americano face ao português? Considera que há situações muito discrepantes entre ambos os sistemas?», nos seguintes termos:

- «Não tenho acompanhado o ensino português nos últimos quinze anos. Penso que tenha sofrido alterações e adoptado um sistema mais rigoroso de avaliação de professores, mas não muito mais.
Por isso não posso identificar, com certeza, situações discrepantes entre os sistemas de ensino português e americano. O que vejo, à distância, tem mais a ver com a diferença cultural de ensinar e aprender. Nos Estados Unidos, penso que a educação faz-se no sentido do futuro, enquanto que em Portugal se faz mais no passado. Isto poderá dever-se simplesmente ao facto dos Estados Unidos serem um país mais recente, com menos história do que Portugal, ou a diferentes objectivos a longo prazo de educar os seus respectivos cidadãos. Nos Estados Unidos educa-se para que se criem experiências, enquanto em Portugal ainda talvez se eduque para que se prestem serviços.

Mas esta é só uma avaliação superficial com base no que tenho observado à distância e no trabalho que tenho desenvolvido nos Estados Unidos.»

Posto isto, resta-me expressar o seguinte:

1.º) Talvez tenha sido uma educação “no sentido do passado”, que lhe deu a si (e aos EUA) futuro.

2.º) Além disso, fiquei com uma dúvida enorme. Então não são EUA um dos maiores prestadores de serviços no mundo? “Experiencias”?! Sempre pensei que tínhamos, em Portugal, um ensino demasiado teórico, pouco apropriado à prática, muito menos habilitado a prestar serviços de imediato…

3.º) Fiquei a saber que ter mais história não é um aspeto necessariamente bom para o processo educativo. Experiência que te foste!

4.º) É lamentável o que aqui foi dito, relativamente a todos os professores, jovens, adultos e idosos que lecionaram e fizeram estudos no nosso País e que muitos, muitos mesmo, foram/são brilhantes dentro e FORA de portas. São enumeras as vezes que somos, felizmente, brindados com notícias de cientistas e outros profissionais portugueses que progridem na ciência a nível mundial, nas mais variadas áreas.

5.º) Por fim, e na sequência do que a própria acaba por afirmar – “superficial”, quando não se sabe, não se fala…muito menos se dá entrevistas.


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sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Shuzo Matsuoka

Usualmente o japonês Shuzo Matsuoka era considerado um "cavalheiro do ténis".
Eu sempre preferi o termo "Samurai do ténis", dada a nobreza e a pureza com que se entregava ao jogo e como respeitava os adversários e o público. De uma educação inesquecível.

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domingo, 16 de agosto de 2015

UM

No prestigiado ranking da revista “Times Higher Education”. Mais um aspecto de relevo para o nosso País.

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terça-feira, 20 de novembro de 2012

A república e a nossa cruz...

Tanta república, tanta república, tanto positivismo, tanto positivismo, tanta ciência, tanta ciência e nos tops dos relatórios sobre as melhores escolas do País...essas têm quase sempre uma cruz no cimo da sala de aula.
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quinta-feira, 19 de abril de 2012

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Monsenhor João Maurício de Amaral Ferreira

Monsenhor João Maurício de Amaral Ferreira tem hoje uma escola, rua(s) e outros meios a evocar o seu nome. Merecido e mais que justo, digo eu. Todavia, sou suspeito e pessoa ilegítima para o afirmar, pois estimo o meu falecido tio-avô. Mas digo, contudo, a verdade…como muitos sabem. 
Homem que morreu, literalmente, nos braços do trabalho pelos outros. Escondia as fragilidades que indiciavam a perda da vida, para se mostrar sólido perante o serviço público, ao serviço do seu povo. Homem que sem os mesmos meios e fundos de hoje, construiu com toda a tenacidade, sempre em prol daqueles à sua guarda, infraestruturas físicas e humanas que ainda hoje são a referência de muitos no ensino, maxime o ex-Externato hoje Escola Básica e Secundária da Povoação que, presentemente, ainda conserva um recorte arquitectónico fresco e actual. 
Já em Ponta Delgada, por nomeação do Bispo para Reitor do Santuário do Senhor Santo Cristo, estendeu a todos os devotos do Senhor Santo Cristo dos Milagres espalhados pelo mundo, a passagem da noite com a imagem (antes interdita) do Ecce Homo
O Monsenhor teve pouquíssimo tempo nesse cargo pois perderia vida meses depois, mas deixou uma forte marca. 
O orgulho não é bom, mas por este bom homem não consigo evitar de deixar senti-lo.
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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

Go on, palavras D'El-Rey!