Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

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sábado, 1 de outubro de 2016

Reinado de Filipe VI

Àquela asserção republicana de que “reis e rainhas só em contos de fadas”, sobreponho dizendo que quem profere tal coisa só pode estar a viver noutro mundo… num conto de fadas, eventualmente.


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sexta-feira, 25 de setembro de 2015

A asfixia esquerdina

Se não tivéssemos uma maioria esmagadora de partidos de esquerda no domínio político português, o que é absolutamente castrador e objectivamente impeditivo para uma evolução civilizacional e democrática (…daí estarmos constantemente a ser intervencionados), tais como o PCP, o PCTP/MRPP, o POUS, o MAS, o Livre, o Agir, o BE, os Verdes, o PAN, o PTP e o Partido Socialista, e vivêssemos num país evoluído onde esse desequilíbrio de forças não fosse uma realidade, este assunto já estaria remetido à sua verdadeira instância: o Tribunal Penal.

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sexta-feira, 17 de outubro de 2014

"Desrepública"

Existe aquela conceptualização, do republicanismo, de que, pelo mero facto de nascer, "qualquer um pode chegar a chefe de Estado" (entenda-se PR).

Não seria mal de todo... ... ... não fosse a verdade dos factos ainda mais preocupante à luz da realidade político partidária que se revela em república.

A prática corrente daqueles que nos governam (ou se governam...) diz que não chegam apenas a PR, antes ainda são líderes das "jotas", deputados, eurodeputados e PMs! Só depois, quando alcançam o topo da pirâmide/cadeia alimentar política, é que se "dedicam" a representar (todos?) os portugueses...

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sexta-feira, 6 de junho de 2014

Lados

O grande trunfo que Seguro tem do seu lado é que Sócrates está do lado oposto!

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sábado, 31 de maio de 2014

Ouvido no dia das europeias

«Votei hoje nas novas tendências.»

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sábado, 26 de abril de 2014

Em abstracto:

O lóbi do petróleo sacrifica impunemente a economia e a sustentabilidade do planeta em desfavor de uma solução ecológica mais avançada já existente, isso, tal como o lóbi partidário sacrifica a política e o progresso do País em desfavor de uma solução cívica e apartidária mais avançada já existente. 

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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Apoiados

Há deputados na Assembleia da República a receberem o que recebem para essencialmente dizerem isto:

"MUITO BEM, MUITO BEM!"

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quinta-feira, 13 de junho de 2013

Fracturas...

Não compreendo essa continua insistência em "matérias fracturantes", quando o País sempre precisou foi de "matérias unificantes".
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quinta-feira, 11 de abril de 2013

Mais do que nunca!

Mais do que nunca este País precisava estar unido em torno de um objectivo comum, mas não está.

Mais do que nunca os portugueses deviam estar unidos em torno de um objectivo comum, mas não estão.

Mais do que nunca está em causa a causa pública portuguesa, mas não há resposta convincente da 'res pública'.

Mais do que nunca os partidos deviam estar unidos em prol dos compromissos e dos interesses de Portugal, mas não estão.

Mais do que nunca Portugal e os portugueses estão entregues, em destino, ao partidarismo, mas não há forma de evoluirmos para uma representação regimental não partidária.

Mais do que nunca se percebe que não estamos bem, mas muitos insistem em não querer ver isso.

Mais do que nunca se vislumbra, com nítida transparência, que a república não une os portugueses, conseguiu antes separá-los, mas insiste-se no seu formato regimental quando há provas clarividentes do seu falhanço.

Mais do que nunca se constata que Portugal não está respondendo em uníssono como era nosso apanágio no passado, mas no presente mantemo-nos republicanamente inertes.

Mais do que nunca se entende que a república não resolve a nossa situação, mas persistem em não querer mudá-la democraticamente.

Mais do nunca Portugal precisa da sua Monarquia de volta…mais do que nunca.

Mais do nunca precisamos do Referendo para recuperarmos Portugal…mais do que nunca.
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quinta-feira, 7 de março de 2013

A verdadeira voz do povo português

«O Governo tem serviços jurídicos próprios muito bons e, no entanto, gasta, não digo este Governo, não sei, mas governos anteriores, gastavam milhões de euros a contratar auditorias e informações a gabinetes de advogados, sempre os mesmos, aliás, e que não era nada preciso, tinha os seus próprios serviços.»

«Acho que desta vez temos a grande vantagem de ter ministros que não são políticos (…), mas que não sendo políticos de carreira não estão presos à mentalidade política partidária e, portanto, têm mais independência e facilidade em perceber o que é preciso fazer»

D. Duarte Pio, o Duque de Bragança, em entrevista ao 'Económico' (partes I e II).

Uma vez mais estou inteiramente de acordo com a verdadeira voz do povo português.
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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

"Novos colegas"

«Durante muitos anos habituámo-nos à ideia de os maiores adversários da Monarquia se encontrarem nos clubes liberais da meritocracia, fetiche que em Portugal apenas significa "ter o mérito de conhecer as pessoas certas, no Partido certo". A crise do regime precipita as tentativas para o encontrar de uma solução para outra democracia e se há algum tempo qualquer menção à hipótese da Monarquia faria rebentar grossa tempestade entre os PS, PSD e até - pasme-se! - neste ou naquele filiado do CDS, hoje consiste num tema apetecível e normalmente debatido. 

Algo mudou. A questão do regime aí está e desde já anotamos este novo ponto de interesse liberal no Blasfémias, no Portugal Contemporâneo e no Insurgente.»

Nuno Castelo-Branco, no Estado Sentido.
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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

"Culturismo"

Enquanto na Cultura, mas sobretudo nos artistas portugueses, existir aquela menoridade jurássica que para se ser "artista" há que ser de esquerda (ou afim), ao contrário daquilo que acontece numa Inglaterra, onde artistas apoiam os Tories ou nuns EUA onde até actores de cinema (Clint Eastwood, Jon Voight, etc) apoiam em congressos o Partido Republicano…continuaremos muito atrasadinhos.

A Cultura e a Arte não são património de ninguém e quem as quiser politizar ou torná-las ideológicas, e até podendo obter algum sucesso, estará a menorizá-las e também a diminuí-las …consequentemente também se reduzindo como artista.

A arte instrumentalizada pela ideologia ou pela política pode até ser arte…mas é certamente uma arte menor.
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quinta-feira, 26 de maio de 2011

A comunicação e a linguagem encriptada


Porque é que os portugueses andam descontentes e preocupados?
As respostas são simples: não entendem o que lhes é dito (por acção ou por omissão) e, consequentemente, não sabem em quem acreditar. Andamos sem orientação.
O cerne do problema reside no discurso, na linguagem entre: Regime e Povo. A república, e os seus bastiões assentes numa estrutura minoritária de cariz (pseudo) intelectual, sempre falou, através das suas três fases, de forma encriptada com o povo português.
Por isso o nosso desânimo, a nossa falta de reacção, a nossa resignação, o negrume deste povo. Havia uma ligação comunicacional, um entendimento que foi brutalmente interrompido no dia 5 de Outubro de 1910, por intermédio da acção de uns contra a maioria. Ainda hoje somos geridos por uma matriz de interesses minoritários, alheios aos interesses gerais dos portugueses.
Desde aí, a ferida nunca mais sarou. Não andamos de bem connosco próprios, somos um País mal resolvido.
Com os nossos Reis, tal nunca aconteceu. As nossas tradições originárias (entenda-se provindas de outro 5 de Outubro…o de 1143), por um lado, e o nosso verdadeiro progressismo, por outro, sempre foram o modo comunicacional dos nossos Soberanos com os portugueses. Por outras palavras, os nossos Reis sempre souberam falar a linguagem do nosso Povo e este perceber os seus Reis, os seus legítimos representantes. Havia uma harmonia, a harmonia que os países privilegiados hodiernamente com monarquias constitucionais, vêem traduzir-se em progresso e desenvoltura para lidar com os desafios que o futuro lhes coloca. Falta-nos essa capacidade hoje, a mesma que tivemos e perdemos em 1910.
Hoje, em república, não temos nem nunca teremos essa harmonia…não se iludam. O cariz partidário invade todos os tecidos comunicacionais, invade todas as hierarquias, inclusive daquele que devia ser o nosso último reduto de confiança e de neutralidade: o Chefe de Estado. A mancha advém do simples facto que todos contaminaram-se com fenómenos partidários. Esse cariz devia bastar-se apenas pelo Governo e pelas autarquias, mas não é o que acontece, infelizmente. O fenómeno é similar a uma trepadeira de Buganvília que apenas pontualmente - uma vez ao ano - dá alguma cor. Mas no resto do ano, a maior parcela temporal desta planta, anda seca, sem flor e sem cor. Traduz-se em algo meramente visual, aparentemente fantástico mas desprovido de sustentabilidade, algo deveras enganador…por (in)definição. Daí que, para assegurar essa “trepadeira”, é necessário manter uma linguagem “técnica”, encriptada e codificada…para que ninguém questione a sustentabilidade do seu crescimento. Sampaio era prodigioso, quanto a esta matéria…reconheça-se.
Não tenham a menor dúvida: o pior dos elitismos é o intelectual! Posto isto, a associação é inevitável: recordem aquele restrito grupo que “pensou” a república para uma Nação de 767 anos e concluam sobre aquilo que hoje temos e somos…?
Ora, mesmo que entre em funções um novo Governo da república, o que certamente irá acontecer, pode este eventualmente melhorar a nossa situação e imagem perante o estrangeiro. Contudo, será uma “nova” política de remedeio, de concerto e arranjo. Nada mais do que isso…!
Para voltarmos a ser nós próprios, para voltarmos à ribalta, aquela que há mais de 100 anos já não estamos, isso, é mais que sabido, inclusive para alguns pensadores portugueses da actualidade, que só com uma mudança de ideias e de ideais, com uma mudança de Regime, que no meu modesto entendimento seria mais facialmente enquadrável com: uma nova e moderna Monarquia em Portugal.
Foto - ruisc_pt.
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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Reflexão-Síntese: Complementos partidários na chefia de Estado

A partidarização da chefia de Estado é de tal modo descarada e aberrante que até já levou um presidente da república à criação de um partido. Curiosamente este até tinha sido o melhorzinho de sempre…
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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)