Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

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sábado, 3 de abril de 2021

Monarquia acima de tudo

Um verdadeiro Rei nunca deve impor-se como tal, por isso ser aclamado. Esta é a ancestral magnitude de algo maior do que a democracia, porquanto legitima, unifica, é transparente (pois não há cá papeis dobrados em caixinhas) e há um elo de confiança estabelecido entre o povo e o seu monarca, ou seja, o seu País personificado. É sobretudo por isso que uma Monarquia está num patamar regimental acima de uma república.

Todavia, ao mesmo nível desse antigo aspeto, um Rei deve ser um líder e para isso deve fazer por merecer esse estatuto (ex. D. Afonso I, D. João I, D. João IV, D. Miguel I) e, assim, receber o devido reconhecimento de todos e, inequivocamente, legitimar, com naturalidade e generalidade, a aludida aclamação. Entre algumas vias para se evidenciar essa qualidade, por vezes, uma simples devolução de reconhecimento a alguém, seja singularmente ou institucionalmente, é uma forma singela de atingir aquele mesmo reconhecimento e, simultaneamente, mobilizar as tropas...para usar uma linguagem militar.

Dizia Paiva Couceiro: "acima do Rei, está a Monarquia".



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sábado, 4 de agosto de 2018

A maior de todas

Muitas honras existem.
Esta é especial.

Foto - PPA.

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sexta-feira, 28 de agosto de 2015

O salto

Ainda a propósito do passado dia 21, dia em que, 600 anos atrás, Portugal conquistava Ceuta e iniciava o seu Império com uma gestão por mais de meio milénio:


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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

A Lei Mental


Por questões de adequação, optimização e reorganização, entendeu-se dar por finda a intervenção da página a “A Lei Mental”.
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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

O que D. João I desde logo percebeu!

«A Marinha Portuguesa tem responsabilidade de Busca e Salvamento numa área de 5.792.740 Km2, 63 vezes o tamanho de Portugal. 

Uma área tão grande que se fosse um país seria o sétimo maior do mundo.»

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sexta-feira, 22 de março de 2013

O pensamento e o agir de um monárquico

«Um só monárquico faz mais do que muitos republicanos»


Esta é uma frase que para um monárquico não consubstancia uma mera construção retórica. Esta é uma frase sentida e objectivamente verdadeira e cujo cristalino quilate da sua beleza, simbólico e reconfortante, só é superado pela sagacidade da autora que a proferiu.

O pensamento e o agir de um cidadão monárquico são, indesmentível e diametralmente, opostos ao de um cidadão republicano ou de um cidadão que não conhece sequer o que é ser monárquico em Portugal (a maioria). Há um refinamento distintivo. Traduzem trilhos diferentes. Os 870 anos de História são dados, os quais podem ser consultados e tiradas as devidas ilações.

De facto um cidadão monárquico, ou seja, muitos portugueses antes de 1910 e poucos assumidos após aquela data, mas hoje também um norueguês, um sueco, um holandês, um dinamarquês, um inglês, um canadiano, um japonês, etc, não pensam realmente como um português republicano, um venezuelano, um congolês, um iraniano, um etíope, etc. Há de facto diferenças e, cada vez mais, face ao actual cenário de crise, importa considerar essas diferenças bem como as realidades de todas essas nacionalidades. Essa consideração deve refletir os resultados de excelência que as Monarquias Constitucionais têm ao nível do desenvolvimento humano, na percepção de corrupção, da liberdade de imprensa e da democracia. Temos de questionar se queremos continuar a pertencer ao grupo das repúblicas e, assim, continuar a afundar-nos ou, em alternativa, pertencer ao grupo das Monarquias enquanto modelo dos países mais desenvolvidos do mundo, precisamente, por aqueles motivos enunciados. Sempre há uma alternativa e importa reter isto.

Presentemente, enquanto muitos ainda se envergonham de assumir o seu gosto pela Monarquia portuguesa, os poucos que se assumem destemidamente, traduzem uma realidade de um contra muitos (estes últimos os ditos republicanos). Por isso, quando eram muitos (monárquicos) contra muitos mais, fossem quem fossem, éramos quase imbatíveis. Fomos um Império, por mais de 500 anos, pois tínhamos uma forma de pensar e de agir colectiva completamente diferente daquela que nos foi sendo impingida pelo republicanismo, ou seja, pelo caos e corrupção de 1910 a 1926, pela ditadura de 1926 a 1974 e pela apatia e corrupção de 1974 a 2013. Por isso é que, no final da tarde de 14 de Agosto de 1385, vencemos (com cerca de 7.300 homens), no Campo de S. Jorge, em Aljubarrota, unidos enquanto povo em torno do Rei dos Portugueses, os castelhanos (com cerca de 29.500 homens) numa cifra de 1 para 4; Ou aguentámos as ofensivas, entre 1640 e 1668, 28 anos portanto, do Império Espanhol na Guerra da Restauração. Uma vez mais o povo português soube estar firmemente ao lado do seu Rei, o Rei de Portugal, unidos e destemidos em prol da sua autodeterminação e liberdade.

Por isso preocupo-me especialmente perante esta crise, que é grave, mas não mais grave que outras por que passamos. Preocupo-me especialmente por ainda estarmos em república, ou seja, num contexto de liderança completamente diferente daquele de quando tínhamos Reis que se colocavam à frente para proteger Portugal e os portugueses e não políticos que, complicadamente, enredados em teias complexas de interesses económicos, não nos dão garantia, absolutamente nenhuma, de bom agoiro. Neste formato não vislumbro um bom cenário ou, na melhor hipótese, apenas a repousante retoma na enfastiante mediania dos últimos anos. Enquanto monárquico não é isso que quero para o meu (grande) País.

Vivemos um problema de paradigma e nesse contexto não se pedem pseudo reformas de circunstância conjuntural, pedem-se sim roturas de regime e alterações de formato estrutural. Pede-se que se tire proveito das circunstâncias adversas, para repensar um regime que é dominado por políticos, por interesses económicos, por lóbis e não por magistraturas.

Referendo ao regime, pelo bem da Democracia e dos portugueses!
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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

O testemunho

O que mais me apraz na Lei Mental é uma palavra-chave: testemunho.
Que testemunho? O testemunho de D. Duarte I que, sabendo o que ia in mente de seu pai, não traiu o pensamento de D. João I e concretizou, em Lei expressa, o que o seu antecessor não conseguiria alcançar em vida. Também houve, de certo modo, um testemunho por D. Manuel I que compilou nas “Ordenações Manuelinas” a aludida Lei. 

É precisamente a ausência desse testemunho, firme e honrado, que mais se sente hoje…daí o nosso retrocesso enquanto povo e, sobretudo, enquanto civilização.

Há que entender, de uma vez por todas, que Portugal não nasceu como república, não está configurado sistemicamente para evoluir como república e, portanto, não funcionamos enquanto república…as provas são mais que evidentes especialmente hoje. Nem precisamos de recorrer ao tempo em que vivemos (767 anos) como Monarquia para percebermos isso. São as próprias tradições e costumes fundacionais monárquicos que, remontando a antiquíssimas raízes difíceis de explicar e identificar, nunca se irão imiscuir com a república...e ainda bem pois esses somos nós, essa é a nossa identidade, mesmo que não discernida por alguns.

É absolutamente extraordinário, como muito povo português continua, ainda hoje, de forma estranhamente apaixonada, a reclamar Monarquia, i.e., Portugal! Monarquia é Portugal, Portugal sempre será Monarquia para viver. Mas porquê!? Porque existem tantos que ainda querem Monarquia…?! A resposta é simples e não reside apenas nos exemplos paralelos de sucesso do presente (e de futuro) das monarquias mundiais, o busílis reside, por mais que doa alguma elite jacobina e maçónica, no facto de Portugal não ter nascido em 5-10-1910 mas sim no século XII. Bem tentarem refundar a Nação de vermelho e verde, mas os mais atentos não caem na falácia. A prova de que isto não funciona é que em 102 anos nós afundamos cada vez mais e estamos à beira do abismo. Já vamos na III república… A república não é Portugal pois falha sempre e este País nunca foi, outrora, uma nação de falhados.

É importante que façamos um rigoroso e adaptado ensaio comparativo e confrontemos os mesmos primeiros 102 anos, em Monarquia, regime “mátria” de Portugal e que nos deu a nossa efectiva Fundação (e não uma formatação imposta como aquela que suportamos até hoje) com os actuais 102 em república. Portugal, naquele primeiro período, já era um País motivado, em expansão e em crescendo no mesmo exacto número de anos. Eramos, de dia para dia, melhores…e os Descobrimentos, a Índia, o ouro do Brasil ainda estavam para vir... 

Hoje somos um País em retrocesso enquanto Nação soberana, sem motivação, desacreditado e em contenção de tudo…até de alegria.
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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

"L’ Autonomia que ens cal és la de Portugal!”

Este reserva-se apenas a Afonso I (vulgo Afonso Henriques) da Casa de Borgonha, a D. João I, Mestre de Avis, da Casa de Avis e a D. João IV, da Casa de Bragança.

Um velho ditado nacionalista catalão diz:
«L’ Autonomia que ens cal és la de Portugal!»
(A Autonomia de que precisamos é a de Portugal!).

in Revista do Expresso, 13/10/2012, pág. 31.
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quinta-feira, 12 de julho de 2012

Seria mais ou menos assim...

Já pensaram que podemos ter o privilégio temporal de constarmos para sempre na história de Portugal, como foi o caso dos portugueses em 1640? E antes daqueles, também os do tempo de D. João I no séc. XIV? 

Basta que aclamemos democraticamente o Duque de Bragança, novamente, Rei de Portugal e dos Algarves!
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quinta-feira, 12 de abril de 2012

Não estamos em tempo de velhas fórmulas e de caminhos petrificados sem via alternativa

Perante a actual crise… 

…um cidadão monárquico e português em Monarquia não se resigna, não se guia pelo establishment, não quer ser apenas “bom aluno”, não quer ficar pela cepa torta, não se guia pelos trâmites predefinidos para os “portugiesisch”, não é mais um número na nova ordem orçamental e, sobretudo, não acata ordens (irredutíveis) de fora. 
Um cidadão monárquico e português em Monarquia, imbuído no espírito de um D. João I, que no mar viu além da terra que o feudalismo ainda estipulava como via para os demais, transforma problemas em oportunidades, procura soluções além da Europa da Troika alemã e vai encontrar a sua comunidade, a comunidade da língua e do ex-Império. Essa seria uma comunidade que iria além de uma simples “Commonwealth portuguesa”, tornar-se-ia uma verdadeira comunidade económica viável e sustentável aos interesses dos portugueses em parceria com as novas economias emergentes, em especial, do Brasil e de Angola. Não seria necessária uma ruptura brusca, bastava uma suave transição negocial e paulatina que permitisse a passagem (da UE) para a nossa genuína comunidade….a da língua portuguesa. 
Um cidadão monárquico e português em Monarquia, não segue fórmulas...cria-as com todos os riscos inerentes. Corre esses riscos unido em volta de símbolos verdadeiros, o Rei, o mais verdadeiro de todos. Os portugueses estariam dispostos a correr esse risco se o seu representante se juntasse, como juntar-se-ia, a eles.
A realidade é, porém, outra: estamos em república, não temos referências, não podemos arriscar e temos de baixar a cabeça. Não tivéssemos interrompido a nossa progressista Monarquia, e outra realidade era de certeza a nossa: Não chegaríamos ao ponto que chegamos…não sou só eu que o digo, felizmente (ou infelizmente).
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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Revejo-me nisto...

«Pergunta: Queres ser rei?
Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!»
NCP

Embora não me reveja no autor desta frase, identifico-me com espírito da citação...sempre na proximidade de um Nuno Álvares Pereira. São Nuno tudo deu e enfrentou para colocar D. João I, Mestre D’Avis, na representação de Portugal e dos Algarves. Transposto o que parecia impossível, tudo teve porque acreditou. Mas… tudo deixou, por vontade própria, para viver em pobreza após a morte de sua mulher.

Quando naquela época, bem pior que a presente, existiram bravos e bravas (pois com a Monarquia sempre houve mulheres na história, sempre contaram na maior dimensão, in casu, símbolo de força representado pela Padeira de Aljubarrota), que acreditaram até ao limite, puseram o Rei como seu representante e, invertendo completamente a situação, de uma crise criaram um Império! Foi uma inversão de mentalidades, na continuidade da Fundação.
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domingo, 19 de junho de 2011

Portugal e o Povo

I - Quando houve uma directa participação do Povo, as coisas correram sempre razoavelmente bem para Portugal:

1120-1143 --» D. Afonso Henriques e os portugueses contra as tropas feudais de D. Teresa e de seu amante o nobre galego Fernão Peres de Trava;

1383-1385 --» D. João o Mestre de Avis, com o Povo e a baixa nobreza conseguem a nossa independência contra a maior parte da alta nobreza portuguesa, aliada a João de Castela.

1640 --» D. João, os Conjurados e o Povo unidos contra os espanhóis e a alta nobreza portuguesa posicionada pelo lado de Filipe III.

1828 --» A aclamação de D. Miguel I pelo povo (por ter sido aclamado em Cortes, no respeito da Tradição legal portuguesa);

1846 --» A Maria da Fonte, enquanto único movimento genuinamente promovido pelo povo até hoje, tendo sido, para muitos, o último fulgor de apoio a D. Miguel I.


II - Quando não houve uma directa participação do Povo, as coisas correram sempre razoavelmente mal para Portugal:

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sexta-feira, 17 de junho de 2011

Short note...

Tal como D. João I teve, também agora temos uma oportunidade histórica para mostrar o que valemos...!
Há que transmutar as adversidades em oportunidades. Da aparente derrota podemos mostrar ao Mundo uma reviravolta e alterar o rumo dos (actuais) acontecimentos, como ele soube. Neste momento difícil para Portugal e para os portugueses, há que não desperdiçar o timing e trilhar um novo caminho de progresso...!
As palavras de ordem são: repensar e reformar!
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terça-feira, 9 de novembro de 2010

Maria da Fonte

No decurso da História de Portugal ocorreram algumas revoltas centrais nas configurações políticas do País e que envolveram o Povo (que somos todos nós). Mas apenas uma foi exclusivamente originária no seu seio.

Quando D. João I fere de morte o Conde Andeiro e Rui Pereira dá a estocada final, o Povo esteve com eles contra o dito 2.º Conde de Ourém, fidalgo galego.

Quando os Conjurados, chefiados por D. João, trineto do Rei Manuel I de Portugal, por via paterna, através da duquesa D. Catarina, infanta de Portugal, sua avó paterna, invadiram o palácio da Duquesa de Mântua, atirando Miguel de Vasconcelos pela janela causando-lhe a morte e proclamaram João, o Duque de Bragança, Rei de Portugal D. João IV, aos gritos de "Liberdade", o Povo e toda a nação portuguesa acorreu logo a apoiar a revolução restauradora da Independência e, assim, Filipe III, IV de Espanha, que se encontrava já a braços com uma revolução na Catalunha, não teve como retomar o poder em Portugal.

No triste dia de 5 de Outubro de 1910, por intermédio de uma elite maçónica e jacobina, fazendo uso da Carbonária, um braço armado, instauraram a república portuguesa…contra vontade da maioria dos portugueses. O Povo, portanto, pouco teve que ver com esta mudança ilegítima.

A 28 de Maio de 1926 Gomes da Costa marcha a partir de Braga para Lisboa para por ordem no País, ordem essa que o Povo clamava tal era o caos instalado pela I república. Os assassinatos proliferaram nas ruas e as famílias temiam pela sua segurança. Daí, e é preciso dizer com verdade, que esta revolta, ante câmara do Estado Novo, foi bem recebida pela maioria dos portugueses, pois via nela a tão esperada segurança e estabilidade nacional.

A revolução dos Cravos, no dia 25 de Abril de 1974, organizada por capitães, pôs termo aos 41 anos do Estado Novo. Algum Povo se reuniu à volta das chaimites para celebrar a restauração da Liberdade.

Posto isto, e de modo diferente daquilo até agora sumariamente relatado, a única grande revolta que não teve mestres, sindicatos, elites, senhores e outros comandantes, tendo sido uma manifestação originária no Povo mais profundo, foi a Maria da Fonte o nome dado a uma revolta popular ocorrida na Primavera de 1846 contra o governo cartista presidido por Costa Cabral. Por isso, muitos cantores, de esquerda sobretudo, ainda a cantam. O Zeca e o Vitorino são expressões maiores disso mesmo. De salientar que como a «fase inicial do movimento insurreccional teve uma forte componente feminina, acabou por ser esse o nome dado à revolta»*. À parte: seria motivo para dizer, face a uma Chefe de Estado mulher (D. Maria II) e uma revolta de elevada base feminina, será que hoje as mulheres têm mais protagonismo do que aquele que tiveram naquela época?

«A revolta resultou das tensões sociais remanescentes das guerras liberais, exacerbadas pelo grande descontentamento popular gerado pelas novas leis de recrutamento militar, por alterações fiscais e pela proibição de realizar enterros dentro de igrejas. Iniciou-se na zona de Póvoa de Lanhoso (Minho) por uma sublevação popular que se foi progressivamente estendendo a todo o norte de Portugal. A instigadora dos motins iniciais terá sido uma mulher do Povo chamada Maria, natural da freguesia de Fontarcada, que por isso ficaria conhecida pela alcunha de Maria da Fonte.*». A sublevação foi de tal ordem que provocou a substituição do Governo de Costa Cabral, levando mesmo, entre o acender e o apagar de novas insurreições, «a uma guerra civil de 8 meses, a Patuleia, que apenas terminaria com a assinatura da Convenção de Gramido, a 30 de Junho de 1847*»

Terminaria dizendo que esta revolução ficou, para muitos, marcada como um último fulgor do Miguelismo o que, em certa medida, poderá deixar para sempre a dúvida se a implantação do Liberalismo maçónico que acabou por destruir a Monarquia até 1910, seria, efectivamente, a escolha da maioria dos portugueses naquela época?

FonteWikipedia.
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Disse Wim Elfrink*…

«Portugal pode ser porta de entrada na Europa»

É preciso vir um estrangeiro, uma vez mais, dizer isto à república portuguesa. Ela ainda não assimilou essa prioridade e, muito menos, a do Mar…!

D. João I, sete séculos atrás, bom…escuso de dizer mais, já sabem o que iria desenvolver.

* Vice-Presidente da Cisco Systems, em entrevista ao Expresso, Caderno de Economia, 30-10-2010, pág. 24.
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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)