Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Não estamos em tempo de velhas fórmulas e de caminhos petrificados sem via alternativa

Perante a actual crise… 

…um cidadão monárquico e português em Monarquia não se resigna, não se guia pelo establishment, não quer ser apenas “bom aluno”, não quer ficar pela cepa torta, não se guia pelos trâmites predefinidos para os “portugiesisch”, não é mais um número na nova ordem orçamental e, sobretudo, não acata ordens (irredutíveis) de fora. 
Um cidadão monárquico e português em Monarquia, imbuído no espírito de um D. João I, que no mar viu além da terra que o feudalismo ainda estipulava como via para os demais, transforma problemas em oportunidades, procura soluções além da Europa da Troika alemã e vai encontrar a sua comunidade, a comunidade da língua e do ex-Império. Essa seria uma comunidade que iria além de uma simples “Commonwealth portuguesa”, tornar-se-ia uma verdadeira comunidade económica viável e sustentável aos interesses dos portugueses em parceria com as novas economias emergentes, em especial, do Brasil e de Angola. Não seria necessária uma ruptura brusca, bastava uma suave transição negocial e paulatina que permitisse a passagem (da UE) para a nossa genuína comunidade….a da língua portuguesa. 
Um cidadão monárquico e português em Monarquia, não segue fórmulas...cria-as com todos os riscos inerentes. Corre esses riscos unido em volta de símbolos verdadeiros, o Rei, o mais verdadeiro de todos. Os portugueses estariam dispostos a correr esse risco se o seu representante se juntasse, como juntar-se-ia, a eles.
A realidade é, porém, outra: estamos em república, não temos referências, não podemos arriscar e temos de baixar a cabeça. Não tivéssemos interrompido a nossa progressista Monarquia, e outra realidade era de certeza a nossa: Não chegaríamos ao ponto que chegamos…não sou só eu que o digo, felizmente (ou infelizmente).
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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

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«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

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Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

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