Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

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sábado, 4 de novembro de 2017

Movimento de Puigdemont diferente da FLA

Supostamente foi vista, dias atrás, uma bandeira da Frente de Libertação dos Açores (FLA) nas manifestações pró independência, na Catalunha.

Sou açoriano e, conforme escrevi a 6 de junho de 2013, a FLA foi criada com legitimidade, com seriedade, com objetivos claros e com propósitos utilitários aos açorianos no contexto temporal. Mais, a FLA foi necessária. Formada por homens convictos e corajosos que, pelo seu ideal, estavam dispostos a enfrentar a república portuguesa e muitos deles enfrentaram-na na prisão e em julgamento.

Entendo, como autonomista, bem como respeitador dos ideais que à data formaram a Frente de Libertação, e sobretudo como alguém que tem um sonho, eventualmente não concretizável em vida, de ver os Açores inseridos num Reino Unido, conforme também, aliás, reiterada e firmemente, defende o Herdeiro dos Reis de Portugal, que entendo que a FLA de hoje devia formalmente distanciar-se deste pseudo movimento independentista da Catalunha, que considero abusivo, descontextualizado, ilegítimo, ilegal e prejudicial aos interesses catalães.

Por fim, e mais importante, estou absolutamente convencido que as motivações subjacentes a ambos os movimentos, são intrinsecamente distintas, basta estarmos atentos...


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sábado, 7 de outubro de 2017

Ainda o Discurso do Rei

Tenho lido por aí algumas críticas à comunicação (vulgo discurso) do Rei Filipe VI, relativamente às circunstâncias que se passam na Catalunha. Foi duro, insensível…dizem.

Contudo, esses que afirmam tais coisas, esquecem-se de aspetos fundamentais:

1.º) O Rei é o garante da União de Espanha e dos espanhóis, e foi o que fez.

2.º) O Rei é o garante da Constituição e da Legalidade, e foi o que fez.

3.º) O Rei não podia dar azo a um referendo ilegítimo e ilegal, com urnas de quiosque.

4.º) O Rei não está contra a Catalunha, como alguns energúmenos afirmaram, antes está pela Catalunha, pois as consequências, em especial as económicas, para todos os catalães, sublinho todos, podem ser devastadoras.

5.º) O Rei defende a União dos espanhóis, mas em especial, atendendo ao caso concreto, dos catalães, porquanto é preciso não esquecer as percentagens envolvidas naquele pseudo golpe de Estado disfarçado de democracia, bem como não esquecer, SOBRETUDO, aqueles catalães, em número muitíssimo expressivo, que não querem a independência.

Em suma, como referia, e muito bem, SAR o senhor Duque de Bragança no dia 5 p.p., que Filipe VI procedeu corretamente, o Governo, na questão da violência, nem tanto.

A solução para este delicado assunto parece-me ser a dada pelo senhor Dom Duarte naquele predito dia, em fórmula semelhante àquela que também defende para os Açores e Madeira, um estatuto de País inserido num Reino Unido.


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terça-feira, 3 de outubro de 2017

História comparada

Assistindo ao que se passa na Catalunha, mais me convenço que Afonso Henriques foi um político de génio.

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segunda-feira, 1 de junho de 2015

Final da Taça do Rei

Alguns energumenos catalães assobiaram Filipe VI, provavelmente porque a maioria dos catalães na recente auscultação pública não deram crédito às aspirações independentistas.

No fim, não tiveram outro remédio que não receberem, em alegria, das mãos do monarca, o troféu da vitória que se designa: Taça do Rei.

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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

A poderosíssima arma do referendo!

Considerando os casos da Escócia e das efervescentes parcelas independentistas da Espanha…é óbvio e transparente que os referendos já são moda nos regimes de hoje.

A bem da Democracia, esse escrutínio parece-me, curiosa e paradoxalmente, que terá efeitos mais marcantes e definitivos que muitos e muitos anos de atentados.

O regime em Portugal devia ter esse mecanismo legal, especialmente nos dias que (o)correm, bastante mais em conta…
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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

"L’ Autonomia que ens cal és la de Portugal!”

Este reserva-se apenas a Afonso I (vulgo Afonso Henriques) da Casa de Borgonha, a D. João I, Mestre de Avis, da Casa de Avis e a D. João IV, da Casa de Bragança.

Um velho ditado nacionalista catalão diz:
«L’ Autonomia que ens cal és la de Portugal!»
(A Autonomia de que precisamos é a de Portugal!).

in Revista do Expresso, 13/10/2012, pág. 31.
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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)