Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

terça-feira, 10 de junho de 2025

500 anos de contraponto ao racismo dos outros

Eis o alegado racismo estrutural que, as esquerdas liberais, tanto querem introduzir à força...e sim é o Dr. Oliveira Salazar aquele que muitos ignorantes ou incultos chamam de fascista, quando foi ele que recusou, histórica e precisamente, a entrada dessa corrente ideológica italiana em Portugal, não permitindo que fosse plasmada na Constituição de 1933.

O que vale é que os "iluminados" que elaboraram a Constituição de 1976, não pondo impedimento algum ao comunismo estalinista, mas colocando à dita corrente ideológica estrangeira o que, curiosamente, permitiram foi que, se alguém assim entender, a volta do Corporativismo é objetivamente possível.

De salientar que o Corporativismo era um modelo brilhante de controlar o capitalismo liberal desenfreado, da exploração do homem pelo homem, apostando numa fórmula unicamente concebida pelo Professor Catedrático em Direito e Finanças de Coimbra que permitia uma economia crescente, assente na interajuda das pessoas e das instituições portuguesas em prol da produção equilibrada dos nossos produtos, pela nossa industria, ou seja, assente na lógica de cooperativa.

Ainda hoje subsiste o Código das Cooperativas.


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domingo, 1 de junho de 2025

Contradições convenientes...

Diz o homem que dias antes do Gigante cair dizia, como PR, que "o BES está sólido" e que operou duas revisões constitucionais, sendo uma delas, a de 1989, a de maior magnitude até hoje registada. Nem por isso veio mal ao mundo na altura, antes pelo contrário veio algum progresso. Quem é Cavaco para vir falar e impedir que Portugal se desprenda das suas amarras?

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quarta-feira, 28 de maio de 2025

O 25 de abril de 1926


Hoje fazem 99 anos que, para muitos portugueses, foi dia de Liberdade, segurança, e de acreditar novamente no Estado.

Nem Salazar, nem o Estado Novo, fizeram deste dia feriado. Havia portugueses contra portugueses, logo não havia nada para comemorar.

Feriados não são de partes, de alguns, de ideologias ou de partidos...são de todos, são dos portugueses unidos em causa comum.

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sexta-feira, 23 de maio de 2025

A Bula de Portugal!

Portugal não se resume ao período de 115 anos sob as amarras daquela bandeira de pouco significado com as nossas origens profundas, período esse que amordaçou o nosso País na forma de uma "República Portuguesa". Não! Nós somos muito mais do que isso, temos 846 anos de História, somos das pátrias unas mais antigas do planeta, forjada num Reino, o Reino de Portugal, por esse extraordinário homem público de seu nome Afonso Henriques, Afonso Rex.

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segunda-feira, 19 de maio de 2025

Montenegro e o (suposto) futuro...

Montenegro tem a enorme responsabilidade de poder alterar a Constituição de 76, a qual é o cerne de, por ter sido forjada no PREC, e assim desadequada, não projetar o País para o verdadeiro desenvolvimento. Uma oportunidade rara. Veremos o que fará.

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segunda-feira, 5 de maio de 2025

Cine-Estúdio Namibe


"O Cine-Estúdio Namibe, em conjunto com outras instalações culturais construídas nas décadas de 1960 e 1970, reflete a transformação urbana da cidade, inserida na zona de expansão planeada durante os últimos anos do período colonial português."

Ou seja, não só a vasta obra de boa arquitetura de equipamentos iniciada nos anos 40 na parte continental europeia portuguesa, nomeadamente através de escolas, universidades, estradas, pontes e tribunais, mas também de registar, na parte ultramarina e africana portuguesa, que Portugal dava cartas em termos progresso arquitetónico em relação aos demais.





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sábado, 26 de abril de 2025

Descolonização, a verdadeira

António Ramalho Eanes, ex-Presidente da República, considera que a descolonização foi "trágica" e recorda as milhares de pessoas que foram obrigadas a partir para um país que não era o seu.

"A descolonização ia ser trágica e foi. Eu digo isto com à vontade, eu sei que muita gente acha que foi uma coisa maravilhosa, mas não foi. Deixou aqueles países, Angola e Moçambique, numa situação de guerra que durou anos e destruíu tudo", afirma.

SIC Notícias, online, facebook, 26 de abril de 2024.

Obviamente, sobretudo para os portugueses negros que nem puderam fugir e foram estropiados com as suas famílias pelos movimentos terroristas pró soviéticos que, sob a alegada manta legitimadora da independência, tornaram-se partidos e depois governos que não deixaram pedra sobre pedra da obra que o Estado português organizadamente lá deixou.

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Feriados de feridas

O País está a mudar, a Direita está a renascer, o palco que era de alguns passa a ser patilhado, doravante, pelos outros do jogo ideológico. O mesmo já acontece/eu em França, Inglaterra, etc. Está chegando, para ficar, também em Portugal.

É prudente, como há anos venho alertando, repensar os feriados. Feriados que nasceram de feridas, que colocaram portugueses contra portugueses deram nisto e esperemos que não piore. Portugal caminha para um equilíbrio de forças extremadas, isso pode ser um processo doloroso. Haja bom senso.

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quinta-feira, 17 de abril de 2025

Plantar

Ainda sou daqueles que acredita que plantando mais árvores no mundo (em baldios), deixa de ser necessário recorrer a viaturas elétricas (com baterias enormes made in China).


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Por São Pedro

«Senhor, afasta-Te de mim, que sou um homem pecador».

Simão um pescador, depois designado Pedro.

Lc 5, 1-11

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Sem novo regime, Portugal não consegue

Esta 3.ª república, forjada com parcialidade, no calor do PREC, em que são só direitos sem deveres, em que uns são incluídos e outros excluídos, está cada vez mais parecida com a 1.ª república. Governos atrás de governos, desgoverno, corrupção, amiguismos, partidarite e outros malefícios.

Por favor, já não há paciência. Mudem o regime, elaborem uma nova Constituição, regras adequadas e contemporâneas que evitem este caos de instabilidade e de 50 anos de sucessivas "crises".

O que trouxeram, afinal, as repúblicas de melhor que a nossa Monarquia? Pior é certo e objetivo.

Se nesse novo regime couber uma nova Monarquia, tanto melhor. Se for uma 4.ª república, que seja mais satisfatória.

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Violência obstétrica: a nova arma contra a natalidade

A horda do costume, incluindo o topo da sua pirâmide, a OMS, ataca novamente e, como sempre, de forma dissimulada e hábil, o ato Natal. Agora sobre uma forma de Lei que nem ausculta médicos e enfermeiros, imputando-lhes responsabilidades avassaladoras que, obviamente, os torna receosos dos seus próprios atos, promovendo a inação ou meios não naturais de nascer...para não existirem riscos.

É bom saber como esta aberração legislativa foi criada.



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SELECTION SOUNDZZZzzz!


In Memoriam

Roy Ayers


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Para o Estado, Setor Privado e Cidadãos

"É mais importante uma estratégia do que uma ideologia."

Daniel Traça, Diretor-geral da ESADE Barcelona.

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Indicativos

Não é menos indicativo do carácter e do tipo de pessoa que é, quando se avalia a forma e a responsabilidade como trata (ou não trata) das suas dívidas, sejam derivadas de empréstimos elevados, de uma mera coima ou, até, de uma simples quota.

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quinta-feira, 13 de março de 2025

Investimentos

Os líderes europeus chegaram a um consenso e vão rearmar a Europa utilizando um budget de 800 mil milhões de euros.

Antes de mais, dinheiro em armas é sempre um bom investimento, em deterimento de prioridades menores como investigação na saúde, os apoios aos realmente desfavorecidos, etc.

Porém, ainda existem alguns aspetos que me intrigam, ou seja: no âmbito das novas armas, e por exemplo, os mísseis de curto e longo alcance serão movidos a painéis solares? Os drones movidos a hidrogénio? Os tanques serão elétricos? Os caças movidos a energia eólica, podiam, quiçá, ter hélices geradoras de potência em vez de jatos? Enfim...por aí fora.

Em suma, o grande, o enorme, o incontrolável problema ambiental são, de facto, as viaturas particulares ou civis se preferirem, o qual se traduz numa total subserviência europeia à China, e às suas baterias de metais finos nada poluentes..., sendo a fórmula imperiosa e necessária para garantir um ar mais respirável.

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terça-feira, 11 de março de 2025

In memoriam (1947-2025)

Era um dos melhores jornalistas portugueses, tendo sido, muitas vezes, a voz dos excluídos do País. Falo dos excluídos de uma ilusão nacional criada paralelamente à verdade dos factos históricos, submergida numa letargia abrilesca e protegida por uma Constituição forjada no PREC absolutamente obsoleta hodiernamente.

Na última edição do Sol, o arquiteto e jornalista José António Saraiva foi homenageado pela réstia de políticos e individualidades ainda credíveis neste País.

Vai fazer falta.

Pax Christi.

Foto - Mariline Alves.


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domingo, 9 de fevereiro de 2025

A enganosa narrativa "clean" da energia

Desde de 2019 que venho alertando para esta realidade.

É incrível como os líderes fracos da Europa se vergaram aos chineses e a esta enganosa narrativa "clean" da energia "verde" eléctrica para os carros. Uma blague. O maior grau de poluição, de risco de explosão e de custo de elevado aquisição são objetivamente reais.

Estou muito solidário com o setor da venda automóvel que nada tem que ver com os fabricantes e muito menos com os políticos, pessoas sérias, que estão reféns deste esquema poluidor dos metais finos e da China. As vendas do setor automóvel estão fortemente em quebra, preços exorbitantes.


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quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

António Homem Cardoso

Entrevista a um homem livre, a um homem que representa um passado que fomos, criativo, inovador e distintivo dos demais países, e que deixamos de ser.

Entrevista a um homem que decidiu ter uma vida efetivamente de liberdade sem precisar de chavões abrilescos, sentindo-se sempres liberto fosse antes ou depois da data revolucionária de 74.

Um homem que, por acaso, ou talvez não, é também monárquico.

A ver a entrevista ao Mestre da fotografia em Portugal.

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quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

Ainda a propósito do Natal

Por um Professor Universitário, agnóstico e, portanto, sem fé.

Contudo, este artigo é uma lição civilizacional.


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sexta-feira, 10 de janeiro de 2025

Como era D. Dinis

D. DINIS, um dos melhores Reis de Portugal.

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quinta-feira, 21 de novembro de 2024

Os 1000 dias da/na Ucrânia

Em pouco mais de 8 meses, Hitler já tinha invadido a Polônia (atacada em setembro de 1939), a Dinamarca (abril de 1940), a Noruega (abril de 1940), a Bélgica (maio de 1940), a Holanda (maio de 1940), a França (maio de 1940), a Iugoslávia (abril de 1941), a Grécia (abril de 1941) e Luxemburgo (maio de 1940)...

Ora, comparar Putin e Hitler, convenhamos, é no mínimo uma blague.

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domingo, 10 de novembro de 2024

The Last Kingdom

Tenho vindo a acompanhar esta série (2015 - 2022), há alguns meses na Netflix.

Esta retrata a fase de construção da Inglaterra, quando a Ilha estava, tal como a Península Ibérica, dividida em vários reinos.

Enquanto na Península, nesta época, 800 anos D.C., havia conflitos com os Muçulmanos, em Inglaterra havia com os dinamarqueses, Vikings.

Considero esta uma boa série, não excelente, mas boa. Tem um leque de atores heterogéneo, uns razoáveis outros melhores e outros bastante melhores ainda.

Contudo, neste 'cast', sobressaiu-me um ator que desconhecia e que, doravante, irei estar atento aos seus desempenhos futuros, porquanto a sua atuação nesta série é inequivocamente de um nível superior, que se destaca dos demais colegas e esse é David Dawson, que interpreta o papel de Alfredo de Wessex, o Grande. Este foi Rei de Wessex, de 871 a 899 e Rei dos Anglo-Saxões de 886 a 899. Alfredo defendeu o seu reino contra os dinamarqueses e, à época de sua morte, era o governante mais poderoso e respeitado na Inglaterra.

Recomendo, pois, ver esta série, registando que o papel de David Dawson, como 'Alfred of Wessex', por si só, torna esta recomendação quase numa obrigação. É, de facto, um ator que tem uma áurea distintiva e um desempenho de excelência, de elevado destaque e, tal como Daniel Day-Lewis absorvia as suas personagens a roçar a obsessão para se aproximar, o mais possível, daquilo que elas exigiam para serem ou seriam na realidade, também no mesmo espírito, David Dawson, consguiu atingir o patamar máximo, ou seja, quando o espetador fica com dificuldade em distinguir o ator da personagem, pois ficamos com a séria sensação, em 'O Último Reino', que estamos na efetiva presença de um rei.


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Quem é James David Vance?

Um filme biográfico sobre James David Vance, vulgo J. D. Vance, nascido como James Donald Bowman. Este trabalho mergulha no início de vida do recém eleito Vice-presidente dos Estados Unidos da América, início aquele muito difícil e que revela a correção, o grande caráter, a determinação, o valor e, sobretudo, o amor e a dedicação que Vance canaliza para a família. O papel e a influência da sua avó na formação do jovem James foi fulcral para forjar o futuro homem. O respeito dele por ela, como o próprio revelou, é eterno.

Na esfera académica e profissional, e como é sabido, Vance é uma figura de excelência.

A Netflix fez este filme num período que deve ter julgado, erroneamente, que J.D. poderia ser seduzido para o sistema instalado, o liberal. Não houve erro maior. Hoje o canal deve estar amargamente arrependido de ter produzido esta boa película.

Vance é o homem que se segue, e ainda bem.

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A delicadeza do Lírio Branco na Europa

Adquiri na altura em que saiu "O Lírio Branco", da saga de Astérix. Contudo, no vasto rol de publicações em lista de espera, só muito recentemente me foi possível ler, finalmente, esta última peça da obra dos intrépidos gauleses, obra que acompanho desde dos meus 8 anos.

Felizmente os continuadores desta inigualável obra conseguiram a raríssima proeza de, felizmente, manter intactos os condimentos essenciais tais como concebidos pela dupla de génio criadora de Astérix: Albert Uderzo e René Goscinny.

No que concerne a este livro, "O Lírio Branco", fiquei especialmente agradado e ri-me, ri-me tanto como há muito não me ria. Brilhante, portanto, este fruto da semente deixada por Uderzo e Goscinny.

Na minha opinião um retrato, mais que óbvio, mesmo necessário, que espelha o quanto a Europa está a amolecer em falas mansas, encantada por bem falantes, enfeitiçada pela ordem liberal, submergida em regras/burocracia/direitos e "direitinhos" sem o equilíbrio dos deveres e que, neste todo, nos tem levado, europeus, à decadência, geridos por líderes incapazes, fracos e de 10.ª escolha. Este livro é um descodificador para a realidade de que a Europa está a perder cada vez mais a sua essência, a sua importância, a sua velocidade inventiva e produtiva, a sua desenvoltura, o seu carisma e determinação tão próprios de cada Nação que a compõe, cada vez mais refém da armadilha accionada pela tribo dominante do politicamente correto.

Ou seja, está montada a melhor táctica para derrotar definitivamente os gauleses...

Veremos se ainda haverá poção mágica que inverta tudo isto e leve, como sempre levou, os bons gauleses à vitória contra o Império circundante.


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Conflitos recentes: factos e decisões difíceis

1 - O Ultimato britânico de 1890 foi entregue a 11 de janeiro de 1890 a Portugal e exigia a retirada das forças militares chefiadas pelo major Serpa Pinto do território compreendido entre as colónias de Moçambique e Angola (nos actuais Zimbabwe e Zâmbia), a pretexto de um incidente entre portugueses e Macololos. Esses vastíssimos territórios eram reclamado por Portugal, pois haviam sido legalmente incluídos no famoso Mapa cor-de-rosa, reclamandos a partir da Conferência de Berlim numa faixa de território que ia de Angola à contra-costa, ou seja, a Moçambique.
Perante tal contexto, e num cenário de uma guerra impossível, contra a maior potência bélica da época, D. Carlos, nosso Rei, lendo bem os contornos geopolíticos da altura, optou por não enviar milhares de portugueses para uma chacina e absorver os mais vis ataques por parte dos nacionalistas portugueses, em especial dos republicanos.

2 - Em 1916, já com a I república imposta, Portugal participou na I Grande Guerra, tendo mobilizado mais de cem mil homens. Sem qualquer pudor e reflexão ponderada, contrariamente a D. Carlos, o recente regime não hesitou em enviar para a chacina os nossos compatriotas, a maior parte deles pobres coitados impreparados, camponeses, os quais foram morrer nas trincheiras, especialmente em 'La Liz', apenas porque o republicanismo, fraco, não soube travar a sua ânsia de afirmação internacional e cedeu, facilmente, às grandes nações da altura que o instigaram a travar um conflito que era morte certa para muitos portugueses.

3 - Volodymyr Zelensky, a formiga ante o Gigante russo, em vez de astutamente querer negociar, como afinal agora já quer, deixou-se, qual patrioticamente, ser empurrado e manipulado por trás para enfrentar o Grande Urso. Agora que esse apoio está a findar, sobretudo por parte dos principais responsáveis, os EUA de Biden e Haris, e após tantas mortes desnecessárias na Ucrânia e na Rússia, e resumindo-se à sua insignificância, endividado a quem lhe forneceu as armas, e com tantas mortes no seu curriculo, resta-lhe o que reserva desta notícia.

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A rever Sá Carneiro

"Por isso, do ponto de vista ideológico, a tentativa de aproximação à Internacional Socialista não foi apenas pragmática ou "oportunista", por razões de procura de legitimidade política no ambiente radicalizado de 1974-5. Bem pelo contrário. A adesão à Internacional Socialista era para Sá Carneiro (e para sectores ainda mais "socialistas" como era então a JSD) uma política consistente, fortemente desejada e considerada de grande importância, e prosseguida com grande vigor e muitos esforços. Sá Carneiro via aí também um travão a que o partido se deslocasse para a direita."


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Um hoje mais triste do que o ontem

No tempo de Oliveira Salazar, de autocracia, alguns tinham de ter receio do Regime, especificamente comunistas, opositores e conspiradores contra o Estado Novo. Os bufos eram seus convictos seguidores.

No presente tempo, de ditadura já indisfarçável, todos temos de ter medo, porquanto é RGPD, é Portal das Denúncias, é LADA, são queixas anónimas e infundadas ao MP e que têm continuidade, é burocracia que nos asfixia, são as minorias a comandar a maiorias, wokismo, é vigilância online, etc, etc. Hoje há medo de falar de muitos e muitos assuntos, que não apenas "de Salazar". Os tempos presentes são inegavelmente mais tristes e difíceis do que antes. O receito é já maior, multifacetado e enormemente mais dilacerante que antes de 25/4/1974. A estatística comparativa de suicídios é a prova disso mesmo. O regime de hoje conseguiu criar os meios para que os bufos fossemos todos nós.


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Homenagem governamental | Monsenhor João Maurício de Amaral Ferreira

EB/JI Monsenhor João Maurício de Amaral Ferreira | Despacho/SREC/95/45, publicado no Jornal Oficial, II Série, N.⁰ 40, de 3 de outubro de 1995

Apesar de ser uma inquestionável honra para a família, esta homenagem ao meu estimado tio foi, sobretudo, e no meu entendimento como cidadão (e não como familiar próximo), um ato de pura justiça do Governo Regional de então, porquanto ele tudo deu das suas forças, inclusive pagando o preço com a sua própria vida devido a um enfarte fatal com apenas 63 anos já quando era Reitor do Santuário do Senhor Santo Cristo, para possibilitar, acima de tudo, o estudo às famílias carenciadas e que apesar do talento escolar de muitos dos seus filhos, não tinham possibilidades económicas para manter os estudos deles e, assim, perdia-se muitas capacidades. Graças a ele, numa fase difícil, quando o dinheiro não jorrava da UE, com muito stress, angústias para cumprir pagamentos a tempo e horas, ele conseguiu o seu objetivo focado nos povoacenses. Tempos depois, o seu nome também era dado à Escola Profissional da Povoação.

Grato, enquanto açoriano, ao Governo Regional da altura e, sobretudo, aos povoacenses.


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Lido e ouvido num filme de Andrew Jones de 2014

"Inspetor de polícia Jim Eckhart - Tenho uma pergunta: o que te faz acreditar... o que te faz acreditar no que acreditas?

Padre Bill Jennings - É uma pergunta que fiz a mim mesmo, muitas vezes.

Há quem olhe para a ciência e veja certos factos sobre como o mundo e a humanidade evoluem. As suas questões são respondidas. Essas pessoas tendem a seguir as cabeças, mas eu sigo o coração.

Quando vejo a ciência, a evolução e todas essas coisas, fico com uma questão: como pode um mundo tão belo não ter algum tipo de toque divino inexplicável?

A fé não é algo que penso, Jim. É algo que sinto."


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"Memorial for the unborn child"

"Memorial for the unborn child" | "Memorial à criança não nascida"

Peça escultórica da autoria do checo Martin Hudácek.
O conceito da obra assenta sobre os seguintes pressupostos:
- A mãe é mármore expressando o peso e a dor.
- A criança é translúcida como o perdão.



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Quando querem a direita a assumir o que não é ela

Clean as that:

O nome correto, apesar de terem sempre querido ludibriar ser um partido de direita, era assim:
'Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães'.

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- (menos) LGBT

Tenho pena que a jovem Chloe tenha caído nas teias do aliciamento armadilhado pelos movimentos LGBT+, muito fortes nas redes sociais, onde os nossos filhos ficam confusos e fragilizados.

Porém, a Cloe, também merece um reconhecimento de, por experiência na pele, e destruição do seu ser, vir corajosamente denunciar esta monstruosidade wokista que está a acontecer e que ainda levam a ser hasteadas bandeiras. Já vivemos tempos melhores.

Admirem-se, pois, que muitos já queiram recuar, por razões práticas de maior liberdade, a 24/4/1974.

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Diferenciação

"A inteligência emocional é um dos principais factores de diferenciação entre os seres humanos e a IA"

Helena Oliveira, in revista online VER.

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De punho fechado...

«Com o punho fechado não se pode trocar um aperto de mãos.»

Indira Gandhi.

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Da matança

"O aborto não foi propriamente aprovado em referendo, mas sim a sua despenalização ou a não condenação da mulher que o pratica."

José Barros Oliveira, in Sol, de 19/7/2024, pág. 47.

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SELECTION SOUNDZZZzzz!


In memoriam


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quinta-feira, 7 de novembro de 2024

"Por ti, Portugal eu juro!"

Em junho escrevi isto, hoje sai este documentário que desconhecia.
A ver, indubitavelmente.
Porque razão os portugueses brancos foram resgatados da morte certa após o 25/4 e os portugueses negros não?
Eram estes que Marcelo devia indmizadar.
A verdade começa, devagar, a chegar.
Obrigado irmãos.
Nota - Um excelente trabalho dos jornalistas Diogo Cardoso e Sofia da Palma Rodrigues, mas também de rigor e, acima de tudo, de muita coragem. Pioneiros.


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sábado, 5 de outubro de 2024

Fiquem longe

No dia 1 de fevereiro de 1908, o Rei de Portugal e dos Algarves chegava a Lisboa. Imediatamente foi avisado que havia uma enorme multidão no Terreiro do Paço para o receber, bem como foi alertado para o perigo que podia existir para a sua vida, porquanto os rumores de tentativas de regicídio, por parte dos republicanos, maçons ou terroristas da Carbonária, eram muitos e alarmantes. Foi, pois, prontamente aconselhado em viajar numa carruagem fechada, ao contrário do que seria o habitual numa ocasião daquelas.

Perante tal alerta, D. Carlos, Rei de Portugal e dos Algarves, não hesitou em querer viajar no landau como estava pré-definido, sem qualquer cobertura, para demonstrar a sua sempre pronta proximidade ao povo português. O desfecho desta decisão régia já todos sabemos, mataram Portugal personificado e a Pátria nunca mais seria mesma.

Em república, e além de uma proclamação que em 5 de outubro de 1910 quase ninguém se deslocou ao Paço da Câmara de Lisboa, cuja tradição vem a ser mantida, ou seja, com o povo a não se entusiasmar sequer em aparecer, os que gerem este atual regime caduco ainda fazem isto:


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quinta-feira, 3 de outubro de 2024

Ouvido hoje de manhã na Antena 1-A

"A única pessoa no mundo que ganhou fama e sucesso a dar passos atrás foi o Michael Jackson."

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sábado, 22 de junho de 2024

(in)Justiça de longa data

A propósito de processos longos, em que a verdade nunca se sabe e, sobretudo, os criminosos saem impunes...neste caso, quiçá, alguns jazem pomposamente no Panteão.
Atual.

Imagem/artigo - Sol.


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Visita Guiada

Pensem no estado a que chegamos com a república. Pensem nos acontecimentos após a implantação da república jacobina em 1910 e, também, nos dias de hoje.
Queremos continuar com os Marcelos e tantos outros líderes partidários que chegaram a chefe de Estado...? Ou queremos mudar para a dignidade e para o prestígio novamente? Eu quero Monarquia.

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Da não possibilidade de mudar um PR

Em Monarquia, na primeira Dinastia, D. Sancho II foi substituído por D. Afonso III. Na quarta Dinastia D. Afonso VI foi substituído por D. Pedro II. Além deste mecanismo legal que já datava da Idade Média, acresce o da figura jurídica da Regência, concretamente em casos de menoridade do futuro Rei ou Rainha ou, ainda, por incapacidade de saúde como foi o caso de D. Maria I, cuja Regência do Reino foi assumida pelo príncipe herdeiro D. João, futuro D. João VI.
Na Constituição em Monarquia era igualmente possível o Rei perder o reinado em caso de atentar contra território português.
Presentemente, com tanta democracia, com tanto alegado progresso, com tanta alegada liberdade, além de nunca ter havido sequer uma mulher Chefe de Estado, como nos livramos de um Presidente que não esteja em condições para presidir aos nossos destinos? Como se faz isso com a mesma imediatez que se fazia no tempo dos nossos reis?
Os únicos Presidentes da História que saíram antes do tempo ou pediram para sair ou sairam por assassinato como foi o caso de Sidónio Pais.
Em suma, democracia e República mas estamos presos.


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Ouvido de um ancião

"Admito que bastantes republicanos gostem sinceramente de Portugal.
Ser monárquico é, porém, gostar muito"

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Odor a I república

À excepção dos tiros que zuniam pelas ruas de Lisboa e de outras partes do País, factos que levaram, à data, a uma natural e bem acolhida II república, convenhamos...presentemente já paira novamente um odor a I república.

Imagem - Reprodução da 'Noite Sangrenta'.


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Contra Camões, contra Portugal

O que Marcelo afirmou atenta contra Camões e a sua obra.
Em suma, aquilo que somos.


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Indemnizações!? Sim, mas para quem merece

Recentemente tive uma interessante conversa com um senhor de amplo conhecimento, já sexagenário, nascido em Angola, filho de uma terceira geração de portugueses daquele então território nacional. Angola, como se sabe, foi um território redesenhado e, assim, designado no início do século XX, após a cimeira que fechou o (injusto) Mapa Cor de Rosa, do qual resultou uma flamejante mistura de ancestrais tribos africanas, algumas delas com ódio de morte umas contra as outras e cujos portugueses eram, há seculos, os garantes da paz. Por outras palavras, e por Direito, os territórios seculares africanos, bem como aquilo que depois se veio a definir como Angola, eram Portugal, eram juridicamente de Portugal.
Da aludida conversa, da qual muitos factos foram aflorados e constatados na primeira pessoa pelo próprio, dizia o senhor que a haver indemnizados pelo Estado Português, deveriam ser os militares portugueses que defenderam os territórios em Angola das chacinas operadas naquelas terras pelos terroristas de origem comunista, militares esses que foram deixados lá, após a Revolução de Abril em Lisboa, e cujo o critério empregue para essa seleção terá sido, unicamente, aquilo que os diferenciava dos demais portugueses, ou seja, a cor da sua pele. Escusado será sublinhar que esses portugueses foram os primeiros a serem deixados ao extermínio dos revoltosos. Porque razão esses patriotas não vireram para o Portugal sito na Europa tal como os seus compatriotas que tinham cor branca? Como pôde o atual regime permitir tal coisa? Não apenas foi efetuada uma escabrosa descolonização, onde milhares de africanos brancos perderam, de um dia para o outro, tudo o que tinham construído na vida (...já agora para esses também não haveria direito a indemnização...?), os ditos retornados, como, pior, os seus irmãos nacionais cuja pele não fosse branca foram deixados, bem como as suas famílias, à mercê daqueles terroristas sanguinários que destruiram tudo de bom que a Nação portuguesa tinha lá edificado, bem como ainda continuaram em disputas de poder que custaram as vidas de milhares de africanos após 1974 até recentemente.
Os 'wokistas' que não se preocupem com alegados artefactos a serem devolvidos ou a indemnizar quem atacou os seus compatriotas numa lógica de guerra civil, preocupem-se antes e somente com aqueles que, acima descritos, sejam brancos ou negros, mas irmãos, foram espezinhados e até mortos por terroristas inqualificáveis.



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Indemnizações

Que tal sermos indemnizados pelos italianos (Romanos), pelos germânicos (Visigodos) e pelos ricaços países árabes (Muçulmanos)?
Às tantas ainda cobria a alegada dívida suscitada pelo Presidente Marcelo ante o Brasil, Brasil que nem existia como território juridicamente circunscrito antes de lá chegarmos.

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P.e Mário Rui

O tempo deu razão ao senhor padre Mário Rui que foi vítima, literalmente, de uma cabala inqualificável (ver notícia do Sol). Como o padre Mário Rui muitos outros padres, representantes da verdadeira Igreja, podem ter sido vítimas deste tipo de ataques infames.
Os oportunistas que tentaram denegrir o padre Mário Rui tiveram azar quando o defeniram como um alvo, pois não sabiam com quem se estavam a meter. O padre Mário Rui é um homem coberto de Deus. Com ele há resposta, com ele as portas de Pedro não tombam, pois ele protege-as contra todos os males, encontrando-se, na minha convicta opinião, o maior deles todos situado, mais que fora de portas, dentro do próprio Vaticano.
Que Deus tenha sempre na Sua Santa Guarda o padre Mário Rui, dos já escassos padres com quem podemos contar, um padre a sério e sério, de boa formação e um defensor da (verdadeira) fé Católica.

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O Neoliberalismo fatal

"O neoliberalismo leva à guerra. A guerra leva ao fascismo. Hoje, mais do que antes, é tempo de o impedirmos."

Emanuel Loff, Historiador, in Público 12/06/2024.

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SELECTION SOUNDZZZzzz!


In memoriam
Francoise Hardy (1944-2024), uma das melhores cantoras da História da Música francesa contemporânea. Deixará muitas saudades.
"Comment te dire adieu" (1968)


Em português

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quinta-feira, 25 de abril de 2024

Feriados de uns contra os outros

Quando Portugal tem datas que nos unem, tais como o 1 de dezembro 1640 ou o 5 de outubro de 1143, quando noutros paises, como os EUA, o Reino Unido e muitos outros, assim o fazem, contrariamente o atual regime português opta por datas como o 25 de abril de 1974 ou o 5 de outubro de 1910 que colocaram portugueses contra portugueses, que geram fridas, segregações e desuniões irremediáveis. Porquê!? Porquê!? Note-se que a segregação é de tal modo multifacetada que, até no que se refere ao 25 de abril, há quem tenha uma tendência pró estalinista que vai de 25/4/1974 a 25/11/1975 e outros que vai desta última data adiante. Tais celebrações de datas, nem o Estado Novo o fez, nem mesmo relativamente ao seu equivalente o 28 de maio de 1926.
Sempre fui e serei contra essa lógica, mas sérias mudanças, com verdadeira pluralidade e equilíbrio de forças ideológicas, só noutro cenário regimental. Neste já não é possível, muito menos com esta Constituição.
Posso concluir que hoje, e passados 50 anos, já se verificam alguns progressos e diferenças. Resta, pois, a esperança num País melhor.


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domingo, 18 de fevereiro de 2024

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

In Memoriam - Dr. Rui Manuel de Medeiros d'Espinay Patrício

Um homem de convicções, patriótico, honesto e leal.
Apesar de Ministro de Caetano, diria que foi mais Salazarista do que Marcellista e, por isso, quiçá, menos próximo do fascismo.
O seu discurso de tomada de posse a partir do minuto 5'55" https://arquivos.rtp.pt/.../tomada-de-posse-de-rui-patricio/
Já não temos este nível de político em Portugal.

Foto - Rui Patrício com Henry Kissinger em 1973

Arquivo A Capital/Impresa


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sábado, 20 de janeiro de 2024

Tolkien

Um filme muito interessante de 2019, realizado por Dome Karukoski, com a banda sonora conduzida superiormente por Thomas Newman.

John Ronald Reuel Tolkien, conhecido internacionalmente por J. R. R. Tolkien, nasceu a 3/1/1892, em África do Sul, quando seu pai, bancário britânico, estava deslocado por motivos profissionais.

Tolkien era efetivamente um génio na verdadeira condição da palavra. Contudo, e apesar dessa realidade, não teve uma vida fácil. Desde muito novo, com o seu único irmão, ficou órfão, sendo a perda da mãe especialmente dura, pois ainda conviveu algum tempo com ela, tendo esta sido uma forte influência na sua obra e espiritualidade. Acresce, no conjunto das dificuldades, que ele era um rapaz convictamente católico num contexto duramente protestante. Valeu-lhe o padre Francis Xavier Morgan, amigo de seus pais, ter jurado que tornaria possível a continuação dos estudos dos dois irmãos nas melhores instituições de ensino de Inglaterra. E assim foi. Tolkien licenciou-se, doutorou-se e tornou-se professor na Universidade de Oxford. Como tenente, esteve ao serviço do Império Britânico na I Grande Guerra e casou-se com a mulher que sempre amou e com quem teve quatro filhos. Apenas se separaram quando a morte dela assim o ditou, no início dos anos 70 do século XX. Ela foi a sua musa para inúmeras personagens femininas da sua obra, tendo escrito para ela, em élfico, na pedra tumular do casal, uma dedicatória em que refere que (ele) um simples mortal tinha ganho o amor de uma princesa élfica.

Sendo Tolkien um fervoroso católico, em grande parte devido à inspiração que a vida de sua mãe foi para ele, sempre se revelou, coerentemente, um homem educado, tranquilo, pacífico embora corajoso, apaixonado, convicto e leal. Muitos procuram na sua obra, para a qual edificou uma nova língua, a élfica, absolutamente estruturada gramaticalmente, uma descodificação da Bíblia por via de uma variante ligada à arte, ao belo, ao imaginário fantástico muito próprio do autor, mas também para as explicações do mal que ele imprimia de uma forma clara e vincada, que, segundo alguns, poderão ter tido origem na experiência que teve na I Guerra e nas respetivas trincheiras.



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Emily

Recentemente pude, finalmente, ver este filme que há muito estava sinalizado. O mesmo reporta-se a uma interpretação sobre a vida de Emily Brontë, autora da obra "O Monte dos Vendavais".

Num bom registo cinematográfico por parte da realizadora Frances O'Connor, fica um trabalho coerente, esteticamente bem conseguido, com uma cinematografia refinada, já sem descurar da boa banda sonora de Abel Korzeniowski.

No meu entendimento sobressai a vida de uma rapariga que sendo genial, apesar de confinada a um meio quase rural, e apesar dele nunca ter saído, não deixou de se expandir. Vem, pois, assim contrariar em muito o centralismo metropolitano e elitista, embora essencialmente bacoco em muitos dos casos, de que pode vir bastante das margens, margens civilizacionais essas que muitas vezes são desprestigiadas mas que ainda vão sendo o sustentáculo cultural de enumeras nações. Além disso, esta película relata também as fases do amadurecimento de uma mulher, mulher essa que, com uma mente brilhante e acima dos seus próximos, nunca atingiu o ponto de soberba e antes procurava objetivos singelos como agradar ao pai que ficou viuvo cedo. Uma mulher que no início era irreverente e sentia-se diferente, mas que acabaria por ser estruturalmente fiel às mais puras e tradicionais das condutas: amar e ser amada por um homem, casar, ter filhos e ficar assim realizada. Porém, e quando muitos e muitas nada disso querem e até desperdiçam, a Emily Brontë, infelizmente, não lhe foi permitido.

Por fim, um não menos justo elogio à interpretação da personagem principal, Emily, por Emma Mackey. Tem via aberta à sua frente como atriz.

Abel Korzeniowski . "No Coward Soul Is Mine" (2022)
Original Motion Picture.



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"Perderam fiéis"

Até a Cherie Blair, mulher de Tony Blair, católica, percebeu (nem que seja pela personagem). A finalidade dela está obviamente errada, mas a parte objetiva e conclusiva está toda lá, absolutamente certa.

Eu, por outro lado, sou, como não poderia deixar de ser, lealmente da "velha guarda" como ela própria define. Como era dantes e sempre foi, existia maior proximidade à Semente do Bem, estavamos conectados a Ela. Agora, e desde 1958, está tudo entregue (https://expresso.pt/.../2023-12-18-Papa-Francisco...).


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sábado, 2 de dezembro de 2023

A inexplicável perceção

Se constatarmos, à parte, o mundo animal, o facto de nós humanos termos, inexplicavelmente, percepcionado, ao longo de milénios, uma noção de Deus, significa objetivamente uma coisa: Ele existe.

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D. Antónia Rodrigues, cavaleira de várias honrarias


Já no século XIV demonstrava que através da sua determinação, da sua coragem e do respeito que angariava dos outros era alguém acima do género, alguém que quebrava essas barreiras hodiernamente tão em voga mas tão redutoras. Era uma pessoa grandiosa.

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A república e o republicanismo no seu estado puro


"Não vejo com bons olhos que o cargo de Presidente da República seja ocupado por um militar".

Alexandra Leitão, deputada da Assembleia da República.

Fonte - Observador, 13/10/2023
Foto - Rui Gaudêncio (Público)

Tudo aquilo que fuja ao domínio dos PARTidos, dos lóbis, das forças ocultas do Liberalismo, e que seja favorável à independência, ao equilíbrio efetivo de poderes, à neutralidade ideológica...é para abater.
Hoje, depois de 113 anos, fica claro, para quaquer pessoa, porque o Rei de Portugal teve de cair...

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domingo, 15 de outubro de 2023

Niilismo

"Vejo muito niilismo na esquerda, se não mesmo um niilismo absoluto. E sou de esquerda."

Eleanor Catton, escritora neozelandesa.


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sábado, 2 de setembro de 2023

Europa, Regulamentos, Burocracia e Decadência

"A Europa criou uma tal quantidade de regulamentos que agora está encurralada".

Alejandro Aravena, arquiteto chileno, prémio Pritzker (2016).

Este é um tema que várias vezes aflorei em artigos e crónicas. A Europa está a desacelerar vertiginosamente em relação a potências como a China e os EUA, porquanto Bruxelas, controlada por Berlim, só gera, há decadas, burocratas que apenas sabem multiplicar regulamentação e que da vida real sabem muito pouco. Um europeu está, cada vez mais, submergido em regras, regras e mais regras, imensas vezes redundantes e até duplicadas (ex. a recente legislação das denúncias, a legislação de saúde no trabalho, etc, etc) tudo focado em canalizar milhões de euros para determinados lóbis que controlam este regime democrático débil e frágil hoje mais apropriado designar por regime burocrático em que já se respira pouca liberdade.


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"O Lado Negro das Energias Verdes"


Sou ecologista, não embarco neste pesadelo que nos pode custar caríssimo.


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Na mouche

O Portugal percepcionado por Natália no pós 25 de Abril e tal como é hoje de facto:

"(...) se buscou por todos os meios 'a saída do lerdo labirinto', depois do processo democrático (...) só viu por aí uma gente 'lambuzada de revolucionarite' que 'se prestou a ser esponja de todo o desvairo de extremismos, cujo reflexo teria de dar na paranoia deste liberalismo de Chicago boys' ”.

Diogo Vaz Pinto citando Natália Correia.


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Democracia fatal

Onde diz Natália, poderia também dizer Portugal com toda a objetividade e naturalidade

Sobre Natália Correia:

"(...), Natália foi uma vítima do obscurantismo soez dos ominosos tempos da ditadura, mas, ironia suprema, a democracia foi-lhe fatal.”

Jorge de Sena

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Deus por Natália

“E eu/ Que troco o nome de todas as coisas/ Porque as coisas que têm um nome/ Estão afogadas na sua imagem mais finita/ E perceber o erro da evidência/ É descobrir que Deus é Deus/ Porque recusa uma aparência?”

Natália Correia, escritora e poetisa (1923-1993)

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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)