Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

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sábado, 1 de agosto de 2026

A cama de ferro

De toda a viagem, em julho, pelas duas principais cidades do antigo Império Austro-Húngaro, esta foi a imagem que mais me marcou.

Trata-se do quarto de dormir do Imperador Francisco José I da Áustria, localizado nos aposentos imperiais do Palácio de Hofburg em Viena, o qual reflete a disciplina espartana do monarca, destacando-se uma simples cama de ferro (armação de campanha) pintada de castanho, uma bacia de lavagem e retratos da Imperatriz Sissi e da mãe do Imperador, além de um quadro especial de Sissi a cavalo que permaneceu junto à sua cama até ao fim da vida.

A mesa de toucador era uma peça dobrável e básica.

O Imperador acordava pontualmente às 3h30 da manhã, sim às 3h30 da manhã, para iniciar os seus deveres de Estado.

Este homem era altamente respeitado por todo o Império, o modelo político funcionava, o Império era próspero e, curioso, o Imperador detinha o poder executivo. Ou seja, um modelo funcional, equilibrado que não era nem uma ditadura, nem uma democracia. Foi o último grande Império católico.


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segunda-feira, 6 de abril de 2026

A outra Diana

Por alguém que sabe do que fala...

(curiosamente sempre tive entendimento semelhante)

"Ela era fria, taciturna, distante...exceto na presença de paparazzi"

Juan Carlos I, Rei Emérito de Espanha [sobre a Princesa Diana]

In Versa, revista do Sol, pág. 11, de 7-11-2025.


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domingo, 18 de janeiro de 2026

Além dos custos exorbitantes das campanhas, além das picardias mesquinhas pelo poder

Choca-me ouvir comentários como "eu vou votar em fulano", "eu vou votar beltrano" ou, ainda, "eu vou votar em sicrano" quando está em causa o representante de todos os portugueses. O Chefe de Estado é aquele que, ao menos, na esfera representativa, e não falamos da governamental, nos devia unir a todos, sem mácula. A recente democracia ocidental foi criada sob égide das Monarquias. As repúblicas, nos principais países da Europa, vieram depois. Mas vieram. Vieram e trouxeram a divisão e a desunião. A democracia é mais do que o ato (formal) de votar. A democracia é, sobretudo, a liberdade para poder confiar em alguém, em algo, que transcende prazos de mandatos, timings e formalismos em suporte papel. Veja-se, por exemplo, a eleição do Presidente da Assembleia da República, em parte similar à Aclamação de um Rei, pelo Povo, nas Cortes (vulgo Parlamento). Este é um ato praticado no seio de uma democracia, não menos legítimo que a eleição, por sufrágio universal direto, de um Presidente da República, eleição essa, que nos últimos 50 anos, e sejamos justos, gerou crispação em vez de união, pois o eleito foi quase sempre de origem partidária (ex. Soares, Sampaio, Cavaco, Marcelo, o próximo e por aí fora). É uma falácia que o "qualquer um" possa ser Presidente da República. O Rei, inversamente, criou o País, o Povo e a respetiva cultura. Rei, País e Povo, em Monarquia, são um só. Não carecem símbolos acessórios como hinos ou bandeiras. O Rei é o símbolo maior, aquele que personifica a Nação e o Povo que outrora ele gerou. Se assim não fosse, não havia explicações para democracias mais amadurecidas como a inglesa, a norueguesa, a dinamarquesa, a sueca, a belga, a holandesa, a espanhola, a japonesa, etc.
 
Termino dizendo que foram também muitos aqueles que, nestas presidenciais, e perante os candidatos disponíveis, que partilharam comigo, pela primeira vez, a percepção do quanto uma Monarquia, afinal, é util e mais segura.

Com toda a certeza: a distância para uma Monarquia já esteve mais longínqua.


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Além do poder

"O Rei não precisa de partido porque não é votado; não precisa de propaganda porque não é efémero; não precisa de conquistar o poder porque está para além do poder."

Francisco Sousa Tavares | Jornalista e Político Monárquico português (1960).

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quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Bananal

Suécia, Dinamarca, Noruega, Holanda, Bélgica, Luxemburgo, Espanha, Reino Unido, Mónaco, Japão, Canadá, Austrália, etc, etc, são Monarquias. Supostamente são países, neste momento, mais evoluídos do que Portugal.

Com o andar da carruagem desta república portuguesa, a qual espero, sinceramente, que seja a última, julgo que qualquer um começa, razoável e finalmente, a perceber que uma Monarquia já se torna importante e necessária equacionar como forma de corrigir este descalabro civilizacional e desprestigiante que estamos, em Portugal, submergidos.

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segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

D. Manuel II, no exílio

Mesmo no exílio nunca deixou de fazer o que o Rei deve fazer: proteger os indefesos. Como soberano que era e se em Portugal não precisava de votos, em Inglaterra exilado menos sentido fazia o que fez. Fez, contudo, por consciência, convicção e formação. Mas os nossos reis eram assim, majestosos na verdadeira aceção da palavra, ou seja protegendo os fragilizados. Em dia de Restauração de 1640 é importante recordar quem fomos e avaliar com aquilo que somos hoje. Quo Vadis Portugal?

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terça-feira, 18 de novembro de 2025

Bangladesh recebe de honra para receber a Casa Real Portuguesa

Como é possível?! A Monarquia foi derrubada há 115 anos, porém o respeito continua a fluir em direção à Casa Real Portuguesa. Apesar da mediocridade que tem sido república durante todos esses anos, apesar do atual regime ter procurado, imediatamente à sua implantação, abafar a glória que vivemos em Monarquia, ainda assim, continua a existir um fenómeno inexplicável com o herdeiro dos Reis de Portugal que é habitualmente coberto com esta finura e com este carinho pelo povo, por povos, o mesmo respeito com que foi tratado, por exemplo, em diversas freguesias de Ponta Delgada aquando da sua última vinda cá, mesmo transposto todo esse tempo. Formidável!

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quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

António Homem Cardoso

Entrevista a um homem livre, a um homem que representa um passado que fomos, criativo, inovador e distintivo dos demais países, e que deixamos de ser.

Entrevista a um homem que decidiu ter uma vida efetivamente de liberdade sem precisar de chavões abrilescos, sentindo-se sempres liberto fosse antes ou depois da data revolucionária de 74.

Um homem que, por acaso, ou talvez não, é também monárquico.

A ver a entrevista ao Mestre da fotografia em Portugal.

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sexta-feira, 10 de janeiro de 2025

Como era D. Dinis

D. DINIS, um dos melhores Reis de Portugal.

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sábado, 22 de junho de 2024

Visita Guiada

Pensem no estado a que chegamos com a república. Pensem nos acontecimentos após a implantação da república jacobina em 1910 e, também, nos dias de hoje.
Queremos continuar com os Marcelos e tantos outros líderes partidários que chegaram a chefe de Estado...? Ou queremos mudar para a dignidade e para o prestígio novamente? Eu quero Monarquia.

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Da não possibilidade de mudar um PR

Em Monarquia, na primeira Dinastia, D. Sancho II foi substituído por D. Afonso III. Na quarta Dinastia D. Afonso VI foi substituído por D. Pedro II. Além deste mecanismo legal que já datava da Idade Média, acresce o da figura jurídica da Regência, concretamente em casos de menoridade do futuro Rei ou Rainha ou, ainda, por incapacidade de saúde como foi o caso de D. Maria I, cuja Regência do Reino foi assumida pelo príncipe herdeiro D. João, futuro D. João VI.
Na Constituição em Monarquia era igualmente possível o Rei perder o reinado em caso de atentar contra território português.
Presentemente, com tanta democracia, com tanto alegado progresso, com tanta alegada liberdade, além de nunca ter havido sequer uma mulher Chefe de Estado, como nos livramos de um Presidente que não esteja em condições para presidir aos nossos destinos? Como se faz isso com a mesma imediatez que se fazia no tempo dos nossos reis?
Os únicos Presidentes da História que saíram antes do tempo ou pediram para sair ou sairam por assassinato como foi o caso de Sidónio Pais.
Em suma, democracia e República mas estamos presos.


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Ouvido de um ancião

"Admito que bastantes republicanos gostem sinceramente de Portugal.
Ser monárquico é, porém, gostar muito"

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Odor a I república

À excepção dos tiros que zuniam pelas ruas de Lisboa e de outras partes do País, factos que levaram, à data, a uma natural e bem acolhida II república, convenhamos...presentemente já paira novamente um odor a I república.

Imagem - Reprodução da 'Noite Sangrenta'.


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domingo, 18 de fevereiro de 2024

Jorge, Príncipe Herdeiro da Saxônia

À semelhança de São Nuno (Álvares Pereira), Jorge antes de ser aristocrata era um (homem) Nobre.


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sábado, 2 de dezembro de 2023

D. Antónia Rodrigues, cavaleira de várias honrarias


Já no século XIV demonstrava que através da sua determinação, da sua coragem e do respeito que angariava dos outros era alguém acima do género, alguém que quebrava essas barreiras hodiernamente tão em voga mas tão redutoras. Era uma pessoa grandiosa.

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sábado, 6 de maio de 2023

Para um monárquico...

...o Rei não é do povo, é o povo. O Rei não representa o País, ele é o País.
O Rei não é eleito, não precisa de votos, não é de partes, o Rei é de todos, por todos e para todos. O Rei...aquela simbiose milenar com os portugueses.


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Um bocadinho de História

"Haile Selassie, o último imperador da Etiópia, com as vestes de coroação. A Etiópia foi um dos primeiros reinos cristãos e que os seus soberanos, segundo a tradição, descendem do Rei Salomão. A Etiópia é a herdeira direta do antigo Reino de Axum. Este reino durou centenas de anos e com a conversão do Rei Ezana, em 320 d.C, oficialmente tornou se uma nação cristã.

A origem, contudo, da linhagem dinástica etíope encontra-se em Menelik I, o filho da Rainha de Sabá com o Rei de Israel.

A monarquia cristã governou a Etiópia com a assistência espiritual da Igreja Etíope, até ser deposta em 1974 por um golpe de Estado que levou o país ao completo caos presente até os dias de hoje. (...)"



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domingo, 4 de dezembro de 2022

Rei é Rei

Inflação emanada dos nossos incapazes e burocratas gestores europeus/comunitários? Resta-nos o costume: fazer sacrifícios. O Rei diz como é.

Apesar dos atuais sistemas cercarem, flanquearem e até impedirem um monarca de exercer o seu poder com base numa apurada preparação e formação de anos, Carlos III mostra-os como, emergindo, pode ainda ser Rei com o pouco que dispõe para o efeito.

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Viv'á D.Amélia

Um interessante e muito antigo canto popular, pós implantação da república:

"Ó Laurentina
Laranj'amarela
Fora co'a república
Viv'á D.Amélia"


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Fealdade

"Para cada Monarquia derrubada o céu torna-se menos brilhante, porque perde uma estrela. Uma república é a fealdade à solta."

- Anatole France, Prémio Nobel da Literatura em 1921


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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)