Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

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domingo, 10 de novembro de 2024

Quando querem a direita a assumir o que não é ela

Clean as that:

O nome correto, apesar de terem sempre querido ludibriar ser um partido de direita, era assim:
'Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães'.

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sábado, 8 de julho de 2023

In Momoriam - José Mattoso

«O topo da inteligência é alcançar a humildade.»
Textos Judaicos

Faleceu José Mattoso.

Sempre entendi, sem descurar das respetivas correntes historiográficas, e das suas inevitáveis ideologias, em alguns casos, contaminadoras, que o essencial neste âmbito é muito simples concetualmente quanto ao seu fim, embora dificílimo do prisma prático: transmitir o entusiasmo e a importância do passado às gerações vindouras, para que estas possam melhorar o futuro.

Neste contexto, e tal como o Prof. Doutor José Hermano Saraiva tinha aquela invulgar capacidade de chegar ao essencial pelo seu dom da palavra, Mattoso, por sua vez, conseguia igualmente alcançar o difícil essencial pelo imaculado rigor técnico e pela forma apelativa que incutia na sua escrita.

Com a morte de Mattoso, Portugal ficou mais pobre, pois perdeu um apaixonado amante da nossa grandiosa e epopeica História, sempre sólido nos seus conceitos e afirmações porquanto nunca despia a armadura da (verdadeira) humildade.

Por fim, deixo este texto extraído da página do meu prezado amigo Miguel Villas-Boas:

"Faleceu o historiador Professor Doutor JOSÉ MATTOSO (Leiria, Leiria, 22 de Janeiro de 1933 - 08/07/2023).

Antigo monge beneditino (durante 20 anos foi monge da Ordem de São Bento, vivendo na Abadia de Singeverga, em Portugal, e em Lovaina, na Bélgica, usando o nome de Frei José de Santa Escolástica Mattoso). Licenciado em História, na Faculdade de Letras da Universidade Católica de Lovaina, e Doutorado em História Medieval, pela mesma universidade, com a tese Le Monachisme ibérique et Cluny: les monastères du diocèse de Porto de l'an mille à 1200, só em 1970 retornou à vida laica, iniciando uma carreira académica, especializado na história das ordens religiosas e da aristocracia nos séculos X a XIII, destacando-se as suas obras 'Ricos-Homens, Infanções e Cavaleiros', 'Fragmentos de Uma Composição Medieval', 'O reino dos mortos na Idade Média', e 'Ensaio sobre as Origens de Portugal (1096-1325) (vol. I - Oposição; vol. II - Composição)', sucessivamente premiada com o Prémio de História Medieval Alfredo Pimenta e o Prémio Ensaio do P.E.N. Clube Português. José Mattoso foi o autor de uma obra vasta, em que se incluem livros como 'Identificação de um País' 3 a colectânea 'História de Portugal', edição de oito volumes (1993-1995), que vendeu mais de um milhão de volumes. A par do trabalho como investigador, no Centro de Estudos Históricos do Instituto de Alta Cultura, e como professor, na Universidade de Lisboa e na Universidade Nova, exerceu as funções de presidente do Instituto Português de Arquivos, de 1988 a 1990, e de diretor da Torre do Tombo, entre 1996 e 1998."



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domingo, 3 de outubro de 2021

Uma História a ser ininteligível

«Sem os líderes, sem os Santos, sem os heróis, sem os Reis, a História é ininteligível.»

Charles Maurras (Bouches-du-Rhône, 20 de Abril de 1868 - 16 de Novembro de 1952) | poeta monárquico francês, jornalista, dirigente e principal fundador do jornal “Action Française"

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sábado, 20 de junho de 2020

Irmãos, cores diferentes


«A História não existe para ser apreciada, detestada, limpa ou reescrita.
A História existe para ser aprendida.»

Filipe Cardoso Pereira

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sábado, 25 de agosto de 2018

Este Rei Que Eu Escolhi

Recente aquisição para a biblioteca, oferta minha à prole.
Este livro, de 1981, bem como outros da autora, evidenciam que a paixão por aquilo que melhor tivemos (...e ainda temos), ou seja, o legado dos nossos Reis, da nossa História, pode ser contada independentemente de partidarismos ou ideologias, sejam de direita ou de esquerda.
Muitos são os relatos de crianças de outrora, hoje adultos, que expressa e publicamente manifestaram o seu agradecimento a Alice Vieira, porquanto foi graças à sua obra que puderam conhecer e apaixonar-se pela História de Portugal.
Autora: Alice Vieira.
© Editorial Caminho, 1981.
Capa: Bernardo Carvalho / Planeta Tangerina.
Edição: 14.ª
Foto - PPA

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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Monarquia, sim...sempre


Embora emane de uma apreciação generalizada, contudo não deixa de consubstanciar uma verdade quando constatamos que temos muito para nos orgulharmos enquanto fomos Monarquia e pouco enquanto somos república.

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sexta-feira, 18 de novembro de 2016

É a história que se adultera

«No nosso viver habitual, vão desaparecendo as nossas seculares tradições. É a história que se adultera. São os hábitos e costumes que vão.
Atravessamos uma época de verdadeira confusão social.
(…) As falências das actividades comerciais e industriais, e particularmente da própria banca, são uma constante, e normalmente arrastam para a miséria não poucas famílias.
Com a “importação” de certas modernices estranhas ao nosso viver substituído por certos sistemas sem significado, é toda uma vida ancestral que se modifica sem proveito para ninguém.»

Ermelindo Ávila, escritor e historiador, in Diário dos Açores, 13 e novembro de 2016, pág. 8.

Post Scriptum – Recomendo vivamente a leitura integral deste artigo.


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sábado, 6 de agosto de 2016

Sobre uma Grande Mulher

Desconheço alguma mulher que, dadas as especiais responsabilidades de que estava incumbida, tenha sofrido tanto como a Rainha de Portugal, D. Amélia, sofreu.

Todavia, fez do dever o primado sobre o seu próprio sofrimento, “além das forças humanas”, como corretamente qualificou ao Bispo-Conde de Coimbra, terminando a sua vida, e apesar de todas e das mais diversas agressões passadas, mantendo sempre sua mais nobre e mais genuína faceta revelando: “Quero bem a todos os portugueses, mesmo àqueles que me fizeram mal.”

A nobreza de Amélia era evidente e fortemente emanada dos seus sentimentos e do seu caráter e não somente do facto de ter sido Princesa e Rainha. Amélia de Portugal não era uma mulher de ficar apenas pelas palavras, como mulher de ação nunca hesitou, por exemplo, em arriscar a própria vida para salvar quem estivesse em dificuldades, fosse quem fosse:

«Um dia em Cascais ia a passear quando viu que um barco tinha-se afundado, o marinheiro era velho e estava atrapalhado, estava a gritar e a morrer e ela, que estava vestida, deita-se à água, nada - ela era uma grande nadadora, e vai ao barco e trás o pescador. Salvou-lhe a vida.»

Aconselho, vivamente, a ver este episódio n.º 53 d’ “A Alma e a Gente”.

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quinta-feira, 19 de maio de 2016

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Secrets d'histoire: La reine Amélie

São os próprios franceses a perceber o nosso valor.

Um brilhante documentário da France 2 sobre a nossa grande Rainha D. Amélia de Portugal.

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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Restruturação do blogue



Da experiência entretanto colhida, bem como da análise de determinadas realidades circundantes que se foram sedimentando, infelizmente constatadas a 21/2/2014, verificou-se a necessidade de efectuar alguns ajustamentos de forma e substância à estrutura deste blogue. Os mesmos visam, acima de tudo, e designadamente, a optimização do seu funcionamento e o melhoramento da sua prestação aos respectivos destinatários. Nestes termos, de realçar que este blogue irá proceder a uma restruturação.

Pugnando por uma rejuvenescida alternativa àquela que vinha sendo a sua matriz - a Monarquia - assumirá, a partir da presente data, um carácter mais generalista sem macular, contudo, o seu princípio estruturante e no qual assenta a própria designação deste domínio electrónico.

As alterações previstas são consideradas essenciais para adaptar a oferta dos seus conteúdos a novos desafios, bem como, sem descurar da sua dimensão, ajustar o blogue e as suas rubricas ao novo curso decidido.

Neste alinhamento estratégico incluir-se-ão várias medidas de reorganização, nomeadamente o detrimento daquela que era, até então, a sua aludida matriz, para se centrar numa renovada optimização da actividade do blogue. Assim, o blogue embora passe a secundarizar aquela que foi, até então, a sua base, registe-se que o seu autor manter-se-á sempre fiel à Monarquia, aos Reis de Portugal e seu legal e legítimo Descendente sem, contudo, deixar de achar que, para haver uma alteração regimental que importe a evolução para uma nova Monarquia Constitucional, é necessário, primeiro, haver uma profunda e interna reforma nas instituições gravitacionais à Monarquia e, mais ainda, nas mentalidades dos próprios monárquicos. Ou seja, impedir que alguns desses, inadequados e impreparados, afastem ainda mais a Monarquia da realidade e dos portugueses de hoje...enquanto cidadãos do nosso tempo.

Neste âmbito, a restruturação iniciar-se-á a partir da presente data, podendo estender-se por algumas semanas ou, até mesmo, meses, mas sempre imbuída num espírito de activa modelação e ajustamento, embora de forma tranquila, progressiva e normalizada àquilo que se vier afigurar necessário executar. O blogue tentará abordar uma maior diversidade de informação, embora integrada no citado princípio estrutural do mesmo. Além disso, as publicações serão operacionalizadas quando (inter) subjectivamente se afigurarem oportunas e a disponibilidade assim o ditar. Mantêm-se preservados todos os conteúdos/artigos/posts registados no blogue.

O blogue passará, neste contexto, a assentar numa maior diferenciação temática (Filosofia, Música, Cinema, Arte, Actualidade, alguma Política, História, sobretudo a de Portugal, menos Monarquia, etc), pugnando que esta seja alternativa e qualitativa, bem como direccionada para uma aposta em novos interesses e horizontes que carecem de ser alcançados. O formato intimista manter-se-à, entretanto, intacto.

Assim, a expectativa é para uma gestão mais consentânea, atenta e eficiente, procurando este blogue, no novo formato, elevar o nível de satisfação dos seus leitores e seguidores.

Sem demais assuntos,

Apresento os meus sinceros e mais cordeais agradecimentos.

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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

História, Atlântico e turismo são as nossas únicas vias de sucesso!

«Nunca olhámos para a nossa História como uma riqueza»;

«O nosso poder de influência extravasa a dimensão numérica dos portugueses».

Presidente Mundial da Havas Worldwide
(Expresso - Caderno de Economia - 25/1/2014)

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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Pela nossa segunda e última Chefe de Estado


O meu eterno reconhecimento e respeito por quem, de facto e de direito, sempre reconheceu a valia e, assim, respeitou a autonomia do seu povo.
Viva a Senhora D. Maria II de Portugal e dos Algarves.
Um interessante elemento histórico.

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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Da excelência intolerada até à mediania reinante

Assistindo, no passado dia 22/11, ao documentário "JFK: The Private President" (SIC Notícias), não podia ter ficado mais de acordo com a conclusão do narrador: com John e Jacqueline Kennedy os americanos tiveram a sua própria Família Real.
 
JFK era um homem com defeitos, mas era também, e acima de tudo, um símbolo representativo para uma América que se desejou mas não conseguiu ser. Um razoável político, com classe, com estrutura e status (antes mesmo de ser presidente), visionário q.b., culto, viajado, moderno, progressista, sofisticado, trendy, desportivo, católico, etc. Os americanos literalmente adoram-no...ainda hoje. A sua morte foi o terminus de um sonho...o verdadeiro sonho americano. Mas não passou disso, um sonho. O pesadelo seguiu-se momentos depois, a realidade continuou e o Império morreu prematuro.
 
Neste domínio, não podia deixar de registar as próximas semelhanças, quer em vida, quer em morte, com El-Rei D. Carlos.
 
A categoria, a sofisticação, a maior classe e verdadeiro progressismo, nunca foram toleradas pela mediania republicana e seus velhos interesses conhecidos... É ver-se hoje o desfecho com os nossos políticos de um modo geral. É ver-se hoje o desfecho no actual estado do País e, sobretudo, da Nação.
 
Em república idolatra-se a mediania e não se respeita a excelência. Se o contrário fosse, os resultados das repúblicas seriam bastante melhores nos respectivos índices demonstrativos de progresso, conforme acontece nas monarquias, e não o contrário.
 
O 1 de Fevereiro de 1908, em Lisboa, tem muitíssimo mais que ver com o 22 de Novembro de 1963, em Dallas, do que algum de nós possa sequer imaginar. Essa é cada vez mais a minha mais profunda convicção, existem traços comuns inegáveis.
 
Carlos I e Kennedy foram alvos dos republicanos, foram homens fortes demais para serem tolerados pelo status quo ordenante e que, mais secreto ou menos, todos deveríamos saber quem são...ou quem é.
 
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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Cortes contínuos

Certo dia um socialista republicano (embora conheça alguns monárquicos) disse-me que a bandeira republicana, de vermelho e verde, significava um corte com a História de Portugal.

Tinha razão esse socialista, de facto houve um corte com a História e com Portugal ...pois hoje já não somos aquilo que fomos e não passamos de uns pedintes estatais.

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quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Motivo? Nenhum!

Dizem os republicanos mais conscientes que, apesar de saberem que o estandarte de Portugal é realmente azul e branco, a introdução do vermelho e verde foi um método de rotura com o passado e, assim, promover o progresso.

Ora, como a rotura não resultou, nem tão pouco o progresso se vê…antes pelo contrário, então, por que motivo manter um sistema que, durante 103 anos, já evidenciou que não funciona, não gera progresso e elimina tudo aquilo que ainda tínhamos de bom e que era o nosso prestígio na comunidade internacional e a nossa História?

Motivo? Nenhum!

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quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Anões, gigantes e bipolaridade

"Portugal que hoje em dia é um anão económico, é um gigante histórico."

Jorge Barreto Xavier, in Expresso, Primeiro Caderno, a pág. 17, de 21 de Setembro.


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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)