Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

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sábado, 26 de abril de 2025

Descolonização, a verdadeira

António Ramalho Eanes, ex-Presidente da República, considera que a descolonização foi "trágica" e recorda as milhares de pessoas que foram obrigadas a partir para um país que não era o seu.

"A descolonização ia ser trágica e foi. Eu digo isto com à vontade, eu sei que muita gente acha que foi uma coisa maravilhosa, mas não foi. Deixou aqueles países, Angola e Moçambique, numa situação de guerra que durou anos e destruíu tudo", afirma.

SIC Notícias, online, facebook, 26 de abril de 2024.

Obviamente, sobretudo para os portugueses negros que nem puderam fugir e foram estropiados com as suas famílias pelos movimentos terroristas pró soviéticos que, sob a alegada manta legitimadora da independência, tornaram-se partidos e depois governos que não deixaram pedra sobre pedra da obra que o Estado português organizadamente lá deixou.

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quinta-feira, 7 de novembro de 2024

"Por ti, Portugal eu juro!"

Em junho escrevi isto, hoje sai este documentário que desconhecia.
A ver, indubitavelmente.
Porque razão os portugueses brancos foram resgatados da morte certa após o 25/4 e os portugueses negros não?
Eram estes que Marcelo devia indmizadar.
A verdade começa, devagar, a chegar.
Obrigado irmãos.
Nota - Um excelente trabalho dos jornalistas Diogo Cardoso e Sofia da Palma Rodrigues, mas também de rigor e, acima de tudo, de muita coragem. Pioneiros.


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sábado, 22 de junho de 2024

Indemnizações!? Sim, mas para quem merece

Recentemente tive uma interessante conversa com um senhor de amplo conhecimento, já sexagenário, nascido em Angola, filho de uma terceira geração de portugueses daquele então território nacional. Angola, como se sabe, foi um território redesenhado e, assim, designado no início do século XX, após a cimeira que fechou o (injusto) Mapa Cor de Rosa, do qual resultou uma flamejante mistura de ancestrais tribos africanas, algumas delas com ódio de morte umas contra as outras e cujos portugueses eram, há seculos, os garantes da paz. Por outras palavras, e por Direito, os territórios seculares africanos, bem como aquilo que depois se veio a definir como Angola, eram Portugal, eram juridicamente de Portugal.
Da aludida conversa, da qual muitos factos foram aflorados e constatados na primeira pessoa pelo próprio, dizia o senhor que a haver indemnizados pelo Estado Português, deveriam ser os militares portugueses que defenderam os territórios em Angola das chacinas operadas naquelas terras pelos terroristas de origem comunista, militares esses que foram deixados lá, após a Revolução de Abril em Lisboa, e cujo o critério empregue para essa seleção terá sido, unicamente, aquilo que os diferenciava dos demais portugueses, ou seja, a cor da sua pele. Escusado será sublinhar que esses portugueses foram os primeiros a serem deixados ao extermínio dos revoltosos. Porque razão esses patriotas não vireram para o Portugal sito na Europa tal como os seus compatriotas que tinham cor branca? Como pôde o atual regime permitir tal coisa? Não apenas foi efetuada uma escabrosa descolonização, onde milhares de africanos brancos perderam, de um dia para o outro, tudo o que tinham construído na vida (...já agora para esses também não haveria direito a indemnização...?), os ditos retornados, como, pior, os seus irmãos nacionais cuja pele não fosse branca foram deixados, bem como as suas famílias, à mercê daqueles terroristas sanguinários que destruiram tudo de bom que a Nação portuguesa tinha lá edificado, bem como ainda continuaram em disputas de poder que custaram as vidas de milhares de africanos após 1974 até recentemente.
Os 'wokistas' que não se preocupem com alegados artefactos a serem devolvidos ou a indemnizar quem atacou os seus compatriotas numa lógica de guerra civil, preocupem-se antes e somente com aqueles que, acima descritos, sejam brancos ou negros, mas irmãos, foram espezinhados e até mortos por terroristas inqualificáveis.



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sábado, 5 de abril de 2014

Nem eu...


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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Às pressas!

Dedicado a todos os (apressados) "descolonizadores".

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quinta-feira, 4 de julho de 2013

O Fungágá da Bicharada

Soares e a descolonização; Cavaco e o betão; Guterres e o novo riquismo rosa impagável; Barroso e o seu patriotismo Maoista; Sócrates e as PPP's, Freeport's e a afins; e Coelho, Portas e Seguro a brincar aos rapazes...esta é a democracia que temos, este é o estado da Nação. 

Ao ponto que nos levou esta república ...absolutamente decadente.

1910 até hoje? É preciso fazer o desenho?
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segunda-feira, 18 de junho de 2012

A (ir)Responsabilidade quanto a África

A nova chefe de Angola, Isabel dos Santos, a qual controla investimentos decisivos na república portuguesa por intermédio do Bpi, da Zon e até eventualmente da Sonae, fora outros, é a personificação, hoje, do quão foi um erro, de contornos aberrantes, o caminho para onde fomos evacuados, à pressa e à força, pela república. 

A república não tem apenas a culpa e a ilegitimidade histórica pelo atentado à democracia que a faz perdurar até hoje. Tem, acima de tudo, culpa objectiva (e de certo modo quantificável) no percurso completamente errado que deu ao Ultramar. Em armas, em força, em insensibilidade, em descolonização irresponsável, da I à III, de ré em república, culminamos hoje num absoluto descrédito com o povo irmão de África. Estamos fragilizados e sem prestígio nesta comunidade PALOP. 

Em Monarquia, e pelos crimes republicanos mais acentuados de 1908 a 1910, não foi dado o devido tempo para abordar a resolução, pausada e estruturada, que estava em curso e que, na minha modesta opinião, teria hoje um muitíssimo melhor desfecho. É só lembrar que em 1907 o Príncipe Real Dom Luís Filipe tinha ido em missão de reconhecimento e sensibilização àquele Continente, como futuro Monarca que iria ser. O regime de então sabia que o nosso futuro era África, mas África em Monarquia…unidos por laços de absoluto respeito, abertura e autonomia. Membro tão importante da Família Real em África, só mesmo na ida para Alcácer Quibir de D. Sebastião… 

Uma verdadeira Commonwealth portuguesa morreu no dia 5-10-1910. And I rest my case.
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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)