Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

Mostrar mensagens com a etiqueta II República. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta II República. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

In Memoriam - Dr. Rui Manuel de Medeiros d'Espinay Patrício

Um homem de convicções, patriótico, honesto e leal.
Apesar de Ministro de Caetano, diria que foi mais Salazarista do que Marcellista e, por isso, quiçá, menos próximo do fascismo.
O seu discurso de tomada de posse a partir do minuto 5'55" https://arquivos.rtp.pt/.../tomada-de-posse-de-rui-patricio/
Já não temos este nível de político em Portugal.

Foto - Rui Patrício com Henry Kissinger em 1973

Arquivo A Capital/Impresa


Share |

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Curiosidades...a 90!

«Aprovada a Constituição, a primeira I Legislatura da Assembleia Nacional, com 90 deputados, foi eleita a 16 de Dezembro de 1934 por sufrágio directo (…)»

in Wiki.

Share |

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Por Henrique Barrilaro Ruas

«Durante a I República, os monárquicos queriam restaurar a Monarquia contra o Governo. Na II República, a maioria pretendia a Monarquia através do Governo. Nesta III República, a posição dos monárquicos, pelo menos a dos mais significativos, que são os que aparecem agrupados em instituições, em forças políticas, é completamente diferente: defendemos que a Monarquia deve ser restaurada, ou instaurada, quando e da forma que o Povo Português quiser.
Mas a partir de 1974 foi visível, creio que cada vez mais visível, a degenerescência da República. Durante o consulado de Salazar ela mantivera-se com a estabilidade que todos conhecemos, e de certo modo lhe censurámos, que era uma estabilidade artificial, mas que lhe dava uma certa respeitabilidade. Depois do 25 de Abril voltou-se em grande parte à I República, à balbúrdia, não tão sanguinolenta, mas sem deixar de ter aspectos de violência – não podemos fechar os olhos ao que se passou no Ultramar. Mesmo na Metrópole, a existência de formas larvadas de violência, de ódios de classe, é qualquer coisa de muito forte, e a própria intriga palaciana dentro e fora dos partidos, à volta dos Governos, em torno dos Presidentes, constituem outros tantos argumentos a favor da Monarquia. Quer dizer, a República está a afundar-se. É um espectáculo deprimente, degradante. É preciso encontrar uma forma de equilíbrio que só pode estar para além do próprio jogo dos interesses em presença, quer económicos quer outros.
Contudo, penso que o facto de as características desta III República serem muito diferentes não nos deve deixar esquecer que o principal para a Restauração da Monarquia é a reforma da mentalidade. Sem uma verdadeira e profunda reforma não faz sentido instaurar a Monarquia, pois as diversas reformas do Estado perdem-se, e hoje é muito fácil destruir num dia o que se construiu na véspera. Portanto, sem uma reforma profunda da atitude mental das populações é muito pouco valiosa qualquer reforma estrutural.»

Por Henrique Barrilaro Ruas, Portugueses. Revista de Ideias, 6-7, Fevereiro-Março de 1989, pp. 39-40.
Share |

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Julgo que aqui há xeque-mate ou fecho do círculo!

(Quase axioma)

1.º) A Monarquia Constitucional (o nosso regime mais Liberal até hoje) --» Tolerante com a Maçonaria e demais “credos”;

2.º) A I república maçónica--» Intolerante com o Catolicismo e com a Monarquia;

3.º) A II república --» Intolerante com a Maçonaria;

4.º) A III república maçónica --» Tolerante com o Catolicismo e Intolerante (constitucional e democraticamente) com a Monarquia.
Share |

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Dito por Medina Carreira

«Só no Estado Novo é que Portugal deixou de dever muito dinheiro ao estrangeiro. É perturbante mas os números não enganam. Nós hoje devemos ao estrangeiro, em termos relativos, mais que em 1850 quando o Fontes Pereira de Melo fez as grandes obras públicas.»

in Caderno de Economia, Expresso de 30-12-2010, pág. 5.

Share |

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Carta de D. Duarte de Bragança à II república do Estado Novo

Sinopse - «As poucas vezes que o Governo tem expulso um cidadão nacional de uma das provincias, têm sido justificadas por actos que põem gravemente em perigo a segurança nacional.
Não posso aceitar de maneira alguma uma situação como esta que põe em jogo a minha honra e a de toda a minha família.
A acusação implicita neste facto é tanto mais injusta quanto o meu irmão Miguel, o meu primo Francisco e eu arriscámos a nossa vida em zonas operacionais, na defesa da unidade nacional. Muitas outras vezes me desloquei a Angola e a outros territórios ultramarinos com o objectivo de estudar mais de perto as suas peculiaridades e interesses, pondo de parte comodidades e riscos conscientemente aceites, como qualquer outro cidadão que ama e serve a sua Pátria.»

Fonte - FRP
Share |

domingo, 21 de fevereiro de 2010

1891: Caso resolvido e encerrado!

Face à actual crise, e de acordo com alguns dos maiores especialistas em Economia, o FMI não é um cenário improvável para Portugal.

De acordo com o caderno “Economia & Negócios” do semanário Sol: «A última vez que o país entrou em bancarrota foi em 1891. Endividado, falhou pagamentos ao exterior e ficou uma década sem financiamento.»*

Porém, e já naquela altura, operativamente, foi o Governo que, incumbido de resolver o problema, assim o fez e…resolveu-o. Apenas uma diferença para hoje. À data, e dentro das suas limitações constitucionais, e não menos avisado da ferocidade das reacções republicanas, a iniciativa parte do chefe de Estado que, ciente dos problemas (e dos [seus] riscos), não perdeu tempo em ajudar o seu povo…e conseguiu. Consegui resolver o problema (externo) do endividamento. Para que fique bem claro: resolveu-o e foi exactamente assim! Devemos isso a D. Carlos I.

Como curiosidade, dois membros fundamentais nessa resolução, com os inerentes sacrifícios para os portugueses, dizendo a bem da verdade, foram, respectivamente, o bisavô de Manuela Ferreira Leite (PSD) e de Dias Ferreira (Advogado e Presidente da AG do SCP) – José Dias Ferreira enquanto Chefe do Governo empossado por El-Rey – e o tio-bisavô de Guilherme d’Oliveira Martins (PS) – Oliveira Martins enquanto Ministro da Fazenda. Com estes Homens, o País, por si só, com esforço, consegui recuperar a sua credibilidade financeira com o mundo. Não havia União Europeia, nem fundos internacionais como hoje existem. O que houve foi uma I república assassina que estragou todo o esforço conseguido pelo Rei, que atirou famílias inteiras de portugueses para o ambiente de morte, com a irresponsável e desnecessária incursão da I Grande Guerra, apenas para o recém instalado regime se mostrar internacionalmente. O corolário dessas políticas foi o surgimento da Ditadura (II república) que, em prejuízo da liberdade, teve de proteger, numa primeira fase, os portugueses das “desavenças fratricidas” dos revolucionários da I república e, numa segunda, recuperar as contas novamente.

Concluindo, o pior é saber que até hoje vivemos na “descendência” daqueles aberrantes regimes republicanos e não há um Presidente da actual república que abra democraticamente as portas ao referendo sobre o sistema de chefia de Estado, como em qualquer Estado desenvolvido, e, assim, reconcilie, dentro do possível, a Historia. Este homem, pela coragem e pelo discernimento hitórico-político ganharia lugar de elevadíssimo relevo na memória colectiva de todos e para todo o sempre português. Seu nome será Nobre…

* Semanário Sol, de 12 de Fevereiro, Economia & Negócios, páginas 2 – 3.
Share |

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

A "Formiga Branca" e a "Formiga Preta"



Um texto-comentário merecedor de destaque, ainda a propósito do 1 de Dezembro...

«A U.E. pode ter acabado com Portugal, mas ainda não extinguiu os Portugueses!

O 1.º de Dezembro há-de festejar-se sempre, enquanto houver um Português neste mundo. Como escreveu Garret no «Frei Luís de Sousa», quando se preferiu queimar um palácio, do que entregá-lo aos usurpadores castelhanos: «Isto é para que se saiba no mundo, que ainda há um Português em Portugal!»

O regime saído da revolução de 5 de Outubro de 1910, não conferiu o prometido direito de voto às mulheres, como quase nada cumpriu do que prometera.

Na verdade, na Monarquia Constitucional o universo de eleitores com capacidade eleitoral activa, rondava os 800 mil (havendo já um programa elaborado pelos regeneradores, para instituir o sufrágio directo e universal!); na República baixou para uns significativos 400 mil…!

Na Monarquia, apesar de haver uma religião do Estado (a Católica), existia liberdade religiosa (como hoje sucede ainda, por exemplo, em Inglaterra com o Anglicanismo). Na I.ª República perseguiram-se os católicos que seriam, nessa época, mais de 99% da população e pretendeu-se terminar com a religião em duas gerações!

Os sindicatos que esperavam da República melhores condições de trabalho, foram de imediato, colocados no seu lugar. Através de violentas cargas policiais a que foram desde logo sujeitos e à brutal descida dos seus já parcos salários.

Pela primeira vez, surgiram duas polícias políticas: a «Formiga Branca» e a «Formiga Preta»; verdadeiras antecipações das futuras – e também republicanas – PVDE; PIDE e COPCON.

A República empurrou – literalmente – o País para uma Guerra (a 1.ª), onde morreram num ano, de 1917 a 1918, mais Portugueses do que nos 13 anos de Guerra Colonial – responsabilidade também de uma República (a II.ª).

A I.ª República teve em 16 anos: 46 governos; 21 Golpes de Estado e 8 Presidentes. Abriu as portas para: a Ditadura (1926-1933); um regime autoritário de Direita (1933-1974); uma revolução comunista (1974-1975) e a perda de um Império.

A entrada na CEE em 1986 marcou o princípio do fim da independência nacional, que nem as Cortes de Tomar de 1581, puseram «De Iure» em causa.

Quando se festejarem os 100 anos de República (que apenas continua graças ao Ditador Salazar), espero que alguém – seja quem for! – me explique de uma vez, o que é que se está a festejar?

O que eu estou hoje – 1.º de Dezembro de 2009! – a festejar, sei bem o que é e assim há-de ser até ao último dia da minha vida: PORTUGAL!»

António Lemos Soares
Docente Universitário em Direito

Fonte - http://blasfemias.net/2009/12/01/ultimo-primeiro-de-dezembro/#comment-209603
Share |

domingo, 29 de novembro de 2009

Do lado que está o “Nacioniilismo” exacerbado…



A) O Rei D. Carlos e o Ultimato

Enquanto El-Rey D. Carlos I consegui, na sua grande dimensão como diplomata e, acima de tudo, defensor dos mais legítimos interesses dos portugueses (quase que nos atrevíamos a dizer que para ele primeiro vinham os portugueses e só depois Portugal), teve a sensatez de Estado em não avançar para a guerra. Numa vergonhosa afronta por parte daqueles que, até então, tinham sido os nossos mais fieis aliados, os ingleses, aquando da definição do mapa cor-de-rosa, Portugal era objectiva e territorialmente afectado. Ele entendeu, e bem,  não avançar contra a maior potência bélica da época, optando, na sua inata mas espantosa postura diplomática, tão característica neste nosso Chefe de Estado culto e distinto dos outros à época, em salvaguardar os portugueses de uma desgraça certa. Pessoalmente, desfez-se de todas as comendas que os ingleses lhe haviam, até à data, entregue, devolvendo-as aos seus afrontosos oferentes, num sinal claro e inteligente da sua honra e do quanto português ele era. Marcou a posição de Portugal pela dignidade e inteligência em vez de o fazer pelas armas e pela força.

B) Regime Nacionalista

1 - I república

- Consideraram o Rei D. Carlos um traidor à pátria, por não ter decidido enfrentar os ingleses;

- Em 1908, pegaram nas armar e mataram-no;

- Em 1910, pegaram novamente nas armas e, contra a vontade expressa do povo, implantaram a  I república;

- Em 1916, sem que Portugal tivesse capacidade, quer social, quer económica, e depois de desfazerem aquilo que o Rei tinha conseguido, por si só, concertar, pegaram outra vez nas armas e atiraram-se para a I Grande Guerra. Custos humanos elevadíssimos. Milhares de famílias portuguesas desfeitas;

- «A necessidade de afirmar o prestígio e a influência diplomática do Estado republicano entre as potências monárquicas europeias, de forma a granjear apoio perante uma possível incursão monárquica que viesse a derrubar o republicanismo (muitos portugueses defendiam, aliás, o regresso da monarquia)»*

- «A vontade de afirmar valores de Estado que distinguissem Portugal da Espanha e que assegurassem a independência nacional.»*

- «A necessidade, por parte do Partido Democrático de Afonso Costa, então no poder, de afirmar o seu poder político, ao envolver o país num esforço colectivo de guerra, tanto em relação à oposição republicana quanto em relação às influências monárquicas no exílio.»*

- Entre 1910 e 1926, os republicanos andaram a espalhar o terror, a desordem (até entre eles próprios). A contínua revolução chegou a um clímax, que começou a consumir os seus próprios filhos.

Com tal caos…

2 - Surgimento da II república

Ao contrário do Rei, a motivação era: mais nação menos portugueses.
Leitmotiv: Pátria, pátria, pátria… num modelo de base fascista, embora designado (tecnicamente) Corporativista.
Em prol da Nação:

- Ditadura;

- Polícia secreta;

- Apego desmesurado à bandeira verde e vermelha;

- Quem pensasse diferente era contra a pátria;

- “Para Angola depressa e em força”;

- Etc, etc, etc…(à parte de alguns aspectos políticos e económicos positivos, abstemo-nos de elencar o vasto rol de “nacionalismos” desmedidos da II república).

Em nota de conclusão, de referir que desde que há constitucionalismo em Portugal, foi, até hoje, do lado da república que esteve a face mais reaccionária (mas curiosamente mais revolucionária também), nacionalista e doentia que, ainda hoje, mostra os seus reflexos no atraso de Portugal para os outros países da União Europeia, em particular, para as monarquias, que são mais os países mais desenvolvidos do planeta.

Share |

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

A II república do Dr. Soares e a I "com muita honra"...



No programa acima exposto, o Dr. Soares, ex-presidente da república, afirmou que actualmente não vivemos na III mas sim na II república (a partir dos 2m 03s). Mais concretamente: «(…) não há III república, a nossa é a II. (…) somos os herdeiros da I com muita honra». Ora, tal afirmação («honra» ?!) só não é terrorista, relativamente ao que foi a I república, por se encontrar desculpada pela anciã idade do professante. Porém, a realidade é que nenhum português enquanto democrata, no seu perfeito raciocínio e normal conhecimento histórico, pode sentir honra pelo que foi praticado entre 1908-1926…antes desonra e vergonha.

Também segundo o Dr. Soares, o “Estado Novo” não pode ser considerado uma república, muito menos de segunda. Foi, na sua ligeira apreciação, tão só uma «ditadura». Neste contexto, houve quem na blogosfera, face a tal “novidade” soarista, viesse falar, e bem (em nosso modesto entendimento), que não sendo o “Estado Novo” república, então, a I república deveria ser, nessa ordem de ideias, designada de “Estado Terrorista”. Indubitavelmente verdadeiro o axioma.

Verdade é que também nós não deixamos de reparar nesse "pormenor" criativo do Dr. Soares, quando proferiu tais declarações. Devemos confessar que a nossa primeira ideia foi de absoluta estupefacção e discordância com tais declarações, uma vez que a Constituição de 1933 considerava uma república e previa a figura do Presidente da mesma. Então como não é (juridicamente) uma república, como diz o Dr. Mário Soares !? Mais nos chocava, quando é factualmente sabido que os republicanos deviam erguer uma estátua ao Prof. Salazar, pois se a república ainda existe a ele se deve, em especial a sua consolidação. Mas, sobretudo, o agora difícil caminho para uma abertura democrática à alteração de regime, mormente monárquico (como no Reino dos Países Baixos), de acordo com a vontade dos portugueses, que a esse propósito nunca foram auscultados.

Porém, face ao exposto, e melhor ponderadas as palavras do Dr. Soares, integradas na sua visão política, no seu percurso ideológico (Comunismo – Socialismo – “Gaveta” [segundo apelidam os media]) sempre intocavelmente republicano, concluiu-se, serenamente, o seguinte: 1.º) "Estado Terrorista"...sim senhor, quanto à I república, tal qual afirmou um ilustre monárquico em blogue. Bem visto e verdadeiro; 2.º) Face a mais repousada leitura, o Dr. Soares tem razão. Senão vejamos: ponham-se na pele do povo/cidadãos que, entre 1910-1926, estavam sempre a temer pela vida, em horror permanente, com toda aquela desordem, tiros e mortes pelas ruas de Portugal... Dando-se o golpe de 28 de Maio, o que significou Salazar para os portugueses que se encontravam naquele "reboliço" pegado ? Significou: a ordem e a segurança, por outras palavras...a “salvação”. Correcto? Ora, sem descurar do tempo a mais e da ausência de liberdade que o Prof. Salazar dramaticamente infligiu sobre Portugal, com os consequentes e irreparáveis danos que ainda hoje se repercutem na nossa democracia, de facto, e se virmos bem, o regresso ao modelo genuíno republicano, de que falava o Dr. Soares, dá-se em 1974. Daí que o senhor não deixe ter razão quando afirmou: «a nossa é a segunda», mas esta dentro do conceito (mais rigoroso) de república de avental…obviamente. Porém, há outra coisa que não é menos verdade…o “reboliço” de 1910-1926 continua doutra maneira, é ver-se as notícias do estado da Nação. A confirmar o afirmado, preste-se atenção à manchete do Caderno de Economia do semanário Expresso de 14-11-2009, cujos títulos transcrevemos para, seriamente, se reflectir:

«Crescimento do PIB é o mais baixo em 90 anos»;
«Nesta década, a economia vai avançar ao ritmo médio anual mais baixo desde o período 1910-1920».

Em suma: Por um lado, razão ao Dr. Soares, são os índices que o demonstram, ou seja I república = II república (2.ª [?] segundo ele); Por outro lado, mais segunda, mais terceira, menos segunda, mais ditadura ou menos ditaduras, o republicanismo não funciona em Portugal. Dr. Soares, num aspecto há absoltuto consenso: sabermos que, em pleno século XX, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), a Alemanha Nazi e a China não eram monarquias. Vamos retomar o caminho do progresso que nos foi tirado em 05/10/1910. E viva a democracia...

Post Scriptum: No link infra, encontra-se um vídeo que, apesar da forma crua como é apresentado, por intermédio das suas imagens, textos e música (Rammstein…que taxativamente não apreciamos), relata, em parte, e de forma sequenciada, “a honra” de que, quiçá, falava o Dr. Soares e que devemos à I república.

Share |

domingo, 8 de novembro de 2009

Reflexão-Síntese: O republicanismo e o princípio do sufrágio




Se o republicanismo é cultor do princípio do sufrágio (absoluto), então como se justifica que a república tenha sido instaurada, contra a vontade expressa dos votos à época (cerca de 7% dos votos expressos no partido republicano), por intermédio de uma revolução à força, brutal, ilegal e sangrenta…não fazendo uso do aludido princípio?

Nota final – Por sábia decisão de D. Carlos I, Este salvou-nos de um confronto bélico contra a Inglaterra, aquando do Ultimato, tendo, como sinal de protesto racional, devolvido as comendas que, na sua pessoa, tinha sido agraciado, tempos antes, pela Rainha Vitória. A república mal entrou no poder levou os portugueses, de imediato, para a I Grande Guerra, desfazendo famílias, quando nem sequer tínhamos recursos para tal. Os resultados não tardaram a chegar… veio Salazar (e a II república).

Share |

«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)