Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

domingo, 18 de janeiro de 2026

Além dos custos exorbitantes das campanhas, além das picardias mesquinhas pelo poder

Choca-me ouvir comentários como "eu vou votar em fulano", "eu vou votar beltrano" ou, ainda, "eu vou votar em sicrano" quando está em causa o representante de todos os portugueses. O Chefe de Estado é aquele que, ao menos, na esfera representativa, e não falamos da governamental, nos devia unir a todos, sem mácula. A recente democracia ocidental foi criada sob égide das Monarquias. As repúblicas, nos principais países da Europa, vieram depois. Mas vieram. Vieram e trouxeram a divisão e a desunião. A democracia é mais do que o ato (formal) de votar. A democracia é, sobretudo, a liberdade para poder confiar em alguém, em algo, que transcende prazos de mandatos, timings e formalismos em suporte papel. Veja-se, por exemplo, a eleição do Presidente da Assembleia da República, em parte similar à Aclamação de um Rei, pelo Povo, nas Cortes (vulgo Parlamento). Este é um ato praticado no seio de uma democracia, não menos legítimo que a eleição, por sufrágio universal direto, de um Presidente da República, eleição essa, que nos últimos 50 anos, e sejamos justos, gerou crispação em vez de união, pois o eleito foi quase sempre de origem partidária (ex. Soares, Sampaio, Cavaco, Marcelo, o próximo e por aí fora). É uma falácia que o "qualquer um" possa ser Presidente da República. O Rei, inversamente, criou o País, o Povo e a respetiva cultura. Rei, País e Povo, em Monarquia, são um só. Não carecem símbolos acessórios como hinos ou bandeiras. O Rei é o símbolo maior, aquele que personifica a Nação e o Povo que outrora ele gerou. Se assim não fosse, não havia explicações para democracias mais amadurecidas como a inglesa, a norueguesa, a dinamarquesa, a sueca, a belga, a holandesa, a espanhola, a japonesa, etc.
 
Termino dizendo que foram também muitos aqueles que, nestas presidenciais, e perante os candidatos disponíveis, que partilharam comigo, pela primeira vez, a percepção do quanto uma Monarquia, afinal, é util e mais segura.

Com toda a certeza: a distância para uma Monarquia já esteve mais longínqua.


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Além do poder

 "O Rei não precisa de partido porque não é votado; não precisa de propaganda porque não é efémero; não precisa de conquistar o poder porque está para além do poder."

— Francisco Sousa Tavares | Jornalista e Político Monárquico português (1960).

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domingo, 11 de janeiro de 2026

A nova Pérsia

Anatole France, Prémio Nobel da Literatura em 1921, dizia e muito bem: "Por cada Monarquia derrubada o céu torna-se menos brilhante, porque perde uma estrela. Uma república é a fealdade à solta."

Ora, no Irão, esse nome incorreto, estamos a assistir ao regresso de uma Monarquia. Assim sendo, e seguindo as palavras daquele autor, é uma estrela de união e progresso que volta a brilhar. Depois da queda de mais uma fealdade, o povo volta a estar livre, o povo volta à sua origem personalizada pelo Xá da Pérsia. Viva o Xá!


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quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Bananal

Suécia, Dinamarca, Noruega, Holanda, Bélgica, Luxemburgo, Espanha, Reino Unido, Mónaco, Japão, Canadá, Austrália, etc, etc, são Monarquias. Supostamente são países, neste momento, mais evoluídos do que Portugal.

Com o andar da carruagem desta república portuguesa, a qual espero, sinceramente, que seja a última, julgo que qualquer um começa, razoável e finalmente, a perceber que uma Monarquia já se torna importante e necessária equacionar como forma de corrigir este descalabro civilizacional e desprestigiante que estamos, em Portugal, submergidos.

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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)