Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

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domingo, 10 de novembro de 2024

A delicadeza do Lírio Branco na Europa

Adquiri na altura em que saiu "O Lírio Branco", da saga de Astérix. Contudo, no vasto rol de publicações em lista de espera, só muito recentemente me foi possível ler, finalmente, esta última peça da obra dos intrépidos gauleses, obra que acompanho desde dos meus 8 anos.

Felizmente os continuadores desta inigualável obra conseguiram a raríssima proeza de, felizmente, manter intactos os condimentos essenciais tais como concebidos pela dupla de génio criadora de Astérix: Albert Uderzo e René Goscinny.

No que concerne a este livro, "O Lírio Branco", fiquei especialmente agradado e ri-me, ri-me tanto como há muito não me ria. Brilhante, portanto, este fruto da semente deixada por Uderzo e Goscinny.

Na minha opinião um retrato, mais que óbvio, mesmo necessário, que espelha o quanto a Europa está a amolecer em falas mansas, encantada por bem falantes, enfeitiçada pela ordem liberal, submergida em regras/burocracia/direitos e "direitinhos" sem o equilíbrio dos deveres e que, neste todo, nos tem levado, europeus, à decadência, geridos por líderes incapazes, fracos e de 10.ª escolha. Este livro é um descodificador para a realidade de que a Europa está a perder cada vez mais a sua essência, a sua importância, a sua velocidade inventiva e produtiva, a sua desenvoltura, o seu carisma e determinação tão próprios de cada Nação que a compõe, cada vez mais refém da armadilha accionada pela tribo dominante do politicamente correto.

Ou seja, está montada a melhor táctica para derrotar definitivamente os gauleses...

Veremos se ainda haverá poção mágica que inverta tudo isto e leve, como sempre levou, os bons gauleses à vitória contra o Império circundante.


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sábado, 2 de setembro de 2023

Europa, Regulamentos, Burocracia e Decadência

"A Europa criou uma tal quantidade de regulamentos que agora está encurralada".

Alejandro Aravena, arquiteto chileno, prémio Pritzker (2016).

Este é um tema que várias vezes aflorei em artigos e crónicas. A Europa está a desacelerar vertiginosamente em relação a potências como a China e os EUA, porquanto Bruxelas, controlada por Berlim, só gera, há decadas, burocratas que apenas sabem multiplicar regulamentação e que da vida real sabem muito pouco. Um europeu está, cada vez mais, submergido em regras, regras e mais regras, imensas vezes redundantes e até duplicadas (ex. a recente legislação das denúncias, a legislação de saúde no trabalho, etc, etc) tudo focado em canalizar milhões de euros para determinados lóbis que controlam este regime democrático débil e frágil hoje mais apropriado designar por regime burocrático em que já se respira pouca liberdade.


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domingo, 14 de maio de 2017

'Fireworks'

Existe um aspecto que julgo relevante na vitória portuguesa em Kiev. O Salvador Sobral apresentou-se sozinho em palco, sem imagem retocada ou estudada, sem coreografias, sem bailarinas, espetáculo ou 'fireworks'.
A sua única arma era cantar uma música, com cerca de 3 minutos, em português.


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53 anos


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sábado, 3 de dezembro de 2016

Vergüenza


Essa gente envergonha qualquer português. Como não bastasse o desrespeito, foram mesmo ao patamar da provocação ao usar uma camiseta com a bandeira republicana espanhola.

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quarta-feira, 23 de março de 2016

Retemperar e Recuperar

Desfaçam-se as dúvidas de alguns, o actual discurso europeu falhou e apenas fortalece os extremistas.
Somos um foco aberto e fraco enquanto continuarmos reféns de forças desactualizadas, amorfas e desnorteadas que nos conduzem para um abismo civilizacional…para um limbo onde não encontramos valores firmes que nos retemperam e recuperem a determinação enquanto europeus.
 
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Bélgica e a Europa:

Jogos sem fronteiras!
 
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sexta-feira, 20 de novembro de 2015

As "primaveras árabes" estão a repercutir um terrível "inverno" na Europa

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O infeliz circuito

Refugiados --» Europa --» Estado Islâmico --» França --» M. Le Pen

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sábado, 12 de setembro de 2015

Reis e Rainhas...precisamos deles

Muitas vezes emerge a teoria de que o sucesso dos países monárquicos não está relacionado com o tipo de regime vigente, nem tão pouco pelo facto de existirem reis e rainhas. Em grande parte essa corrente sedimenta-se e resume-se à suposta existência de questões culturais muito mais profundas. Contudo, é preciso explicar a origem dessas questões culturais muito mais profundas.

É preciso notar que existem muitas repúblicas e essas são, em regra, menos desenvolvidas que os países monárquicos e cujas debilidades tudo têm que ver com Presidentes e "Presidentas". Neste contexto, nada melhor do que verificar/confirmar os índices de referência: Desenvolvimento Humano, Democracia, Alegria, Corrupção, etc. Há coincidências a mais.

A explicação reside no facto da sociedade ocidental ter começado num formato de antiga república, na Grécia curiosamente. Qualquer um sabe que os romanos foram lá beber e que foram superiores enquanto civilização. Porquê? Porque evoluíram da velhinha república para o modelo centralizado no Imperador. A partir daí o progresso aconteceu. Os reinos na Europa foram a continuidade desse modelo durante séculos, e o velho Continente era a referência e inspiração para o mundo.

Entretanto a moda voltou e as velhas repúblicas também. No caso caso (português) regredimos e a França também, bem como outros. Agora existem muitas repúblicas e é notório o retrocesso comparativo.

Além disso, as maiores barbaridades que a humanidade conheceu foram cometidas por políticos em repúblicas, casos da Alemanha Nacional Socialista e das Repúblicas Socialistas Soviéticas.

Em suma, tudo tem que ver com Reis e Rainhas...precisamos deles.

Parafraseando Alexandre Herculano: "Se mandarem os Reis embora, hão de tornar a chamá-los".

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sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Mundo melhor, precisa-se!

Obviamente certo! 

Por petróleo invadiram-se nações, mas por crianças a darem à costa mortas assobia-se para o lado.
Cameron justifica, uma vez mais, porque é, eventualmente, o único político contemporâneo verdadeiramente de referência.


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sexta-feira, 20 de março de 2015

Draghi, BCE e a Democracia

É transversalmente assente que Mario Draghi e o BCE, apesar de traduzirem cruas manifestações de tecnocracia (financeira), estão a recolher o protagonismo possível numa Europa descrente, sendo as suas posições reconhecidas como sinónimo de equilíbrio e, de certo modo, de antítese às políticas de austeridade assumidas pelos Estados democráticos dominantes, capitalizando, assim, as esperanças maiores de recuperar o Velho Continente.

Curiosamente, nem Dragui foi eleito, nem tão pouco o BCE é um organismo democrático.

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sexta-feira, 21 de novembro de 2014

sexta-feira, 28 de março de 2014

Mudanças na Rússia

Nunca esquecendo que Portugal é, ainda, dos maiores países da Europa em área marítima e terrestre…o que dizer destas movimentações na Rússia? 

Que desfecho...?

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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Uniões à parte...

Pelos vistos o "EuroNico" vai passar da ficção à realidade.

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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Realidade e filosofia...

"A Europa foi criada pela História. A América pela Filosofia"

Margaret Thatcher, cuja antipatia face a uma Europa integrada era conhecida.

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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Maçãs estragadas

Com Jobs a Apple tinha o melhor da Europa e o melhor dos EUA.

Sem Jobs a Apple tem, apenas, o melhor e o pior dos EUA.

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quinta-feira, 23 de maio de 2013

"Albânia com casamento real e a provável restauração da monarquia"

«O príncipe Leka e a sua noiva Elia Zaharia confirmaram que o seu casamento terá lugar este ano, mas ainda não se sabe muitos pormenores sobre a boda. Leia mais»
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quinta-feira, 11 de abril de 2013

O novo bloco

Relativamente à Europa, o sociólogo Domenico de Masi acredita que, após a crise, em 2020, «(…) os 27 poderão ser o maior bloco económico». 

In Ípsilon, de 5-4-2013, pág. 10.
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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)