Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

terça-feira, 22 de setembro de 2026

SELECTION SOUNDZZZzzz!

In memoriam.

Trocou uma carreira de pianista clássico, eventualmente brilhante e acima da média, para, livremente, compor música como só ele conseguia em Portugal.
 
Palma priorizou sempre a arte à politiquice ideológica.
 
Resultado: fica na memória de todos e respeitado.

Um dia triste.


Simply Red . "X" (1989)

Uma banda dita comercial? Potencialmente a resposta deve ser afirmativa.

Contudo, e não obstante isso, este grupo não deixa de refletir genialidade no saber e na composição deste magistral tema de (puro e duro) jazz.

Remasterizado em 2008.


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sábado, 19 de setembro de 2026

Liberalismo <=> Maçonaria

Não sou apreciador do Pedro Adão e Silva (PAS).

Também não concordo com ele quando refere que é uma questão de "'liberdade" manterem-se todos calados e não dizerem ao que pertencem os ocupantes de altos cargos públicos, acho mesmo repugnante neste contexto. Porquê? Porque: se um simples trabalhador público tem a obrigação de declarar que pertence, por exemplo, à mesa da Assembleia Geral de um Clube de Tricô para obedecer à lei e ao capítulo das incompatibilidades (Lei n.⁰ 35/2014), porque não devem os deputados, os Secretários de Estado, os Ministros e, até, o Presidente da República também o fazer? Não são todos servidores públicos, todos pagos pelos nossos impostos?

No entanto, há um aspeto que sempre defendi e que neste artigo de PAS está correto e que é a relação entre Maçonaria e o Liberalismo (...embora ele pretenda atingir o deputado Rui Rocha da IL no caso Luís Neves, Rocha que na minha opinião não é sequer liberal como ultimamente se tem vindo a constatar). Aqui PAS acertou na mouche, ser liberal em rigor histórico e não ser maçon é como dizer ser do Benfica, mas recusar o vermelho do clube. Há também muitos membros da IL que estão lá ao engano, por desconhecimento ou por uma boa fé que desconhece as origens do Liberalismo como eu sempre procurei clarificar e o PAS também o faz. Estou convicto dessa realidade. Já outros da IL, enfim...

No fundo é como diz o nosso nobre povo: "quem não deve, não teme".

Por fim, PAS diz não ser da maçonaria. Não sei. O que sei é que sabe bem do que fala, pela forma bem corrida e explicativa.



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terça-feira, 15 de setembro de 2026

O Valor de Nada

"Hoje as pessoas sabem o preço de tudo e o valor de nada."

Oscar Wilde.

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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)