Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

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domingo, 10 de novembro de 2024

Homenagem governamental | Monsenhor João Maurício de Amaral Ferreira

EB/JI Monsenhor João Maurício de Amaral Ferreira | Despacho/SREC/95/45, publicado no Jornal Oficial, II Série, N.⁰ 40, de 3 de outubro de 1995

Apesar de ser uma inquestionável honra para a família, esta homenagem ao meu estimado tio foi, sobretudo, e no meu entendimento como cidadão (e não como familiar próximo), um ato de pura justiça do Governo Regional de então, porquanto ele tudo deu das suas forças, inclusive pagando o preço com a sua própria vida devido a um enfarte fatal com apenas 63 anos já quando era Reitor do Santuário do Senhor Santo Cristo, para possibilitar, acima de tudo, o estudo às famílias carenciadas e que apesar do talento escolar de muitos dos seus filhos, não tinham possibilidades económicas para manter os estudos deles e, assim, perdia-se muitas capacidades. Graças a ele, numa fase difícil, quando o dinheiro não jorrava da UE, com muito stress, angústias para cumprir pagamentos a tempo e horas, ele conseguiu o seu objetivo focado nos povoacenses. Tempos depois, o seu nome também era dado à Escola Profissional da Povoação.

Grato, enquanto açoriano, ao Governo Regional da altura e, sobretudo, aos povoacenses.


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sábado, 9 de julho de 2022

«Amo o pobre, amo o rico, amo a todos no Senhor»

«(...) amo o pobre, amo o rico, amo a todos no Senhor (...).»

Monsenhor João Maurício de Amaral Ferreira, numa das suas últimas Cartas.
Antigo Reitor do Santuário do Senhor Santo Cristo.

No Evangelho deste domingo fala-se da parábola do Bom Samaritano. Ou seja, fala-se de compaixão (não confundir com ter pena), mas não de pobreza, pois todos os intervenientes, à eventual excepção dos salteadores, afiguram-se como tendo posses. Ou seja, nunca é aludido o conceito desvirtuado daqueles que têm pouco ou nenhum "capital", tal como as novas orientações marxistas infiltradas conseguiram, finalmente, generalizar, deixando cair por terra o verdadeiro conceito cristão, dos pobres de espírito, sejam ricos ou não.

Cristo andou com todos, mas inequivocamente evidenciou mais preocupação com a salvação dos primeiros, daí o paralelismo do camelo e da agulha e do jovem rico.

A Bíblia é clara:

«Bem-aventurados os pobres em espírito, pois deles é o Reino dos céus.»

Mateus 5:3-12

Obra: “O Bom Samaritano”
Autor: Vincent Van Gogh
Material: Óleo sobre tela
Dimensões: 73 x 60 cm
Localização: The Kröller-Müller Museum, Otterlo, Reino da Holanda.


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sábado, 3 de julho de 2021

Os comentários são reveladores e comoventes

«(...) amo o pobre, amo o rico, amo a todos no Senhor (...)»

Monsenhor João Maurício de Amaral Ferreira, numa das suas últimas Cartas.

Parabéns ao 'Olhar Povoacense' por este justo e objetivo artigo acerca dos 44 anos sobre o falecimento do meu muito prezado, estimado e querido tio. Ontem completaram-se 44 anos sobre esse fatídico dia, quando já era Reitor do Santuário do Senhor Santo Cristo.

Este homem tinha quatro imperativos caracterizantes, os quais podem ter contribuído para o seu falecimento precoce, contudo, esses, eu sei, eram prioritários no seu conceito de missão, ou seja, sempre incessante em prol dos outros:

1 - Trabalhar, trabalhar, trabalhar...;
2 - Nunca propagandeava o que fazia (os resultados eram a sua meta, apenas);
3 - Nunca incomodava quem quer que fosse;
4 - Respondia que estava sempre bem (mesmo quando não estava, como na manhã do dia em que faleceu, por ataque cardíaco, já sentido sintomas de desconforto, respondeu à irmã que o amava: "não te preocupes comigo, está tudo bem".

Pax Christi ao meu tio João.

Post Scriptum: Como sobrinho fiquei especialmente tocado pelo testemunho do Sr. António Galhardo, na caixa de comentários no respetivo post do 'Olhar Povoacense', que passo a transcrever:

"Nunca já mais poderei esquecer este Homem com letra maiúscula . Além de fazer parte de minha infância , de quando regressei de África junto com meus camaradas, tínhamos prometido a Senhora Mãe de Deus antes de entrarmos em casa tínhamos de entrar na nossa Igreja. Por volta das duas horas da manhã quando a nossa Vila chegámos alguém foi acordar aquele grande homem e não só abriu a Igreja como acendeu todas as luzes como celebrou uma hora Santa !!! Que Deus o tenha a seu lado."

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sexta-feira, 23 de junho de 2017

1973

Comemorações do dia 10 de junho nos Açores.

Neste vídeo inédito para mim, acabei por constatar, com muito regozijo, a presença do meu estimadíssimo tio Monsenhor João Maurício de Amaral Ferreira (a partir do minuto 6’17”). RTP e um real e efetivo serviço público.

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segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Monsenhor João Maurício Amaral Ferreira | Evocação | Centenário (1914 - 2014)

É com enorme honra e assumida comoção que registo a gratidão, a generosidade e a reconhecida homenagem dos povoacenses ao meu mui estimado tio-avô no ano do centenário do seu nascimento (1914-2014). Ele que tudo deu em prol do seu povo, numa altura em que não existiam enxurradas de euros comunitários, onde efectivamente cada cêntimo era organizadamente contado, conseguiu edificar, num esforço hercúleo para a época, o Externato que, ainda hoje, faculta o ensino secundário e regular a todos jovens da mais antiga povoação da Ilha de S. Miguel (cuja Vila tem o mesmo nome), sobretudo àqueles que menos posses tinham/têm e que, provavelmente, não continuariam estudos se não fosse aquela valência infra-estrutural de ensino.
Colocou, literalmente, a vida ao serviço dos outros, até perdê-la, sempre em missão de trabalho, e já enquanto Reitor do Santuário da Esperança, naquele malogrado ano de 1977 com apenas 63 anos.

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quinta-feira, 5 de abril de 2012

Monsenhor João Maurício de Amaral Ferreira

Monsenhor João Maurício de Amaral Ferreira tem hoje uma escola, rua(s) e outros meios a evocar o seu nome. Merecido e mais que justo, digo eu. Todavia, sou suspeito e pessoa ilegítima para o afirmar, pois estimo o meu falecido tio-avô. Mas digo, contudo, a verdade…como muitos sabem. 
Homem que morreu, literalmente, nos braços do trabalho pelos outros. Escondia as fragilidades que indiciavam a perda da vida, para se mostrar sólido perante o serviço público, ao serviço do seu povo. Homem que sem os mesmos meios e fundos de hoje, construiu com toda a tenacidade, sempre em prol daqueles à sua guarda, infraestruturas físicas e humanas que ainda hoje são a referência de muitos no ensino, maxime o ex-Externato hoje Escola Básica e Secundária da Povoação que, presentemente, ainda conserva um recorte arquitectónico fresco e actual. 
Já em Ponta Delgada, por nomeação do Bispo para Reitor do Santuário do Senhor Santo Cristo, estendeu a todos os devotos do Senhor Santo Cristo dos Milagres espalhados pelo mundo, a passagem da noite com a imagem (antes interdita) do Ecce Homo
O Monsenhor teve pouquíssimo tempo nesse cargo pois perderia vida meses depois, mas deixou uma forte marca. 
O orgulho não é bom, mas por este bom homem não consigo evitar de deixar senti-lo.
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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)