Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

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domingo, 1 de junho de 2025

Contradições convenientes...

Diz o homem que dias antes do Gigante cair dizia, como PR, que "o BES está sólido" e que operou duas revisões constitucionais, sendo uma delas, a de 1989, a de maior magnitude até hoje registada. Nem por isso veio mal ao mundo na altura, antes pelo contrário veio algum progresso. Quem é Cavaco para vir falar e impedir que Portugal se desprenda das suas amarras?

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segunda-feira, 19 de maio de 2025

Montenegro e o (suposto) futuro...

Montenegro tem a enorme responsabilidade de poder alterar a Constituição de 76, a qual é o cerne de, por ter sido forjada no PREC, e assim desadequada, não projetar o País para o verdadeiro desenvolvimento. Uma oportunidade rara. Veremos o que fará.

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quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Ouvido de um trabalhador do sector público:

“Apenas quero o direito ao mesmo horário de trabalho que tem um bancário.”

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quinta-feira, 25 de abril de 2013

Singelamente uma contra-revolução

Foi a revolução que nos calhou. Era preciso uma revolução contra o Estado Novo, sem dúvida. Mas não foram os factos de 25 Abril de 74 que a trouxeram a Portugal. Rural, sectária, ideológica, etc, etc.
Na gravidade do desfecho a que hoje chegamos, muitos são levados a questionarem-se se estamos melhor, imaginem! Se estamos melhor que no tempo do Estado Novo!? E porquê?! Porque isso começa agora a surgir?! Porque a revolução não foi a necessária. Porque não foi uma revolução sequer...foi uma contra-revolução. 
Precisamos de uma revolução a sério que refunde o País e transforme a Constituição num organismo Fundamental realmente plural e universal... transversal a todos. Precisamos de uma nova Constituição, escrita ou não, e não de mais revisões. Revisões são um engano. Revisões são uma mentira. Revisões é continuar a adiar o problema. 
Por fim, apelo à V. imaginação e tentem, comparativamente, a situar um tema destes, que foi uma "senha revolucionária", em pleno século XX (1974), em plena Europa, num País que já tem avançado constitucionalismo desde 1822, a ser tocado numa Suécia, Dinamarca, Canadá, EUA, Inglaterra, Noruega, Alemanha, etc, etc. Pois...não era possível de ser tocado.
Irremediavelmente atrasados ficamos desde 1910, mais atrasados ficamos e muitos insistem em continuarmos assim...é demogicamente consentâneo e pseudo democrático!
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Constituição da república portuguesa

(1976, 7.ª revisão, ano 2005 - A ACTUAL)

DIREITOS = 296 

DEVERES = 0
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"Algumas ideias absolutamente impopulares"

Ainda bem que foi o insuspeito Miguel Sousa Tavares que escreveu isto, sobretudo quanto à "quantidade" de artigos da Constituição, depois disto ter sido publicado. 
Não sou fã do senhor, mas esta foi provavelmente, e na minha opinião, a melhor crónica que escreveu. 
A ler no seu todo. Um artigo de excelência e que é importantíssimo pela sua clarificadora ruptura. A reter para o futuro (de Portugal):
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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

72 anos!

Como todos sabem sou um convicto admirador de D. Miguel I de Portugal, mas é importante frisar que a Carta Constitucional durou 72 anos. Foi a constituição portuguesa que esteve mais tempo em vigor e que compreendeu o maior período democrático da História de Portugal.

A Constituição da república portuguesa de 1976, presentemente em vigor, sofreu 7 revisões. A Carta Constitucional sofre apenas 4 revisões constitucionais, designadas por Actos Adicionais. Tirem as V. ilações…
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O caminho do futuro não será fácil…


Constituição portuguesa de 1976, ainda hoje em vigor, já padeceu de 7 revisões constitucionais (em 1982, 1989, 1992, 1997, 2001, 2004 e 2005). A Constituição de 1976 já sofreu mais revisões constitucionais do que a Carta Constitucional de 1826. Crise, miséria, pobreza…essas continuam.

As expressões salientadas a vermelho, só foram "adaptadas" a partir de 82 e, com mais cosmética, em 89 (quando sai "do papel" a componente ideológica 'socialismo').
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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)