Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

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domingo, 10 de novembro de 2024

A rever Sá Carneiro

"Por isso, do ponto de vista ideológico, a tentativa de aproximação à Internacional Socialista não foi apenas pragmática ou "oportunista", por razões de procura de legitimidade política no ambiente radicalizado de 1974-5. Bem pelo contrário. A adesão à Internacional Socialista era para Sá Carneiro (e para sectores ainda mais "socialistas" como era então a JSD) uma política consistente, fortemente desejada e considerada de grande importância, e prosseguida com grande vigor e muitos esforços. Sá Carneiro via aí também um travão a que o partido se deslocasse para a direita."


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terça-feira, 21 de julho de 2020

MONARQUIA = SUPRA-PARTIDÁRIA

Felipe González e Olof Palme eram convictos monárquicos e socialistas.

Só num País que se atrasou como o nosso é que as elites brojessas dominantes, para se governarem e para enganarem o povo, fizeram querer que a Monarquia só existe à direita. Falso. Vamos acordar!

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sábado, 23 de julho de 2016

O Zé!

Não esquecendo uma personagem que o próprio criou num Congresso do PPD-PSD, nem tão pouco descurando da atualidade, o Prof. Marcelo ainda se arrisca ao cognome de “Zé das Medalhas”.

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sexta-feira, 16 de outubro de 2015

sábado, 10 de outubro de 2015

Engenhocas políticas

Muitos estão preocupados com a possibilidade de Costa formar governo com o PCP e o BE.

Julgo que não há lugar a alarmes. Tudo não passa de uma mera encenação politica prévia, antes mesmo de se apresentar perante a Coligação. Esse engenho politico nada mais é do que um suposto trunfo alicerçado na sua posição oscilante e bambaleante entre a extrema esquerda e o centro-direita. 

Contudo, Costa sabe que não se pode atrever a tanto e irá viabilizar o OE, pois o risco para Portugal ainda é enorme e até para o próprio PS (não esquecer o que aconteceu ao PASOK). Costa se fosse coligar-se com a extrema esquerda, estaria a comprometer a maior parte dos socialistas, aqueles que são europeístas e moderados e, acima de tudo, iria afrontar os fortíssimos lobbies que no fundo são os "donos disto tudo" e de quem o PS não está alheio. 

Em suma, esses que andam preocupados...não queiram fazer Costa assim tão estulto.

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Traduzindo para futebolês


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sexta-feira, 17 de julho de 2015

Vias comparativas

O Syriza do Sr. Tsipras com o acordo simpático que conseguiu para os gregos, transforma a Coligação portuguesa num Governo solidário e pouco austero.

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sexta-feira, 26 de junho de 2015

A direita que nos deixam ter...

Esta suposta direita deixa muito a desejar nestas matérias.

O que esta iniciativa legislativa, no fundo, vem dizer é que: podem continuar a matar/exterminar bebés, só que agora vão pagar pelo serviço!

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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

O chumbo de uma Oportunidade

Paulo Estevão, Artur Lima, Félix Rodrigues e Ana Espínola estes foram os quatro deputados da Assembleia Legislativa Regional dos Açores (ALRA) que, em consciência, e sem precedentes históricos, votaram favoravelmente uma (simples mas sintomática) proposta de Recomendação à Assembleia da república de modo a possibilitar aos portugueses um referendo para, finalmente, de forma livre e democrática, poderem se pronunciar sobre o tipo de regime que verdadeiramente querem…à semelhança daquilo que se fez na Grécia, Itália, Espanha e até no Brasil, com monarquias bastante mais recentes e curtas que a nossa.

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sexta-feira, 30 de maio de 2014

Similitudes

Bem que tento evitar, mas sempre que vejo o Pedro Reis é como se visse o Prof. Freitas do Amaral...agora no PSD.

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sexta-feira, 23 de maio de 2014

Evolutiva

Com o andar da carruagem a Joana Amaral Dias daqui a 10 anos já estará no partido do pai e, daqui a 20, quiçá, será filiada no CDS-PP.

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sábado, 26 de abril de 2014

Clarividente!

Antes de se passar aos excertos da excelente entrevista de António Barreto ao Expresso, gostaria, apenas, de precisar que escrevi previamente este II capítulo: II – Da inexistência do necessário equilibro ideológico em Portugal.

«(…)

Mas devíamos ter feito um plano a longo prazo, a 20 anos, que fosse mais honesto, menos corrupto, menos desigual… Fez-se um sistema político que no início parecia bem feito. A Constituição é quase uma peça de ourivesaria: tem quatro artigos e meio para evitar o comunismo, cinco artigos para evitar o capitalismo excessivo, está tudo feito milimétrica, uma obra filigrana que funcionou. Até o CDS votou quase tudo. Já foram feitas oito ou nove alterações e o PCP continua a dizer que a Constituição é deles. O PS sente como deles, o Bloco também e o PSD tem dias. Aquela Constituição é um absurdo, é arcaica, obsoleta e não resolve problemas.

(…)

Depois houve uma voracidade política. Há uma total impossibilidade de conseguir acordos, nos variados momentos difíceis que temos vivido. Todos os países europeus viveram momentos em que foi preciso juntar 3, 4 partidos. A democracia portuguesa fundou-se na base da demagogia, da pura promessa eleitoral, do cabrito com batatas. Prometer o que não podes dar, paga com dinheiro que não é nosso, etc…

(…)

Vivemos ainda hoje sem nenhuma experiência democrática

(…)

Não tínhamos cultura de instituições democráticas. E quando tivemos, pusemo-las reféns dos partidos. O Conselho de Estado é dominado pelos partidos, o Tribunal Constitucional também… Há uma lógica partidária em tudo. Eu não quero um sistema eleitoral em que os independentes ganhem, mas abrir o sistema político para permitir que qualquer pessoa se candidate, porque não? É proibido criar partidos regionais, por exemplo. Isto revela medo. É proibido ser racista, é proibido propagandear o fascismo… Sou contra o racismo ou fascismo, mas essas coisas não se proíbem. Combatem-se. Se permitimos candidatos independentes no País inteiro, obrigamos os partidos a escolher os melhores.

(…)

Os partidos continuam estruturas de defesa de interesses dos seus militantes, estruturas de redes de influência… O caciquismo do antigamente, do grande proprietário ou delegado da União Nacional, é hoje dominado pela vida partidária, que tem o poder, as obras públicas, as construções, os favores e os subsídios, os investimentos públicos, o acesso aos dinheiros europeus…tudo depende da vida partidária.

(…)

É preciso mudar a natureza do regime e a natureza da política, o que leva uma geração. Não acredito que uma democracia se defenda com as leis. A democracia defende-se com leis, com instituições e, sobretudo, com a defesa popular. Se o povo não defender a democracia não temos democracia.

(…)

Mesmo para crescer o extremismo são necessárias instituições, mobilização, vontade política, agitação, organização, capacidade de associação…
Os holandeses têm isso e tem 6 partidos de extrema-direita, a Finlândia tem dois, a França tem três, a Suíça quatro.

Nós temos tão pouca sociedade cível e tão pouca vontade política que nem extrema-direita temos.

(…)

Por que tem Portugal o último comunismo do mundo? Por um atraso social e cultural. As coisas que eles dizem, repetem a mesma coisa à 40 anos.

(…)

Os partidos comunistas francês, italiano ou espanhol eram partidos sérios e acabaram porque os países evoluíram. Por cá, o PCP marcou excessivamente os últimos 40 anos.»

Professor Doutor António Barreto, in “Expresso 25 de Abril 40 anos - Volume 2”, de 18 de Abril de 2014, páginas 50 a 54.

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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

"Ditaduras"

Ainda há muito a aprender e muito preconceito a clarificar sobre as monarquias constitucionais modernas, que estão cimeiras e intimamente ligadas aos índices de maior desenvolvimento e democracia no planeta. 
Todavia, e enquanto pessoas pensarem ignorantemente e disserem bestialidades destas...Portugal nem tão cedo evolui para uma Monarquia.

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terça-feira, 17 de agosto de 2010

«Se a Constituição deixasse…»

Fontes - Semanário Expresso, Primeiro Caderno, 14/08/2010, páginas 14 e 15 | Causa Monárquica.
Comentário – Foi um inteligente destaque do Expresso, abordando a democracia num esplendor que já há muito, muito tempo não se verificava na imprensa escrita dita de 1.ª água.
Daria apenas uma nota menos positiva à primeira página deste semanário, pois no título remissivo é dito: “Meio CDS apoia a monarquia”. Julgo ser um conteúdo por demais conotativo e assim bastante desfasado da realidade agora cada vez mais efectiva, bem como da qualidade do desenvolvimento a páginas 14 e 15 respectivamente.
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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)