Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

"A Thousand and One"

Esta é a soberba banda sonora superiormente composta por Gary Gunn para o filme "Mil e Um" (título original: "A Thousand and One"), disponível na Netflix, realizado por A.V. Rockwell.

Este drama de 2023 marca a estreia de A.V. Rockwell na realização de longas-metragens, tendo ela também escrito o argumento.

Trata-se de um filme cru, direto e que, finalmente, foge ao cliché, já muito aborrecido, altamente patrocinado por muitas operadoras de streaming, do Black Lives Matter. Aposta antes numa realidade de Bairro dos anos 90, que neste caso foi no Harlem, com as suas especificidades urbanas muito próprias, mas também podia ter sido no Bairro Alto, em China Town, igualmente em Nova Iorque, ou, até, porque não, nos Pastinhos.

No fim, e ainda acima da elevada qualidade do filme, sobressai o curioso facto desta produção emanar da comprometida (com o sistema) Netflix.


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terça-feira, 22 de setembro de 2026

SELECTION SOUNDZZZzzz!

In memoriam.

Trocou uma carreira de pianista clássico, eventualmente brilhante e acima da média, para, livremente, compor música como só ele conseguia em Portugal.
 
Palma priorizou sempre a arte à politiquice ideológica.
 
Resultado: fica na memória de todos e respeitado.

Um dia triste.


Simply Red . "X" (1989)

Uma banda dita comercial? Potencialmente a resposta deve ser afirmativa.

Contudo, e não obstante isso, este grupo não deixa de refletir genialidade no saber e na composição deste magistral tema de (puro e duro) jazz.

Remasterizado em 2008.


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sábado, 19 de setembro de 2026

Liberalismo <=> Maçonaria

Não sou apreciador do Pedro Adão e Silva (PAS).

Também não concordo com ele quando refere que é uma questão de "'liberdade" manterem-se todos calados e não dizerem ao que pertencem os ocupantes de altos cargos públicos, acho mesmo repugnante neste contexto. Porquê? Porque: se um simples trabalhador público tem a obrigação de declarar que pertence, por exemplo, à mesa da Assembleia Geral de um Clube de Tricô para obedecer à lei e ao capítulo das incompatibilidades (Lei n.⁰ 35/2014), porque não devem os deputados, os Secretários de Estado, os Ministros e, até, o Presidente da República também o fazer? Não são todos servidores públicos, todos pagos pelos nossos impostos?

No entanto, há um aspeto que sempre defendi e que neste artigo de PAS está correto e que é a relação entre Maçonaria e o Liberalismo (...embora ele pretenda atingir o deputado Rui Rocha da IL no caso Luís Neves, Rocha que na minha opinião não é sequer liberal como ultimamente se tem vindo a constatar). Aqui PAS acertou na mouche, ser liberal em rigor histórico e não ser maçon é como dizer ser do Benfica, mas recusar o vermelho do clube. Há também muitos membros da IL que estão lá ao engano, por desconhecimento ou por uma boa fé que desconhece as origens do Liberalismo como eu sempre procurei clarificar e o PAS também o faz. Estou convicto dessa realidade. Já outros da IL, enfim...

No fundo é como diz o nosso nobre povo: "quem não deve, não teme".

Por fim, PAS diz não ser da maçonaria. Não sei. O que sei é que sabe bem do que fala, pela forma bem corrida e explicativa.



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terça-feira, 15 de setembro de 2026

O Valor de Nada

"Hoje as pessoas sabem o preço de tudo e o valor de nada."

Oscar Wilde.

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segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Fail better

"Ever tried. Ever failed. No matter. Try again. Fail again. Fail better."

Samuel Beckett

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domingo, 23 de agosto de 2026

Riqueza em Portugal

"Há muitos preconceitos quanto à riqueza neste país e são eles que nos tornaram cada vez mais pobres."

Miguel Guedes de Sousa

CEO do Grupo JNcQUOI

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O pecado..!?

"Em Portugal existe muitas vezes, uma hostilização às grandes empresas e trata-se o lucro como se fosse pecado."

Eng. António Costa Silva, antigo ministro da Economia e do Mar do XXIII Governo Constitucional, liderado por António Costa. Por muitos considerado o pai do PRR.

in Sol, de 14 de agosto de 2026, pág. 14.

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domingo, 16 de agosto de 2026

Hipócritas. Monstros


Lembro-me perfeitamente destas entrevistas e do quanto escrevi, sobretudo, sobre o que aí vinha quando a Sra. Clinton abordou o tema.

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sábado, 15 de agosto de 2026

E o Vaticano (II)...?

E o Vaticano nada diz, nada faz? A responsável pelo diabólico ato é alegadamente católica, muito riu ela com Francisco aquando de uma visita que fez a Roma.

Herodes continua a matança dos inocentes, há que proteger a Vida e o Papa o que faz?

Trump fez mais contra o aborto que qualquer outro líder num passado já não muito recente, num processo que não se tem mostrado reversível há anos. Trump, extraordinariamente, no fim do primeiro mandato conseguiu reverter. Isso foi possível com a introdução da juiz católica Amy Coney Barrett que entrou no Supremo Tribunal dos EUA na última e única vaga aberta. Milhares de crianças foram salvas em alguns estados que já não tendo a lei geral federal a imperar, imediatamente pararam a matança.

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domingo, 2 de agosto de 2026

A dificuldade do criar

"O conservadorismo advém de um sentimento que toda a pessoa madura compartilha com facilidade: a consciência de que as coisas admiráveis são facilmente destruídas, mas não são facilmente criadas. Isso é verdade, sobretudo, em relação às boas coisas que nos chegam como bens coletivos: paz, liberdade, lei, civilidade, espírito público, a segurança da propriedade e da vida familiar, tudo o que depende da cooperação com os demais, visto não termos meios de obtê-las isoladamente. Em relação a tais coisas, o trabalho de destruição é rápido, fácil e recreativo; o labor da criação é lento, árduo e maçador. Esta é uma das lições do século XX. Também é uma razão pela qual os conservadores sofrem desvantagem quando se trata da opinião pública. A posição deles é verdadeira, mas enfadonha; a dos seus oponentes é excitante, mas falsa."

Roger Scruton, filosófo e escritor inglês (1944-2020)

Imagem - New York Times.


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Proteger

“O conservadorismo, no sentido da conservação, faz parte da essência da atividade educacional, cuja tarefa é sempre abrigar e proteger alguma coisa."

Hannah Arendt, filosófa alemã.

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sábado, 1 de agosto de 2026

A Verdade

Senti isso, sobretudo no período de Bergoglio, aquando da proibição da frequência da Missa Verdadeira e, inerentemente, o sentimento de perseguição, tal como os romanos, há 2026 anos, fizeram aos (verdadeiros) cristãos.


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A cama de ferro

De toda a viagem, em julho, pelas duas principais cidades do antigo Império Austro-Húngaro, esta foi a imagem que mais me marcou.

Trata-se do quarto de dormir do Imperador Francisco José I da Áustria, localizado nos aposentos imperiais do Palácio de Hofburg em Viena, o qual reflete a disciplina espartana do monarca, destacando-se uma simples cama de ferro (armação de campanha) pintada de castanho, uma bacia de lavagem e retratos da Imperatriz Sissi e da mãe do Imperador, além de um quadro especial de Sissi a cavalo que permaneceu junto à sua cama até ao fim da vida.

A mesa de toucador era uma peça dobrável e básica.

O Imperador acordava pontualmente às 3h30 da manhã, sim às 3h30 da manhã, para iniciar os seus deveres de Estado.

Este homem era altamente respeitado por todo o Império, o modelo político funcionava, o Império era próspero e, curioso, o Imperador detinha o poder executivo. Ou seja, um modelo funcional, equilibrado que não era nem uma ditadura, nem uma democracia. Foi o último grande Império católico.


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sábado, 25 de julho de 2026

"Hail Mary"

Confesso que quando vi este título no topo dos filmes da Netflix, especialmente com o papel principal na posse do ator Ryan Gosling, praticamente concluí que se tratava, quase obviamente, de atingir de forma jocosa Quem não merecia (..."Hail Mary" traduz-se em Ave Maria...), eventualmente com os habituais contornos da atual superioridade moral ocidental alicerçada nos seus dogmas hodiernos prevalecentes como o wokismo, o animalismo, o individualismo, a supremacia imposta e artificial das minorias sobre as maiorias e sobre os factos históricos, contrariando, 'as usual', o princípio da igualdade e outros demais.

Desta vez enganei-me.

Mergulhando no filme e percebendo o seu busílis, sobretudo a gravidade do problema, cuja a única possibilidade de resolução se resumia a uma esperança, desde logo, o respetivo título desta longa metragem ganha, na minha ótica, consistência. No contexto do argumento, o projeto de salvação da humanidade recebe a designação de "Hail Mary", e ao que tudo dá a entender, isso acontece porque a Chefe da Missão, a germânica Eva Stratt, superiormente interpretada pela atriz Sandra Hüller, cantava num coro cristão na sua terra natal quando era jovem. Apesar do título, quer para o filme, quer no seu próprio contexto, ser muitíssimo adequado, quem sente o desenrolar da história rapidamente compreende que, em bom português, o título deste trabalho podia ser ainda mais incisivo se fosse "Seja o que Deus quiser", dada a falência de todas as soluções técnicas, tecnológicas ou científicas para poder ter uma certeza de como resolver o problema, e o problema era tão somente procurar evitar que a humanidade desaparecesse.

Em suma, "Hail Mary" foi uma agradável supresa de qualidade entre tanta irrelevância e lixo cinematográfico nos nossos dias, conseguindo a dupla de realizadores formada por Phil Lord e Christopher Miller, com nuances, nomeadamente, de drama, alguma comédia, suspense, sofisticação, mas, sobretudo, de revelação de valores humanistas, os verdadeiros, os estanques ao tempo e às modas, conseguiram atingir um patamar de altura qualitativa assinalável como há muito não assistia naquele predito canal de streaming.

Este é um filme de detalhes, e muitas vezes é nos detalhes que está a mestria (para não referir a perfeição) e a elevação do ser humano, quiçá não foi à toa que a personagem de Goslin tem o sobrenome de GRACE.

Tema (da banda sonora).


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segunda-feira, 20 de julho de 2026

Testemunho de um ainda português

"Um belíssimo testemunho, uma excelente explicação da verdade que alguns teimam em omitir permitindo que as novas gerações não aprendam correctamente a nossa história.
O legado colonial Português foi único no mundo. 

Um orgulho." 


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O maior Anti Fascista

A Constituição de 1933 tecnicamente não era fascista, não tinha sequer uma só alusão a esse tipo de regime de origem italiana e forjado no proletariado (...de esquerda pois), como ele foi ainda mais além e mandou prender Rolão Preto e António Sardinha deslumbrados e líderes do movimento fascista português e que o Professor Salazar, pura e simplesmente, não queria. Mário Soares também afirmou o mesmo em público. Salazar era efetivamente anti fascista.

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quinta-feira, 16 de julho de 2026

Futebol: de Albert Camus a Onésimo Teotónio de Almeida

"Tudo o que eu sei com maior certeza sobre a moral e as obrigações dos homens, eu devo ao futebol."
Albert Camus (escritor e ex-guarda-redes).

Em contraste com países realmente desenvolvidos, onde intelectuais, músicos, atores, pintores e muitos outros ligados à cultura são adeptos ferrenhos de futebol, no nosso Portugal abrileiro, de foice e martelo, sem descurar do proletariado, e do cançonotismo rural dos cantautores fieis ao PC e por aí fora, emerge uma incompreensão e um snobismo psudo intelectual bacoco que não consegue sequer compreender a multiplicidade e a riqueza estratégica, social, cultural e desportiva do fenómeno.

O que vale é que, por vezes, verdadeiros intelectuais entendem o fenómeno do futebol como ele deve ser interpretado: uma das linguagens mais sólidas e transversalmente unificadoras da humanidade.

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domingo, 12 de julho de 2026

A Casa de Ferro - Moçambique português

A Casa de Ferro é um dos monumentos históricos e arquitetónicos mais icónicos de Moçambique. Trata-se de um edifício inteiramente pré-fabricado em ferro, projetado pelo famoso engenheiro francês Gustave Eiffel (o mesmo criador da Torre Eiffel) e erguido originalmente no ano de 1892.

Foi encomendada pelo governo colonial português para servir de residência oficial ao Governador-Geral de Moçambique.

Chegou a ser a sede do Instituto D. Amélia, o Museu Geográfico.


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Palácio de Ferro - Angola portuguesa

Ainda antes das faraónicas e importantes obras realizadas pelo Estado Novo nos territórios Ultramarinos, onde, sobretudo, em Angola e Moçambique, algumas cidades e sociedades foram consideradas mais evoluídas do prisma urbanístico que no Portugal europeu, em Monarquia já havia, também, preciosidades destas que revelam as imagens. Uma criação do ateliê de Gustave Eiffel, o célebre engenheiro da Torre Eiffel. Esta estrutura teria sido concebida na década de 1880 ou 1890 em França para um pavilhão de exposição, mas foi edificada em Angola.


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terça-feira, 23 de junho de 2026

Saber separar as águas OU Dois pesos e duas medidas

Os EUA não impediram os iranianos de participarem no Campeonato do Mundo de Futebol de 2026.

Os tenistas russos e bielorrússos estão impedidos de se fazerem representar pelas bandeiras dos seus países no Circuito. Com os israelitas, e bem, isso não acontece...

Os russos e bielorrússos estão impedidos de participar no freak show de seu nome Eurovisão da Canção. Já os israelitas, e muito bem, não estão, inclusive, tiveram mesmo quase a ganhar aquela coisa este ano.

Imagem - Mirra Andreeva, jovem russa recém vencedora de Roland Garros.


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sábado, 13 de junho de 2026

"15:17 - Paris" (2018)

Quando Clint Eastwood veio anunciar, muito infelizmente, o fim da sua carreira cinematográfica, fica aqui um registo da sua multifacetada arte, num filme que julgo (até prova em contrário) ser único na história do cinema, em que os três protagonistas principais do filme foram, efetivamente, os protagonistas do caso na vida real e que motivou a realização desta película pelo Mestre.

    

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sábado, 30 de maio de 2026

A Magnífica

Desde que as eleições para Reitor passaram a ser efetuadas, há anos, através do crivo formal do Conselho Geral, que, pela primeira vez, na história da Academia, uma recandidatura não teve qualquer lista oponente que se apresentasse com um projeto e programa alternativos.

Julgo que temos uma boa síntese do reconhecimento geral, da entrega, da dedicação, dos resultados e do trabalho árduo por parte da Prof. Doutora Susana Mira Leal, em prol da sua tão prezada Universidade dos Açores (UAc).

Tendo sido a primeira mulher a ser proclamada Reitora da Academia Açoriana na História dos Açores (2022), foi também aquela a exercer o cargo de Reitor num segundo mandato (2026 a 2030) sem qualquer concorrência em sistema eleitoral (pós Senado).

Uma pessoa ímpar com resultados únicos.

A causa pública em Portugal por vezes tem a fortuna de ter a sua gestão liderada pela excelência, 'in casu' na pessoa da Magnífica Reitora da UAc, com predicados hoje conjugadamente raros, tais como uma sagacidade invulgar, um bom senso ultra eficaz, uma poderosa capacidade de trabalho, um humanismo sempre ativo e um respeito imaculado para com todos quantos a rodeiam.

Parabéns à comunidade académica da UAc, a maior vencedora com esta (re)eleição.


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domingo, 24 de maio de 2026

"Hospital de Sant’ana. Uma casa digna de reis construída para os pobres"

O título diz tudo, mas a leitura do texto é altamente recomendável.

Este é um artigo que inadvertidamente fala da condição humana, do Divino, Este a comandar e a sobrepor-se ao mundano...mesmo que no contexto terreno, por um lado o bem, por outro o mal. A finalidade é maior, é magnânima, é fulcral, é exemplar...mas infelizmente rara. O contexto não podia ser outro e mais revelador. Todas as variantes, as componentes, os valores que defendo alinham-se neste escrito de José Cabrita Saraiva e é um resultado de uma certeza pacificadora.

Uma história ímpar, uma peça que nem o autor, quiçá, se tenha apercebido da dimensão da qualidade que atingiu em virtude da sua profundidade e da sua essência.

Ler aqui.


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A Rui Rocha

Caro Rui,

Bem sabia o Rei o que estava a fazer ao defender Aznar deste monstro socialista e o outro (na altura o atual PM Zapatero) calado sem impor nada de jeito.

Sempre considerei, quando ambos estavam no poder, o Zapatero ainda pior que o Sócrates. Sócrates faliu o País. Zapatero, a partir de Atocha, em 2004, destruiu até hoje a hipótese que, com Aznar, a Espanha começava a criar de liderar a Europa.

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sábado, 23 de maio de 2026

Momento revivido no verdadeiro Palácio em São Miguel

"Na Biblioteca do actual Liceu Antero Quental, antes o Palácio do Barão de Fonte Bela, o único Palácio de São Miguel...o resto são Palacetes."


À parte disso, o Prof. Carlos Amaral tem feito um excelente trabalho no (nosso) Liceu. No mandato dele serão investidos milhões euros na muito merecida melhoria da infraestrutura. Pena é que na Escola Secundária Monsenhor João Maurício Amaral Ferreira, concelho da Povoação e a mais antiga delimitação territorial desta Ilha, não tenha tido a mesma sorte de ser recuperada.

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sábado, 16 de maio de 2026

Morrem muitos mais...

O Doutor Ventura, de facto, não foi correto quanto aos presos e mortos políticos pós 25 de abril. Os números foram ainda superiores aos que aludiu.

Só na Guiné, o PAIGC, ultrapassou o que nem 3 Salazares podiam conseguir entre os menos anos de Estado de Novo que já levamos no atual regime de conluios.

Nenhum regime em Portugal, nem o de Salazar, foi tão cruel e mortífero como o pós 25 de Abril - PREC, especialmente racista que levou à prisão e mortes sumárias sobretudo de milhares de irmãos nossos portugueses negros deixados sem qualquer proteção naqueles países fundados pelos europeus.

Hoje já começam a surgir algumas verdades, mas muito ainda há para (re)descobrir e, assim, repor os factos no seu devido lugar da História.

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sábado, 25 de abril de 2026

Novamente os cravos...

Por atos de partes como este é que defendo um sistema monárquico, tal como é uma realidade até hoje num importante grupo dos países mais desenvolvidos do mundo. Um Rei nunca faria isto. Bem estiveram, neste específico âmbito, os dois anteriores Presidentes, porque o cravo vermelho não foi sinónimo de alegria para todos. Muitos milhares de portugueses perderam tudo o que possuiam a partir desse dia e viram as suas vidas arruinadas. O caso dos "retornados" é um dos muitos exemplos.

Não compete ao Chefe de Estado simbolizar um dia que colocou portugueses contra portugueses, muito menos instigar isso usando um cravo vermelho na lapela.

O dia da liberdade não pode colocar portugueses contra portugueses, deve ser o inverso. O verdadeiro dia da liberdade será sempre para mim o dia 1 de Dezembro de 1640 e o da Independência o dia 5 de outubro de 1143. Datas que unem.


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segunda-feira, 6 de abril de 2026

A outra Diana

Por alguém que sabe do que fala...

(curiosamente sempre tive entendimento semelhante)

"Ela era fria, taciturna, distante...exceto na presença de paparazzi"

Juan Carlos I, Rei Emérito de Espanha [sobre a Princesa Diana]

In Versa, revista do Sol, pág. 11, de 7-11-2025.


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Real e Paroquial Igreja de São Pedro

Nem todos os termos em documentos oficiais relativos aos melhores tempos que vivemos em Portugal foram apagados pela república e/ou pelos republicanos radicais/extremistas.

Alguns mantêm-se firmes e corretos:


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sexta-feira, 3 de abril de 2026

Nova Constituição


"Decano e Professor Catedrático da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa (Nova School of Law) (desde 2009) e Professor Catedrático da Universidade Autónoma de Lisboa (desde 2008). Presidente do Instituto de Direito e Segurança. Presidente Honorário do OSCOT.

Advogado, Jurisconsulto e Árbitro (Árbitro judicial nacional e internacional, Árbitro da jurisdição administrativa e fiscal, Árbitro do Conselho Económico e Social e Árbitro do Centro de Arbitragem Administrativa).

Autor de mais de 300 títulos, com manuais, monografias e artigos científicos em diversos domínios científicos, jurídicos e extrajurídicos, de que se evidencia o Direito Constitucional."

Wk.

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domingo, 22 de março de 2026

Ratzinger, o pai teológico do fim

O pai teológico do Vaticano II, ou seja aquele que ajudou a (tentar) matar a Santa Igreja. Um liberal perigoso, que muitos acreditavam ser conservador. Muito culto, mas sobretudo astuto.

O mesmo que fez isto, foi o mesmo que instruiu o processo para excomungar o Monsenhor Lefebvre, homem de confiança de Pio XII e que era muito respeitado por milhares de almas nos vastos territórios da África francófona pelo profundo trabalho de evangelização que lá efetuou.


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quarta-feira, 18 de março de 2026

Só uma mulher podia ter composto isto (...deep complexity:)

"Cause when you killed me inside, that's when I came alive"

L.G.


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quinta-feira, 5 de março de 2026

In memoriam

O livre pensador e, portanto, o escritor.


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domingo, 8 de fevereiro de 2026

Presidenciais 2026

Como monárquico não voto (especificamente) para a Presidência da República. Seria uma incoerência comigo mesmo se assim não fosse.

Contudo, vendo o cenário deste ato eleitoral, parece-me claro que, independentemente do resultado de hoje, o Doutor André Ventura sairá sempre vencedor.

Continuo a achar, e tentando colocar-me na pele dos detratores dele, que vencer a Presidência, ainda assim, iria ser menos mau do que aquilo que virá a seguir.

Ganhando Seguro, pessoa séria, mas também o mais difamado homem de esquerda dentro da esquerda, quis o destino que caísse sobre ele a responsabilidade de salvar a III república, aquela que "caminha para o socialismo" de acordo com a Constituição ainda em vigor. Lembro apenas duas coisas aos republicanos e aos que votam em Seguro:

1- A França já vai na V República (quiçá a caminho da VI); e
2- François Hollande (o último socialista Presidente da França antes da derrocada final do Partido Socialista Francês).


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domingo, 18 de janeiro de 2026

Além dos custos exorbitantes das campanhas, além das picardias mesquinhas pelo poder

Choca-me ouvir comentários como "eu vou votar em fulano", "eu vou votar beltrano" ou, ainda, "eu vou votar em sicrano" quando está em causa o representante de todos os portugueses. O Chefe de Estado é aquele que, ao menos, na esfera representativa, e não falamos da governamental, nos devia unir a todos, sem mácula. A recente democracia ocidental foi criada sob égide das Monarquias. As repúblicas, nos principais países da Europa, vieram depois. Mas vieram. Vieram e trouxeram a divisão e a desunião. A democracia é mais do que o ato (formal) de votar. A democracia é, sobretudo, a liberdade para poder confiar em alguém, em algo, que transcende prazos de mandatos, timings e formalismos em suporte papel. Veja-se, por exemplo, a eleição do Presidente da Assembleia da República, em parte similar à Aclamação de um Rei, pelo Povo, nas Cortes (vulgo Parlamento). Este é um ato praticado no seio de uma democracia, não menos legítimo que a eleição, por sufrágio universal direto, de um Presidente da República, eleição essa, que nos últimos 50 anos, e sejamos justos, gerou crispação em vez de união, pois o eleito foi quase sempre de origem partidária (ex. Soares, Sampaio, Cavaco, Marcelo, o próximo e por aí fora). É uma falácia que o "qualquer um" possa ser Presidente da República. O Rei, inversamente, criou o País, o Povo e a respetiva cultura. Rei, País e Povo, em Monarquia, são um só. Não carecem símbolos acessórios como hinos ou bandeiras. O Rei é o símbolo maior, aquele que personifica a Nação e o Povo que outrora ele gerou. Se assim não fosse, não havia explicações para democracias mais amadurecidas como a inglesa, a norueguesa, a dinamarquesa, a sueca, a belga, a holandesa, a espanhola, a japonesa, etc.
 
Termino dizendo que foram também muitos aqueles que, nestas presidenciais, e perante os candidatos disponíveis, que partilharam comigo, pela primeira vez, a percepção do quanto uma Monarquia, afinal, é util e mais segura.

Com toda a certeza: a distância para uma Monarquia já esteve mais longínqua.


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Além do poder

"O Rei não precisa de partido porque não é votado; não precisa de propaganda porque não é efémero; não precisa de conquistar o poder porque está para além do poder."

Francisco Sousa Tavares | Jornalista e Político Monárquico português (1960).

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domingo, 11 de janeiro de 2026

A nova Pérsia

Anatole France, Prémio Nobel da Literatura em 1921, dizia e muito bem: "Por cada Monarquia derrubada o céu torna-se menos brilhante, porque perde uma estrela. Uma república é a fealdade à solta."

Ora, no Irão, esse nome incorreto, estamos a assistir ao regresso de uma Monarquia. Assim sendo, e seguindo as palavras daquele autor, é uma estrela de união e progresso que volta a brilhar. Depois da queda de mais uma fealdade, o povo volta a estar livre, o povo volta à sua origem personalizada pelo Xá da Pérsia. Viva o Xá!


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quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Bananal

Suécia, Dinamarca, Noruega, Holanda, Bélgica, Luxemburgo, Espanha, Reino Unido, Mónaco, Japão, Canadá, Austrália, etc, etc, são Monarquias. Supostamente são países, neste momento, mais evoluídos do que Portugal.

Com o andar da carruagem desta república portuguesa, a qual espero, sinceramente, que seja a última, julgo que qualquer um começa, razoável e finalmente, a perceber que uma Monarquia já se torna importante e necessária equacionar como forma de corrigir este descalabro civilizacional e desprestigiante que estamos, em Portugal, submergidos.

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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)