Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

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sábado, 27 de maio de 2017

Quando a partícula "rei" chega ao Presidente

O verdadeiro cognominado "Presidente-Rei" foi Sidónio Pais.

Contudo, Mário Soares e, presentemente, Marcelo Rebelo de Sousa, também têm sido apelidados de "presidente-rei", em especial por muita comunicação social.

Como todos sabemos, e em contraste com um Cavaco Silva, estes dois presidentes caíram nas boas graças do mainstream e, consequentemente, são elevados à menção de "presidente-rei".

Ou seja, quando os mandatos correm bem, quando há o agrado de muitos sobre um determinado presidente, a partícula "rei" surge imediatamente próxima à de presidente.

Disto se concluiu, mesmo face à inconsciência coletiva proliferante, que quando necessitam de exaltar um determinado presidente que gostam, quando procuram superlativar o cargo de presidente da república para algo mais, algo no patamar cimeiro, surge o hífen e o "rei"...sendo motivo para questionar se o cargo de presidente da república, que devia ser a mais alta magistratura, o mais elevado estatuto do País, se o é efetivamente. O status de Rei esse sim parece (ainda) ser.

Porém, mesmo admitindo que, no atual caso de Marcelo, não seja um artificialismo da comunicação social elevar-lhe ao estatuto de "presidente-rei", a verdade, realmente inegável, é que Rebelo de Sousa tem sido um agente próximo do povo e muitíssimo atuante, tem a cada dia aproximado a representação da Nação aos cidadãos e essas são características, inquestionavelmente, inerentes ao reinado de um Rei constitucional. 

Pelo que será motivo para colocar a questão: se podemos ter o original, então porquê ficar com as imitações?


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sexta-feira, 17 de março de 2017

Administração Pública, pós 25 de abril, em 4 pinceladas rápidas

1.ª) De 1974 a 1985, pouco se fez.

2.ª) A modernização administrativa, a grande dignificação das carreiras e o seu emagrecimento operou-se com a reforma legislativa, de 1989, do Governo Cavaco Silva.

3.ª) O Governo Guterres, com a legislação de integração dos precários, aproveitou os bons eixos da reforma de 89 e engordou-a desmesuradamente.

4.ª) A reforma de 2008, pelo Governo Sócrates, literalmente desintegrou as carreiras (era então Secretário de Estado João Figueiredo), manteve a engorda, aplicou congelamentos, os salários baixaram e, em suma, retirou a dignidade e a qualidade que, de certo modo, procurou-se angariar anos antes. Ficou a herança para os Governos vindouros.

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sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Desnecessidades

O Socratismo foi uma espécie de Fontismo desnecessário, pois pouco tempo antes tinha havido o Cavaquismo.

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terça-feira, 8 de março de 2016

O Último e o Primeiro Dia

O Presidente da república terminou hoje o seu mandato. Sem descurar das elevadas taxas de abstenção envolvidas nas suas duas eleições (e de outros), este acabou por ser empossado derivado à votação efectuada por (alguns) cidadãos.

Contudo, o Presidente termina o seu mandato com o tão falado índice de popularidade em baixa, segundo alguns superior mesmo à percentagem que o elegeu.

Ora, sabendo a forma como a república foi imposta, alicerçada em estritos grupos de interesses oligárquicos, processualizada por um braço armado maçónico - A Carbonária (cuja bandeira terrorista deu forma à actual bandeira da república portuguesa), não posso deixar de trazer à colação, entre muitos outros exemplos, duas imagens que expressam a relação dos portugueses com a Monarquia e com os seus representantes, concretamente da cerimónia fúnebre da Rainha D. Amélia (mesmo passados 41 anos do seu brutal exílio) e, ainda, o baptizado do actual Príncipe da Beira, D. Afonso, em Braga, nos anos noventa.

Nestes contextos expontâneos, não é difícil, para ninguém, perceber que, nesta ambiência, pouco releva o contexto dos votos, da abstenção ou da popularidade, aliás como acontece em Inglaterra, Holanda, Suécia, etc, antes sente-se, com nítida clareza, a admiração, o respeito e, sobretudo, a consideração do povo àqueles que são realmente Portugal.
 
 
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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Descansados

É a diferença para a Monarquia, essa palavra - descanso - não entra no dicionário de um Rei...é até ao fim a servir os portugueses.

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sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

A frase não é do ex-padre comunista


Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.»

(Rodrigo Moita de Deus sobre a afirmação em mandato presidencial de Cavaco Silva)



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sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Repensar

Ontem ficou claro que o Chefe de Estado não é, afinal, uma figura alegórica. É ainda garante de muito.

Daí a importância de repensar essa magistratura, porquanto a fragilidade que hoje foi conhecida ao PR, mormente a acusação, mesmo que injusta, de ter sido partidário (na sua declaração), num Rei isso nunca aconteceria.

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domingo, 16 de agosto de 2015

Corte nos salários dos trabalhadores públicos?

Repor os rendimentos dos trabalhadores do sector público não significa, técnica e necessariamente, o aumento da despesa pública. O Prof. Cavaco, nos anos oitenta, dignificou o sector público sem aumentar a máquina. Quem desmesurou a Administração Pública foi o Eng. Guterres, relembre-se. O problema não são os salários, mas sim os excessivos lugares ocupados em supérfluos Institutos, afins e, claro, muitos boys and girls.

Muitas vezes critica-se a Administração, quando a História revela que uma das poucas coisas que nos pudemos orgulhar é precisamente dela. Por mais de 500 anos tivemos uma Administração competente que geriu grande parte do Globo. O Direito Administrativo diz-nos isso mesmo numa óptica integrada, comparativa e temporal. Poucos se lembram disso. Há que não confundir a Administração, que possuiu muitos profissionais competentes, com a sua tomada pelo PREC nos 70's (quiçá até aos nossos dias).

Além disso, muitas firmas de implementação de Qualidade têm verificado que o sector público, mesmo com todos os seus defeitos, tem regras bem definidas e hierarquizadas o que permite facilitar aquela implementação.

Por fim, é bom relembrar que a crise teve uma componente pública, mas a incompetência privada também deixou contornos desastrosos é ver-se os casos BPN, GES etc, etc.

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sexta-feira, 12 de junho de 2015

Para memória futura

A república, por intermédio do seu presidente, Aníbal Cavaco Silva, condecora Teixeira dos Santos.

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sexta-feira, 3 de abril de 2015

No meio está a virtude

"Cavaco Silva é acusado de colocar num mesmo patamar de rejeição o salazarismo e a revolução".

In E (Revista do Expresso), 28-3-2015, pág. 65.

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domingo, 15 de março de 2015

Factos

1.º) Não existe o Presidente de todos os portugueses, nem nunca existirá. É uma ficção jurídica, materialmente irrealista;

2.º) Apenas o Rei era de todos os portugueses, precisamente por não ser eleito e pela sua figura existir antes mesmo do próprio País;

3.º) O Presidente Cavaco não está nomeando ninguém;

4.º) Esse senhor, que julgo ser actualmente de esquerda, chamado Freitas do Amaral, é um grande administrativista, mas refere bem quando disse que o Rei "podia" ...pois há muito, no constitucionalismo português, que o Rei deixou de poder na Monarquia Portuguesa. Na nossa Monarquia e nos actuais países mais evoluídos do planeta, onde existem monarquias, há muito que é o povo que os aclama formalmente, por via do Parlamento...à semelhança daquilo que ainda vai acontecendo na nossa fabulosa república com a segunda figura de Estado.

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terça-feira, 10 de junho de 2014

10 de Junho | “Respeito por Portugal!”

 
Hoje é dia 10 de Junho, dia de Portugal, de Camões e das Comunidades. 
 
Este é um dia que, supostamente, devia ser de alegria e de união entre portugueses. Contudo, e uma vez mais, a la república terceiro-mundista, apareceram vozes e cartazes de sindicatos, corporações essas que, instaladas e bem seguras em si próprias, dão voz aos seus associados a troco de um negócio de desconto percentual nos seus vencimentos. Curiosamente, as tv's nunca se referiram hoje aos realmente prejudicados e a quem, legitimamente, lá devia estar a protestar, i.e. os sindicalizados. Quem compareceu foram os do costume: determinados sindicatos.
 
Todavia, e apesar dessa realidade, houve um aspecto que, felizmente, preponderou positivo e, assim, superou esse mal. Além da comparência das instituições desavindas, nomeadamente do Governo vs a oposição do Tribunal Constitucional, do líder do PS, etc, retive as palmas das gentes da Guarda após a lúcida intervenção do Sr. Chefe do Estado Maior das Forças Armadas em torno do incidente que envolveu a saúde do Presidente, bem como aquando do retorno de Cavaco Silva ao seu discurso abruptamente interrompido.
 
Costumo dizer que se dependesse de mim, a Monarquia era restaurada hoje mesmo e a república acabava. Contudo, é lastimável ver, independentemente do regime imposto, como não existe um sentido mínimo de coesão nacional, nem por um dia, em prol de um projecto estrutural (de união) em torno do País, nem tão pouco das figuras que, apesar de serem as possíveis geradas pelo regime, merecem respeito...ao menos institucional. Sei que sem um Rei (apartidário) é difícil construir esse tecido unificador, mas ao menos tentassem com o que se tem: um PR.
 
Em cenários realmente difíceis, com ancestrais divergências, como ilustra a foto deste post, foi bem possível, por um dia, concretizar o que refiro. É pena que, apesar das dificuldades que Portugal atravessa, hoje não tivesse havido uma alegria contagiante conforme acontece numa Inglaterra, numa Suécia, etc, e se esquecessem os apupos que não levam a nada.
 
Valeram as sábias e sintomáticas palavras do Sr. Chefe de Estado Maior das Forças Armadas: “respeito por Portugal!”
 
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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

(Des)União Nacional

O Presidente Cavaco Silva questionou-se hoje, perante os jornalistas, porque razão a classe política não dá, à semelhança da vizinha Espanha, um manifesto exemplo de união e conjunto perante a crise e perante o futuro do País.
 
Eu respondo-lhe Sr. Presidente: a culpa é do Rei que assassinaram no dia 1-2-1908, nunca foi do sentido individualista e não colectivista da república que já perdura 103 anos, nunca foi! A culpa nunca foi dos republicanos que vez alguma puseram os seus interesses à frente dos pátrios!
 
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sexta-feira, 9 de agosto de 2013

A trois

O Dr. Cavaco, apesar de experiente político, interferiu na governação ao fazer aquele périplo do acordo partidário "a trois". O PSI20 imediatamente ressentiu-se e o País objectivamente sofreu.

É verdade que aquela acção política do PR acabou por neutralizar, de vez, a acção de Seguro e do PS, dada a inevitabilidade da resposta ao acordo e dada a subjugação daqueles perante os seus superiores hierárquicos dentro do Clube socialista (Soares, Alegre e Comp. Lda). Mas, apesar de tudo, e embora possa ter um efeito reflexo benéfico, tratou-se de uma acção política para não lhe chamar partidária ou, mais grave, ideológica.

Em suma, o PR não foi, com toda a clareza, de "todos os portugueses" e prejudicou Portugal naquele seu acto.

Anteriormente, num formato muito menos elaborado e elegante do que Cavaco, já Sampaio tinha implodido um Governo e cujo motivo, em comparação com os governos de Sócrates e Coelho, ás tantas, até merecia hoje uma medalha de mérito e louvor...

Cerne do assunto: Valerá a pena continuar com este modelo regimental?
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quinta-feira, 11 de julho de 2013

"Salvação Nacional"

"Salvação Nacional" já só mesmo por MONARQUIA, esse é um facto que, perante os últimos acontecimentos, e a catástrofe da III república, é por demais óbvio até perante os não monárquicos.
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18º ou será 19º ?

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quinta-feira, 4 de julho de 2013

O Fungágá da Bicharada

Soares e a descolonização; Cavaco e o betão; Guterres e o novo riquismo rosa impagável; Barroso e o seu patriotismo Maoista; Sócrates e as PPP's, Freeport's e a afins; e Coelho, Portas e Seguro a brincar aos rapazes...esta é a democracia que temos, este é o estado da Nação. 

Ao ponto que nos levou esta república ...absolutamente decadente.

1910 até hoje? É preciso fazer o desenho?
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quinta-feira, 27 de junho de 2013

Isto tem de acabar e depressa!

Estamos a desvanecer. Este País está vazio de patriotismo, como um desportista está vazio de vontade para vencer.
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quarta-feira, 12 de junho de 2013

"Cavaco soma e segue"

«Os republicanos sabem o que fazem, tornaram-se exímios na aprendizagem da sua própria história e vai daí, são reconhecidos peritos em medidas defensivas. Se S.M. o Rei D. Carlos I, tivesse beneficiado das normas que hoje sancionam os insultos ao Chefe do Estado, a Casa de Bragança teria sido a mais rica da Europa.» 

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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)