Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

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segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

D. Manuel II, no exílio

Mesmo no exílio nunca deixou de fazer o que o Rei deve fazer: proteger os indefesos. Como soberano que era e se em Portugal não precisava de votos, em Inglaterra exilado menos sentido fazia o que fez. Fez, contudo, por consciência, convicção e formação. Mas os nossos reis eram assim, majestosos na verdadeira aceção da palavra, ou seja protegendo os fragilizados. Em dia de Restauração de 1640 é importante recordar quem fomos e avaliar com aquilo que somos hoje. Quo Vadis Portugal?

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domingo, 10 de novembro de 2024

The Last Kingdom

Tenho vindo a acompanhar esta série (2015 - 2022), há alguns meses na Netflix.

Esta retrata a fase de construção da Inglaterra, quando a Ilha estava, tal como a Península Ibérica, dividida em vários reinos.

Enquanto na Península, nesta época, 800 anos D.C., havia conflitos com os Muçulmanos, em Inglaterra havia com os dinamarqueses, Vikings.

Considero esta uma boa série, não excelente, mas boa. Tem um leque de atores heterogéneo, uns razoáveis outros melhores e outros bastante melhores ainda.

Contudo, neste 'cast', sobressaiu-me um ator que desconhecia e que, doravante, irei estar atento aos seus desempenhos futuros, porquanto a sua atuação nesta série é inequivocamente de um nível superior, que se destaca dos demais colegas e esse é David Dawson, que interpreta o papel de Alfredo de Wessex, o Grande. Este foi Rei de Wessex, de 871 a 899 e Rei dos Anglo-Saxões de 886 a 899. Alfredo defendeu o seu reino contra os dinamarqueses e, à época de sua morte, era o governante mais poderoso e respeitado na Inglaterra.

Recomendo, pois, ver esta série, registando que o papel de David Dawson, como 'Alfred of Wessex', por si só, torna esta recomendação quase numa obrigação. É, de facto, um ator que tem uma áurea distintiva e um desempenho de excelência, de elevado destaque e, tal como Daniel Day-Lewis absorvia as suas personagens a roçar a obsessão para se aproximar, o mais possível, daquilo que elas exigiam para serem ou seriam na realidade, também no mesmo espírito, David Dawson, consguiu atingir o patamar máximo, ou seja, quando o espetador fica com dificuldade em distinguir o ator da personagem, pois ficamos com a séria sensação, em 'O Último Reino', que estamos na efetiva presença de um rei.


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quinta-feira, 8 de setembro de 2022

A Agenda

Muitos dizem que a Rainha de Inglaterra (...e inerentemente os demais monarcas europeus que habitualmente representam os países mais desenvolvidos da Europa em muitos índices), era uma figura meramente "decorativa", "sem poder" e por aí fora.

Porém, devem haver muito poucos no mundo com a agenda telefónica que ela tinha e que gostariam de ter...


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domingo, 12 de dezembro de 2021

A monárquica Alice Lawrence Oram

Alice Lawrence Oram era inglesa mas, adotando a residência em Portugal, por motivos profissionais (jornalista), tornou-se mais portuguesa que muitos nascidos há varias gerações em terras lusas.

Mesmo depois do ataque terrorista que derrubou o Regime que fez e era Portugal, continuou, destemidamente, a expor próxima de si, na sua sala, fotos da Família Real Portuguesa.


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sábado, 13 de fevereiro de 2021

Carlos, Príncipe de Gales

Coisas que distinguem um Chefe de Estado numa Monarquia para o de uma república (... de políticos).

Num cenário de potencial assassinato, reparem no semblante e na postura do Príncipe de Gales, nunca deixou de olhar a morte de frente e sem, aparente, medo. Nunca.


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sábado, 24 de agosto de 2019

Os britânicos


"Nisto e noutras coisas que vendo bem vêm sempre dar aqui".


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domingo, 10 de fevereiro de 2019

Os Duques de Norfolk

Sir Thomas More que, além de ilustre académico, foi "Lord Chancellor", nunca traindo o seu Rei - Henrique VIII, acabaria condenado por traição enquanto vítima de um arranjo formal, em julgamento, para calar a verdade da sua consciência, em especial a religiosa, aquela que, em coerência e em fundamento, era o seu "path" para Deus.

Contudo, subjacente àquele injusto caso de Sir Thomas, estava uma fortíssima determinação Real em dar seguimento a um ignóbil assunto de saias que motivou a maior distorção (ou mesmo aberração) de crenças no mundo ocidental, com a criação da "Igreja de Inglaterra", cuja chefia recai sobre o Soberano ou Soberana de Inglaterra.

À parte da incongruência e da incoerência daquele formato gerar, até hoje, um indisfarçável atraso civilizacional, manchando desnecessariamente Inglaterra neste âmbito, porquanto volta a aglomerar o suposto poder civil ao religioso, foi simultaneamente meio gerador de um dos cenários mais sangrentos e duradouros que há memória por motivos religiosos no seio da Europa dita avançada.

É precisamente neste delicadíssimo contexto, que importa, igualmente, dar máxima atenção e consideração ao Ducado de Norfolk, que apesar de ser designado oficialmente "O Primeiro Ducado", dos mais antigos e importantes títulos ingleses (Séc. XIV), com lugar de destaque nas Coroações dos Reis de Inglaterra, à data de Henrique VIII e de sua filha Isabel I, foi um dos principais opositores àquela criação religiosa, mantendo-se, como até ao presente, fiel e coerente ao Catolicismo e ao Papa, não obstante, e mesmo hoje, nunca contrariado a sua posição religiosa, reconhecer SM a Rainha de Inglaterra como sua Soberana.


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sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

D. Manuel II No Desfile da Vitória dos Aliados

Para os ingleses, ontem e hoje, o Armistício tem uma importância elevadíssima.
Em momento tão importante, El-Rei foi chamado a participar. Encontrando-se no exílio, apenas uma palavra é justificativa: prestígio.

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sábado, 19 de maio de 2018

A rainha Africana

Carlota de Mecklemburgo-Strelitz, mulher do Rei Jorge III de Inglaterra, Rainha consorte, tinha ascendência africana.

E com origem, segundo o historiador, na Família Real Portuguesa.
Portugal em Monarquia, sempre à frente.


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Eduardo VIII

Depois do que se passou com a princesa Margarida, a princesa Ana, a princesa Diana, a Camilla e agora a Meghan Markle, acabo por achar hoje que exageraram um pouco com este senhor:


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Gestos

No dia do seu matrimónio a Rainha Victória não levou joias na cabeça, levou algo mais belo: flores.

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sexta-feira, 24 de março de 2017

Dois Homens, Duas Tomas Diferentes


Tomás Moro foi Chanceler no reinado de Henrique VIII da Inglaterra. Muito haveria para dizer sobre este grande Humanista, até por Erasmo reconhecido. Homem com sentido de humor refinado, por vezes irónico no tradicional formato inglês, solidamente católico, inteligente, muito culto, absolutamente integro e, acima de tudo, coerente. Nunca desleal ao seu rei, todavia colidindo com a decisão de Reforma daquele - Anglicanismo, pelos motivos sobejamente conhecidos, e embora se considerasse amigo de Henrique de Inglaterra, o ex homem de confiança optou por dar prevalência ao Rei dos Reis. Isso afere-se no momento da sua execução, quando apelou aos presentes que orassem pelo monarca, terminado a dizer que "morria como bom servidor do rei, mas de Deus primeiro."

Foi canonizado, em 19 de maio de 1935, pelo Papa Pio XI.

Em contraste,

Tomás Cranmer foi um dos condutores da Reforma da comunhão Anglicana e ascendeu a Arcebispo de Cantuária (criado no séc. VI com Santo Agostinho de Cantuária). Ocupou o cargo durante os reinados de Henrique VIII, Eduardo VI e, por pouco tempo, de Maria I. Foi um dos concretizadores da anulação do casamento do rei inglês com Catarina de Aragão, base da cisão com a Igreja Católica. A partir da separação, o rei era considerado o soberano da igreja - o princípio da Supremacia Real, o que não deixava de ser, especialmente hoje, um retrocesso sobre a separação de domínios (religioso vs civil).

Manifestando o seu apoio à Dama Jane Grey para suceder a Eduardo VI como Rainha, e após a ascensão ao trono de Maria I, foi preso sob heresia (e não por traição) sendo, assim, poupado de uma morte imediata e próxima de sumária.

Quando Maria I iniciou o processo de reversão religiosa, de modo a que a Inglaterra retomasse oficialmente a fé católica, Cranmer foi deposto, substituído e mantido preso.

No decurso da prisão – dois anos, formalizou vários arrependimentos, foi apostata, tendo mesmo reafirmado “a sua crença na transubstanciação e na supremacia papal”. Fontes relatam “que o fez a fim de evitar sua execução”.

No momento da sua execução, «Cranmer retirou sua declaração anterior de arrependimento e denunciou a doutrina da Igreja Católica e o Papa, dizendo: "E sobre o Papa, eu o recuso, como inimigo de Cristo e Anticristo, com toda sua falsa doutrina.» Após isso, Cranmer foi levado à fogueira».

É evocado, por anglicanos, como suposto mártir do processo de Reforma.

Fonte complementar – Wiki.
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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

sábado, 21 de janeiro de 2017

sábado, 24 de dezembro de 2016

King's College Choir | Christmas Carols

O King's College de Nossa Senhora e São Nicolau, em Cambridge, fundado em 1441 pelo Rei Henrique VI.
Ao fundo a ‘Adoração dos Magos’, obra de Peter Paul Rubens.
Data - 1633-1634
Técnica - Óleo sobre tela
Dimensões - 328 × 247 cm


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sábado, 3 de dezembro de 2016

She's the best man for the job

«Os Tories escolherem, ainda nos anos 70 (quando não havia esta angústia de mostrar diversidade) a Margaret Thatcher para o cargo afirmando "she's the best man for the job". »

S. Jofre.

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sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Marcelo e a Rainha


Uma postura de amabilidade que não esconde a ausência de paridade.


Foto - Presidência da república.


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quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Lipipi

A prova da intimidade e da ligação humana das personalidades reais, portuguesa e britânica, resultava, inequivocamente, da forma como a Rainha Vitória de Inglaterra chamava o Rei D. Luís I. Não pelo seu nome, mas por aquele diminutivo familiar de criança.


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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)