Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

domingo, 17 de setembro de 2017

"O ténis é um desporto para admnistradores"

Sempre soube que o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa era um grande adepto do ténis. Muitas foram as vezes que o vi no Estoril Open.

Anos atrás troquei algumas palavras com ele num jantar e um dos assuntos foi, inevitavelmente, o ténis. Falamos sobre a sua paixão relativamente à modalidade e também da famosa e polémica nota pública de 20 valores que deu a Nuno Marques, quando o portuense ganhou o cabeça de serie n.º 1 do Estoril Open, Alberto Berasategui, por 6-4 e 7-6, em 1995.

Contudo, ao ver no dia 1 de setembro p.p., ao fim da tarde, um pouco do jogo de Karolína Plíšková vs Nicole Gibbs, o comentador do Eurosport, Miguel Seabra, referiu que certo dia Marcelo Rebelo de Sousa lhe terá dito: «"o ténis é um desporto para administradores", no sentido em que é necessário constantemente tomar decisões, constantemente quando se está num court de ténis».

Ora, devo afirmar que nunca tinha pensado dessa perspetiva. Sempre soube que o ténis era um desporto que, mais do que físico, era exigentíssimo psicologicamente, que apenas os mais fortes conseguem ganhar. Excetuando a variante de pares, no ténis não existem "colegas" para (re)distribuir responsabilidades. O tenista, tem que decidir sozinho, por vezes em situações muito adversas.

Pelo exposto, não poderia estar mais de acordo com atual Presidente da república neste domínio e, sobretudo, do prisma que vê esta modalidade centenária.


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