Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

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quarta-feira, 18 de março de 2026

Só uma mulher podia ter composto isto (...deep complexity:)

"Cause when you killed me inside, that's when I came alive"

L.G.


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domingo, 31 de julho de 2022

Isabel Díaz Ayuso

«Uma mulher ser primeira-ministra de Espanha terá de ser pelos seus méritos e qualidades, não por ser mulher.»

Isabel Díaz Ayuso


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sábado, 3 de abril de 2021

Monarquia é no feminino


Em república hoje, tão liberal, cada vez mais feminista, tal como a França inspiradora, teve/tiveram alguma mulher nesse mesmo posto?

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sábado, 13 de fevereiro de 2021

Aborto - O corpo vai... mas a vida resplandece, multiplica-se e brota a eternidade da luz

Umas mulheres dizem que é um direito sobre o seu corpo para justificar a morte de um ser humano intrauterino de vontade alheia.

Outras arriscam o seu corpo (e por vezes a vida) para proteger e dar primazia a um ser humano intrauterino inocente e absolutamente indefeso.

Uns podem achar mais importante, civilizacionalmente, o primeiro cenário. O segundo não acho importante, acho absolutamente admirável e de uma dignidade humanista suprema.


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sábado, 24 de agosto de 2019

A república nunca foi chefiada por mulheres

Sendo Portugal uma Nação pertencente à dita civilização ocidental, e tomando um determinado prisma, bem como nunca descurando que as mulheres, genericamente, no passado, foram vitimas da supressão de direitos essenciais que, erradamente, só abrangiam os homens (apenas relembrando que um dos direitos mais importantes - o de voto - curiosamente lhes foi atribuído pelo Estrado Novo), mas, igualmente, não deixando de trazer à colação alguns movimentos feministas civilizacionalmente desequilibrados, devo confessar a minha estranheza que, em pleno século XXI, e em 3 (três) repúblicas (1910 a 2019) que alguma mulher se reveja neste regime republicano instalado e altamente masculinizado, em que mulher alguma vez ocupou o cargo da chefia de Estado, apesar de ocuparem, cada vez mais, cargos de elevava importância no nosso País. Comparativamente, como é possível, nos séculos XVIII e XIX, termos tido duas mulheres - D. Maria I e II, que levaram muitos homens a se sacrificarem por elas, porquanto para eles as Rainhas personificavam Portugal e, acima de tudo, um ideal, ao ponto de renunciarem à sua própria comodidade, à comodidade das suas famílias, serem levados ao exílio, perdendo muita coisa (material e espiritual), em muitos dos casos a própria vida orgulhosamente por uma(s) mulher(es).

Mais estranho se torna, quando em plena atualidade, temos muitos países monárquicos, onde de forma mais emblemática se destaca a Grã-Bretanha, em que várias são as mulheres chefe de Estado…e que muitos homens admiram e seguem com regozijo.

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Feminismo doentio

Quando as mulheres ocupam já pontos de poder fulcrais no mundo, como a efetiva liderança da Europa (e da Alemanha e não só da União Europeia...), por Angela Merkel, do FMI, da Comissão Europeia, de vários países no planeta, de grandes grupos financeiros (em Portugal temos dois casos), etc, etc, e as coisas, curiosamente, até não estão a melhorar, sobretudo, ao nível da UE, estando mesmo a piorar, é com posts destes, como o da Sofia Vala Rocha, que como já disse, e repito, enumeras vezes, que isto não está a ir por bom caminho e poderá chegar a uma altura, até porque as mulheres estão em maioria, que, infeliz e desnecessariamente, podemos chegar ao cúmulo, abstratamente falando, desta personagem do "formador de machismo", interpretada por Tom Cruise, extraída do filme de Paul Thomas Anderson, Magnolia, se torne realidade.


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quarta-feira, 1 de maio de 2019

Natalidade e coexistència

«"As mulheres não devem em caso algum renunciar ao poder da reprodução em nome da produção.
Um e outro podem - por entre mil dificuldades, claro - coexistir. 'Dar à luz' é a nossa especificidade de mulheres."

É uma das escritoras mais populares da atualidade e a mais misteriosa também. Não se lhe conhece a identidade. O rosto. Foi "Amiga Genial" que a deu a conhecer ao mundo. O livro foi entretanto adaptado para televisão e a série pode ser vista na HBO.

Assim começa a conversa, por escrito, entre uma professora de literatura da Universidade de Oxford e a autora que escreve em italiano.»

In 'E - Revista do Expresso', pág. 52 e 58, de 2 de março de 2019.

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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Evocando o Regicídio

"Infames, infames!"
SMS a Rainha D. Amélia de Bragança 

Regicídio - A 1/2/1908

O dia em que mataram Portugal e abriram caminho à república que temos hoje.
Fica para sempre, no meio de muitos hipócritas, ambiciosos, obstinados, vira casacas, a imagem daquela mulher que se ergue corajosamente e com um simples ramo de flores procura defender a sua família que está a ser vilmente abatida por armas de fogo cobardemente vindas da confusão instalada.


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sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Feminismo machista

Mutatis mutandis, o feminismo nos dias de hoje, e sabendo-se que as mulheres ocupam, cada vez mais, cargos da maior importância a nível mundial, está-se tornando num fenómeno que, de certa forma, se aproxima daquilo que o machismo tem de repudiável.

Dito de uma forma mais lata ou generalista, o feminismo hoje é como se fosse, com as devidas adaptações, uma espécie de machismo.

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quinta-feira, 8 de março de 2018

Homens e Mulheres a Dias

Estas lavagens e rotulagens impingidas com "Dias" só servem para reduzir géneros a coisas ou a emoções ou, ainda, a outros compartimentos, tal como fazem com o "Café" ou com o "Riso". 
Géneros afirmam-se pelas PESSOAS que são, nada mais.

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sábado, 28 de outubro de 2017

"Um sentimento de união dos portugueses em volta de Marcelo"

Hoje de manhã, por altura do pequeno almoço, debatia com a minha mulher a vinda do Prof. Marcelo Rebelo de Sousa à Região Autónoma dos Açores.

Não sendo a minha mulher monárquica, respeitavelmente com muita pena minha, todavia referiu algo que, desde que a conheço dos tempos do Liceu, há mais de 23 anos, nunca tinha ouvido em relação a qualquer outro Chefe de Estado: "já reparaste que existe um sentimento de união dos portugueses em volta de Marcelo".

Eu respondi-lhe que sim, que realmente era assinalável e, desde que me recordo, nunca tinha visto algo assim. De facto, estamos a assistir a um fenómeno impar, um político que, de forma rara, em república, se transformou, excecionalmente, num representante de muitos mais portugueses que os seus antecessores representavam para além da redação estanque e formal da Constituição que fala em totalidade.

É precisamente esse sentimento de união em volta de uma pessoa que nunca havíamos sentido na III república, algo que para quem é monárquico não é novidade mas que está a verificar, pela primeira vez, em república. Porém, e conforme já aqui escrevi, tal preenchimento pode gerar, subsequentemente, um estádio de vazio, pois este caso - de Marcelo - é único e um Presidente nunca é igual a outro, por isso o sistema republicano divergir, também neste campo, para o monárquico, porque não tem as preocupações e o procedimento na formação, na preparação e na transição para o futuro representante da mais alta Magistratura.

Estou perfeitamente convencido, e disse à minha mulher, que este é já um pálido mas significativo exemplo daquilo que seria viver numa Monarquia, conforme vivem outras nações como a Noruega, a Suécia, a Dinamarca, a Holanda, a Inglaterra, o Canadá, a Austrália, o Japão, etc.

Estou igualmente convencido que se vivêssemos em Monarquia, onde o Chefe de Estado é de essência independente de partidos, legitimado pela Lei Constitucional, pelo Povo e pelas origens e pela História da Nação, estaríamos hoje bem melhor que aquilo que estamos, estaríamos ideologicamente mais equilibrados e livres de determinadas tendências partidárias excessivas que nos condicionaram entre 1910 e 2017. Teríamos mais País e menos partidarismo e isso é necessariamente bom.
Marcelo tem sido bom, mas uma Monarquia seria ainda melhor!


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domingo, 17 de setembro de 2017

Amor segundo o género

«Os homens conseguem sobreviver sem amor.
As mulheres não.»

Dito por uma tia a uma sobrinha.
in 'Pais e Filhas', 2015, filme de Gabriele Muccino.

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quarta-feira, 8 de março de 2017

Feminismo, já não | Mulher, já sim

A Inglaterra é dominada por mulheres, a Dinamarca tem uma Rainha, a Alemanha e, consequentemente, a Europa são lideradas por uma mulher.

O mundo estudantil e laboral que conheci (e conheço) sempre foram predominantemente das mulheres.

Nunca vi impedimentos, de natureza alguma, à contração de mulheres.

Então, porque se insiste, ainda hoje, em arranjar um dia internacional para a mulher, tal como existe para o Café (a 14 de abril) ou para a Cerveja (na primeira sexta-feira de agosto)?

Sem detrimento das óbvias diferenças, considero as mulheres da mesma forma que considero os do meu sexo. Basta isso numa sociedade hodierna, ocidental e atual.

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sábado, 4 de março de 2017

Igualdade laboral

O sueco Stefan Edberg, tenista com o jogo mais elegante da história da modalidade, proferiu, em 1989, estas duras e polémicas declarações.

Sobretudo subjacente estava o facto dos homens, que jogam mais sets nos Torneios do Grand Slam, receberem prémios idênticos aos das mulheres.

Sabendo-se que o sueco nunca foi conotado, inclusive pelas suas colegas de profissão, como um machista irracional, sendo sempre respeitado por todos, afável, filantropo, conhecido mundialmente pela sua educação e cavalheirismo, importa, pois, à luz das crescentes discussões em torno das igualdades de direitos, de ambos os sexos, no mundo laboral, trazer à discussão e ouvir a opinião daqueles que determinadamente a queiram aqui expressar.


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sábado, 6 de agosto de 2016

Só para Relembrar

No xadrez a Rainha protege sempre o Rei.

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sexta-feira, 24 de junho de 2016

Sempre gostei desta frase de origem masculina

«São raras as mulheres que me fazem rir, mas as que conseguem já me conquistaram.»

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quinta-feira, 17 de março de 2016

Incursões ao McDonald's

«(…)

P – Ele (o seu filho) mudou a sua perspetiva de olhar o mundo?

R – Não. Ele veio confirmar tudo o que tenho vindo a dizer sobre as diferenças sexuais. A minha ex-companheira, que é a mãe biológica dele, concorda. Ele mostra-me como os homens e as mulheres são diferentes.

P – Em que sentido?

R – Por exemplo, ele gosta de tudo o que é mecânico. Adora saber como é que as coisas são feitas, construídas. Como funcionam as máquinas. Gosta de desconstruir tudo, todos os objetos, até uma caneta. Joga horas com os amigos àqueles jogos de construir e desconstruir edifícios. Não lhe ensinei nada. É tudo instintivo. Como o brincar com carros e com armas para destruir aquelas cidades inteiras.

(…)»

Camille Paglia, escritora norte-americana, professora universitária, feminista e lésbica em entrevista a Alexandra Carita, para a ‘E – A Revista do Expresso”, edição 2261, de 27 de Fevereiro de 2016, págs. 62 e 63.
 
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terça-feira, 8 de março de 2016

França

Liberdade, Igualdade e Fraternidade, contudo, desde Clóvis I até hoje (cerca de 1530 anos de História), não houve cá mulheres a mandar, entenda-se como chefes de Estado.
 
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domingo, 10 de janeiro de 2016

A Lei da moralidade

O primeiro pilar no saber de um aluno de Direito é ter a noção clara, logo no 1.º ano, de nunca misturar o direito (ou a lei) com a moral.

De que serve esse pilar...se já cá temos a criminalização do piropo. Não é de admirar...pois também para a ciência jurídica, e até para o direito natural e pré romano, a noção de casamento, conforme transposta para o artigo 1577.º do Código Civil de 1966, significava essencialmente: «(...) o contrato celebrado entre duas pessoas de sexo diferente (...), nos termos das disposições deste Código.»

Por outras palavras, não me espantará que certa bandalheira descontinuada do rigor e da ciência, possa, em breve, subverter também a (ciência) matemática e passar a dizer que 2+2=5. Vai na volta até daria jeito aos governos Keynesianos do costume... eventualmente para "corrigir" contas mal feitas.

Por fim, e ainda quanto ao piropo (e não a injúria, a difamação, etc - tipologias criminais que já cobrem, e muito bem, a situação em causa), caberia às próprias mulheres, pelo menos àquelas dignas desse nome, às que não se rebaixam perante tontarias masculinas mal elaboradas e australopitecas, acabar com essa aberração legal criada pela maioria negativa.

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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)