Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

Mostrar mensagens com a etiqueta Sidónio Pais. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Sidónio Pais. Mostrar todas as mensagens

sábado, 27 de maio de 2017

Quando a partícula "rei" chega ao Presidente

O verdadeiro cognominado "Presidente-Rei" foi Sidónio Pais.

Contudo, Mário Soares e, presentemente, Marcelo Rebelo de Sousa, também têm sido apelidados de "presidente-rei", em especial por muita comunicação social.

Como todos sabemos, e em contraste com um Cavaco Silva, estes dois presidentes caíram nas boas graças do mainstream e, consequentemente, são elevados à menção de "presidente-rei".

Ou seja, quando os mandatos correm bem, quando há o agrado de muitos sobre um determinado presidente, a partícula "rei" surge imediatamente próxima à de presidente.

Disto se concluiu, mesmo face à inconsciência coletiva proliferante, que quando necessitam de exaltar um determinado presidente que gostam, quando procuram superlativar o cargo de presidente da república para algo mais, algo no patamar cimeiro, surge o hífen e o "rei"...sendo motivo para questionar se o cargo de presidente da república, que devia ser a mais alta magistratura, o mais elevado estatuto do País, se o é efetivamente. O status de Rei esse sim parece (ainda) ser.

Porém, mesmo admitindo que, no atual caso de Marcelo, não seja um artificialismo da comunicação social elevar-lhe ao estatuto de "presidente-rei", a verdade, realmente inegável, é que Rebelo de Sousa tem sido um agente próximo do povo e muitíssimo atuante, tem a cada dia aproximado a representação da Nação aos cidadãos e essas são características, inquestionavelmente, inerentes ao reinado de um Rei constitucional. 

Pelo que será motivo para colocar a questão: se podemos ter o original, então porquê ficar com as imitações?


Share |

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Monarquia e Sidonismo alvos da mesma

Por isso não admira que os mesmos (cujos sucedâneos ainda por aí andam...) lhe tenham feito o mesmo que fizeram a El-Rei!

Share |

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Para além da efeméride

«Em bom rigor, somente podemos hoje afirmar que o bárbaro fuzilamento d'El-Rei D. Carlos e do Príncipe Real foi a porta aberta para quantos homicídios políticos se lhe seguiram, vitimando personalidades de apreço, monárquicos ou republicanos, mais da Direita ou da Esquerda.»
Share |

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Justiça republicana: Sumariamente mortos em república

Tive a oportunidade de verificar um facto passado que, por si só, é revelador daquilo que foi a república ontem, o seu reflexo hoje e sempre. 
Lia a última Revista do Expresso, no semanal espaço temático "Quiz", este dedicado à Justiça, da autoria de Rui Gustavo, quando algumas questões me assaltaram para testar os conhecimentos. 
Chamou-me a atenção a 6, concretamente: 

«Luísa de Jesus foi a última mulher executada em Portugal, em 1772. 
Que crime cometeu? 
a) Assassinou o barão para quem trabalhava e um enviado do Rei 
b) Matou 33 bebés 
c) Era espia de Castela» 

Resposta: b) 

Contudo, e confessando a minha ignorância neste assunto específico, não sabia de todo a segunda. Mas se tivesse reflectido melhor constataria o óbvio. 
O quiz 2 era colocado assim:

«A pena de morte foi abolida em 1867, mas houve uma condenação depois dessa data, quem foi? 
a) Manuel Buíça, autor do regicídio que vitimou D. Carlos I, em 1908 
b) Ferreira de Almeida, um soldado que tentou passar para o exército alemão em 1917 
c) José Júlio Costa, que matou a tiro o Presidente Sidónio Pais, em 1918»

Resposta: b) 


Ou seja, o infortunado cidadão João Augusto Ferreira de Almeida (tal qual também somos hoje), quiçá numa opção constatada e desesperada de fugir daquela república imprestável, supostamente terá optado por transitar para o lado germânico. Face ao nacionalismo republicano português e à insana ânsia do novo regime prestar vassalagem às potências aliadas, o cidadão teve, segundo os seus julgadores, o que merecia: uma morte sumária! Somando esta ao caso de Humberto Delgado, já vão duas mortes sumárias pela “justiça” republicana. É a dita trilogia no seu melhor: Liberdade, Igualdade e Fraternidade…à moda do novo regime português. Nem os assassinos que planearam a morte de El-Rei D. Carlos tiveram tal destino. A Justiça era outra…! A república, sempre tão progressista, arrebentou o inovador pacto firmado com o mundo, constituído pela nossa Monarquia Constitucional, e voltou a condenar à morte. “Mate-se”, terá dito o julgador de João Augusto. 

Hoje, na III república herdeira, a Justiça é o que se vê. Querem melhor base justificativa?! 
Termino como começou o responsável pelo quiz: “justiça seja feita”!
Share |

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

«Mataram o Sidónio!»


Esta é a república que celebra no próximo mês 100 anos. Estamos a falar de uma república mortífera, assassina, revolucionária, destrutiva, desorganizada, desestruturada mas, sobretudo, ilegítima pois nunca ouviu os cidadãos…curiosamente até hoje. 

Um dos poucos republicanos que, apercebendo-se da absoluta anarquia e desgoverno, ainda quis, antes de 28 de Maio de 1926, restaurar a ordem (aquilo a que se chamou o sidonismo), foi mesmo, após ter escapado a um primeiro atentado, liquidado pelos que restauraram a desordem presentemente celebrada. 

Uma pergunta simples para 100 anos: celebramos o quê?
Share |

«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

Go on, palavras D'El-Rey!