Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

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quinta-feira, 16 de julho de 2026

Futebol: de Albert Camus a Onésimo Teotónio de Almeida

"Tudo o que eu sei com maior certeza sobre a moral e as obrigações dos homens, eu devo ao futebol."
Albert Camus (escritor e ex-guarda-redes).

Em contraste com países realmente desenvolvidos, onde intelectuais, músicos, atores, pintores e muitos outros ligados à cultura são adeptos ferrenhos de futebol, no nosso Portugal abrileiro, de foice e martelo, sem descurar do proletariado, e do cançonotismo rural dos cantautores fieis ao PC e por aí fora, emerge uma incompreensão e um snobismo psudo intelectual bacoco que não consegue sequer compreender a multiplicidade e a riqueza estratégica, social, cultural e desportiva do fenómeno.

O que vale é que, por vezes, verdadeiros intelectuais entendem o fenómeno do futebol como ele deve ser interpretado: uma das linguagens mais sólidas e transversalmente unificadoras da humanidade.

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sexta-feira, 10 de julho de 2020

O N.º 9 - AS IMAGENS NÃO ENGANAM: NÃO HÁ CORES DE PELES, HÁ SENTIMENTOS.

Hoje fazem quatro anos que isto aconteceu.

Em 1966, ‘Os Magriços’ alcançaram, na época do “terror” salazarista, o terceiro lugar no respetivo Mundial na Inglaterra, formando uma das poucas equipas, se não mesmo a única europeia, que tinha vários pretos (…sim porque se sou branco, negro é discriminatório na minha opinião*). A Inglaterra, por exemplo, essa muito antiga democracia, apenas tinha brancos no plantel, mas aquele terrível regime salazarista, tão negativamente adjetivado, que tudo, mas tudo fez de mal, tinha vários portugueses de cor de pele escura, dita preta, na equipa, como hoje continuam, e muito bem, a existir como exemplos vivos de sã igualdade.

A amizade entre eles, aqueles jogadores de diferentes raças e etnias que venceram, em 2016, o Europeu de Futebol, devia servir de exemplo para muito preconceituosos e verdadeiros racistas, porquanto são exemplos práticos e vivos de que esse aspeto fulcral suplanta a cor da pele, sendo um enorme orgulho que em Portugal assim seja e tenha sido.

A forma como a MAIORIA dos portugueses receberam a Seleção Nacional em 1966 e em 2016, em especial o Eusébio e o Éder, demonstra bem o racismo estrutural que temos há muitos anos por cá em Portugal, fazendo de nós, perante uns EUA, uns horrendos monstros…

Obrigado Éder, Eusébio, Mário Coluna, Eliseu, Danilo, João Mário, William Carvalho, Renato Sanches, Nani, Quaresma e muitos e muitos outros que defenderam, durante anos, a essência do nosso especial Portugal, sendo eles seres humanos com exata e igual dignidade à minha, apenas de raça, cor ou etnia diferentes.

Por fim, e para aqueles que, em particular, criticaram o Éder à data por ser o “patinho feio” do grupo, porquanto não tinha a “qualidade” dos seus restantes colegas convocados em 2016, o Homem Lá De Cima, respondeu-lhes dando-lhe, merecidamente, a eternidade terrena na consciência dos portugueses de hoje e do futuro…e se repararem na forma milimétrica como foi decidido o encontro não andarei muito longe da alegada frase metafísica que aludi.

Há uma diferença entre nós portugueses em geral para o #blacklivesmatter, é que o segundo quer fazer à força, mesmo que seja um criminoso (…embora ilegítima e barbaramente morto por um assassino), uma pessoa fulcral e exemplar; enquanto em Portugal um rapaz que foi viver para o orfanato porque o pai matou a mãe (…como também acontece com muitos brancos no nosso País há anos) não precisou de ser criminoso, nem tão pouco de ajudas para se impor na vida. Fez por si. Hoje esse rapaz do orfanato, que certamente fez amigos brancos na mesma instituição que o formou e o formou bem, através de técnicos competentes e esmerados, sem pai nem mãe de sexos diferentes... ou de sexos iguais, é reconhecido por todos, é um símbolo de Portugal um pouco como o Eusébio também fora antes dele e nós gostamos muito deste rapaz e o prestigiamos. Essa é, essencialmente, a diferença.

* No inglês preto significa “black” e «“nigger” é um insulto racial, geralmente direcionado a pessoas negras. O insulto provavelmente surgiu no século XVIII como uma derivação da palavra negro da língua espanhola e da língua portuguesa, descendendo do adjetivo em latim niger, que significa negro».

In Pilgrim, David (setembro de 2001). «Nigger and Caricatures». Ferris State University. Consultado em 15 de janeiro de 2019.


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domingo, 19 de abril de 2020

"Não havia gente de cor a jogar em Inglaterra

Quando o desporto, in casu, o futebol, é raramente aquilo que devia ser: cultura, saber, ciência, espetáculo, civilização, referência de união e de progresso, política de saúde, etc, etc.

O melhor, potencialmente, o único programa "de bola" (como muitos jocosos pseudo intelectuais, em Portugal, gostam de apelidar) cuja categoria é, de facto, elevadíssima.

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quarta-feira, 8 de maio de 2019

"Never give up”

Não é preciso ser filósofo para dizer coisas realmente importantes:

"Never give up”

Frase premonitória que o avançado do Liverpool Mo Salah tinha escrita na t-shirt durante o jogo com o Barcelona, em que os ingleses conseguiram o apuramento para a final da Champions, numa reviravolta histórica.

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domingo, 15 de julho de 2018

No Éder no Party

O único que podia travar os franceses:


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sexta-feira, 12 de maio de 2017

Transparência

Excelentes notícias - Vídeo-arbitro. Progresso.

Será motivo para dizer: finalmente!

Resta saber como decorrerá a regulamentação e a operacionalização.

Pioneiros com a Holanda. Até parece que estou em Monarquia outra vez, quando realmente éramos inovadores naquilo que interessava: abolição da escravatura, da pena de morte, etc.

Oportunamente venho defendendo uma solução assim.

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sábado, 21 de janeiro de 2017

Um texto para quem acredita

«Quanto maiores somos em humildade, tanto mais próximos estamos da grandeza.»

Rabindranath Tagore - Poeta, romancista, músico e dramaturgo indiano.

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segunda-feira, 12 de setembro de 2016

sábado, 6 de agosto de 2016

Isso num País em que as vacas voam e os cravos bem como os subsídios caiem do céu…

Retive esta frase de António Rendas, Reitor da Universidade Nova de Lisboa, aquando da entrega dos prémios de Jornalismo Económico, proferida no passado dia 14 de julho ainda no contexto da conquista do Euro em França:

À «(…) semelhança do futebol, a máxima ‘sofremos para ganhar’ aplica-se a todo o país.»*

*In Expresso, Caderno de Economia, 16/7/2016, pág. 31.

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Soluções

Quando um dia não corre assim tão bem, (re)vejo o golo do Éder.

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sábado, 16 de julho de 2016

“The King is Dead, Long Live The King”

Começa a aborrecer-me a comparação entre o King e o CR7.

Sejamos objetivos: o CR7 tem mais currículo e, por isso, apenas por isso, é melhor.

Todavia, podemos ser mais extensivos e tentar perceber o contexto de ambos, bem como os seus respetivos trajetos. É neste específico âmbito que poderá tornar-se mais difícil perceber quem foi o melhor. Mas de que modo?! Pela carreira que tiveram.

Enquanto Ronaldo sai de Portugal, concretamente do Sporting, podendo abraçar uma carreira internacional onde, nos grandes clubes, consegue evoluir; já Eusébio, por outro lado, não teve a mesma possibilidade. O Benfica de então, do Regime, não permitiu essa saída e, consequentemente, a carreira do Pantera Negra foi o que foi…grande mas potencialmente aquém de uma ainda maior.


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domingo, 10 de julho de 2016

Finalmente, CAMPEÕES DA EUROPA!


Perante muito (psudo) intelectualismo, chauvinismo, ímpetos de superioridade, imposições de jacobinismo e outros "ismos", do clamar da propriedade sobre a liberdade, a igualdade e da fraternidade, a nossa Seleção, a Seleção dos serventes das obras e das porteiras, dos emigrantes...enfim dos portugueses...disse não. Disse basta! 

De mais bastas precisamos, somos descendentes de Brites de Almeida, somos mais do que aquilo que os políticos nos transformaram. Precisamos de mudar, mudar muito. Temos de encerrar muitos capítulos que não nos ajudaram, antes ajudaram-se e, acima de tudo, precisamos de novos desafios, de novos caminhos, de novas perspectivas, de renovar, de inovar e de transformar Portugal novamente num grande País...sobretudo com mais acreditar e alegria.

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sábado, 9 de julho de 2016

Efeitos Retroativos

Amanhã vai tudo, até as Invasões Francesas.

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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Cósmico

Agência Cosmos, Cosme Machado e demais fenómenos cósmicos não cabem no futebol. Tratam-se de universos distintos.

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sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Bolas d'ouro

Pronto, o Messi (finalmente) apareceu com um smoking decente e a FIFA restitui-lhe a Bola d' Ouro.

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domingo, 10 de janeiro de 2016

Coerências

Rei, Leão e primeiro ... conceitos que interagem com absoluta coerência e sentido.

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Recuperações

O Sporting recuperou, recente e brilhantemente, o ciclismo. Depois de Setúbal, arrisca-se a recuperar também o ténis (6-0).

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sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Tecno?

Blatter e Platini investigados criminalmente...será desta que finalmente a tecnologia chega ao futebol?

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sexta-feira, 25 de setembro de 2015

The Best

The Best (I)

«Um jogador brasileiro nascido na Irlanda do Norte».

Como a 'Revista Placar' descreveu George Best em 1970.


The Best (II)

«O Quinto Beatle»

As manchetes dos jornais ingleses em 1966 sobre George Best, após ter marcado 3 golos contra o Benfica de Eusébio, Coluna e José Torres, numa vitória dos Red Devils, por 5 x 1, na 2.ª mão dos 1/4 final da então Taça dos Campeões Europeus, em pleno Estádio da Luz.


The Best (III)

«Maradona good. Pelé better. George Best»

Ditado popular na terra natal de George Best.


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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)