Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

sábado, 23 de julho de 2016

Gonzalez e os Outros

Felipe Gonzalez, antigo líder do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) e primeiro-ministro de Espanha entre 1982 e 1996, homem da congregação democrática em Espanha, monárquico e amigo pessoal do anterior Rei, continua a sua intrépida luta pela união do Reino. Quando muitos afirmam o seu patriotismo, ou seja colocarem a Nação à frente de qualquer interesse, e não o fazem, Gonzalez não só o pratica como reforça certezas acerca da sua inquestionável categoria como político sério e que, também à semelhança de Guterres em Portugal, confirma que é um dos escassíssimos socialistas de referência na Europa e no mundo.


Por outro lado, importa, em contraste, relembrar o papel incendiário de Mário Soares na questão da liderança de Seguro, pois sabendo-se das dificuldades que Portugal atravessava após o resgate trazido por Sócrates e pelo seu grupo, com inequívocas necessidades especiais de união do bloco central, optou, em vez de fazer o mesmo que Gonzales faz hoje, por contribuir, por ação direta, para a destituição de Seguro, um político sério, permitindo assim, com o seu peso de “pai da III república”, para estreitar a entrada de Costa e dos seus pares habituais, com os resultados que já assistimos e cujo desfecho poderá significar, a trecho, novo resgate e penalizações para os portugueses que não elegeram o atual PM. É de notar que Soares, após essa sua intervenção, viu o seu filho João ser empossado com um lugar de ministro da Cultura.

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