Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

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sexta-feira, 4 de novembro de 2016

O Povo: "Merci Sire"

Espanha e Bélgica foram as democracias europeias onde se registaram os fenómenos recentes de inúmeros meses sem governação. Duas monarquias, curiosamente. Será assim tão curioso? Julgo que não há coincidências, o que houve foi unidade, uma unidade extra partidária, extra governativa que assegurou os cidadãos.
Houve, naqueles dois casos, Parlamento e houve, acima de tudo, Rei. 

Duvido que haja alguma margem de interpretação além daquela que nos remete diretamente para um novo papel de intervenção do Chefe de Estado. Não a chefia de Estado republicana que é, normalmente, exercida/ocupada por um político de carreira em ascensão e que, amplas vezes, incendeia em vez de criar pontes institucionais. Antes sim em Monarquia: pelo Rei. 

Se existem, em democracia, repúblicas presidencialistas (França, EUA, etc), porque razão, também em democracia, não haveriam de existir monarquias com equivalente funcionalismo?

Em suma, julgo que há espaço para um novo papel interventivo dos Reis em Monarquia constitucional, pontencialmente com a introdução de novos poderes constitucionais. Não é por mero acaso que, no espectro ocidental, as repúblicas são mais antigas que as monarquias...é uma questão, cíclica, de maior e melhor progresso. Preparação e moderação, são a respetiva base para remodelar.


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