Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

terça-feira, 23 de junho de 2026

Saber separar as águas OU Dois pesos e duas medidas

Os EUA não impediram os iranianos de participarem no Campeonato do Mundo de Futebol de 2026.

Os tenistas russos e bielorrússos estão impedidos de se fazerem representar pelas bandeiras dos seus países no Circuito. Com os israelitas, e bem, isso não acontece...

Os russos e bielorrússos estão impedidos de participar no freak show de seu nome Eurovisão da Canção. Já os israelitas, e muito bem, não estão, inclusive, tiveram mesmo quase a ganhar aquela coisa este ano.

Imagem - Mirra Andreeva, jovem russa recém vencedora de Roland Garros.


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sábado, 13 de junho de 2026

"15:17 - Paris" (2018)

Quando Clint Eastwood veio anunciar, muito infelizmente, o fim da sua carreira cinematográfica, fica aqui um registo da sua multifacetada arte, num filme que julgo (até prova em contrário) ser único na história do cinema, em que os três protagonistas principais do filme foram, efetivamente, os protagonistas do caso na vida real e que motivou a realização desta película pelo Mestre.

    

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sábado, 30 de maio de 2026

A Magnífica

Desde que as eleições para Reitor passaram a ser efetuadas, há anos, através do crivo formal do Conselho Geral, que, pela primeira vez, na história da Academia, uma recandidatura não teve qualquer lista oponente que se apresentasse com um projeto e programa alternativos.

Julgo que temos uma boa síntese do reconhecimento geral, da entrega, da dedicação, dos resultados e do trabalho árduo por parte da Prof. Doutora Susana Mira Leal, em prol da sua tão prezada Universidade dos Açores (UAc).

Tendo sido a primeira mulher a ser proclamada Reitora da Academia Açoriana na História dos Açores (2022), foi também aquela a exercer o cargo de Reitor num segundo mandato (2026 a 2030) sem qualquer concorrência em sistema eleitoral (pós Senado).

Uma pessoa ímpar com resultados únicos.

A causa pública em Portugal por vezes tem a fortuna de ter a sua gestão liderada pela excelência, 'in casu' na pessoa da Magnífica Reitora da UAc, com predicados hoje conjugadamente raros, tais como uma sagacidade invulgar, um bom senso ultra eficaz, uma poderosa capacidade de trabalho, um humanismo sempre ativo e um respeito imaculado para com todos quantos a rodeiam.

Parabéns à comunidade académica da UAc, a maior vencedora com esta (re)eleição.


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domingo, 24 de maio de 2026

"Hospital de Sant’ana. Uma casa digna de reis construída para os pobres"

O título diz tudo, mas a leitura do texto é altamente recomendável.

Este é um artigo que inadvertidamente fala da condição humana, do Divino, Este a comandar e a sobrepor-se ao mundano...mesmo que no contexto terreno, por um lado o bem, por outro o mal. A finalidade é maior, é magnânima, é fulcral, é exemplar...mas infelizmente rara. O contexto não podia ser outro e mais revelador. Todas as variantes, as componentes, os valores que defendo alinham-se neste escrito de José Cabrita Saraiva e é um resultado de uma certeza pacificadora.

Uma história ímpar, uma peça que nem o autor, quiçá, se tenha apercebido da dimensão da qualidade que atingiu em virtude da sua profundidade e da sua essência.

Ler aqui.


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A Rui Rocha

Caro Rui,

Bem sabia o Rei o que estava a fazer ao defender Aznar deste monstro socialista e o outro (na altura o atual PM Zapatero) calado sem impor nada de jeito.

Sempre considerei, quando ambos estavam no poder, o Zapatero ainda pior que o Sócrates. Sócrates faliu o País. Zapatero, a partir de Atocha, em 2004, destruiu até hoje a hipótese que, com Aznar, a Espanha começava a criar de liderar a Europa.

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sábado, 16 de maio de 2026

Morrem muitos mais...

O Doutor Ventura, de facto, não foi correto quanto aos presos e mortos políticos pós 25 de abril. Os números foram ainda superiores aos que aludiu.

Só na Guiné, o PAIGC, ultrapassou o que nem 3 Salazares podiam conseguir entre os menos anos de Estado de Novo que já levamos no atual regime de conluios.

Nenhum regime em Portugal, nem o de Salazar, foi tão cruel e mortífero como o pós 25 de Abril - PREC, especialmente racista que levou à prisão e mortes sumárias sobretudo de milhares de irmãos nossos portugueses negros deixados sem qualquer proteção naqueles países fundados pelos europeus.

Hoje já começam a surgir algumas verdades, mas muito ainda há para (re)descobrir e, assim, repor os factos no seu devido lugar da História.

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sábado, 25 de abril de 2026

Novamente os cravos...

Por atos de partes como este é que defendo um sistema monárquico, tal como é uma realidade até hoje num importante grupo dos países mais desenvolvidos do mundo. Um Rei nunca faria isto. Bem estiveram, neste específico âmbito, os dois anteriores Presidentes, porque o cravo vermelho não foi sinónimo de alegria para todos. Muitos milhares de portugueses perderam tudo o que possuiam a partir desse dia e viram as suas vidas arruinadas. O caso dos "retornados" é um dos muitos exemplos.

Não compete ao Chefe de Estado simbolizar um dia que colocou portugueses contra portugueses, muito menos instigar isso usando um cravo vermelho na lapela.

O dia da liberdade não pode colocar portugueses contra portugueses, deve ser o inverso. O verdadeiro dia da liberdade será sempre para mim o dia 1 de Dezembro de 1640 e o da Independência o dia 5 de outubro de 1143. Datas que unem.


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segunda-feira, 6 de abril de 2026

A outra Diana

Por alguém que sabe do que fala...

(curiosamente sempre tive entendimento semelhante)

"Ela era fria, taciturna, distante...exceto na presença de paparazzi"

Juan Carlos I, Rei Emérito de Espanha [sobre a Princesa Diana]

In Versa, revista do Sol, pág. 11, de 7-11-2025.


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sexta-feira, 3 de abril de 2026

Nova Constituição


"Decano e Professor Catedrático da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa (Nova School of Law) (desde 2009) e Professor Catedrático da Universidade Autónoma de Lisboa (desde 2008). Presidente do Instituto de Direito e Segurança. Presidente Honorário do OSCOT.

Advogado, Jurisconsulto e Árbitro (Árbitro judicial nacional e internacional, Árbitro da jurisdição administrativa e fiscal, Árbitro do Conselho Económico e Social e Árbitro do Centro de Arbitragem Administrativa).

Autor de mais de 300 títulos, com manuais, monografias e artigos científicos em diversos domínios científicos, jurídicos e extrajurídicos, de que se evidencia o Direito Constitucional."

Wk.

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domingo, 22 de março de 2026

Ratzinger, o pai teológico do fim

O pai teológico do Vaticano II, ou seja aquele que ajudou a (tentar) matar a Santa Igreja. Um liberal perigoso, que muitos acreditavam ser conservador. Muito culto, mas sobretudo astuto.

O mesmo que fez isto, foi o mesmo que instruiu o processo para excomungar o Monsenhor Lefebvre, homem de confiança de Pio XII e que era muito respeitado por milhares de almas nos vastos territórios da África francófona pelo profundo trabalho de evangelização que lá efetuou.


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quarta-feira, 18 de março de 2026

Só uma mulher podia ter composto isto (...deep complexity:)

"Cause when you killed me inside, that's when I came alive"

L.G.


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quinta-feira, 5 de março de 2026

In memoriam

O livre pensador e, portanto, o escritor.


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domingo, 8 de fevereiro de 2026

Presidenciais 2026

Como monárquico não voto (especificamente) para a Presidência da República. Seria uma incoerência comigo mesmo se assim não fosse.

Contudo, vendo o cenário deste ato eleitoral, parece-me claro que, independentemente do resultado de hoje, o Doutor André Ventura sairá sempre vencedor.

Continuo a achar, e tentando colocar-me na pele dos detratores dele, que vencer a Presidência, ainda assim, iria ser menos mau do que aquilo que virá a seguir.

Ganhando Seguro, pessoa séria, mas também o mais difamado homem de esquerda dentro da esquerda, quis o destino que caísse sobre ele a responsabilidade de salvar a III república, aquela que "caminha para o socialismo" de acordo com a Constituição ainda em vigor. Lembro apenas duas coisas aos republicanos e aos que votam em Seguro:

1- A França já vai na V República (quiçá a caminho da VI); e
2- François Hollande (o último socialista Presidente da França antes da derrocada final do Partido Socialista Francês).


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domingo, 18 de janeiro de 2026

Além dos custos exorbitantes das campanhas, além das picardias mesquinhas pelo poder

Choca-me ouvir comentários como "eu vou votar em fulano", "eu vou votar beltrano" ou, ainda, "eu vou votar em sicrano" quando está em causa o representante de todos os portugueses. O Chefe de Estado é aquele que, ao menos, na esfera representativa, e não falamos da governamental, nos devia unir a todos, sem mácula. A recente democracia ocidental foi criada sob égide das Monarquias. As repúblicas, nos principais países da Europa, vieram depois. Mas vieram. Vieram e trouxeram a divisão e a desunião. A democracia é mais do que o ato (formal) de votar. A democracia é, sobretudo, a liberdade para poder confiar em alguém, em algo, que transcende prazos de mandatos, timings e formalismos em suporte papel. Veja-se, por exemplo, a eleição do Presidente da Assembleia da República, em parte similar à Aclamação de um Rei, pelo Povo, nas Cortes (vulgo Parlamento). Este é um ato praticado no seio de uma democracia, não menos legítimo que a eleição, por sufrágio universal direto, de um Presidente da República, eleição essa, que nos últimos 50 anos, e sejamos justos, gerou crispação em vez de união, pois o eleito foi quase sempre de origem partidária (ex. Soares, Sampaio, Cavaco, Marcelo, o próximo e por aí fora). É uma falácia que o "qualquer um" possa ser Presidente da República. O Rei, inversamente, criou o País, o Povo e a respetiva cultura. Rei, País e Povo, em Monarquia, são um só. Não carecem símbolos acessórios como hinos ou bandeiras. O Rei é o símbolo maior, aquele que personifica a Nação e o Povo que outrora ele gerou. Se assim não fosse, não havia explicações para democracias mais amadurecidas como a inglesa, a norueguesa, a dinamarquesa, a sueca, a belga, a holandesa, a espanhola, a japonesa, etc.
 
Termino dizendo que foram também muitos aqueles que, nestas presidenciais, e perante os candidatos disponíveis, que partilharam comigo, pela primeira vez, a percepção do quanto uma Monarquia, afinal, é util e mais segura.

Com toda a certeza: a distância para uma Monarquia já esteve mais longínqua.


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Além do poder

 "O Rei não precisa de partido porque não é votado; não precisa de propaganda porque não é efémero; não precisa de conquistar o poder porque está para além do poder."

— Francisco Sousa Tavares | Jornalista e Político Monárquico português (1960).

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domingo, 11 de janeiro de 2026

A nova Pérsia

Anatole France, Prémio Nobel da Literatura em 1921, dizia e muito bem: "Por cada Monarquia derrubada o céu torna-se menos brilhante, porque perde uma estrela. Uma república é a fealdade à solta."

Ora, no Irão, esse nome incorreto, estamos a assistir ao regresso de uma Monarquia. Assim sendo, e seguindo as palavras daquele autor, é uma estrela de união e progresso que volta a brilhar. Depois da queda de mais uma fealdade, o povo volta a estar livre, o povo volta à sua origem personalizada pelo Xá da Pérsia. Viva o Xá!


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quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Bananal

Suécia, Dinamarca, Noruega, Holanda, Bélgica, Luxemburgo, Espanha, Reino Unido, Mónaco, Japão, Canadá, Austrália, etc, etc, são Monarquias. Supostamente são países, neste momento, mais evoluídos do que Portugal.

Com o andar da carruagem desta república portuguesa, a qual espero, sinceramente, que seja a última, julgo que qualquer um começa, razoável e finalmente, a perceber que uma Monarquia já se torna importante e necessária equacionar como forma de corrigir este descalabro civilizacional e desprestigiante que estamos, em Portugal, submergidos.

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segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

BB - In memoriam

"A beleza do corpo um dia se vai. A da alma jamais.”

Brigitte Bardot.

Deus criou o homem, a mulher e, depois ainda, com mais tempo, a Brigitte Bardot.

Uma mulher de coragem, de causas, de exemplo. Nunca precisou de se refugiar nas pregações feministas para se afirmar com toda a sua magnitude e com todas as suas múltiplas facetas enquanto mulher. Grato Brigitte. Requiescat in pace.



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segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Outrora em 1986 foi o Cunhal

No cenário de uma segunda volta entre Ventura e Marques Mendes, vai ser interessante ver as esquerdas, em especial o Paulo Raimundo, a "engolirem um sapo" igualmente e, assim, a canalizarem os votos para esquerda possível: o antigo líder do PSD.


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segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Rei e povo não se separaram com balas

7 mil e tal likes. Algo está diferente. Há sempre esperança. Rei e povo não se separaram com balas.

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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)