Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

Mostrar mensagens com a etiqueta Revolução. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Revolução. Mostrar todas as mensagens

sábado, 25 de abril de 2026

Novamente os cravos...

Por atos de partes como este é que defendo um sistema monárquico, tal como é uma realidade até hoje num importante grupo dos países mais desenvolvidos do mundo. Um Rei nunca faria isto. Bem estiveram, neste específico âmbito, os dois anteriores Presidentes, porque o cravo vermelho não foi sinónimo de alegria para todos. Muitos milhares de portugueses perderam tudo o que possuiam a partir desse dia e viram as suas vidas arruinadas. O caso dos "retornados" é um dos muitos exemplos.

Não compete ao Chefe de Estado simbolizar um dia que colocou portugueses contra portugueses, muito menos instigar isso usando um cravo vermelho na lapela.

O dia da liberdade não pode colocar portugueses contra portugueses, deve ser o inverso. O verdadeiro dia da liberdade será sempre para mim o dia 1 de Dezembro de 1640 e o da Independência o dia 5 de outubro de 1143. Datas que unem.


Share |

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

EM SUMA: 5-10-1910

«Se gostam do monturo, perseverem

Hoje é 5 de Outubro. Comemora-se o revolverismo de que falava Homem Cristo (Pai); celebra-se a Carbonária e seus dinamitistas; evocam-se os bravos regicidas de 1908, mais os matadores de polícias, mais as prisões particulares em que, de 1911 a 1915, milhares de monárquicos e católicos estiveram detidos sem mandado, sem acusação e sem julgamento; exulta-se pela carnificina do 14 de Maio de 1915, pelos assaltos das populações esfomeadas às padarias e mercearias e pela entrada aos empurrões de Portugal na Grande Guerra.

Hoje é dia de festividades. Festeja-se as tonsuras e medições frenológicas aos Jesuítas e outros regulares; festeja-se a nomeação política dos magistrados judiciais pelo democratíssimo governo de Afonso Costa; festeja-se o encurtamento do universo eleitoral, o saque e queima de redacções de jornais e revistas da oposição, os pronunciamentos militares e o terrorismo da Legião Vermelha, bem como a camioneta da morte da Noite Sangrenta de 21 de Outubro de 1921. E, em maré de comemorativismos, porque não celebrar, também, o corte definitivo da sociedade portuguesa com a Europa civilizada, a ditadura dos professores primários, o triunfo de um republicanismo quase boçal, eriçado de superstições positivistas, os milhares de emigrados, as manifestações europeias pedindo a intervenção das potências num país que era comparado ao insolvente México de Pancho Vila, a bancarrota por duas vezes declarada, o regresso do presidente António José de Almeida do Brasil a bordo de um cargueiro britânico, dado o paquete português que o havia levado ao Novo Mundo haver sido confiscado ao Estado português por incumprimento do pagamento de dívidas ?

A república é, verdadeiramente, uma caixa de surpresas. Percorremos a galeria das criaturinhas e espanta-nos que tenha sobrevivido por 107 anos.

Sosseguem os republicanos e todos os amantes da liberdade, pois nós não somos como os homens do 5 de Outubro: nós não recorreremos a pistoleiros e bombistas, não assassinaremos Chefes-de-Estado, não armaremos paisanos, não faremos tábua-rasa de resultados eleitorais, não faremos medições frenológicas nem desterraremos opositores, não teremos prisões privativas nem juízes nomeados pelo governo, não faremos assaltos à imprensa livre, não viciaremos resultados eleitorais, não proibiremos partidos políticos, não empurraremos ninguém para o exílio, não lançaremos a polícia sobre os sindicatos, não teremos Olímpios nem Camionetas Fantasma.

Se a Restauração vier, virá para aprofundar a liberdade e a união de todos os portugueses. Foram cem anos perdidos, de bagunça seguida de ditadura e ditadura seguida de bagunça.»

Miguel Castelo Branco.

Share |

sábado, 25 de abril de 2015

"PRECabril"

Após a queda da 2.a república, em Abril de 1974, seguiu-se um período designado por PREC (Processo Revolucionário Em Curso).
Transpostas muitas dificuldades e burocracias, finalmente consigo partilhar a foto que, com maior detalhe, rigor e objectividade, ilustra o que foi aquele período:

Share |

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Revolta com (determinadas) revoltas

Sem descurar que, já em 1640, foi equacionada uma variante republicana para a revolta da Independência, a realidade é que sempre que houve revoluções de cariz monárquico em Portugal…subsequentemente o País cresceu.

A de 1910 e respectivos efeitos ulteriores…estão à vista de todos!

Também os ingleses passaram por essa experiência republicana (séc. XVII) mas, em apenas 7 anos de república, perceberam uma coisa simples: república nunca mais! Nós já vamos em 103 e ainda não chegamos àquela simples conclusão.

Share |

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Incoerências inconscientes

Paradoxalmente os republicanos radicais, jacobinos, maçónicos e revolucionários apregoam (mas não praticam) um princípio católico para a injustificação da Monarquia: "todos nascem iguais".

Ninguém nasce igual, nem o Rei tem mais dignidade que qualquer outro cidadão. Somos todos iguais em muita coisa, mas nunca nascemos, nem nasceremos, iguais. É assim e não há nada a fazer. O resto são bonitas teses, mas impraticáveis...sobretudo pelo republicanismo.

Share |

quarta-feira, 5 de junho de 2013

De certo prisma concordo

«Em Espanha como em Portugal, os partidos "conservadores" têm-se mostrado mais úteis à Revolução do que os próprios partidos revolucionários...»

Arautos D'El-Rei (via newsletter)

Share |

«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)