Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

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domingo, 10 de novembro de 2024

Da matança

"O aborto não foi propriamente aprovado em referendo, mas sim a sua despenalização ou a não condenação da mulher que o pratica."

José Barros Oliveira, in Sol, de 19/7/2024, pág. 47.

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sábado, 8 de outubro de 2022

O Terminal

Entre duas pessoas que decidiram uma caminhada para sempre juntas, não se deixem confundir, só subsiste, no terminal, o amor.

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sábado, 3 de abril de 2021

Moçambique 2020-2021

Algumas notas:

1.a) Não vejo hoje, por lá, nenhum terriiiiivel ditador português colonialista;

2.a) Vejo mortes terríveis, mas ainda muito longe dos horrores e dos massacres cometidos, pela UPA, em Angola, nos anos de 60 e 61, contra brancos e negros portugueses...incluindo bebés;

3.a) Não vejo a comunidade internacional suficientemente preocupada como quando havia mortandarte em território português e nós fomos defender inocentes de sanguinários;

4.a) Não vejo tropas, nem tão pouco internacionais, para defender, com celeridade, "our boys", como disse e fez Thatcher aquando do incidente das Malvinas...mas isso já foi um ato democrático...

5.a) Mas o que não vi nem irei ver é um "rapidamente e em força"...pois estão mais preocupados com a Covid-19. Entretanto as mortes, essas, continuam impunes.


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sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Não ao "Fascismo", sim ao Comunismo!

No regime Coorporativista de Salazar (...e não fascista...pois esse era italiano) foi morto Humberto Delgado, contra vontade do Ditador, porquanto este ficou enormemente irritado com a PIDE, sabendo que aquela morte, do seu ex delfim, foi um erro que seria pago com o óbvio crescimento da fama do militar por via da sua trágica morte o que iria jogar, como jogou, contra o Regime. Além deste, morreram alguns presos julgados políticos (maxime comunistas), por falta de condições nas selas e, potenciais, abusos da PIDE naqueles espaços.
Em suma, e relativamente ao preço que Salazar e o Estado Novo estão pagando acontece todos os dias, desde 25/4/1974, até hoje. É aquilo que diariamente assistimos à luz da Constituição que abre "caminho para uma sociedade socialista".

Relativamente ao PCP, de índole Estalinista, que sempre valorizou Cuba e a Venezuela, tendo inclusive o seu símbolo maior, aquando do seu exílio de Portugal, Álvaro Cunhal, recebido guarida, como protegido, de Estaline, e que segue os ditames formais da ex-U.R.S.S., cujo regime matou milhões indiscriminadamente, nem sequer sujeitos a julgamentos políticos, simplesmente sumariamente mortos...muitas vezes enterrados em valas comuns, vagueia impunemente pelos nossos meandros políticos e sindicais.
Em suma: o PCP tem o direito a existir como Partido em Portugal e, mais grave, com expressão no núcleo da democracia portuguesa - O Parlamento.


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sexta-feira, 17 de março de 2017

Esquemas

O esquema ardiloso daqueles que querem a eutanásia, assenta, em suposto contraste, na distanasia.

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quinta-feira, 17 de março de 2016

Sou Hipócrates!

Compulsada a extremíssima complexidade do tema, cuja realidade transcende quaisquer certezas da direita à esquerda, quero, pois, tornar público o meu lema sobre o assunto - Eutanásia, reiterando a frase do Prof. Doutor Luís António Marques da Costa, Diretor do Departamento de Oncologia do Centro Hospitalar Lisboa Norte:

“VIDA ASSISTIDA ATÉ À MORTE.”*

* In Expresso, Primeiro Caderno, de 5/3/2016, pág. 35.
 
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sábado, 3 de maio de 2014

A alogia

Considero a comparação do 25 de Abril ao 1 de Dezembro uma verdadeira alogia.
Já sem remeter à dimensão dos resultados e da disparidade dos objectivos, incomparavelmente mais importantes no primeiro de Dezembro, desde logo pelas consequências de um eventual falhanço das respectivas operações, ou seja o risco acometido aos revoltosos.
Enquanto no primeiro caso uns iriam fazer uma viagem até Cabo Verde, no segundo, sem qualquer dúvida, iriam conhecer S. Pedro.
Resta a minha real revolta em constatar que o dia da liberdade não é o segundo e que o segundo nem feriado já é sendo que em qualquer democracia avançada é que seria e é.

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terça-feira, 19 de novembro de 2013

(Na outra) Visão das dimensões

– Há cognoscibilidade para além do conhecimento empírico. Também o conhecimento não empírico é garante na indefinição desafiante. É mentira: nem tudo se experimenta. Não experimento cianeto –
 
Pelo próprio, na conferência "O Código Da Vinci – Sintoma de Uma Crise Cultural?”, enquanto moderador, Ponta Delgada, 25/06/2005.
 
Sou um insuficiente ajuizador, mas não desminto a dificuldade em entender o consumo de estupefacientes quando, razoavelmente, o seu desfecho é o pior: a MORTE.
 
Tenho dificuldade em perceber essa recorrência, apenas com a necessidade de passar para outra dimensão…sobretudo quando as dimensões são muitas. Tenho dificuldade em compreender essa falta de sagacidade de alguns, ao insistirem naquele feixe cíclico. Continuum sempre certo e agravado por uma aterradora ressaca, esta garantida aquando do regresso ao funesto destino: o ponto inicial. Um círculo fechado, quando deve ser quebrado.
 
Tenho dificuldade em entender como, muitos por aí, suportam essa falsa existência, repudiante valência, quando é própria VIDA que, sem qualquer custo, de forma puramente natural, nos oferece o melhor portal dimensional. Contrastes circunstanciais de música, de leitura, de narrativa, de emoções, de vivências, são absolutamente capazes dessa possibilidade transpositiva. Esta é a nossa natureza, essas devem ser as nossas alienações… nunca outras.
 
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quinta-feira, 27 de junho de 2013

Isto tem de acabar e depressa!

Estamos a desvanecer. Este País está vazio de patriotismo, como um desportista está vazio de vontade para vencer.
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quinta-feira, 11 de abril de 2013

Enquanto homem

No dia que me der com a morte, quero ter a coragem e a força para a encarar como uma Mulher tem a coragem e a força para se dar a uma vida nova.
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sexta-feira, 29 de março de 2013

Lido no facebook

«Como pode uma bactéria ser considerada vida em Marte...
...e uma batida de coração não ser considerada vida na Terra»
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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Short note

A república sempre olhou muito para a frente e pouco para trás...daí a senhora ser solteira, como a culpa.
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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)