Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

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quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Ramalho Eanes

Posso não concordar, nesta entrevista, com alguns aspectos específicos do seu pensamento, contudo é o único político que me merece o mais elevado reconhecimento e um integral respeito...quer pelo seu diferente prisma, quer pelo seu exemplo.


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quinta-feira, 19 de junho de 2014

Não duvido e acredito seriamente nisto:

«Houve uma ação de cerco e apropriação do BCP pelo poder político.

(…)

Não é compreensível a ação de cerco e destruição de Jardim Gonçalves»

General Ramalho Eanes

in Expresso, Primeiro Caderno, 23 de Maio de 2014, pág. 6.

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sexta-feira, 6 de junho de 2014

Vem sempre ao de cima

Foi preciso um homem com a coragem, a idoneidade e com a respeitabilidade do General Ramalho Eanes vir dar a cara pelo Eng. Jardim Gonçalves para alguns começarem a perceber a cilada que o ex-dono e criador do BCP foi alvo.

Principalmente os republicanos deviam ter vergonha do que este actual regime, o Novo Estado, fez a um self made man como Jardim Gonçalves…princípio aquele que lhes devia ser tão caro.

Mas confesso, até por constatação próxima, que à data, e apesar de ter levantado sempre a hipótese de trapaça contra o Millennium de Gonçalves, pelos do costume, o que mais me repugnou não foram esses, pois são os habituais inimigos, mas antes aqueles que se diziam amigos e que dele se afastaram como se nunca o tivessem conhecido.

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Aclaração

Gostaria de deixar publicamente claro que, apesar de ser monárquico, tenho um respeito enorme, que começa a ser desmedido, em relação ao Sr. General Ramalho Eanes.

Só para constar!

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segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Obrigado Jaime Neves!

Festeje-se, hoje sim, o dia que nos deu efectivamente a Liberdade.

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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Elite vs elitismo

As declarações proferidas por Cristina Espírito Santo, ao Expresso, sobre um determinado estrato social carenciado, antes de mais, são desprestigiantes para a própria. A sua retratação não elimina a pureza cruel do seu impulso, sublinhe-se.

Todavia, o mais desconcertante é o total desarreigamento da realidade, uma profunda ausência de consciência social. Desclassificado, até mesmo, para as verdadeiras elites deste País. Até por motivação histórica, deviam ser essas próprias elites, antes de quaisquer outros, a repudiar tal acto.

Mais grave do que “brincar aos pobrezinhos”, é ver-se o reflexo de tais declarações. Qual espelho padrasto... Afirmações que enfermam o nível das nossas elites. O General Ramalho Eanes falou um dia de “fracas elites”.

Tal conduta “riquista” (seja ela nova ou velha) é desconcertante perante o exemplo dos humanistas ininterruptos em Portugal, elites verdadeiras que sempre fizeram do próximo a sua chancela maior. Arreigados neste Povo, conhecedores transversais. Nascem bem mas, desde sempre, de olhos fixados na real importância daqueles que passam necessidades…seus irmãos em dignidade. Exemplos como a real infanta D. Adelaide de Bragança, são apenas um entre alguns que nos descansam enquanto portugueses e que nos fazem pensar que nem tudo está mal, seja de cima a baixo e vice-versa.

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quinta-feira, 29 de março de 2012

A agonia do semipresidencialismo

No passado Público de 16-3-2012 li um artigo, de duas páginas completas (a 14 e a 15), que tinha o seguinte título: “Belém O império das sondagens.” Confesso que, naquele texto, o que mais me interessou foi a seguinte observação no ensaio de Pedro Lomba: «A polémica recente sobre as relações entre Cavaco e Sócrates obriga a repensar o semipresidencialismo. Desde 1976, inúmeros governos acabaram devido a disputas entre presidentes e primeiros-ministros. Soares e Cavaco, Sampaio e Santana e agora Cavaco e Sócrates são exemplos dessa história agitada que percorre o regime». Antes de passar ao próximo parágrafo, acrescentava apenas, e só na III república ainda, Eanes e Soares.

Segundo aquele mesmo ensaio, extrai-se o seguinte de Jorge Miranda: «Teremos um Presidente não correspondente nem ao parlamentarismo puro, nem ao presidencialismo (…)». Ou seja, somos uma manta de retalhos indiferenciada e seguimos um procedimento de “capelinhas” em que ninguém decide de uma vez com cariz finalístico. Temos um presidente que tenta imitar os Reis da actual Europa, mas que, curiosamente, possui o poder da chamada “bomba atómica”, i.e. da dissolução da Assembleia. Esta é apenas mais uma entre muitas incongruências deste regime que nelas já agoniza. 

Face ao exposto, resulta, com simples mediania, para aqueles que quiserem ver, que o actual regime está moribundo ou mesmo morto. Contudo que fique claro: o Presidencialismo, puro e duro, não é a solução…é mesmo pior que a actual. 

O Presidencialismo é um sistema perigoso para Portugal. Nesse figurino, sem as garantias da Monarquia Constitucional ou do semipresidencialismo, aí sim poderíamos estar totalmente entregues a um faccioso partidário. Aí era a remanescente destruição de Portugal. Imagine-se um incompetente (ex-PM) como Presidente de plenos poderes? 

Além disso, nem temos tempo nem a tradição no modo de eleição usado no Presidencialismo norte-americano, sendo que essa mera possibilidade de instauração requeria, ela sim, uma utopia profunda. O nosso caminho é outro. Ele é muito mais consentâneo, célere, lógico, e historicamente adaptável: a reposição da Monarquia Constitucional. A Monarquia é a via para começarmos a corrigir, de topo, o problema da confiança das nossas instituições refundando, a médio ou longo prazo, Portugal por intermédio da sua consciência colectiva. Voltaríamos de forma mais célere a ser progressistas e seguidores dos melhores índices das nossas ex-congéneres Noruega, Holanda, Suécia, Inglaterra, Bélgica, Dinamarca, Canadá, etc, etc. 

Neste contexto é ainda importante relembrar o que são as repúblicas e o que são as Monarquias. É sabido que as repúblicas foram derrubando algumas monarquias. É também sabido que alguns países foram constituídos, já no recente constitucionalismo, como Monarquias…caso da Bélgica. Porque têm um topo fraccionário, as repúblicas são sempre instáveis e estão sempre a gerar revoluções e assim impedimentos ao progresso. São exemplos disso mesmo, entre outras, todas as repúblicas do mundo árabe, a portuguesa, a alemã e a francesa. É sempre um reboliço geracional que deixa os cidadãos das ditas aquém daquilo que podiam atingir se houvesse a maior união em torno de um símbolo vivo da Nação que é o Rei. Aliás é factual, por um lado, que as maiores catástrofes humanas foram geradas por repúblicas (na Alemanha de Hitler e na ex-U.R.S.S.), sendo que, por outro, a manutenção de impérios republicanos é muito mais efémera, caso dos EUA que nem 70 anos durou…comparativamente a Portugal que atravessou vários séculos enquanto império ultramarino. 

Aproveitemos a actual situação e tiremos o devido proveito dela. Sejamos inventivos. Pensemos Portugal, pensemos o regime. Comparemos o que fomos com aquilo que somos. Comparemos aquilo que os outros foram com aquilo que agora são. Em consciência decidamos para bem dos nossos filhos e dos nossos netos o que lhes vamos deixar.
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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Corajosamente...

Coloco este post parafraseando o Nuno Castelo-Branco no 'Estado Sentido':
«De qualquer forma, Eanes ergueu-se no automóvel e ficou hirto, enfrentando o que pudesse acontecer. Recuando ainda mais no tempo, o Rei D. Carlos e o seu indigitado sucessor preferiram enfrentar os perigos de que estavam avisados, tomaram assento numa carruagem descoberta e por isso mesmo caíram varados pelas balas republicanas em pleno Terreiro do Paço, enquanto a Rainha de pé corajosamente mostrava a sua raça, defendendo a sua vida e a do filho que lhe restava»
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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Para não dizerem que sou faccioso…

Para mim D. Pedro IV foi o rei mais próximo de um PR.
O General Ramalho Eanes foi o (único) PR mais próximo de um Rei!
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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

A maior verdade…

Portugal com «(…) fracas elites (…)».

Fonte – General Ramalho Eanes em entrevista, na Antena 1, a M.ª Flor Pedroso (programa de 21-01-2011).
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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Reflexão-Síntese: Complementos partidários na chefia de Estado

A partidarização da chefia de Estado é de tal modo descarada e aberrante que até já levou um presidente da república à criação de um partido. Curiosamente este até tinha sido o melhorzinho de sempre…
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domingo, 11 de outubro de 2009

"Parte do povo parece não compreender bem o papel da monarquia"


«Na nova monarquia espanhola, personificada pelo Rei Juan Carlos, três tempos se podem considerar. Num primeiro tempo (1975 ao referendo constitucional de 1978), decisivos foram o papel e a acção do Rei. Foi o tempo da transição democrática, sabiamente liderada por Adolfo Suarez.
Num segundo tempo - que vai da aprovação referendária da Constituição de 1978 até à chegada de Aznar ao governo -, a consolidação democrática perturbada é apenas pelo golpe militar de 1981 (que, aliás, serviu para mais prestigiar o Rei) e pelo endémico terrorismo da ETA. Um terceiro tempo teve início com a subida de Aznar ao poder. Representa ele as novas gerações, que memória presidencial não guardam do franquismo, que pouca memória conservam da transição e, portanto, do papel do Rei, da instituição monárquica nesse difícil processo. Mais grave, no entanto, é que parte do povo espanhol, empenhado na virulenta luta PSOE-PP, parece não compreender bem o papel da monarquia, ao querer arrastar para esse combate o Rei, situação a que este tem, com prudencial inteligência, respondido, sublinhando o papel que a Constituição lhe atribui.
Significa esta posição que nem toda a Espanha política e civil terá interiorizado, como se esperaria e desejaria, que, como disse Herrero de Minon, "o monarca vitalício e hereditário está melhor colocado que qualquer magistrado electivo para ser absolutamente neutral e independente", para estar acima de todas as segmentarizações políticas e ser garante da continuidade e unidade nacional, indispensável, esta, até para manter os militares democraticamente nos quartéis.» (sombreado nosso)

General António Ramalho Eanes
Ex-Presidente da República Portuguesa

in Expresso, Primeiro Caderno, página 39, 05 de Janeiro de 2008.
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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

Go on, palavras D'El-Rey!