Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

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sábado, 23 de dezembro de 2017

Tabagismo

Sem descurar de ter deixado o País na miséria por longos anos, apenas vejo como uma das escassíssimas medidas positivas de Sócrates a lei anti-tabágica (...embora saibamos que não teve outra alternativa pois implicava uma transposição de normas comunitárias).
Porém, acho que a lei deve ir hoje mais além. Devia ser proibido, pura e simplesmente, fumar em locais públicos, sejam fechados ou ao ar livre.
O que não fuma não prejudica quem quer que seja. Aquele que fuma, prejudica alguém.


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sexta-feira, 17 de março de 2017

Ouvido na fila para o quiosque

«São homens como Sócrates que dão argumento às ditaduras».

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Administração Pública, pós 25 de abril, em 4 pinceladas rápidas

1.ª) De 1974 a 1985, pouco se fez.

2.ª) A modernização administrativa, a grande dignificação das carreiras e o seu emagrecimento operou-se com a reforma legislativa, de 1989, do Governo Cavaco Silva.

3.ª) O Governo Guterres, com a legislação de integração dos precários, aproveitou os bons eixos da reforma de 89 e engordou-a desmesuradamente.

4.ª) A reforma de 2008, pelo Governo Sócrates, literalmente desintegrou as carreiras (era então Secretário de Estado João Figueiredo), manteve a engorda, aplicou congelamentos, os salários baixaram e, em suma, retirou a dignidade e a qualidade que, de certo modo, procurou-se angariar anos antes. Ficou a herança para os Governos vindouros.

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sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Desnecessidades

O Socratismo foi uma espécie de Fontismo desnecessário, pois pouco tempo antes tinha havido o Cavaquismo.

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sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Responsabilização

Se quanto à eleição dos governos Sócrates podia ser dito, democraticamente, que o povo teve responsabilidades, contrariamente, no caso de Costa, o povo está absolutamente alheio ao que pode vir a acontecer.

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sábado, 7 de março de 2015

Esta semana

Sócrates acusa Passos, da cadeia, de estar "perto da miséria moral".

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domingo, 18 de janeiro de 2015

Do indulto

Depois das considerações que o Dr. Soares teceu acerca das prisões de Isaltino Morais e José Sócrates, ainda bem que ele já não tem o poder do indulto...!

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segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Lados

O grande trunfo que Seguro tem do seu lado é que Sócrates está do lado oposto!

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sábado, 26 de abril de 2014

Gavetas

Desde do 'gavetismo' de Soares que acho isso e desde de Sócrates que apregoo:


Como refere muita imprensa, estaremos perante o "socialista de direita"...?

Uma certeza contudo...o regime há muito que está obsoleto e, com ele, o sistema partidário.

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quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Ainda o cronológico Portugal-Coreia de Sócrates

Lido no Expresso, Primeiro Caderno, de 11-1-2014, a pág. 19, por sua vez extraída de uma rede social:

«Quando cheguei à escola, após o jogo acabar, Sócrates estava lá a comemorar».

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quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Esquerda!? Que esquerda?

Se Soares* fosse mesmo da esquerda que apregoa, nunca, mas nunca mesmo, teria sido o amigo predilecto do republicano Frank Carlucci.

* Sócrates e afins.

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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Porque será que não usou a palavra república...?

Ouvido sábado na SIC, dito por Sócrates:

"A política é o REINO da opinião".

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sexta-feira, 9 de agosto de 2013

A trois

O Dr. Cavaco, apesar de experiente político, interferiu na governação ao fazer aquele périplo do acordo partidário "a trois". O PSI20 imediatamente ressentiu-se e o País objectivamente sofreu.

É verdade que aquela acção política do PR acabou por neutralizar, de vez, a acção de Seguro e do PS, dada a inevitabilidade da resposta ao acordo e dada a subjugação daqueles perante os seus superiores hierárquicos dentro do Clube socialista (Soares, Alegre e Comp. Lda). Mas, apesar de tudo, e embora possa ter um efeito reflexo benéfico, tratou-se de uma acção política para não lhe chamar partidária ou, mais grave, ideológica.

Em suma, o PR não foi, com toda a clareza, de "todos os portugueses" e prejudicou Portugal naquele seu acto.

Anteriormente, num formato muito menos elaborado e elegante do que Cavaco, já Sampaio tinha implodido um Governo e cujo motivo, em comparação com os governos de Sócrates e Coelho, ás tantas, até merecia hoje uma medalha de mérito e louvor...

Cerne do assunto: Valerá a pena continuar com este modelo regimental?
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quinta-feira, 4 de julho de 2013

O Fungágá da Bicharada

Soares e a descolonização; Cavaco e o betão; Guterres e o novo riquismo rosa impagável; Barroso e o seu patriotismo Maoista; Sócrates e as PPP's, Freeport's e a afins; e Coelho, Portas e Seguro a brincar aos rapazes...esta é a democracia que temos, este é o estado da Nação. 

Ao ponto que nos levou esta república ...absolutamente decadente.

1910 até hoje? É preciso fazer o desenho?
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sexta-feira, 29 de março de 2013

Ó Luís,

Gostei mais deste Sócrates de ontem do que o anterior. 
Numa 1h30m, ao menos, ouvi uma verdade: a não demissão de Fernando Lima (caso escutas na PR).
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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Para alguns é a imagem, para mim não!

Para aqueles pseudo entendidos em imagem e que a privilegiam como “dom” essencial para nos representar e gerir nos tempos de hoje que, fazendo fé nessa “fulcral” premissa, nos vêm dizer que SAR o Senhor D. Duarte de Bragança não tem imagem para chefe de Estado, a esses eu lhes digo: Perfeito! Ainda bem que ele é assim, genuíno! Razão e argumento primordiais para sê-lo: Rex!
Interpreto a questão precisamente ao contrário…uma vantagem ao establishment e a alternativa genuína que Portugal precisa para, de topo, encetar a sua real e estrutural reforma democrática. De actores, bem falantes, cheios de imagem está Portugal desta república farto.
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quinta-feira, 29 de março de 2012

A agonia do semipresidencialismo

No passado Público de 16-3-2012 li um artigo, de duas páginas completas (a 14 e a 15), que tinha o seguinte título: “Belém O império das sondagens.” Confesso que, naquele texto, o que mais me interessou foi a seguinte observação no ensaio de Pedro Lomba: «A polémica recente sobre as relações entre Cavaco e Sócrates obriga a repensar o semipresidencialismo. Desde 1976, inúmeros governos acabaram devido a disputas entre presidentes e primeiros-ministros. Soares e Cavaco, Sampaio e Santana e agora Cavaco e Sócrates são exemplos dessa história agitada que percorre o regime». Antes de passar ao próximo parágrafo, acrescentava apenas, e só na III república ainda, Eanes e Soares.

Segundo aquele mesmo ensaio, extrai-se o seguinte de Jorge Miranda: «Teremos um Presidente não correspondente nem ao parlamentarismo puro, nem ao presidencialismo (…)». Ou seja, somos uma manta de retalhos indiferenciada e seguimos um procedimento de “capelinhas” em que ninguém decide de uma vez com cariz finalístico. Temos um presidente que tenta imitar os Reis da actual Europa, mas que, curiosamente, possui o poder da chamada “bomba atómica”, i.e. da dissolução da Assembleia. Esta é apenas mais uma entre muitas incongruências deste regime que nelas já agoniza. 

Face ao exposto, resulta, com simples mediania, para aqueles que quiserem ver, que o actual regime está moribundo ou mesmo morto. Contudo que fique claro: o Presidencialismo, puro e duro, não é a solução…é mesmo pior que a actual. 

O Presidencialismo é um sistema perigoso para Portugal. Nesse figurino, sem as garantias da Monarquia Constitucional ou do semipresidencialismo, aí sim poderíamos estar totalmente entregues a um faccioso partidário. Aí era a remanescente destruição de Portugal. Imagine-se um incompetente (ex-PM) como Presidente de plenos poderes? 

Além disso, nem temos tempo nem a tradição no modo de eleição usado no Presidencialismo norte-americano, sendo que essa mera possibilidade de instauração requeria, ela sim, uma utopia profunda. O nosso caminho é outro. Ele é muito mais consentâneo, célere, lógico, e historicamente adaptável: a reposição da Monarquia Constitucional. A Monarquia é a via para começarmos a corrigir, de topo, o problema da confiança das nossas instituições refundando, a médio ou longo prazo, Portugal por intermédio da sua consciência colectiva. Voltaríamos de forma mais célere a ser progressistas e seguidores dos melhores índices das nossas ex-congéneres Noruega, Holanda, Suécia, Inglaterra, Bélgica, Dinamarca, Canadá, etc, etc. 

Neste contexto é ainda importante relembrar o que são as repúblicas e o que são as Monarquias. É sabido que as repúblicas foram derrubando algumas monarquias. É também sabido que alguns países foram constituídos, já no recente constitucionalismo, como Monarquias…caso da Bélgica. Porque têm um topo fraccionário, as repúblicas são sempre instáveis e estão sempre a gerar revoluções e assim impedimentos ao progresso. São exemplos disso mesmo, entre outras, todas as repúblicas do mundo árabe, a portuguesa, a alemã e a francesa. É sempre um reboliço geracional que deixa os cidadãos das ditas aquém daquilo que podiam atingir se houvesse a maior união em torno de um símbolo vivo da Nação que é o Rei. Aliás é factual, por um lado, que as maiores catástrofes humanas foram geradas por repúblicas (na Alemanha de Hitler e na ex-U.R.S.S.), sendo que, por outro, a manutenção de impérios republicanos é muito mais efémera, caso dos EUA que nem 70 anos durou…comparativamente a Portugal que atravessou vários séculos enquanto império ultramarino. 

Aproveitemos a actual situação e tiremos o devido proveito dela. Sejamos inventivos. Pensemos Portugal, pensemos o regime. Comparemos o que fomos com aquilo que somos. Comparemos aquilo que os outros foram com aquilo que agora são. Em consciência decidamos para bem dos nossos filhos e dos nossos netos o que lhes vamos deixar.
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quinta-feira, 11 de março de 2010

2 pesos e 2 medidas em vez de 1...

Jorge Sampaio dissolveu a Assembleia em Dezembro de 2004, levando à demissão do Governo do Dr. Pedro Santana Lopes. Tudo por causa de uma microscópica circunstância interna do executivo, relacionada com uma demissão do então ministro da Juventude e Desporto, Henrique Chaves.

Cavaco Silva face às avolumadas suspeitas que os meios de comunicação social informam diariamente sobre o actual primeiro-ministro (caso Independente, caso Freeport, caso Face Oculta, etc), entende não haver falta de sustentabilidade institucional e credibilidade deste perante Portugal e os portugueses, não obstante ter havido, nas últimas legislativas, uma brutal abstenção. Antes legitima-o na sua conduta política, não dissolvendo a Assembleia o que, consequentemente, resultaria na queda do Governo e proporcionaria uma nova auscultação aos cidadãos eleitores.

Sem querer questionar os aludidos actos destes dois últimos chefes de Estado, a realidade é que existiram dois pesos e duas medidas. Neste período, de quase seis anos, foram dois primeiros-ministros e dois presidentes da república.

Questão: Se fosse apenas um chefe de Estado, in casu um Rei, não teria sido só um peso e só uma medida ? Não haveria maior coerência proveniente da mais alta magistratura do Estado ? Certamente que sim…

Fotos - Direitos reservados aos seus autores.
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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

Go on, palavras D'El-Rey!