Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

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segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

D. Manuel II, no exílio

Mesmo no exílio nunca deixou de fazer o que o Rei deve fazer: proteger os indefesos. Como soberano que era e se em Portugal não precisava de votos, em Inglaterra exilado menos sentido fazia o que fez. Fez, contudo, por consciência, convicção e formação. Mas os nossos reis eram assim, majestosos na verdadeira aceção da palavra, ou seja protegendo os fragilizados. Em dia de Restauração de 1640 é importante recordar quem fomos e avaliar com aquilo que somos hoje. Quo Vadis Portugal?

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sábado, 13 de fevereiro de 2021

Agora mais a sério

Sem falar do Japão, da Noruega, Dinamarca, Suécia, Espanha, Reino Unido, etc, etc, não vos faz impressão ver uma campanha, candidatos e comentadores falarem num "Presidente de Direita" ou "Presidente de Esquerda", quando o Chefe de Estado deveria ser, efetivamente, e não eufemisticamente, de todos os portugueses?


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domingo, 10 de fevereiro de 2019

Interessante iniciativa

Fonte - Aqui.

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sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

D. Manuel II No Desfile da Vitória dos Aliados

Para os ingleses, ontem e hoje, o Armistício tem uma importância elevadíssima.
Em momento tão importante, El-Rei foi chamado a participar. Encontrando-se no exílio, apenas uma palavra é justificativa: prestígio.

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sábado, 23 de dezembro de 2017

Miguel I, da Roménia - In Memoriam

O mesmo aconteceu em Portugal aquando dos regressos, post mortem, de S.S. M.M. o Rei D. Manuel II e, depois, de sua mãe a Rainha D. Amélia, vindos do exílio no século XX.

A Miguel da Roménia o regime, ao menos, conferiu-lhe o direito de regressar em vida e poder viver os seus últimos dias na sua amada pátria.


Julgo que, em pleno século XXI, e sabendo-se do historial destes dois Países, da forma abrupta e impositiva, nunca referendada, como foram assaltados pelos respetivos regimes republicanos sedentos de poder e protagonismo, bem como atendendo ao estado em que ficaram em contraste com aquele que o povo sente que poderiam ter ficado, importa refletir sobre estas impressionantes e fortes imagens e quiçá, de uma vez por todas, considerando os diversos indicadores de progresso das atuais monarquias vigentes, exigir-se, de forma séria, um referendo que possibilite restituir aquilo que lhes/nos foi tirado e que, indubitavelmente, reporia maior dignidade, enquanto Nação, a Portugal mas também à Roménia.

Um Rei.

Um Rei a quem a república e o Comunismo tiraram formalmente a Coroa, que os políticos puseram à parte, mas que o povo materialmente voltou a coroar.



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sexta-feira, 23 de junho de 2017

Sempre o Ténis

D. Manuel II e sua mulher a Rainha Augusta Vitória.


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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

1889

Sou tão supersticioso como o primeiro-ministro do XVII e do XVIII Governo Constitucional era uma pessoa séria.

Contudo, este ano infra é, no mínimo, curioso…para não chamar-lhe intrigante: 1889.

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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Proclamação de Dom Manuel II, Rei de Portugal

Diário do Governo do dia 2 de Fevereiro de 1908

«Portugueses! Um abominável atentado veio oprimir com a maior amargura o Meu coração de filho amantíssimo e de irmão extremoso, e enlutar a Família Real e a toda a Nação, pondo o mais prematuro termo à preciosa vida de Sua Majestade El-Rei o Senhor D. Carlos I, Meu augusto e muito amado Pai, e à de Sua Alteza Real o Senhor D. Luís Filipe, Meu muito querido Irmão.

Sei que a Nação compartilha a Minha extrema dor, e detesta indignada o crime horrendo, sem precedentes na história portuguesa, que assim, inesperada e tristemente, deu fim ao reinado de um Soberano bom, ilustrado, justo e querido, e malogrou o de um príncipe tão esperançoso pelos seus eminentes predicados e virtudes.
Nesta desventurada conjuntura sou chamado, pela Constituição da Monarquia, a presidir aos destinos do Reino, na sua conformidade e no desempenho dessa elevada missão, empenharei todos os Meus esforços pelo bem da Pátria, e por merecer a afeição do povo português.

Paço, em 1 de Fevereiro de 1908

Manuel Rei»


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sexta-feira, 24 de junho de 2016

A Recordação

Maria do Couto Maia-Lopes viveu 114 anos. O curioso é que quando é feito um condensado resumo desse longo período de vida, destaca a recordação da “(…) visita de D. Manuel II a Espinho” a 23 de Novembro de 1908 (e não 1903 como por lapso foi publicado pelo CM em 2005).

2 conclusões:

a) O Rei marcava positivamente as pessoas, nunca sequer comparável à figura institucionalmente muito mais apagada de um PR;

b) O povo gostava do seu Rei e nunca esteve contra ele.

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terça-feira, 5 de abril de 2016

A Linha da Sucessão/Preparação

O redutivo argumento republicano relativo à Sucessão (muitas vezes torpemente referido como “linhagem”) é ultrapassado pelo argumento objectivo da Preparação (ensino, estudo, formação, aprendizagem, etc) que um Rei requer, desde nascença, para o cargo de maior sensibilidade e, simultaneamente, maior importância na união e no progresso de um Estado. Nenhum Presidente alguma vez conseguirá estar preparado para esse lugar, em equiparação, como um(a) Rei/Rainha. O melhor que pode fazer, no pouco tempo que dispõe após conhecer da sua eleição, é uma interpretação correcta daquilo que o circundará em funções e, com alguma sorte e boa graça, ter um mandato genericamente reconhecido, como positivo, pelos portugueses. Nada mais do que isso.

Em verdade, poucos foram os infantes (entenda-se os filhos que não os primogénitos) que se tornaram reis e que tiveram excelentes reinados. Certo é que os nossos monarcas, no geral, tiveram bons reinados, mas a excelência, porém, esteve reservada, também no geral, àqueles que, por primogenitura, souberam que iriam ter de ocupar o cargo mais exigente de entre os portugueses: Rei de Portugal. Sobressai um elemento lógico: mais tempo traduz, supostamente, mais saber e preparação.

Como exemplos que confirmam aquela mencionada excelência, temos os casos, na Monarquia Constitucional, para ficarmos mais próximos do presente, dos Reis D. Pedro V e D. Carlos. Em contraste, o nosso surpreendido e estimadíssimo D. Manuel II nem tanto lhe foi possível o mesmo sucesso que aqueles seus antecessores.

Ou seja, se apesar do prestígio que D. Manuel II indiscutivelmente nos granjeia ainda hoje, embora tendo sido Rei literalmente à força com uma preparação não tão específica para o cargo como a do seu malogrado irmão – o Príncipe Real D. Luís Filipe, compare-se, ainda assim, aos nossos Presidentes (que muitos nem sabemos os nomes), analisando-se o respeito e a admiração que temos por eles…

Em suma, a realidade da Sucessão acaba por ser um instrumento pragmático que assegura, para a colectividade, a melhor qualidade possível no desempenho do cargo da suprema magistratura, garantido, igualmente, um know-how, se assim pudemos equiparar, tal como uma fórmula de sucesso está, paralelamente, para uma empresa ou para uma Marca de Grande Prestigio que há muitos anos assegura no seu seio o melhor serviço aos seus utilizadores/destinatários finais.
 

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domingo, 10 de janeiro de 2016

Serviço e amparo


Não havia votos para angariar, era mesmo genuíno. Servir aqueles que jurara servir. D. Manuel II dirigindo-se aos doentes, àqueles com mais desânimo. Para esses que passavam maus momentos era-lhes reservado o que Portugal tinha de melhor, de mais honroso e de mais prestigiante: a presença de El-Rei.

Foto - Obtida por via de Luís Afonso.

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domingo, 16 de agosto de 2015

Adamastor

Em certo sentido quis a História confirmar, em Outubro de 1910, a veracidade do terrível medo que emanava do profético e ameaçador Adamastor, não na sua figura mitológica mas também, curiosamente, na de um gigante no mar, metálico, materializado na forma de um barco, de onde, do rio Tejo, saíram os tiros parricidas que alvejaram, repetidamente, o exterior e o interior da morada do nosso Rei e que mais veemente ditaram a interrupção do Sonho, das Descobertas e do Reino de Portugal.


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segunda-feira, 8 de junho de 2015

Dover e a união

Mesmo em contexto de reserva, percebe-se a preocupação de não gastar o dinheiro dos portugueses...é realmente assinalável. Não podendo existir duas partes mais adversas, souberam, todavia, unir-se em prol dos portugueses e de Portugal. Melhor exemplo não existe.

«4º. São restituídos ao Senhor D. Miguel, Sua Família e seus partidários, o gozo, na forma que se tratar, das suas honras e títulos, sob a cláusula única de que essa restituição não importe encargos para o Tesouro Público.»

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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

"D. Manuel Segundo Margery"

A ver e reflectir, reflectir da possibilidade de um melhor futuro:

"O Lugar da História: D. Manuel Segundo Margery"

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sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Imagens BBC | D. Manuel II

Imagens raras de El-Rei no grupo dos Monarcas do mundo, no cortejo fúnebre, em Maio de 1910, de seu primo Eduardo VII. 

Ver ao minuto 9'37"

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quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Também o desporto um cimeiro exemplo


Filipe VI foi proclamado Rei de Espanha, numa cerimónia discreta, no passado mês de Junho, na casa da democracia - o Parlamento espanhol. Iniciou funções com o seu País envolto num processo complexo em diversos domínios. Não obstante isso, arregaçou as mangas e, num controlo apertado sobre o exercício dos cargos públicos e privados da própria Família Real, e de modo a que não subsistam quaisquer dúvidas de favorecimento àquela, não tem parado de implementar medidas para que a transparência seja o mote do exemplo, nomeadamente determinando uma auditoria externa e pública às contas da Zarzuela no próximo ano. Em Dezembro, serão anunciadas outras medidas. É, assim, neste trilho, que o exemplo já alcançou os próprios espanhóis e até a comunidade internacional, que recebeu com agrado tais decisões.
O preparado Rei de hoje foi, outrora, também, um príncipe que, desde a nascença, esteve em constante preparo e formação. Um desses elementos de preparo foi precisamente o desporto. Apoiante e adepto do desporto, sempre esteve próximo dos atletas espanhóis nos momentos chave das suas carreiras, conforme é exemplo a sua presença na final de Wimbledon de 2008, aquando do primeiro título de Nadal nos Campeonatos ingleses. Também Filipe de Bourbon foi membro da equipa olímpica de Vela na classe Soling, tendo o ponto alto dessa sua valência, e também de exemplo à juventude espanhola, ocorrido quando foi porta-bandeira de Espanha nos Jogos Olímpicos de Barcelona em 1992, terminando em sexto lugar. 
Todavia, antes de Filipe VI, em Portugal, D. Carlos I, um monarca completíssimo, também foi responsável, entre algumas modalidades desportivas, mormente o futebol, pelo incentivo à prática e desenvolvimento do ténis no nosso País. 
Ficou para a memória da modalidade a visita régia, em 1901, de D. Carlos I à Ilha da Madeira, especificamente à Quinta do Palheiro, onde o ténis foi muito praticado. Também no ‘Sporting Club de Cascaes’, era habitual a distribuição de prémios pelo Rei aos vencedores de torneios organizados naquele clube.
Tal como D. Carlos, também seu filho e sucessor, D. Manuel II, era um interessado na modalidade, havendo inúmeros registos da sua ida a eventos de ténis, mesmo aquando do seu exílio forçado em Inglaterra. Curiosamente existem vídeos que evidenciam isso mesmo. D. Manuel foi também um exemplar praticante de esgrima, esse desporto tão interessante e que ainda tem muito por onde crescer no nosso País.
Como se demonstra, a polivalência era mote na Casa Real Portuguesa, sendo que o desporto, tal como outras áreas, entre as quais a pintura, a ciência, a literatura, a estratégia, etc, eram cultivadas para assim comporem o estatuto e a qualidade de um Chefe de Estado mas, acima de tudo, servirem de (bom) exemplo aos portugueses num tipo de filosofia que se formava no ponto mais cimeiro das instituições.

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quinta-feira, 21 de novembro de 2013

«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)