Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

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segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

D. Manuel II, no exílio

Mesmo no exílio nunca deixou de fazer o que o Rei deve fazer: proteger os indefesos. Como soberano que era e se em Portugal não precisava de votos, em Inglaterra exilado menos sentido fazia o que fez. Fez, contudo, por consciência, convicção e formação. Mas os nossos reis eram assim, majestosos na verdadeira aceção da palavra, ou seja protegendo os fragilizados. Em dia de Restauração de 1640 é importante recordar quem fomos e avaliar com aquilo que somos hoje. Quo Vadis Portugal?

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sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Nuno Caetano Álvares Pereira de Melo

6.º duque de Cadaval, 8.º marquês de Ferreira e 9.º conde de Tentúgal, não era homem de retórica amorfa, antes era estruturado em fortes convicções, honra, compromisso e ação.

Normalmente consigo aferir as grandes personalidades, não por estarem no sítio certo à hora certa, do lado dos vencedores, mas antes por nunca abandonarem aqueles que defendiam e manterem-se firmes e leais em quem acreditavam e a quem juraram defender.

O 6.º Duque de Cadaval, tendo sido um alto aristocrata, defensor do Miguelismo, inclusive, ministro a quem cabia chefiar o Governo do Reino, em vez de ter usado da sua poderosa influência para, quiçá, habilmente, manter-se, com a família, por confortáveis terras lusas, onde resplandecia todo o poder dos Cadavais, antes optou por seguir o seu Rei para o exílio, com a família, tendo esta por lá ficado cerca de 100 anos.

Na realidade, existem gestos que ninguém, nem o próprio tempo, alguma vez apagará. Este é um deles.


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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Até os espanhóis...

...até os espanhóis já perceberam que a Monarquia (portuguesa) rende bem mais!

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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

D. Manuel II e D. Amélia em vídeos inéditos!

Vi na passada terça-feira, pela primeira vez na vida, estes magníficos filmes graças ao Miguel e ao Nuno Castelo-Branco e, ainda, ao Samuel De Paiva Pires…a quem agradeço reconhecidamente como português e açoriano. Visionários de uma Causa difícil: melhorar Portugal!
Impressionantes imagens! Comove ver o nosso Rei, o Rei de Portugal e dos Algarves e sua distinta Mãe S.M. a Rainha D. Amélia.
Aquele que alguns, à parte do povo e da maioria, expulsaram (supostamente para ser substituído por um melhor regime), rapidamente foi reconhecido, pelo País de exílio - espertos - o seu elevadíssimo valor. O seu prestígio indissociável a Portugal era enorme e até lá, Inglaterra, ele executou funções de representatividade.
Mas o mais impressionante nestas imagens (raras) é toda uma nova noção, mais realista, dos movimentos e das posturas dos nossos monarcas...dada a relativa boa imagem do vídeo!
(Ampliar os vídeos)

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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

“Era uma vez Manuel”

Às 21h, hora do continente, a RTP 1 vai transmitir hoje uma interessante reportagem sobre El-Rei D. Manuel II, o Rei Traído, no programa Linha da Frente.

Sinopse - «“Era uma vez Manuel” é uma viagem ao local de exílio do último rei de Portugal. Conta a história de D. Manuel II a partir das marcas e dos afectos que o monarca deixou na comunidade de Twickenham, nos arredores de Londres.

Quando se comemora o centenário da mudança de regime no país, o Linha de Frente narra os acontecimentos do outro lado do espelho, do lado dos vencidos, e regista os últimos testemunhos vivos de quem ainda conviveu com o rei. Nesta reportagem desvenda-se o homem que os portugueses esqueceram mas cuja memória os ingleses preservam.

“Era uma vez Manuel” é uma reportagem de Eduarda Maio, com imagem de Luís Flores e edição de imagem de Marcelo Sá Carvalho.»

Fonte - RTP
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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)