Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

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segunda-feira, 24 de agosto de 2015

A caixa verde

«Com um temperamento observador, grave, desde criança [...] mandou pôr à porta do seu palácio uma caixa verde, cuja chave guardava, para que o seu povo pudesse falar-lhe com franqueza, queixar-se [...] O povo começava a amar a bondade e a justiça de um rei tão triste [...].»

Sobre D. Pedro V, Biografia dispersa (in Wiki)

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domingo, 16 de agosto de 2015

Adamastor

Em certo sentido quis a História confirmar, em Outubro de 1910, a veracidade do terrível medo que emanava do profético e ameaçador Adamastor, não na sua figura mitológica mas também, curiosamente, na de um gigante no mar, metálico, materializado na forma de um barco, de onde, do rio Tejo, saíram os tiros parricidas que alvejaram, repetidamente, o exterior e o interior da morada do nosso Rei e que mais veemente ditaram a interrupção do Sonho, das Descobertas e do Reino de Portugal.


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Quando o povo tomou o Paço Real das Necessidades

Houve, de facto, um momento na História de Portugal em que o Povo invadiu um palácio Real (o das Necessidades), tendo causado estragados. É inegável.

Todavia, isso deu-se porque o Povo, indignado, queria vingar a morte do seu Rei dos supostos assassinos, os quais estariam, alegadamente, no Governo. Nunca querendo acreditar que o Monarca tinha efectivamente falecido de doença, a tristeza foi de tal envergadura que deixou a emoção controlar os actos.

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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)