Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

MANIFESTO DE CIDADANIA II

Órfãos?

Ouvi na passada quarta-feira, na Antena 1 – Açores, a Secretária Regional do Ambiente reafirmar o que o Presidente Vasco Cordeiro havia dito sobre o assunto da Incineradora, resumida e concretamente que não era da competência do Governo Regional. Ao ouvir estas declarações, aquilo que imediatamente pensei, e que muitos pensaram, foi: para que precisamos, então, de uma Secretaria do Ambiente? São inúmeros os cidadãos que estão verdadeiramente preocupados com os problemas que esta Incineradora pode trazer a eles e às suas famílias. Estes são os mesmos que, perante tais declarações, se sentem órfãos do poder que os podia e devia defender.

Ora, sem descurar das objetivas competências tutelares e regulamentares do ambiente, vamos chamar-lhes indiretas (para não lhes chamar mesmo diretas), como averiguar dos estudos de impacte ambiental, de autorizar licenciamentos na área, etc, como pode um Governo, que em última instância é quem representa a Região Autónoma dos Açores, por via do seu diploma consagrador – o Estatuto Político-Administrativo, eximir-se generalizadamente de competências? Por ventura esta Incineradora vai ser construída nas Maldivas? No Azerbaijão? No Congo? Não. Será construída na Ilha de São Miguel, pertencente ao arquipélago dos Açores.

“A defesa e proteção do ambiente, da natureza, do território, da paisagem e dos recursos naturais” é um dos objetivos fundamentais da Autonomia, conforme expressa inequivocamente a alínea m) do artigo 3.º do predito Estatuto. Nos termos do artigo 5.º do mesmo diploma, o Governo Regional é um órgão de governo próprio sendo a Região, nos termos do n.º 2 do seguinte artigo 6.º, representada pelo Presidente do Governo Regional, nos casos previstos na Constituição e nas leis e nos decorrentes do exercício de competências próprias do respetivo e aludido Governo. 

Ora, é precisamente dessas competências próprias do Governo, mormente das suas competências regulamentares (vide alínea a) do n.º1 do artigo 89.º do Estatuto Político-Administrativo), que advém, além da Saúde e do Turismo, a definição da política regional no domínio do Ambiente, promovendo e coordenando as ações necessárias à sua execução.

Além disso, decorre objetivamente do artigo 14.º da Orgânica do XII Governo Regional, concretamente quanto às competências do Secretário Regional da Energia, Ambiente e Turismo, que o mesmo as exerce nas seguintes matérias: a) Energia; b) Ambiente; c) Valorização e ordenamento do território; d) Proteção e valorização dos recursos hídricos; e) Biodiversidade, conservação e proteção do património natural; f) Prevenção e gestão de resíduos; g) Turismo. 

Estranhamente, em contraste, e tomando como referência o ano de 2004, não foi o Governo de César que travou o primeiro processo da Incineradora? Então?! Em que ficamos? Há legitimidade ou não há?

Num paralelo possível, D. Carlos I de Portugal morreu precisamente porque, e segundo o entendimento de muitos historiadores, havia exercido os seus poderes constitucionais de uma forma muito acesa e até periclitante, enquanto forma ativa de procurar resolver os problemas que os políticos criaram e que afundavam o País. D. Carlos havia procurado, precisamente, ser o último garante do (seu) povo. Nunca, inclusive no dia 1/2/1908, avisado, ele se escondeu daqueles que jurara defender.

Ao Governo Regional não se pede que recorra a uma fórmula tão arriscada de exercício de quaisquer poderes, muito menos se conclui que se tenha escondido dos seus compromissos, pede-se apenas que aprofunde e consciencialize a realidade e a gravidade deste problema – a Incineradora, o qual afeta/rá muitos açorianos. Que procure, no espírito do seu Estatuto, fazer aquilo que lhe incumbe e que é intervir e decidir em prol do Ambiente, do Turismo e, sobretudo, da Saúde na Região Autónoma dos Açores. Travar a Incineradora, como fez um Governo seu precedente em 2004, era um passo determinante nesse sentido.


Coisa diferente, e estranhamente, está a acontecer por cá, onde alguns agentes políticos, designadamente o Presidente da AMISM, parecem não alcançar, ou não querer alcançar, que um turismo verde, natural, ambiental como aquele que os Açores podem oferecer, sobretudo a muitos estrangeiros que o procuram e tentam fugir, precisamente, da poluição dos seus países, é absolutamente incompatível com a ideia e a instalação de uma Incineradora, por melhor que ela seja.

Embora seja um entusiasta da participação pública dos cidadãos, defensor da figura do referendo para muitíssimas áreas, contudo, e num curto espaço de tempo nesta Ilha, não posso deixar de notar as já várias intervenções cívicas contra medidas a serem praticadas pelos ocupantes de cargos políticos. Neste sentido, começa a preocupar-me tal desfasamento. Já são algumas as vezes que os cidadãos intervêm para corrigir ou suprir aquilo que os agentes políticos têm feito. Por um lado, é positivo. Por outro, algo não vai bem na classe política que cá temos.

Termino com esperança depositada no Sr. Presidente do Governo Regional, o Dr. Vasco Cordeiro, quem julgo que terá o bom senso para travar este equipamento hediondo, quer seja de uma forma direta ou, ao menos, indireta.

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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

T2: Trainspotting


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Indústria 4.0

Existem muitos energúmenos a criticar Trump sem argumentos sustentáveis. 

A possibilidade das políticas protecionistas darem resultado num curto e médio prazo é quase uma realidade adquirida para mim.

O problema de Trump pode ser outro. Na estratégia de recentrar a mão de obra nos EUA, de modo a recuperar o emprego e a produção americana, irá traduzir, consequentemente, um desfoque na Indústria 4.0 e esse atraso poderá trazer, a longo prazo, danos irrecuperáveis.


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Importantíssimos

Portugal arrisca-se a ser um País importante na UE, isso quando sair a França, a Itália, a Grécia, a Espanha, etc.

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'EU TU Násia'

Preocupa-me quando, num futuro, quiçá, não muito distante, forem os médicos a decidirem. 

Por ora, e como isco, é o “doente que decide”. Daqui a uns tempos, poderá não ser assim… como à semelhança dos animais quando diagnosticados “a sofrer” pelo veterinário… Para aí caminhamos…mark my words.

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Nobreza em estado puro

Dois homens cuja atitude e exemplo realmente interessam honrar e divulgar. Dito de outra forma: heróis. Eles existem, andam por aí. Aparentemente normais, apenas revelam-se em circunstâncias muito especiais. A suprema coragem aliada à vontade de ajudar o outro...no limite de se esquecerem de si próprios.

Absoluto respeito e reconhecimento pela verdadeira nobreza.

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Pär Lagerkvist

Aurélio Gomes (entrevistador) - «Alguma vez pensaste que podias ser aquilo que os teus pais não queriam (…)», ao invés procurar «(…) estar à altura do que os pais esperam de nós?»

David Almeida (entrevistado) - «Os meus pais não puseram a fasquia alta, porque também era difícil.»

David Almeida, anão e ator (V. entrevista dada ao Canal Q, a 25/11/2013, no Programa ‘Baseado numa História Verídica’, apresentado por Aurélio Gomes).

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Aurélio Gomes (entrevistador) - «No teatro, chegar ao José Miguel Sintra é também um marco importante na tua vida…?»

David Almeida (entrevistado) - «Cresci!»

Idem

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David Almeida - «Eu ia a passear ali no Chiado e ele (João César Monteiro):

- “David venha cá, ainda bem que o vejo!”

Olá João, tá bom?

- “David, olhe vou fazer a ‘Branca de Neve’, mas não tem anões.”

Ó João, na boa!»

Idem


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WEEK SOUNDZZZzzz!


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Aquela cena do Marco Paulo (...a dos 2 amores) é tramada.

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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Proclamação de Dom Manuel II, Rei de Portugal

Diário do Governo do dia 2 de Fevereiro de 1908

«Portugueses! Um abominável atentado veio oprimir com a maior amargura o Meu coração de filho amantíssimo e de irmão extremoso, e enlutar a Família Real e a toda a Nação, pondo o mais prematuro termo à preciosa vida de Sua Majestade El-Rei o Senhor D. Carlos I, Meu augusto e muito amado Pai, e à de Sua Alteza Real o Senhor D. Luís Filipe, Meu muito querido Irmão.

Sei que a Nação compartilha a Minha extrema dor, e detesta indignada o crime horrendo, sem precedentes na história portuguesa, que assim, inesperada e tristemente, deu fim ao reinado de um Soberano bom, ilustrado, justo e querido, e malogrou o de um príncipe tão esperançoso pelos seus eminentes predicados e virtudes.
Nesta desventurada conjuntura sou chamado, pela Constituição da Monarquia, a presidir aos destinos do Reino, na sua conformidade e no desempenho dessa elevada missão, empenharei todos os Meus esforços pelo bem da Pátria, e por merecer a afeição do povo português.

Paço, em 1 de Fevereiro de 1908

Manuel Rei»


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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

1 de Fevereiro de 1908

A evocar o mais triste dia da História de Portugal, aquele fatídico momento que mudou, para muito pior, os nossos destinos. Enquanto Portugal não se refizer, por via referendária, daquele hediondo facto, será sempre um País mal resolvido com o seu presente e, consequentemente, manchado de sangue, mal com o seu futuro.

Enquanto não formos absolvidos do parricídio pátrio, por via de uma democracia plena, perguntando o que nunca nos foi perguntado, i.e. que caminho regimental queremos seguir, continuaremos reféns dos mesmos que aqui nos conduziram e a deambular na mediocridade enquanto Nação face ao que já fomos.


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sábado, 21 de janeiro de 2017

A Morte de Luís XIV


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Contas

Globalização + Manufactura = Negócio da China!

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União na diversidade

A república por ter, no Presidente eleito, alguém que foi empossado por uma parte da Nação, acaba sempre por ser um resultado que gera separação e, sobretudo, pouco sentido de coletivo.

Inversamente, a Monarquia é a melhor forma de união, não uma união de seguidistas, de partidários ou de forças. Uma união de todos, uma união na diversidade.

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"1785"

É inegável a importância e, sobretudo, a existência de realidades ideológicas e políticas como as autonómicas, até mesmo as independentistas, as do republicanismo, da social democracia, do socialismo, do liberalismo, do jacobinismo, do esquerdismo em geral, etc, etc. Umas vieram, outras foram, outras ainda por aí andam.

Todavia, e apesar de tudo isto e muito mais, as Portas da minha Cidade ainda comportam este símbolo, um símbolo indestrutível ao tempo, o verdadeiro e real símbolo da união:


Foto - PPA.

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'Torquigener Albomaculosus'

Sir David Attenborough e as suas inigualáveis histórias sobre o mundo animal. Um peixe da família do peixe-balão, sem nenhum atributo atrativo, sem cores apelativas, simples e, aparentemente, sem graça. Mas é ele o responsável por uma das mais surpreendentes realizações que alguma vez conheci no mundo dos seres vivos.

Recebido por e-mail. Apenas me ocorreu uma palavra: DIVINAL.


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"O Velho Pretendente"

A última grande chance de Inglaterra voltar a ser católica.

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"A floresta dos disparates"

Um clarificador 'inside job' do Miguel:

«O Senhor Dom Duarte foi convidado para o funeral de Estado do ex-presidente Mário Soares. Acorreu à cerimónia dos Jerónimos na sua condição de Chefe da Casa Real, mas também por retribuição ao amável gesto de Soares que em Maio de 1995, por ocasião do casamento do Duque de Bragança, fizera questão em estar presente.

A participação do então presidente da república Mário Soares foi a todos os títulos excepcional, sem precedentes na Europa republicana no reconhecimento explícito pelo Estado da importância simbólica da Família Real e do seu único pretendente. SAR foi, pois, ao funeral de Estado e tê-lo-ia feito se fosse outro o ex-presidente falecido, pelo que não vejo razão para alguns escritos menores, atabalhoados e privados de siso que ontem percorreram algumas páginas.

É tempo de alguns monárquicos - felizmente muito poucos e infelizmente muito pouco instruídos - compreenderem que o Chefe da Casa Real tem um lugar e um papel na vida do país, não lhe cabendo fazer política politiqueira, tomar bandeiras partidárias, participar em fogos de ódio ou em enlevos ideológicos.

O Senhor Dom Duarte tem sido, talvez, a única voz a marcar a diferença na clara, ponderada mas firme denúncia dos erros e desastres desta III República, pelo que seria injusto insinuar que está a servir o regime e o sistema. Nada de mais errado. Os exaltados que levem a mão à consciência, tenham presente as permanentes críticas construtivas que SAR tem feito ao longo de décadas e se envergonhem por tanto disparate.»

Miguel Castelo-Branco

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"O Primeiro Império Global"


A. J. R. Russell-Wood (Autor) Lançado em 17 novembro 2016 Edição em Português.

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No topo

«O topo da inteligência é alcançar a humildade.»

Textos Judaicos

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Callas

Callas tinha aquela coisa…quando cantava todos ficavam calados.

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Um texto para quem acredita

«Quanto maiores somos em humildade, tanto mais próximos estamos da grandeza.»

Rabindranath Tagore - Poeta, romancista, músico e dramaturgo indiano.

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É aquilo que é

«Aquilo que é temporário em Portugal é definitivo.»

João Vieira Pereira, Diretor-Adjunto do Expresso, hoje na SIC-Notícias.

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De 26 a 40

A Dívida Pública Externa em 26 era de 44%.
Em 1940 ficou nos 5%.
Após isso, com as bases financeiras criadas, iniciou-se uma vasta política de modernização do País, com inúmeras obras realizadas para o efeito.

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7%

Antes do 25 de abril, Portugal crescia a 7% ao ano...

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WEEK SOUNDZZZzzz!



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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Vieirismo escarlate

Escrevi o artigo infra, a muito custo, a 12 de junho de 2014. Porém, o mesmo foi ditado pela minha consciência. No presente peço, tão-somente, o mesmo no Sporting. Só isso.
Acrescento apenas que é minha convicção plena que Jesus fez muito no SLB. Nos tempos de Jesus muitos foram os reparos do FCP relativamente às arbitragens (v. as análises da altura do Vítor Pereira por exemplo). Menos relevância foi dada, à data, naquela disputa, pois o antigo poderio do Porto ia dando para afrontar, por mais uns tempos, o novo do SLB. Naquela fase pouca atenção dávamos ao assunto, pois, sem Bruno de Carvalho, o SCP estava arredado, por princípio, da disputa do título…não tínhamos, desde 2002, força institucional para ombrear nos bastidores.
Ora, quando se dá o volte-face da passagem de Jesus para o Sporting, Luís Filipe Vieira sofreu uma pesada e duríssima afronta, a qual não podia deixar passar…pois o risco de danificar o seu prestígio interno e a sua credibilidade eram enormes.
Pelo que é minha convicção que fosse quem fosse o treinador escolhido para liderar o SLB no período pós Jesus, fosse, eufemisticamente, o Capitão Falcão ou mesmo o Pato Donald, ele teria de ganhar a época 2015-2016. As forças que se reuniam em Alvalade eram por demais ameaçadoras. E assim foi… Não é, pois, de estranhar a falta de decoro exposto entre o SLB e certos agentes desportivos influentes…são imagens e factos que o demonstram repetidamente nas redes sociais e nos meios de comunicação social respeitáveis. No mínimo não fica bem.
Tornou-se imperativo para o SLB, desde da época passada, ter de ganhar. As dívidas são enormes (“segundo clube da Europa mais endividado”) e há que pagá-las com vitórias e receitas.

|Quinta-feira, 12 de junho de 2014


Apesar de ser sportinguista convicto, não me considero um anti-benfiquista. Todavia, não seria verdadeiro se não dissesse que tenho o pré conceito de que os benfiquistas, em geral, e sem prejuízo de umas honrosas mas escassas excepções, são, de certo modo, representativos do nível que estratifica este País. Por outras palavras, somos hoje como somos porque, paralela e indeterminadamente, também existem muitos benfiquistas. Lamento, mas é o que sinceramente acho.
Contudo, julgo ser da maior pertinência fazer um reconhecimento público ao Sport Lisboa e Benfica, na pessoa do seu Presidente, tendo por análise, sobretudo, as últimas duas épocas.
Se bem se lembram o Benfica na época 2012-2013 esteve à beira de vencer tudo o que podia, mas acabou por nada ganhar. Ora, num meio tão adverso como é o círculo benfiquista, quiçá, também, por aquele nível referenciado no primeiro parágrafo, a realidade é que o Presidente, pessoa por quem não nutro especial simpatia, revelou-se determinante e, até, salvo melhor opinião, especial e exemplar num País de fracos. Ou seja, numa república em que se tenta abolir tradições, se diaboliza o conservadorismo, onde o que impera é a novidade, as modas, o “não-presta-fora”, o está velho substitui-se por novo, a irresponsabilidade, o não me incomodes, o “laissez faire, laissez passer”, etc, etc, o acto de manter Jorge Jesus na época seguinte (de 2013-2014), contra tudo e contra todos, revelou não só um enorme sentido de responsabilidade institucional de continuidade, que tanto é precisa neste País, como também, e acima de tudo, um sentido de risco…ou dito de outra forma: coragem.
Luís Filipe Viera, com tal posição, e enquanto Presidente de uma enorme instituição portuguesa como é o Benfica, acabava de dar um sinal diferente de como deve ser a gestão da coisa pública, não só ao nível do Clube que representa mas, igualmente, extremamente aproveitável a Portugal, face à dimensão nacional e internacional do Sport Lisboa e Benfica.
Neste contexto, é com mágoa que registo, por exemplo, que algo similar não se tenha passado com Paulo Bento quando era nosso treinador no Sporting, tendo este que sair perante os insultos de meia dúzia de energúmenos ruidosos que já se tornavam (humanamente) insuportáveis ao estóico técnico. O pior foi que o Presidente da altura, por mais bem-intencionado e respeitável que fosse, não teve a força necessária para por ordem na casa e manter o mister.
Guardarei pois como sintomática, representativa e até necessária aquela posição de Vieira, na passagem de 2013 para 2014, porquanto é emblemática num País que, contrariamente ao que abunda nesta república, normalmente entregue ao facilitismo das decisões simpáticas, dos comportamentos mediáticos fáceis ou de visões pouco estruturadas e sem rumo, carece de posições fortes e determinadas e de sentido de continuidade, tendo o resultado/fruto daquela sua acção se revelado o melhor…conforme todos pudemos comprovar este ano. Afinal, o conservadorismo funciona.
Cumpre-me, assim, com a verdade e em consciência, sobretudo para com Luís Filipe Vieira e Jorge Jesus, e por mais que me custe, a redacção deste texto.|
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sábado, 7 de janeiro de 2017

Regime

I República - Afonso Costa
II República - Salazar
III República - Mário Soares
?

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sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Split


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Os Homens | Bravura | Alguns Casos

Após o embate do Titanic (...pronunciado em inglês) contra um iceberg, foram dadas instruções para, apenas, as crianças e as mulheres ocuparem lugares nos botes salva vidas. Os homens, grosso modo, e unicamente por serem desse género, foram preteridos e, praticamente, ficaram condenados. Apesar da exclusão, considero correta a decisão. Seria a minha decisão.

À parte de relatos que contam que muitos se quiseram salvar, o que é absolutamente natural e lógico numa situação de naufrágio, é sabido de um caso de um homem que se passou por mulher para ter um lugar num dos botes e ter, assim, assegurada a sua salvação. Neste caso concreto houve sucesso, e ele conseguiu mesmo o objetivo: não morrer.

Todavia, outras histórias bem diferentes existiram. Através de relatos de sobreviventes, verificou-se, naquele naufrágio, heroísmo, altruísmo e coragem em momentos em que, muita vezes, tais estados nem sequer ocorrem à mente de quem por eles passa, em contextos drásticos e graves como foi a colisão daquele transatlântico com um enorme bloco de gelo.

Um dos casos foi de Ida Strauss, uma entre algumas senhoras que tinham lugar cativo e não o utilizou. E porque não o utilizou? Porque o marido, num ato de supremo cavalheirismo (hoje quiçá seria acusado de machismo), tinha cedido o seu lugar, num dos botes (o n.º 8), a uma mulher que estava com uma criança ao colo. Perante este cenário a Sra. Strauss decidiu permanecer no Titanic, tendo dito ao marido: “se vais ficar, então eu também ficarei”.

Outro caso foi o de John Jacob Astor IV que viajava em primeira classe, bilionário americano, alegadamente o mais abastado passageiro do Titanic, que depois de levar sua mulher até um bote, afastou-se discretamente para ela não se aperceber que não iria com ele. Assim, ele assegurava a vida da sua companheira.

Para quem teve um tio avô que, em 1958, no naufrágio do Arnel, deu literalmente a vida para salvar uma sobrinha (in casu minha prima), estes casos não me passam indiferentes.


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Desnecessidades

O Socratismo foi uma espécie de Fontismo desnecessário, pois pouco tempo antes tinha havido o Cavaquismo.

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De facto!

Há cada vez menos cinema de autor.

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Mon e Min

Uns querem a Monarquia e outros a Minarquia, isso sem prejuízo de serem conceções diferentes embora conciliáveis.

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Ignorância

Chamar o período do pós 25 abril como o da “Democracia” é um insulto à própria História de Portugal, até parece que não se viveu em democracia no período da Monarquia Constitucional. Até parece que esta república emergiu de outro planeta e não de um País com mais de sete séculos.

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Punisher

Punisher, uma personagem incontornável da Marvel Comics. Criada pelo escritor Gerry Conway e pelos artistas Ross Andru e John Romita, Sr., cabendo ao grande Stan Lee dar-lhe o nome.

Uma espécie de anjo negro, punidor. Embora não figure ao lado dos vilões no elenco da editora, muito menos figura como herói. É antes um anti-herói. A característica que se eleva e faz nele essa clara destrinça resume-se à sua calculista falta de clemência perante os seus alvos. Enquanto um herói levaria o vilão à Justiça, o Punisher entende que a melhor justiça é uma morte rápida, fria e impiedosa.

Quase dispensável seria dizer que, num mundo onde a Justiça tarda e muitas vezes erra, esta personagem, criada nesse especial ano de 1974, ganha dimensão a cada dia.

O Punisher, antes conhecido como Frank Castle, veterano do Corpo de Fuzileiros Navais norte-americano, é impelido para uma drástica forma de combater o crime desde que, enlouquecido, e mergulhado numa dor dilacerante e irrecuperável, assistiu às mortes da sua mulher e dos seus filhos durante um tiroteio envolvendo a máfia americana no Central Park em Nova Iorque. Desejando não ter sobrevivido àquele dia, preferindo ter partido com a sua família, resta-lhe uma vingança perpétua contra o crime.

Senhores e senhoras, apresento-lhes o Punisher:


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Fotografia Real


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Educação | Porque a sua ausência irrita-me sobejamente

«É no problema da educação que assenta o grande segredo do aperfeiçoamento da humanidade.»

Immanuel Kant


«O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele.»

Idem.


«A boa educação é como uma moeda de ouro. Em toda a parte tem valor.»

Padre António Vieira


«Educação é aquilo que a maior parte das pessoas recebe, muitos transmitem e poucos possuem.»

Karl Kraus

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Ouvido na fila para o Quiosque...

«Só Homens podem acreditar em Deus. Os animais não.»

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Idiotice

«Existem duas maneiras de ser feliz nesta vida, uma é fazer-se de idiota e a outra sê-lo.»

Sigmund Freud

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Único

«Por mais humilde que sejas és aristocrata e nobre, não há ninguém que te iguale em tudo que o céu te cobre.»

Prof. Agostinho da Silva, ‘Quadras Inéditas’, p.96.

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“You Are My Lucky Star”

Para muitos o ‘scene’ favorito de Serenata à Chuva é o de Gene Kelly a interpretar o célebre tema que dá nome ao filme. Épico sem dúvida.

Para mim, e como alguns sabem, sempre foi este. A expressão de alegria em Debbie Reynolds quando Gene Kelly dispôs-se a arriscar tudo e a revelar a verdade, reconhecendo-a como verdadeira cantora da película é um momento de excelência no cinema clássico.

Digamos que é algo que me toca e que me diz qualquer coisa.


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Leia

"May the Force be with you"

Leia: uma das minhas princesas favoritas.



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WEEK SOUNDZZZzzz!


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segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

sábado, 24 de dezembro de 2016

King's College Choir | Christmas Carols

O King's College de Nossa Senhora e São Nicolau, em Cambridge, fundado em 1441 pelo Rei Henrique VI.
Ao fundo a ‘Adoração dos Magos’, obra de Peter Paul Rubens.
Data - 1633-1634
Técnica - Óleo sobre tela
Dimensões - 328 × 247 cm


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segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Silence


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Movimento

«A história da humanidade é, essencialmente, a história de humanos em movimento.»

Patrick Kingsley, autor de 'The New Odyssey: The Story of Europe's Refugee Crisis'.

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Progresso finalmente


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França: esquerda sem 'aValls'

Relativamente à França o esquerdismo deposita as suas esperanças em Valls, ou seja o lado mais direitista que o socialismo já viu nos últimos tempos na Europa.

Em suma, ganhe quem ganhar, a direita sairá sempre vencedora.

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Mais um

Ainda hoje, quando me lembro, Rio-me do imposto para a redução da dívida pública.

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O Rei Poeta



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D. Fernando II | Bicentenário do nascimento


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WEEK SOUNDZZZzzz!


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domingo, 18 de dezembro de 2016

MANIFESTO DE CIDADANIA I

Incineradora | São Miguel | Ponta Delgada
Manifesto de Cidadania

Esta notícia reporta-se a 2004, repito 2004, cerca de 12 anos atrás. De salientar que, neste processo (em Coimbra), é a própria Provedora do Ambiente da Câmara Municipal de Coimbra que, já naquela altura, se manifestou contra a incineradora, tendo proposto medidas alternativas, concretamente tratamento mecânico e biológico. Acrescentou que a incineradora é “uma opção cara e desrespeitadora dos compromissos comunitários ambientais”.

Relativamente ao processo da incineradora a ser instalada em São Miguel, potencialmente em Ponta Delgada (Azores Parque), pouco mais recente que o de Coimbra, pois o seu início data de 2008, apenas tivemos conhecimento, no que concerne a algo similar à predita provedoria conimbricense, das suscitações de Alexandre Gaudêncio (edil da Câmara Municipal da Ribeira Grande). Porém, atendendo às mais recentes notícias, que falam em “unanimidade” quanto à continuação do processo, aquele parece ter capitulado.

Este é um assunto mal comunicado às populações conforme vários intervenientes têm vindo a alertar na comunicação social e, consequentemente, demasiado grave face aos contornos que poderão assumir para a saúde, turismo e para o ambiente em geral.

Desafio qualquer um dos agentes políticos identificados e responsáveis no procedimento a esclarecerem acerca do grau de malefício para saúde que a incineração pode gerar, uma vez que os gases expelidos, por terem uma complexa composição química, poderão importar consequências diretas para a saúde pública, por via do ar que respiramos. 

Têm de ser reapreciadas as consequências deste equipamento, em geral, para São Miguel e, em especial, caso se confirme a localização, para os cidadãos e munícipes de Ponta Delgada, sem descurar da saúde das nossas crianças, as futuras gerações.

Se a construção vier a ser concretizada no Azores Parque e, como tal, tornar a cidade de Ponta Delgada o ESCAPE da incineradora na ilha, cujos gases e efeitos vão atingir diretamente, num vasto perímetro, os ponta-delgadenses e também os ribeira-grandenses, gostaria de afirmar que não se votou no Dr. Bolieiro para isto, muito menos num organismo como a Associação de Municípios, este sem voto popular de todo. Não me recordo de ver esta matéria no seu Programa eleitoral. Solicito-lhe, pois, enquanto Presidente da edilidade visada, a minha edilidade, uma ação/movimentação concreta e contrária no sentido de por termo a este projeto ou perderá a minha confiança enquanto eleitor e munícipe. Neste domínio há reverso (quanto se sabe ainda não existe adjudicação). 

Culmino afirmando que o meu voto, nas próximas eleições, irá para o candidato que, expressa e inequivocamente, demonstrar que não irá construir a incineradora e que apresentar medidas alternativas conforme se verificou em Coimbra.

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sábado, 3 de dezembro de 2016

Arrival


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Restauração sempre!

Como é diferente quando todos os portugueses se encontram do mesmo lado. Este é um feriado de todos.
Acabemos com feriados ideológicos que colocaram/colocam portugueses contra portugueses.
Restauração sempre!

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Como deviam ser os feriados

O dia 5 de outubro, reportado ao Tratado de Zamora, devia ser o dia de Portugal e da Independência.
O passado dia 1 devia ser o da Liberdade.

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Ode à organização

Focando-me, por exemplo, em Kant e Hegel, devo confessar que acho quase ignóbil aquela distorcida, embora estabelecida, opinião de relacionar a inteligência a uma certa desordem, a uma postura pouco organizada, normalmente aqueles comuns argumentos de que é "louco embora genial", "vive no caos mas possui um cérebro brilhante", "desorganizado externamente, mas organizado internamente". Nada mais ardil. 
Curiosamente, as mentes mais brilhantes que conheci, inequivocamente superiores às comuns, revelavam pessoas extremamente organizadas em sentido amplo. 
Não sendo aqui trazida à colação a emoção humana, muitas vezes equilibrante, tão somente invocando-se o domínio da pura razão e lógica, estas estão inequivocamente conexas a comportamentos de tal modo sistematizados que acabam por aglomerar, rápida e distribuidamente, informação e conhecimento, operando de forma mais apurada que o outro entendimento aqui em contraste.
Talvez por isso é hoje frequente ver-se muita "loucura e caos" e pouca "organização e ordem" e, consequentemente, menos progresso que aquilo que devíamos alcançar, acrescendo que estamos a perder, também por isso, a disputa com as máquinas.


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Sempre pensei que terrorismo derivava de terror…

A capa da “E – A Revista do Expresso” de 12-11-2016 falava do “terror do regime de Assad e da violência do Daesh”.
Ou seja, segundo o Expresso e segundo o responsável pela matéria em questão (“A menina de Alepo – Nujeen”), ficamos a saber, atendendo aos substantivos empregues, que o regime de Assad significa terror e que o Daesh é (apenas) violento. Por outras palavras, o governo de Assad, que há poucos anos nem se ouvia falar, uma vez que era dado consumado a tranquilidade existente na Síria, atualmente, vai-se lá saber porquê…, passou a ser muitíssimo pior que o Daesh…que é uma organização tão-somente violenta comparativamente ao governo sírio que personifica o terror.

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Geraldine Page

Geraldine Page, atriz norte-americana, nascida a 22 de novembro de 1924, Kirksville, Missouri, EUA.


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Schäuble

Wolfgang Schäuble tomou posse a 22 de novembro de 2005 como Ministro das Finanças da Alemanha do Primeiro Gabinete Angela Merkel, esta sendo, naquela data, a primeira mulher a ocupar o cargo de chanceler da Alemanha.
Ficou confinado a uma cadeira de rodas após ter sido vítima de atentado em outubro de 1990. A tentativa de assassinato aconteceu numa ação de campanha eleitoral no Estado Federal de Baden-Württemberg, tendo levado um tiro na coluna vertebral.


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She's the best man for the job

«Os Tories escolherem, ainda nos anos 70 (quando não havia esta angústia de mostrar diversidade) a Margaret Thatcher para o cargo afirmando "she's the best man for the job". »

S. Jofre.

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Sinais dos tempos

Marcelo reúne uma circunstância única na História, pois é o primeiro Chefe de Estado português que, em vez de ter uma Rainha Consorte, Primeira-Dama, mulher ou companheira, tem uma namorada.

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Vergüenza


Essa gente envergonha qualquer português. Como não bastasse o desrespeito, foram mesmo ao patamar da provocação ao usar uma camiseta com a bandeira republicana espanhola.

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(In)coerências

Há quem não aplauda um Rei duplamente legitimado democraticamente (Constituição e Referendo), mas aprove votos de pesar a Fidel Castro...

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Multidão e Reis, é sempre assim


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Visita de Filipe VI

Ouvido de uma pessoa que nada liga às questões república vs monarquia:

«Tinha tanta gente no Norte para ver os Reis, com um referendo…não sei, não sei…»


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Isabel de Bourbon

Nascida em «(…) Fontainebleau, 22 de novembro de 1602 – Madrid, 6 de outubro de 1644) foi a primeira esposa do rei Filipe IV e Rainha Consorte da Espanha de 1621 até sua morte, e também Rainha Consorte de Portugal e Algarves entre 1621 e 1640. Era a filha mais velha do rei Henrique IV da França e sua segunda esposa Maria de Médici.»

In Wk.


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Saladino, O Grande

"Tornou-se célebre entre os cronistas cristãos da época pela sua conduta cavalheiresca" e, apesar de ter sido o maior adversário dos cruzados, "conquistou o respeito de muitos deles, incluindo Ricardo Coração de Leão". Nunca foi uma figura odiada na Europa, antes um exemplo relativamente aos "princípios da cavalaria medieval".
Conquistando Jerusalém, soube ocupar a cidade com a mestria árabe que outrora tanto mérito deu à respetiva cultura. Respeitando as crenças religiosas de todos, os seus símbolos, nunca deixou de ser uma referência no seio da sua própria religião...ainda hoje. Ele foi, por assim dizer, um imperador árabe, porquanto unificou várias fações e tribos.
Um homem poderoso que honrou um islão que era muito mais próximo do verdadeiro do que aquele que, infelizmente, muito ouvimos hoje falar. Saladino, eventualmente, o último rosto de um universo árabe de progresso e avanço que acabaria por estagnar pouco tempo depois do seu desaparecimento.

Fonte complementar - Wk.


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sexta-feira, 18 de novembro de 2016

American Pastoral

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Marcelo e a Rainha


Uma postura de amabilidade que não esconde a ausência de paridade.


Foto - Presidência da república.


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Abolição da escravatura, nós e os outros

Esta famosa fotografia de Olivier Douliery, para a Getty Images, espelha de uma forma especial o que é o progresso civilizacional. Tirada na Sala Oval da Casa Branca, reproduz, por um lado, a imagem pintada de Abraham Lincoln (1861-1865), eleito pelo partido republicano, aquele que foi o responsável pela Declaração de Emancipação. Do outro lado, o esquerdo, temos a imagem fotografada de Barack Obama o 44.º Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), eleito pelo partido democrático.

O progresso aqui é interpretado de uma forma muito clara, ou seja foi por ter havido a presidência Lincoln que houve a presidência Obama. Os dois acabam por estar, neste aspeto, intimamente ligados, não fosse Barack Obama o primeiro Presidente negro eleito pelos norte-americanos.

Abraham Lincoln foi o 16.º Presidente e o primeiro pelo partido republicano, derrotando oponentes democratas. Ora, foi um Lincoln que, apesar de pertencer a um partido aparentemente mais conservador que o dos seus adversários à esquerda, e também supostamente mais liberais, objetivamente mostrou repúdio presidencial pela escravidão então praticada legalmente no Sul. A sua ação traduziu, de facto, um momento assinalável para a História da América, com repercussões a nível mundial dada a importância do respetivo exercício prático, em toda a sua amplitude, bem como, subsequentemente, à luz dos direitos universais do Homem.

Contudo, é com alguma tristeza que, de certo modo, vejo desvalorizada uma outra realidade não menos importante e não menos exemplificativa para o mundo. Portugal, por intermédio do reinado de S.M.F. D. José I (séc. XVIII), foi pioneiro precisamente na abolição da escravatura. Foi o primeiro dos primeiros. Posteriormente, e de forma plena e prática, no reinado de S.M.F. D. Luís I (séc. XIX), a abolição da escravatura era concretizada em todo o Império Português. Estávamos numa fase em que tínhamos, apesar de tudo, uma elite pensante bastante mais robustecida que aquela que temos presentemente, em que defendíamos os valores da humanidade por uma ótica da vida e da igualdade. Hoje é incompreensível, ou talvez não…, que não se celebre, de forma vincada, este avanço trazido por Portugal à civilidade universal, o qual nos devia encher de orgulho enquanto nação e que, estranhamente, pouco ou nada se faz nesse sentido. Será, eventualmente, para não recordar aos portugueses de hoje quem realmente fomos antes e o quanto eramos melhores que aquilo somos? Talvez.


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As origens não se mudam

Pelos mesmos fundamentos que entendo que o melhor sistema para Portugal e para alguns países da Europa seria o (regresso ao) monárquico, na mesma proporção entendo que os EUA devem ser uma república. Tem que ver com o modo de funcionamento e com a origem das respetivas formações enquanto estados. São sedimentações de várias naturezas e de muitas gerações políticas que não podem ser desacreditas e destruídas em rutura. Veja-se, por exemplo a este propósito, o que a república portuguesa fez a um dos símbolos maiores de Portugal, a sua bandeira, alterando radicalmente as suas cores de origem, tratando de as substituir por outras que nada nos dizem e apregoando, assim, uma nova ordem que fez tábua rasa a mais de 700 anos de história.

Sem prejuízo daquilo que fizeram, nesta matéria, Napoleão I e Napoleão III, hoje seria de todo impensável que, por hipótese, uns insanos dessem uns tiros e quisessem alterar o regime norte-americano de uma república para uma Monarquia. Seria um absurdo. Isso não seria bom, desacreditaria aquela nação, geravam-se muitíssimas mais fações, desuniões e, acima de tudo, creio que os EUA definhariam, tal como um pássaro selvagem engaiolado. Porém, foi isso mesmo que, mutatis mutandis, aconteceu, na realidade, e infelizmente, em Portugal e em outros países da Europa. Um rudíssimo golpe histórico que nunca mais nos/os tornou os mesmos.

Outrora, em Portugal, fomos o que os EUA são hoje, mas hoje somos aquilo que somos…e não gostamos daquilo que somos. Isso explica-se pois estamos dominados por políticos…até ao topo da pirâmide. Somos excessivamente autocríticos, precisamente porque não temos rumo, nem tão pouco um verdadeiro símbolo que nos una como nos uniu. Estamos demasiado espartilhados para uma parcela tão pequena, mas com tanto potencial. Sim potencial, pois ainda acredito em Portugal. Num Portugal diferente.


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150 anos

Um homem amado, não pelas elites, mas apenas pelo povo.

Quis o bem de Portugal acima de tudo.

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Origem da palavra

Talvez poucos saberão isto mas, verificando, rapidamente concluirão que o nome “Espanha” é, em si só, uma afronta a Portugal.

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Não é para justificar/defender D. Sebastião, mas...

Joana de Áustria, Princesa de Portugal

«Enviuvando em 2 de janeiro de 1554, deu à luz o filho dezoito dias depois, na meia noite do dia 19 para o dia 20 de janeiro, tendo regressado a Espanha a pedido do seu pai, que tencionava abdicar, confiando a educação do filho, com apenas três meses, à sua sogra Catarina de Áustria (que era também sua tia).»

In Wk.


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Alguma esperança

Nem tudo está perdido neste País quando compramos o Expresso e vem esta coleção, em especial com aquela expressão no canto superior esquerdo:


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É a história que se adultera

«No nosso viver habitual, vão desaparecendo as nossas seculares tradições. É a história que se adultera. São os hábitos e costumes que vão.
Atravessamos uma época de verdadeira confusão social.
(…) As falências das actividades comerciais e industriais, e particularmente da própria banca, são uma constante, e normalmente arrastam para a miséria não poucas famílias.
Com a “importação” de certas modernices estranhas ao nosso viver substituído por certos sistemas sem significado, é toda uma vida ancestral que se modifica sem proveito para ninguém.»

Ermelindo Ávila, escritor e historiador, in Diário dos Açores, 13 e novembro de 2016, pág. 8.

Post Scriptum – Recomendo vivamente a leitura integral deste artigo.


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No caso do nacional socialismo alemão foi mesmo assim

«Que os deuses protejam os povos da sua loucura!

Que nos protejam da democracia.»

Miguel Sousa Tavares, in Expresso, Primeiro Caderno, 5/11/2016, pág. 9.

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Stefan Wyszyński

João Paulo II, na sua espontânea humildade, cumprimentando, em reconhecimento, um homem santo o qual foi sua referência enquanto sacerdote, o Cardeal-Primaz da Polónia Stefan Wyszyński.

Em Varsóvia, em 26 de maio de 2006 por ocasião da sua visita à Polónia, Bento XVI na homília da missa naquele dia disse:

«No início do seu Pontificado, João Paulo II escreveu ao Cardeal Wyszynski: "Na Sé de Pedro não haveria este Papa polaco, que hoje repleto de temor de Deus mas também de confiança começa o novo Pontificado, se não houvesse a tua fé, que não cedeu diante da prisão e do sofrimento, a tua esperança heróica e a tua confiança incondicionada na Mãe da Igreja; se não houvesse a Jasna Góra e todo este período de história da Igreja na nossa Pátria, ligado ao teu serviço de Bispo e de Primaz" (Carta de João Paulo II aos Polacos, 23 de outubro de 1978).»

In Wk.


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Papado do fortalecimento

Muitos acharam que o Papa João Paulo II devia ter abdicado nos últimos tempos do seu papado, dadas as suas condições de saúde. Alguns chegaram mesmo a afirmar que o Papa dava uma imagem decadente e, como tal, devia dar o lugar a um substituto.

No meu modesto testemunho, relativamente ao exemplo de S. João Paulo naquele período, e naquilo que ele me inspirava, devo referir que se tratava essencialmente de uma transmissão de força, uma força para continuar, uma força por via do exemplo, aquela que a ele, fisicamente, faltava mas que, porém, expressava-a pela sua vontade indómita de nos indicar o/um caminho. O exemplo e a tamanha determinação do Santo Padre revelavam, comparativamente, o quanto podem ser pequenos os nossos desígnios quando estamos acomodados. Como tal, o exemplo e a sua imagem não podiam ser mais inspiradores. Ainda hoje agradeço-lhe por isso. O papado para ele era uma missão ativa até ao último suspiro.

Acresce que o Papa João Paulo II era, mesmo na fase final da sua caminhada, uma inesgotável fonte de fortalecimento para os outros, aspeto que muitos e muitos líderes mundiais, nas suas plenas faculdades, nunca conseguiram.


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Werner Herzog e as galinhas

The legendary film director Werner Herzog lets us know where we can find the most pure stupidity.

Directed by Siri Bunford, shot by Tom Streithorst.

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Presidência Imperial

Estou cada vez mais convencido que Maurice Duverger é que tinha razão, quando afirmava que os EUA eram/são a última monarquia tradicional no mundo ocidental

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Let's make Portugal Great Again! ;-)

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Reaberturas...

Trump vai reabrir a prisão de Guantánamo. Ups…esqueço-me…esteve sempre aberta.


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Blue Wall

Acusam Donald Trump de só erguer muros. Não é verdade. Ele derrubou o ‘Blue Wall’*

*Os 18 estados do partido democrata tradicionalmente inexpugnáveis.

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Posturas

Donald Trump não se coíbe de exibir rendimentos, a Trump Tower, o recheio da casa, os carros, o avião, etc, etc.

Os administradores da CGD nem aos juízes do TC querem revelar o que têm…

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Tramps and Trump

The tramps problem will be resolved by Trump.

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Green Trump

Gostaria apenas de precisar um aspeto relativamente à vitória de Trump. Face ao que expôs em campanha, existe um domínio que me torna cético quanto ao seu mandato: o ecológico.

Neste contexto específico, por sua vez, também não me refiro ao “global warming”, que entendo não estar demonstrado. Refiro-me, tão-somente, à defesa do ambiente num sentido simples e concreto: redução da poluição. Veremos o que a sua administração irá fazer neste âmbito…

No resto, deposito esperança que Trump venha a ser melhor em tudo que os seus recentes antecessores (até Regan inclusive).


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Visão otimista

A melhor parte disto tudo é que o mundo vai ter, como Primeira-dama dos EUA, a Melania Trump.

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Ronald rima com Donald


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Os Presidentes

O nível do discurso político subiu muito após o dia 9/11. Quer Trump, quer Obama, quer Hillary estão a demonstrar ao mundo o que significa colocar os EUA acima dos interesses partidários ou pessoais, bem como de aceitarem a decisão soberana do povo...coisa que em Portugal seria impensável, a Geringonça é a prova disso mesmo.

"A very good man", disse Trump de Obama no passado dia 10 do corrente mês.


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O Presidente



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WEEK SOUNDZZZzzz!


In memoriam.
Hoje partiu. Diz Cohen neste tema: "I'm ready, my Lord".


Made in Portugal.

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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)