Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

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sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Os Homens | Bravura | Alguns Casos

Após o embate do Titanic (...pronunciado em inglês) contra um iceberg, foram dadas instruções para, apenas, as crianças e as mulheres ocuparem lugares nos botes salva vidas. Os homens, grosso modo, e unicamente por serem desse género, foram preteridos e, praticamente, ficaram condenados. Apesar da exclusão, considero correta a decisão. Seria a minha decisão.

À parte de relatos que contam que muitos se quiseram salvar, o que é absolutamente natural e lógico numa situação de naufrágio, é sabido de um caso de um homem que se passou por mulher para ter um lugar num dos botes e ter, assim, assegurada a sua salvação. Neste caso concreto houve sucesso, e ele conseguiu mesmo o objetivo: não morrer.

Todavia, outras histórias bem diferentes existiram. Através de relatos de sobreviventes, verificou-se, naquele naufrágio, heroísmo, altruísmo e coragem em momentos em que, muita vezes, tais estados nem sequer ocorrem à mente de quem por eles passa, em contextos drásticos e graves como foi a colisão daquele transatlântico com um enorme bloco de gelo.

Um dos casos foi de Ida Strauss, uma entre algumas senhoras que tinham lugar cativo e não o utilizou. E porque não o utilizou? Porque o marido, num ato de supremo cavalheirismo (hoje quiçá seria acusado de machismo), tinha cedido o seu lugar, num dos botes (o n.º 8), a uma mulher que estava com uma criança ao colo. Perante este cenário a Sra. Strauss decidiu permanecer no Titanic, tendo dito ao marido: “se vais ficar, então eu também ficarei”.

Outro caso foi o de John Jacob Astor IV que viajava em primeira classe, bilionário americano, alegadamente o mais abastado passageiro do Titanic, que depois de levar sua mulher até um bote, afastou-se discretamente para ela não se aperceber que não iria com ele. Assim, ele assegurava a vida da sua companheira.

Para quem teve um tio avô que, em 1958, no naufrágio do Arnel, deu literalmente a vida para salvar uma sobrinha (in casu minha prima), estes casos não me passam indiferentes.


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terça-feira, 8 de março de 2016

Gravelines e o FCP

Existe um aspecto que aproxima Filipe II de Espanha (I de Portugal) a Pinto da Costa:

O primeiro recrutou portugueses para a composição da Invencível Armada para tentar vencer a Batalha Naval de Gravelines, enquanto o segundo recrutou espanhóis para, com as devidas adaptações, tentar ganhar as competições em que o FCP estava envolvido.

Em suma: o resultado foi igual nos dois casos...um desastre.
 
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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

quarta-feira, 20 de março de 2013

Herói

Texto 1

Ontem (13/03/2013), no Faial da Terra, um ser humano perdeu a vida para salvar um outro ser humano.
Assim, e ainda que esse ser humano fosse um pai que procurava salvar a sua filha, tendo-a, quanto julgo saber, protegido com o seu corpo dos escombros, ficou criado o cenário para o reconhecimento e a atribuição, pelo Concelho da Povoação, de um honroso título póstumo a esse cidadão

Um acto nobre destes deve ser formalizado para ser recordado por todos. Tal acto traduz a verdadeira nobreza, a nobreza do exemplo.

Um gesto que demonstra que nobreza e heróis não são coisas do passado, são coisas do presente e que servem de referência para o futuro.

Nobre, nobre homem! Honra e coragem são o seu legado.

Obrigado amigo desconhecido.

Texto 2

A opção de ir ao encontro de uma criança de 4/5 anos, em vez de se ter salvo a si próprio, quiçá sendo aquele que mais agilmente conseguiria se desembaraçar da derrocada, conseguiu, literalmente, com um abraço de amor, não só salvar a sua filha como, com o nobre exemplo, lembrar-nos que ainda podemos acreditar, no meio deste mundo descontrolado, em valores superiores...os mesmos que poucos ainda vão acreditando mas que começavam a achá-los dissipados.

O teu exemplo comove-me insistentemente. Nunca querendo passar pelo que passaste, mas se passar, não quero hesitar como tu não hesitaste. Quero plagiar a tua nobreza.
Obrigado, amigo António Americano (Soares).

Até sempre.

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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

“Todos nós sabemos de que morreu a Lady Di…”

Recentemente, num think tank em que participei, e com aquelas reticências, levantavam suspeitas ou dúvidas quanto à morte da filha do 8.° Conde Spencer. 
Relativamente a isso objectivo apenas o seguinte: 

A Lady Di morreu de hemorragia(s), originada(s) num desastre automóvel em Paris.
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quinta-feira, 15 de março de 2012

Povo belga em tristeza

Apesar dos problemas de saúde, Alberto II, o grande Rei dos Belgas, fez questão de deslocar-se ao encontro das famílias em sofrimento.

Deixo, por este meio, as mais sentidas condolências às famílias que sofreram esta dolorosa perda.
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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)