Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

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sábado, 6 de maio de 2023

O Rei de Portugal

“O olhar fito do Rei a si conduz
Os olhares fitados e vizinhos.
O Rei fala, e um seu gesto tudo prende,
O som da Sua voz tudo transmuda.
E a Sua viva Majestade esplende.”

- Fernando Pessoa, 31/7/1935


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Au point

"Um período revolucionário é sempre uma ditadura de inferiores.
A situação de Portugal, proclamada a República, é a de uma multidão amorfa de pobres-diabos, governados por uma minoria violenta de malandros e de comilões. O constitucionalismo republicano, para o descrever com brandura, foi uma orgia lenta de bandidos estúpidos."

Fernando Pessoa | "Da República" (1910-1935)


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domingo, 4 de dezembro de 2022

Literatura feminina?!

Tão deliciosamente observado.
Em tanta insensatez, alguma sensatez.


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sábado, 3 de julho de 2021

A Escolha

Na disciplina de Português do 5.⁰ ano da minha filha houve a excelente ideia, da respetiva docente, para, cada aluno, realizar um trabalho de Expressão Oral sobre um escritor açoriano.

Neste âmbito, foi com orgulho que constatei que a minha filha, não optando pelos sempre óbvios Antero, Natália, Nemésio e outros dessa dimensão ou, então, por uns nomes, normalmente recentes e do momento (vulgo da moda), de cultura ou escrita lite, média e imediatista, muitas vezes tendenciosamente levados, a todo custo, por determinadas ideologias, editoras ou lóbis, ela, por sua exclusiva vontade, tenha escolhido o escritor, historiador e jornalista Ermelindo Ávila, homem que não fazia da escrita um meio para se promover, mas antes era a escrita que acabava promovida pela dedicação incessante que ele lhe impunha. Rigoroso no que escrevia, metódico na forma, disciplinado na prática sempre diária do exercício desta arte, meticuloso e sensível no seu amor ao Pico e às suas gentes e, sobretudo, honesto nos relatos que transmitia aos outros.

Enfim, uma mais que merecida escolha que, apenas, me surpreendeu pela especificidade e pelo refinamento de uma criança face ao vasto universo das popularidades e das mais fáceis e espalhafatosas opções que lhe podiam ter sido mais ágeis, mas sem nunca descurar da preciosa vantagem de saber que o escolhido além de ser um dos grandes vultos açorianos da escrita, o Sr. Comendador era, acima de tudo, um homem exemplar que continua a orgulhar qualquer açoriano pelo mundo inteiro.

Imagem - Rosto do trabalho escolar apresentado, cuja capa foi reproduzida de um dos livros da nossa biblioteca.

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sábado, 22 de fevereiro de 2020

sábado, 24 de agosto de 2019

Na mão de Deus

Poema escrito pelo, mais que escritor, filósofo, Antero de Quental:

«Na Mão de Deus

Na mão de Deus, na sua mão direita, 
Descansou afinal meu coração. 
Do palácio encantado da Ilusão 
Desci a passo e passo a escada estreita.

Como as flores mortais, com que se enfeita 
A ignorância infantil, despojo vão, 
Depois do Ideal e da Paixão 
A forma transitória e imperfeita.

Como criança, em lôbrega jornada, 
Que a mãe leva ao colo agasalhada 
E atravessa, sorrindo vagamente,

Selvas, mares, areias do deserto... 
Dorme o teu sono, coração liberto, 
Dorme na mão de Deus eternamente!

Antero de Quental, in "Sonetos"»

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sábado, 23 de dezembro de 2017

Prior do Crato

Nunca adquiri, nem nunca pensei adquirir, um livro deste autor.
Contudo, dado que a tipologia interessa-me (poesia) e, sobretudo, a personalidade visada (Prior do Crato), por quem tenho admiração, não me restou alternativa:


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sábado, 4 de março de 2017

Indiscutível

«Gosto dos animais porque não discutem a existência de Deus».

Walt Whitman, verso, citado por António Lobo Antunes (in Revista do Expresso, edição, 2311, de 11-02-2017, pág. 34), em entrevista, a propósito da sua crença em Deus.


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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Pär Lagerkvist

Aurélio Gomes (entrevistador) - «Alguma vez pensaste que podias ser aquilo que os teus pais não queriam (…)», ao invés procurar «(…) estar à altura do que os pais esperam de nós?»

David Almeida (entrevistado) - «Os meus pais não puseram a fasquia alta, porque também era difícil.»

David Almeida, anão e ator (V. entrevista dada ao Canal Q, a 25/11/2013, no Programa ‘Baseado numa História Verídica’, apresentado por Aurélio Gomes).

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Aurélio Gomes (entrevistador) - «No teatro, chegar ao José Miguel Sintra é também um marco importante na tua vida…?»

David Almeida (entrevistado) - «Cresci!»

Idem

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David Almeida - «Eu ia a passear ali no Chiado e ele (João César Monteiro):

- “David venha cá, ainda bem que o vejo!”

Olá João, tá bom?

- “David, olhe vou fazer a ‘Branca de Neve’, mas não tem anões.”

Ó João, na boa!»

Idem


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sábado, 21 de janeiro de 2017

"O Primeiro Império Global"


A. J. R. Russell-Wood (Autor) Lançado em 17 novembro 2016 Edição em Português.

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sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Séries

Da obra de Leon Tolstói. A ver.

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sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Inqualificável!

Ainda a propósito das #%&@£§ que António Lobo Antunes teceu sobre Fernando Pessoa, nem quero pensar o que diria ele sobre a obra do Pe. António Vieira…

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sexta-feira, 26 de junho de 2015

A carta-profecia de Antero

Pelo insuspeito Antero de Quental!

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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)