Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

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sábado, 21 de janeiro de 2017

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Stefan Wyszyński

João Paulo II, na sua espontânea humildade, cumprimentando, em reconhecimento, um homem santo o qual foi sua referência enquanto sacerdote, o Cardeal-Primaz da Polónia Stefan Wyszyński.

Em Varsóvia, em 26 de maio de 2006 por ocasião da sua visita à Polónia, Bento XVI na homília da missa naquele dia disse:

«No início do seu Pontificado, João Paulo II escreveu ao Cardeal Wyszynski: "Na Sé de Pedro não haveria este Papa polaco, que hoje repleto de temor de Deus mas também de confiança começa o novo Pontificado, se não houvesse a tua fé, que não cedeu diante da prisão e do sofrimento, a tua esperança heróica e a tua confiança incondicionada na Mãe da Igreja; se não houvesse a Jasna Góra e todo este período de história da Igreja na nossa Pátria, ligado ao teu serviço de Bispo e de Primaz" (Carta de João Paulo II aos Polacos, 23 de outubro de 1978).»

In Wk.


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Papado do fortalecimento

Muitos acharam que o Papa João Paulo II devia ter abdicado nos últimos tempos do seu papado, dadas as suas condições de saúde. Alguns chegaram mesmo a afirmar que o Papa dava uma imagem decadente e, como tal, devia dar o lugar a um substituto.

No meu modesto testemunho, relativamente ao exemplo de S. João Paulo naquele período, e naquilo que ele me inspirava, devo referir que se tratava essencialmente de uma transmissão de força, uma força para continuar, uma força por via do exemplo, aquela que a ele, fisicamente, faltava mas que, porém, expressava-a pela sua vontade indómita de nos indicar o/um caminho. O exemplo e a tamanha determinação do Santo Padre revelavam, comparativamente, o quanto podem ser pequenos os nossos desígnios quando estamos acomodados. Como tal, o exemplo e a sua imagem não podiam ser mais inspiradores. Ainda hoje agradeço-lhe por isso. O papado para ele era uma missão ativa até ao último suspiro.

Acresce que o Papa João Paulo II era, mesmo na fase final da sua caminhada, uma inesgotável fonte de fortalecimento para os outros, aspeto que muitos e muitos líderes mundiais, nas suas plenas faculdades, nunca conseguiram.


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sexta-feira, 20 de março de 2015

Pietá por António, o cartoonista


É este o cartoon, do último sábado, do António (Expresso). Trato-o assim, na primeira pessoa, pois é assim que o artista se apresenta: tu cá, tu lá.

Pietá, relembre-se, é uma obra de Michelangelo, datada de 1499, talvez a mais emblemática das suas esculturas. Representa Jesus morto nos braços de Sua Mãe, encontrando-se exposta na Basílica de São Pedro, no Estado do Vaticano. Esta é uma obra, inquestionavelmente, prima.

Quando nos reportamos a uma obra-prima, não podemos atender apenas ao teor estético dela. Uma obra dessa magnitude é prima pois é transversal, i.e. toca diferentes componentes em cada pessoa: sentimental, religiosa, cultural, sensitiva…e também estética.

Ou seja, aquela escultura não trás significado exclusivo, como por exemplo o religioso, aos cristãos. Também um ateu, sensivelmente reconhecerá a magnificência da obra que visiona, porquanto referencia-se noutros dos aspectos mencionados e que não se resumem ao religioso.

Neste contexto, aquela obra expressa, também, para não crentes, outras dimensões que não são passíveis de catalogar, uma vez entrarmos no mais puro e restrito sentido subjectivo de análise de cada um.

Todavia, Pietá, tem igualmente um sentido humano, pois traduz o sentimento da profunda tristeza de uma mãe que perdeu um filho. Ora, é precisamente neste contexto que não é razoável brincar ou fazer analogias bacocas. O sentimento de uma mãe que chora um filho, não é mensurável e, assim, não é passível de ser transposta sequer para uma graçola política.

É pelo conjunto dos argumentos aqui produzidos que considero lastimável a tentativa do cartoonista em ser engraçado com aquela obra do escultor e precursor do Maneirismo florentino. Se dúvida não existia que António não é profícuo em bom gosto nos contextos humorísticos que cria, desde sábado passado fiquei sem dúvida que não estamos perante um humanista.

Por fim, se António alguma vez teve graça, e ainda possa eventual e pontualmente ter alguma, genericamente tem vindo a perdê-la de forma dramática. Julgo mesmo que o Expresso devia promover, em substituição, o seu colega do Caderno de Economia, que apesar de não aprofundar tanto no traço, nem lhe dar tanta primazia como faz o seu homólogo do Primeiro Caderno, Rodrigo tem hoje, imensamente, mais graça nos contextos que cria.

Never Charlie,
Pedro.

Post Scriptum: Além de tudo, e ao contrário do que o António pensa e muitos outros também, talvez não seja inteligente dar já o Passos como morto…

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sexta-feira, 6 de junho de 2014

A ONU e a pedofilia na Igreja

«Se é verdade que houve, por parte da hierarquia católica, quem encobrisse actos pedófilos praticados por clérigos e religiosos, não restam dúvidas quanto à doutrina cristã sobre este particular: "Quem escandalizar um destes pequeninos (...), melhor lhe fora que lhe suspendessem do pescoço a mó de um moinho e o lançassem nas profundezas do mar" (Mt 18, 6).

(...)

Como declarou o presidente da comissão antipedofilia da Santa Sé, o cardeal Sean O"Malley, que vendeu a sua residência episcopal para pagar indemnizações a menores abusados por padres pedófilos, "o direito da criança é prioritário. Não deve haver nenhuma tolerância para quem comete crimes, nem para quem é negligente" na sua denúncia e punição.

(...)

Uma novidade na doutrina e na praxe da Igreja? De modo nenhum. A mal-amada Inquisição, cujo recurso à tortura e desrespeito pela liberdade de pensamento e de expressão repugna à sensibilidade moderna, foi um eficaz instrumento de punição desses actos nefandos. O Santo Ofício não só perseguia a heterodoxia doutrinal como também os abusos de menores, sobretudo se praticados por clérigos.»


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domingo, 27 de abril de 2014

Canonizações

«Acreditar na Família é construir o futuro» 

«Não tenhais medo!»

São João Paulo (II)


«Haja unidade nas coisas essenciais, liberdade nas coisas acidentais e caridade em todas as coisas.»

São João (XXIII).

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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Francisco I, o antes e o depois

O resultado da acção determinada e corajosa do Papa Francisco I tem gerado em mim, enquanto católico, uma sensação nova correlação à forma como a Igreja normalmente é encarada pelos seus habituais opositores. Esta sensação revela-se como se a Santa Sé, a partir de Francisco I, tivesse deixado de ser perseguida...para usar uma expressão bíblica. Sim é isso.
 
Tenho estado atento. Relaciono aquela sensação ao facto da acalmia contra Igreja, da direita não católica à extrema esquerda, ser evidente nos meios comunicacionais que nos circundam.
 
Assim, e pelo exposto, tal realidade parece-me bastante benéfica, positiva e de salutar. Podemos estar perante um novo ciclo...que assim espero. Mas será mesmo assim? O que achais?
 
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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

E isso é bom!

«O Papa trouxe imprevisibilidade.»

Tolentino Mendonça, padre, teólogo e consultor do Conselho Pontifício para a Cultura.

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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Ouvido de um Cardeal português, ex-membro da Alta Cúria Romana

“Um Santo é uma pessoa muito humana”

RR, a 16/10/2013.

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quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Guterres, não dá mesmo...!

«O Magistério da Igreja Católica sempre condenou qualquer forma de comunismo e de algum socialismo que fosse incompatível com a doutrina católica:

Na encíclica Rerum Novarum (1891), o Papa Leão XIII declarou que "a teoria socialista da propriedade colectiva deve absolutamente repudiar-se como prejudicial àqueles membros a que se quer socorrer, contrária aos direitos naturais dos indivíduos, como desnaturando as funções do Estado e perturbando a tranquilidade pública."5
Na encíclica Quadragesimo Anno (1931), o Papa Pio XI afirmou que "o socialismo quer se considere como doutrina, quer como facto histórico, ou como «acção», se é verdadeiro socialismo, [...] não pode conciliar-se com a doutrina católica; pois concebe a sociedade de modo completamente avesso à verdade cristã. [...] E se este erro, como todos os mais, encerra algo de verdade, o que os Sumos Pontífices nunca negaram, funda-se contudo numa própria concepção da sociedade humana, diametralmente oposta à verdadeira doutrina católica. Socialismo religioso, socialismo católico são termos contraditórios: ninguém pode ser ao mesmo tempo bom católico e verdadeiro socialista."6
Na encíclica Mater et Magistra (1961), o Papa João XXIII reafirmou que "entre comunismo e cristianismo, [...] a oposição é radical, e acrescenta não se poder admitir de maneira alguma que os católicos adiram ao socialismo moderado: quer porque ele foi construído sobre uma concepção da vida fechada no temporal, com o bem-estar como objetivo supremo da sociedade; quer porque fomenta uma organização social da vida comum tendo a produção como fim único, não sem grave prejuízo da liberdade humana; quer ainda porque lhe falta todo o princípio de verdadeira autoridade social."7
Na encíclica Centesimus Annus (1991), o Papa João Paulo II, actualizando os princípios da Rerum Novarum, salientou que "o erro fundamental do socialismo é de carácter antropológico. De facto, ele considera cada homem simplesmente como um elemento e uma molécula do organismo social, de tal modo que o bem do indivíduo aparece totalmente subordinado ao funcionamento do mecanismo económico-social, enquanto, por outro lado, defende que esse mesmo bem se pode realizar prescindindo da livre opção, da sua única e exclusiva decisão responsável em face do bem ou do mal. O homem é reduzido a uma série de relações sociais, e desaparece o conceito de pessoa como sujeito autónomo de decisão moral, que constrói, através dessa decisão, o ordenamento social. Desta errada concepção da pessoa, deriva a distorção do direito, que define o âmbito do exercício da liberdade, bem como a oposição à propriedade privada. [...] Se se questiona ulteriormente onde nasce aquela errada concepção da natureza da pessoa e da subjectividade da sociedade, é necessário responder que a sua causa primeira é o ateísmo. [...] O referido ateísmo está, aliás, estritamente conexo com o racionalismo iluminístico, que concebe a realidade humana e social do homem, de maneiramecanicista."8
O Catecismo da Igreja Católica (1992) afirma que "a Igreja rejeitou as ideologias totalitárias e ateias, associadas, nos tempos modernos, ao «comunismo» ou ao «socialismo»".9»

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quinta-feira, 13 de junho de 2013

Apesar de todas as Ordens católicas...


Em 2000 tive o privilégio de poder fotografar a entrada de cavaleiros desta Ordem no Vaticano, que iam ser recebidos pelo Papa João Paulo II. 

Tenho esta foto sempre exposta na minha sala.
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quinta-feira, 11 de abril de 2013

Em São João de Latrão...

Após o Papa Francisco I ter celebrado a missa na Basílica de São João de Latrão, a sede oficial do bispo de Roma, e ter presidido a cerimónia que lhe deu a posse oficial da Igreja, um ritual dedicado à sua formalização como Papa, foi proferir algumas palavras de agradecimento à multidão. Quando já se encontra na varanda, sucede um problema com o som (micro). Diz o Papa: 

«Acho que Deus não quer que eu fale».
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sexta-feira, 29 de março de 2013

Curiosidades: São Dâmaso

Dâmaso não era português de facto, embora tenha nascido lá para os lados de Idanha-a-Velha. Não era português pois Portugal não existia ainda. 

Daí ter sido Pedro Hispano, apenas ele, e até ao momento, enquanto João XXI, o único Papa português.
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quarta-feira, 20 de março de 2013

Rotações

Sou contemporâneo de 5 Papas. 
Sou contemporâneo de 5 presidentes da república portuguesa. 
E ainda dizem que as monarquias não são rotativas?!
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quinta-feira, 14 de março de 2013

Republicanização celestial

Ontem, num debate, na tvi 24, ouvi o dr. Oliveira Martins falar na “republicanização” em matéria de Vaticano/Igreja. 

Posta a afirmação, é de concluir que já faltou mais para se dizer que Jesus Cristo, em vez de Rei, era Presidente (dos Judeus).

Também seria interessante saber o que os católicos republicanos têm a dizer sobre essa “republicanização”…
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Contemporaneidades

Sou contemporâneo de 5 Papas. 
Sou contemporâneo de 5 presidentes da república portuguesa. 
E ainda dizem que as monarquias não são rotativas?!
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quarta-feira, 13 de março de 2013

Francisco I, o Papa

Viva o Papa Francisco I! 
Deus o tenha em Sua Santa Guarda. 

Não apareceu com frases ou gestos messiânicos. Registo tão simplesmente a forma singela e discreta como olhou calma e fraternalmente aquela enorme multidão na Praça de São Pedro. 
Para mim foi bastante. 

Sensibilizou-me, sobretudo, a forma tranquila como o Papa olhou aqueles milhares em São Pedro, como se estivesse a olhar apenas uma só pessoa. 

Relembro que Francisco I é jesuíta e, como tal, também é um homem de Ciência.

Deixo, em saudação ao novo Papa, Francisco, uma missa composta por Giovanni Pierluigi da Palestrina em homenagem ao Papa Marcelo II. Foi tradicionalmente cantada em todas as missas de coroações papais até a coroação de Paulo VI, em 1963. 

Giovanni Pierluigi da Palestrina . "Agnus Dei" (Séc. XVI).
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sábado, 30 de abril de 2011

«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)