A nova chefe de Angola, Isabel dos Santos, a qual controla investimentos decisivos na república portuguesa por intermédio do Bpi, da Zon e até eventualmente da Sonae, fora outros, é a personificação, hoje, do quão foi um erro, de contornos aberrantes, o caminho para onde fomos evacuados, à pressa e à força, pela república.
A república não tem apenas a culpa e a ilegitimidade histórica pelo atentado à democracia que a faz perdurar até hoje. Tem, acima de tudo, culpa objectiva (e de certo modo quantificável) no percurso completamente errado que deu ao Ultramar. Em armas, em força, em insensibilidade, em descolonização irresponsável, da I à III, de ré em república, culminamos hoje num absoluto descrédito com o povo irmão de África. Estamos fragilizados e sem prestígio nesta comunidade PALOP.
Em Monarquia, e pelos crimes republicanos mais acentuados de 1908 a 1910, não foi dado o devido tempo para abordar a resolução, pausada e estruturada, que estava em curso e que, na minha modesta opinião, teria hoje um muitíssimo melhor desfecho. É só lembrar que em 1907 o Príncipe Real Dom Luís Filipe tinha ido em missão de reconhecimento e sensibilização àquele Continente, como futuro Monarca que iria ser. O regime de então sabia que o nosso futuro era África, mas África em Monarquia…unidos por laços de absoluto respeito, abertura e autonomia. Membro tão importante da Família Real em África, só mesmo na ida para Alcácer Quibir de D. Sebastião…
Uma verdadeira Commonwealth portuguesa morreu no dia 5-10-1910. And I rest my case.